segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Flávio vence em 15 Estados no 1º turno; Lula lidera em 12

 



Flávio Bolsonaro (PL) foi o candidato mais votado no primeiro turno da eleição presidencial em 15 das 27 unidades da Federação, enquanto o presidente Lula (PT) terminou à frente nas outras 12.

Flávio liderou em todos os Estados das regiões Sul e Centro-Oeste e também obteve a maior votação em unidades do Sudeste e do Norte. Lula concentrou seu principal desempenho no Nordeste, onde venceu nos nove Estados da região.

O resultado estadual acompanha a vantagem de Flávio na votação nacional do primeiro turno. O candidato do PL recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula registrou 45,16%. Os dois disputarão o segundo turno da eleição presidencial em 25 de outubro.

Blog do BG.

 

ELEIÇÕES 2026: PL lidera e elege a maior bancada da Assembleia Legislativa do RN com 7 deputados estaduais; confira os eleitos

 


As eleições deste domingo (4) definiram os 24 deputados estaduais que vão compor a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) a partir de 2027, com 100% das urnas apuradas. O destaque da votação ficou com o Coronel Azevedo (PL), que alcançou a marca de 105.403 votos (5,43%), registrando a maior votação já registrada para um deputado estadual.

Em relação à distribuição por legendas, o PL consolidou a maior bancada ao eleger 7 deputados estaduais. Na sequência aparecem o PP e o PT com 4 cadeiras cada; PSDB e PV com 3 parlamentares cada; o União com 2 representantes; e o MDB com 1 vaga garantida.

A grande surpresa na nova configuração da Assembleia Legislativa para 2027 ficou justamente na nominata do MDB, que fez apenas um parlamentar e deixou de fora o presidente estadual do partido, Walter Alves – que era considerado o grande favorito da sigla para conquistar a vaga na casa legislativa.

O pleito também registrou índices expressivos de abstenção e votos nulos e brancos no estado: 18,39% dos eleitores aptos não compareceram às urnas, enquanto os votos brancos somaram 4,75% e os nulos chegaram a 5,65% do total.

Lista completa dos deputados estaduais eleitos (por ordem de votação):

  • Coronel Azevedo (PL) – 105.403 votos (5,43%)
  • Ezequiel (PSDB) – 73.217 votos (3,77%)
  • Robson Carvalho (União) – 69.542 votos (3,58%)
  • Julio Cesar (PP) – 66.750 votos (3,44%)
  • Kleber Rodrigues (PP) – 66.172 votos (3,41%)
  • Francisco do PT (PT) – 62.660 votos (3,23%)
  • Kaline de Dr. Bernardo (PV) – 61.905 votos (3,19%)
  • Cinthia de Allyson (União) – 61.586 votos (3,17%)
  • Isolda Dantas (PT) – 60.239 votos (3,10%)
  • Divaneide Basílio (PT) – 59.680 votos (3,07%)
  • Neilton Diógenes (PP) – 57.715 votos (2,97%)
  • Dr. Kerginaldo (PL) – 54.165 votos (2,79%)
  • Dr Gustavo Soares (PSDB) – 53.701 votos (2,76%)
  • Nelter Queiroz (PP) – 52.387 votos (2,70%)
  • Daniel Valença (PT) – 52.099 votos (2,68%)
  • Tomba Farias (PL) – 50.350 votos (2,59%)
  • Cristiane Dantas (PSDB) – 49.589 votos (2,55%)
  • Gustavo Carvalho (PL) – 49.531 votos (2,55%)
  • Bibiano (MDB) – 49.038 votos (2,52%)
  • Eudiane Macedo (PV) – 48.489 votos (2,50%)
  • Ivanilson Oliveira (PV) – 47.831 votos (2,46%)
  • Luíz Eduardo (PL) – 39.918 votos (2,06%)
  • Adjuto Dias (PL) – 37.874 votos (1,95%)
  • Camila Araújo (PL) – 31.438 votos (1,62%)

 

Lula perde força em todas as regiões e tem 3,4 milhões de votos a menos que em 2022

 


O presidente Lula (PT) perdeu votos em todas as regiões do Brasil no primeiro turno das eleições de 2026 na comparação com o desempenho registrado há quatro anos. No total, foram 3.379.966 votos a menos que em 2022, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A maior perda em números absolutos ocorreu no Sudeste, onde Lula recebeu 1,8 milhão de votos a menos. No Nordeste, principal reduto eleitoral do petista, também houve recuo, com redução de 258.555 votos.

