O Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do
Norte (Sindppen-RN) esteve em Alcaçuz na manhã desta sexta-feira (27) em
mobilização com os servidores, em defesa da história e da identidade construída
pela categoria ao longo dos anos.
O Sindppen-RN e os Policiais Penais foram pegos de
surpresa com a mudança no brasão da Polícia Penal, realizada sem o devido
diálogo ou consulta à categoria. Além disso, está em curso um projeto de
alteração do fardamento e elementos visuais da instituição, também de forma
impositiva. Segundo o sindicato, trata-se de mais um gesto da gestão da SEAP que
ignora a classe trabalhadora, desrespeitando servidores que diariamente estão
na linha de frente sustentando o controle do Sistema Penitenciário.
“A mudança abrupta do brasão é mais um ato de
afronta à nossa categoria por parte da gestão e não vamos aceitar. O brasão
utilizado até então foi fruto de luta e de uma negociação coletiva ao longo dos
anos, com todo um contexto histórico e institucional, construído por várias
mãos com a participação de diversos Policiais Penais. Portanto, é inadmissível
que a história da PPRN seja desrespeitada dessa forma por uma decisão
unilateral”, comentou Vilma Batista.
Durante o ato em Alcaçuz, a presidente do
Sindppen-RN informou que o sindicato está lançando um abaixo-assinado junto aos
servidores, repudiando e pedindo que as mudanças no brasão e na cor do
fardamento sejam revistas.
“Além da falta de respeito, entendemos que a mudança
não condiz com a realidade da Polícia Penal potiguar. Nosso brasão original,
instituído por decreto governamental, carrega a bandeira do RN, principal
símbolo do estado. Já a nova versão criada pela gestão da SEAP trocou a
bandeira pela imagem do Forte dos Reis Magos, cuja simbologia é mais restrita
ao contexto da cidade de Natal”, destacou Vilma Batista.
Ao longo dos anos, o brasão e a identidade visual da
corporação se tornaram elementos de reconhecimento institucional perante a
sociedade e as demais forças de segurança, representando a afirmação e o
fortalecimento da Polícia Penal enquanto carreira constitucional.
O Sindppen-RN ressalta ainda que a mudança da
identidade visual acarreta uma série de desdobramentos para a categoria, como a
necessidade de troca de fardamentos, distintivos e funcionais. Por esse motivo,
qualquer alteração não pode ocorrer de maneira impositiva e sem planejamento institucional.
Durante o evento, a secretária adjunta da SEAP,
Arméli Brenannd, garantiu que os Policiais Penais serão ouvidos e terão
participação nas mudanças antes da publicação de qualquer decreto. Ela ainda
afirmou ter discutido o tema com a governadora Fátima Bezerra.
Em vídeo divulgado durante o ato, Vilma Batista
reforçou a mobilização e destacou a importância da participação da categoria
nas decisões sobre brasão e fardamento, reafirmando que a Polícia Penal é
construída pelos próprios servidores e deve ser respeitada como tal.










