A política potiguar não perdoa, e o destino, menos
ainda. O ex-governador Robinson Faria (PP) ficou de fora da Câmara dos
Deputados por apenas 32 votos de diferença para o antigo companheiro de
bancada João Maia, que um dia dividiu com ele a mesma sigla, o PL.
Trinta e dois votos. Menos do que cabe numa sala de reunião de comitê.
Mas é em Tangará que a história ganha um
tempero que só o interior sabe oferecer.
Por lá, quem trabalha para Robinson é o conhecido Empresário
Erociano, seu cabo eleitoral na cidade. Só que as urnas trouxeram uma
coincidência de cortar o fôlego: Paulinha Galdino, sobrinha de
Erociano, somou 64 votos no município.
Faça a conta com a gente: 64 votos, o dobro da
diferença que tirou Robinson da disputa. Bastava que pouco mais da metade deles
tivesse ido para o ex-governador, e o resultado seria outro.
Claro que política não é matemática simples. Voto de
parente nem sempre migra para outro candidato, e a eleição proporcional depende
do quociente da legenda, não só do duelo entre dois nomes. Mas fica a pergunta
que corre nas rodinhas de Tangará e que ninguém vai responder oficialmente: quanto
custou, em votos, essa dispersão dentro de casa?
Em uma eleição decidida por 32 votos, cada
município, cada família e cada cabo eleitoral vira personagem de "e
se". O destino, dessa vez, escolheu escrever com letra miúda.
Robinson Faria somou 598 votos em Tangará, DESTINO CRUEL.
O Blog, está só mostrando apenas a ironia do destino, não está apontando culpados(a).


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