Percentualmente, a maior queda na participação entre os votos válidos foi registrada no Sul. Lula perdeu 5,5 pontos percentuais em relação ao primeiro turno de 2022. No Centro-Oeste, a redução foi de 5,21 pontos.

No resultado nacional, Lula recebeu 53.879.538 votos no primeiro turno deste ano, equivalentes a 45,16% dos votos válidos. Em 2022, havia conquistado 57.259.504 votos, ou 48,43%.



O movimento foi inverso para Flávio Bolsonaro (PL) na comparação com a votação obtida pelo pai, Jair Bolsonaro, em 2022. Flávio recebeu 56.104.503 votos, 5.032.158 a mais que os 51.072.345 registrados por Jair Bolsonaro há quatro anos.

O crescimento de Flávio ocorreu em todas as regiões. Os maiores avanços em números absolutos foram registrados no Nordeste, com 1.611.579 votos a mais, e no Sudeste, com acréscimo de 1.429.080 votos.

 Com o resultado do primeiro turno, Flávio terminou com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Os dois disputarão o segundo turno da eleição presidencial em 25 de outubro.

Com informações do Poder360

 


CAMPESTRENSE: Nega de Neném Borges tem 2.077 votos em Campestre para deputada federal; em 2024, foram 3.704 para prefeita



A candidata a deputada federal pelo PSDB, Nega de Neném Borges, obteve 2.077 votos em São José do Campestre nas eleições deste domingo (4). O número fica abaixo do que ela alcançou na disputa pela prefeitura há dois anos, mas as eleições são de naturezas diferentes e pedem cautela na comparação.

Em 2024, Nega concorreu a prefeita e ficou com 41,07% dos votos, atrás de Eribaldo Pinguim (MDB), que teve 42,25%. Em números absolutos, foram 3.810 votos para Eribaldo contra 3.704 para Nega, uma diferença de apenas 106 votos. O pleito teve 9.018 votos válidos, segundo levantamento publicado na época.

Na comparação direta, Nega somou 1.627 votos a menos em 2026 do que em 2024, uma queda de cerca de 44%. O contexto, porém, é outro. Em uma eleição municipal, o eleitor escolhe quem vai governar a cidade e a polarização local costuma mobilizar quase todo o eleitorado. Na eleição para a Câmara dos Deputados, o voto é pulverizado entre dezenas de candidatos de todo o estado, e muitos eleitores seguem lideranças ligadas a outros grupos políticos. Para uma candidata de primeira disputa federal, ter mais de 2 mil votos em um único município de cerca de 11 mil habitantes indica que ela mantém uma base própria na cidade.

Nega é viúva do ex-prefeito Neném Borges, que foi assassinado a tiros dentro de casa em abril de 2023. Naquele ano, o então vice Eribaldo Lima assumiu a prefeitura, e depois foi eleito para o mandato atual. Neném Borges havia sido reeleito em 2020 com 5.142 votos, 63,78% dos válidos.

 

Robinson Faria não consegue se eleger deputado federal por 32 votos

 


Na disputa deste domingo (4), Natália Bonavides e Nina Souza (PL) terminaram como as candidatas mais votadas para a Câmara Federal no Estado. Na sequência aparecem Benes Leocádio (União Brasil), Sargento Gonçalves (PL), General Girão (PL), Dr. Bernardo (PV), João Maia (PP) e Thabatta Pimenta (PV).

Dos atuais membros da bancada potiguar, não conseguiram a reeleição Fernando Mineiro (PT), Carla Dickson (PL) e Robinson Faria (PP). Este último perdeu a vaga por uma diferença de apenas 32 votos para seu companheiro de partido João Maia.

 

ELEIÇÕES 2026: Abstenção atinge maior patamar em quase três décadas e coloca eleitorado ausente no centro do 2º turno

 


Mais de 33 milhões de brasileiros optaram por não comparecer às urnas no primeiro turno das eleições realizado neste domingo (4). A taxa de abstenção alcançou 21,08% do eleitorado nacional, consolidando o maior percentual de ausência em pleitos presidenciais desde o ano de 1998.

O volume expressivo de abstenções ganha ainda mais destaque quando comparado à margem entre os dois candidatos que disputarão o segundo turno. Flávio Bolsonaro (PL) terminou a primeira etapa à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por uma diferença de pouco mais de 2,3 milhões de votos (cerca de dois pontos percentuais). Com isso, o contingente de eleitores que faltou à votação foi cerca de 14 vezes maior que a vantagem de Flávio sobre o atual presidente.

Impacto matemático na disputa

Em termos puramente aritméticos, o volume de votos dos ausentes seria suficiente não apenas para inverter a ordem dos concorrentes, mas até mesmo para liquidar a fatura ainda no primeiro turno — a depender de como essa massa de eleitores se distribuísse. Para vencer sem a necessidade de um segundo turno, um candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos, desconsiderando brancos e nulos. No domingo, Flávio fechou o primeiro turno com 47% dos válidos, enquanto Lula registrou 45%. O segundo turno está marcado para o próximo 25 de outubro.

Comparativo histórico

O índice de ausência deste ano superou o patamar registrado no primeiro turno de 2022, quando 32.770.982 eleitores (20,95% do total) deixaram de votar — ocasião em que Lula obteve 48,43% dos válidos e Jair Bolsonaro, 43,20%. Em 2018, a abstenção havia ficado em 20,33% (29,9 milhões de ausentes).

Apesar de alta, a marca de 2026 ainda fica ligeiramente abaixo da registrada em 1998, quando 21,49% do eleitorado faltou às urnas em um pleito que garantiu a reeleição de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) logo no primeiro turno.

Com informações do Metrópoles

 

Lilico Bezerra sai das urnas fortalecido e vira o nome mais citado para a Prefeitura de Tangará em 2028

 



Maior vencedor da eleição no município, ele ganha espaço nos bastidores, e o grupo político amplia a força com vitórias em Brasília e Natal.

Passada a apuração, uma coisa ficou clara em Tangará: Lilico Bezerra saiu das urnas como o grande vitorioso da eleição no município. E, nos bastidores, o resultado já alimenta a conversa que ninguém quer assumir em voz alta: quem será o próximo prefeito em 2028?

Segundo comentários de bastidores, Lilico desponta como pré-candidato natural ao Executivo municipal. Nada foi anunciado oficialmente, mas o prestígio conquistado nesta eleição o coloca, desde já, no centro do tabuleiro.

Um grupo que sai maior do que entrou

O desempenho de Lilico não é um fato isolado. O grupo político ao qual ele pertence colheu resultados importantes:

  • Samanda, no Senado, leva o nome do grupo para o plano nacional.
  • Cristiane Dantas, na Assembleia Legislativa, reforça a representação estadual.
  • Dr. Bernardo, eleito, amplia a força do campo político.

O 2º turno ainda pode mexer nas peças

Enquanto isso, o jogo não está encerrado. Cadu de Lula segue vivo no 2º turno, e o desfecho dessa disputa ainda pode influenciar alianças e rearranjar posições no cenário local.

E agora, Tangará?

2028 ainda está distante, mas o xadrez político já começou a se mover. Com o prestígio em alta e um grupo fortalecido, Lilico Bezerra entra na lista de nomes que qualquer adversário terá de considerar.

A pergunta que fica no ar: Tangará já conhece o próximo prefeito?

 


TANGARAENSE - O DESTINO É IRÔNICO: Robinson Faria fica de fora por 32 votos, e o detalhe em Tangará é de arrepiar

 



A política potiguar não perdoa, e o destino, menos ainda. O ex-governador Robinson Faria (PP) ficou de fora da Câmara dos Deputados por apenas 32 votos de diferença para o antigo companheiro de bancada João Maia, que um dia dividiu com ele a mesma sigla, o PL. Trinta e dois votos. Menos do que cabe numa sala de reunião de comitê.

Mas é em Tangará que a história ganha um tempero que só o interior sabe oferecer.

Por lá, quem trabalha para Robinson é o conhecido Empresário Erociano, seu cabo eleitoral na cidade. Só que as urnas trouxeram uma coincidência de cortar o fôlego: Paulinha Galdino, sobrinha de Erociano, somou 64 votos no município.

Faça a conta com a gente: 64 votos, o dobro da diferença que tirou Robinson da disputa. Bastava que pouco mais da metade deles tivesse ido para o ex-governador, e o resultado seria outro.

Claro que política não é matemática simples. Voto de parente nem sempre migra para outro candidato, e a eleição proporcional depende do quociente da legenda, não só do duelo entre dois nomes. Mas fica a pergunta que corre nas rodinhas de Tangará e que ninguém vai responder oficialmente: quanto custou, em votos, essa dispersão dentro de casa?

Em uma eleição decidida por 32 votos, cada município, cada família e cada cabo eleitoral vira personagem de "e se". O destino, dessa vez, escolheu escrever com letra miúda.

Robinson Faria somou 598 votos em Tangará, DESTINO CRUEL.

O Blog, está só mostrando apenas a ironia do destino, não está apontando culpados(a).

Ministros do STF plantaram confronto e colheram uma vitória arrasadora da direita

 


Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) plantaram, ao longo das últimas semanas, sementes de um confronto que abalou as instituições e, em muitos aspectos, interferiu na disputa eleitoral. Decisões pouco convencionais, confronto entre integrantes da Corte e atropelos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), inclusive mudando regras de debates e forçando um cenário que poderia ser favorável a Lula, tiveram uma resposta convicta nas urnas. A direita cresceu de forma consistente no Congresso e nos governos estaduais e chega em vantagem na disputa presidencial.

Nada pesa mais nesse cenário do que a sensação incutida na sociedade de que há tolerância de parcela significativa do Tribunal com desvios de conduta e escândalos que a sociedade já entendeu que precisam de investigação rigorosa. Há uma avaliação majoritária de que é preciso dar uma resposta dura ao próprio Supremo. E ela começou a ser dada com a eleição de senadores que pregam o impeachment de ministros. Ainda que o bolsonarismo também esteja envolto em escândalos, foram eles que fizeram o discurso mais contundente contra desmandos no STF.

A mudança não é trivial. Ao obter maioria expressiva, esvaziando o centro, a direita bolsonarista, comprometida com a pauta que inclui derrubada de Alexandre de Moraes e, quem sabe, seus aliados, tem as cartas para discutir o comando do Senado. Se até aqui Davi Alcolumbre dizia abertamente não ter interesse nenhum em pautar um dos mais de uma centena de impeachment que tem em sua gaveta, agora terá que negociar. Há chance real de que perca se não se dobrar ao bolsonarismo. E aí, a primeira proteção até agora dada aos ministros do Supremo - no Congresso - estará perdida.

Há dúvidas de como parte do STF reagirá a esse cenário em que está contra a parede. Garantir a vitória de Lula no segundo turno, para alguns ministros, pode significar equilibrar moderadamente o jogo. É o presidente quem indicará ao menos três, e talvez quatro, ministros para a Suprema Corte. Se Flávio vencer, a segunda proteção para Moraes e companhia, que até aqui tem garantido que ele não seja investigado por ordem do Plenário do Tribunal, também cairá cedo ou tarde. A tentação de ampliar a interferência nas eleições no segundo turno será ainda maior. Eles dobrarão a aposta?

Ricardo Corrêa - Estadão

 

Editorial Estadão: Flávio na frente é recado claro do eleitor

 


Como esperado, haverá segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial, mas as urnas já deram um recado claríssimo no primeiro turno: com Flávio na frente de Lula, e com vitórias expressivas de partidos da oposição ao presidente – sobretudo o PL, partido dos Bolsonaros – na disputa pelo Senado e pelos governos estaduais, os brasileiros deixaram evidente que estão cada vez mais cansados do lulopetismo. Já se pode dizer que o eleitorado deseja mudanças.

O que se espera de Flávio e de Lula, agora, é que se disponham a debater suas ideias para que o eleitor possa saber qual dos dois é mais capaz de fazer essas mudanças. A campanha do primeiro turno, entretanto, não autoriza otimismo.

Ao longo das últimas semanas, o País assistiu a uma sucessão de ataques, insinuações e acusações recíprocas entre as campanhas de Lula e Flávio. Quase nada se ouviu sobre o que cada um deles pretende fazer a partir de janeiro. Ambos apostaram mais no medo de uma eventual vitória do adversário do que na confiança em suas próprias propostas, como se bastasse ao vitorioso ser menos detestado do que o derrotado para se qualificar como bom governante. O resultado é um eleitorado que foi às urnas mais por dever do que por esperança, e que decerto optou pelo que considerou o mal menor.

Lamentar a indigência do debate, contudo, não basta. O País é este. E, desde agora, os candidatos a governá-lo são Lula e Flávio Bolsonaro. É com um deles que a sociedade terá de lidar nos próximos quatro anos. Diante disso, o pior que o eleitor pode fazer por si mesmo e pelo Brasil é se entregar ao desalento, à indiferença ou à raiva. Sua decisão daqui a três semanas pesará muito no futuro. O próximo presidente da República terá pouca margem de erro para tratar de questões dificílimas de resolver.

As contas públicas estão em frangalhos. O crime organizado provoca medo nas ruas e avança sobre a economia formal, a política e até as instituições de Estado. A preservação do meio ambiente, ativo inestimável do Brasil, terá de ser conciliada com a exploração de petróleo e minerais raros. O Brasil precisa definir seu lugar em um mundo em convulsão após o colapso da ordem global do pós-guerra, notadamente marcado pela disputa geopolítica entre os Estados Unidos e a China, seus maiores parceiros comerciais. Como se nada disso bastasse, persistem os problemas domésticos nas áreas de saúde, educação e infraestrutura que, há décadas, frustram o potencial de desenvolvimento do Brasil.

Nenhum desses desafios é trivial. Por isso, os dois candidatos têm a obrigação de comparecer a todos os debates, entrevistas e sabatinas para dizer à Nação, com clareza e objetividade, o que pretendem fazer para resolvê-los. Fugir do debate, sob qualquer pretexto, ou recorrer a promessas vagas e ataques pessoais é não só um desrespeito ao eleitor, como um atentado contra um Brasil mais próspero para todos os seus cidadãos, tanto das atuais quanto das futuras gerações. Ademais, a sociedade merece saber como Lula e Flávio pretendem financiar suas políticas públicas. Não há futuro que não comece pela revalorização da responsabilidade fiscal, um princípio elementar da gestão pública que passou a ser tratado como xingamento.

Há ainda uma responsabilidade moral do futuro presidente perante a Nação. Quem vencer a eleição governará um país cindido, vale dizer, será o líder político também de milhões de cidadãos que não o escolheram para desempenhar esse papel. Não se superam desafios daquela envergadura sem a união do País em torno de objetivos comuns. O tom adotado por ambas as campanhas de agora até o dia 25 de outubro dirá muito sobre a disposição de Lula e de Flávio para curar as feridas abertas por uma disputa tão acirrada.

O segundo turno abre uma nova oportunidade para a qualificação do debate sobre os rumos do País. Os candidatos devem aproveitá-la para, enfim, falar de futuro. Se os problemas do Brasil são enormes, grandíssima também é a disposição de seu povo para resolvê-los – desde que bem liderado, como registra a História.

Opinião do Estadão

 

 

 

Senado terá dois terços pró-impeachment de ministros do STF em 2027

 


O Senado Federal terá dois terços de seus integrantes pró-cassação de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) a partir de 2027.

Do total de 81 senadores, 54 já se manifestaram favoravelmente ao impeachment, segundo levantamento inédito do centro de estudos Ranking dos Políticos.

Em liminar concedida no fim do ano passado e depois parcialmente revertida, o ministro Gilmar Mendes determinou pelo menos dois terços de todos os senadores para a abertura de processos de impeachment contra magistrados do STF.

A lei de 1950 estabelecia que era necessária apenas maioria simples dos senadores, o que poderia representar somente 21 votos, dependendo do número de parlamentares presentes na análise de um pedido.

Baseando-se em declarações dos senadores que ainda têm metade do mandato pela frente e daqueles eleitos neste domingo (4), o Ranking dos Políticos chegou à conclusão de que esse número já foi alcançado.

No total, 37 dos 54 recém-eleitos ou reeleitos defendem o impeachment de ministros do Supremo. É o caso de Domingos Sávio (PL-MG), Reinaldo Azambuja (PL-MS), Marcel Van Hattem (Novo-RS), Guilherme Derrite (PP-SP) e Alessandro Vieira (MDB-SE).

Dos demais 27 senadores na legislatura 2027-2031, apenas seis são abertamente críticos à possibilidade de cassação de integrantes do STF. Entre eles estão Marília Arraes (PDT-PE) e Jaques Wagner (PT-BA). Outros 21 não se posicionaram sobre o assunto, segundo o levantamento.

"O resultado da eleição muda bastante a relação de forças no Senado quando o assunto é impeachment dos ministros do STF", diz Juan Carlos Arruda, diretor-geral do Ranking dos Políticos.

"Isso não significa, claro, que existam hoje 54 votos para afastar um ministro específico. Uma coisa é defender o instrumento do impeachment, outra é votar pela condenação em um caso concreto. Mas o dado mostra que o tema deixou de ser uma pauta de um grupo minoritário e passou a ter um peso muito maior dentro do Senado."

CNN Brasil

 

Eleição derrota caciques da política e impõe reveses a Motta e Alcolumbre

  As eleições deste domingo (4) impuseram derrotas a alguns dos principais nomes da política. Renan Calheiros (MDB), Ciro Nogueira (PP) e Gl...