sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Inquérito da Polícia Civil aponta que condutor de moto aquática envolvida em acidente que resultou na morte de jovem consumiu drogas e bebida alcoólica no dia do ocorrido

 


A Polícia Civil pediu o indiciamento de Eduardo Rithelly Nascimento Silva, condutor da moto aquática envolvida no acidente que vitimou Carlos Eugênio Leopoldo Nunes Filho, pelo crime de homicídio simples com dolo eventual. O crime ocorre quando o autor não tem a intenção direta de matar, mas assume o risco de provocar a morte ao realizar uma conduta perigosa, aceitando esse resultado como possível.

Segundo o inquérito policial, “o conjunto probatório permite concluir, nesta fase investigativa, que EDUARDO previu como concreta a possibilidade de queda e afogamento do passageiro, mas, ainda assim, decidiu prosseguir na condução, assumindo o risco de que o resultado morte viesse a ocorrer”.

O documento enviado pela Polícia Civil ao Ministério Público conta com relatos de testemunhas que afirmam que Eduardo consumiu álcool e drogas durante toda a tarde que antecedeu o acidente. Além disso, a investigação apontou que o investigado tinha o hábito de realizar manobras perigosas e pilotar durante a noite.

O inquérito aponta ainda que a vítima não estava usando colete salva-vidas no momento do acidente. Imagens de câmeras de segurança obtidas pela polícia confirmaram esse fato e, segundo a investigação, mostram que Eduardo arrancou com a moto aquática antes que Carlos tivesse a oportunidade de colocar o equipamento de segurança. Em entrevista à TV Tropical, no momento em que se apresentou à delegacia, Eduardo afirmou que a vítima usava colete no momento do acidente.

Em um dos trechos do inquérito policial, a investigação aponta que Eduardo já havia sido repreendido por funcionários do local devido às manobras perigosas que realizava. Uma das testemunhas disse, em depoimento à Polícia Civil, que Eduardo teria fugido logo após proferir as seguintes palavras: “Me tira daqui, me tira daqui, que eu não posso responder por nada”.

O engenheiro civil Carlos Eugênio Leopoldo Nunes Filho, de 27 anos, morreu após cair de uma moto aquática na Lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta, na Grande Natal, na noite de domingo, 6 de setembro de 2026.

Em entrevista à TV Tropical, no momento em que se apresentou à delegacia, dias depois do ocorrido, Eduardo Rithelly, piloto da moto aquática, negou ter abandonado a vítima ou estar embriagado — versão contestada pela investigação. Ele afirmou que permaneceu no local por cerca de uma hora e meia, ajudando nas buscas, e que deixou a área posteriormente por ter recebido ameaças.

 

Vídeo mostra mulher sendo rendida e levada como refém durante roubo de carro em Parnamirim

 



Uma câmera de segurança registrou o momento em que uma mulher foi rendida e levada como refém durante o roubo de um carro no bairro Nova Esperança, em Parnamirim, na Grande Natal. O crime aconteceu na noite desta quinta-feira (5), por volta das 18h58.

Nas imagens, a vítima aparece sozinha dentro do veículo, um Chevrolet Onix vermelho, quando um homem se aproxima e a aborda. O suspeito obriga a mulher a passar para o banco do passageiro, assume o volante e sai do local levando a vítima como refém. Outro suspeito aparece em uma motocicleta para dar apoio à ação criminosa.

Após o crime, as forças de segurança receberam informações de que os envolvidos teriam seguido em direção à região de Campestre, nas proximidades da divisa entre Parnamirim e Macaíba.

A Guarda Municipal de Parnamirim e a Polícia Militar, por meio do 3º Batalhão, realizaram buscas na região. A PM conseguiu localizar a mulher em uma área rural, nas proximidades de uma estrada de paralelepípedo.

O veículo foi encontrado pela Guarda Municipal no bairro Bosque Brasil, em uma estrada de barro na Rua Porto do Rio Grande. O carro estava abandonado e ainda apresentava o motor quente, indicando que havia sido deixado no local pouco tempo antes.

Segundo a Guarda Municipal, os criminosos quebraram os para-brisas do automóvel antes de fugir, causando prejuízos à vítima.

Apesar das buscas realizadas pelas equipes, os suspeitos não foram localizados. A mulher e o veículo foram encaminhados à delegacia para os procedimentos cabíveis.

O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil.

 


NARCOTRÁFICO: Presidente do Supremo da Bolívia foge do país após ordem de prisão

 


O presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Bolívia, Romer Saucedo, de 38 anos, anunciou que fugiu do país após ser alvo de uma investigação por suspeita de ligação com o narcotráfico. O magistrado teve um mandado de prisão expedido em 3 de novembro e afirma ser vítima de perseguição política.

Em publicação na rede social X, na quarta-feira (4), Saucedo afirmou que tomou a decisão “mais dura da sua vida” e que poderá ser mais útil fora da Bolívia do que “estando em uma prisão ou morto”. Seu paradeiro é desconhecido.

Segundo o jornal boliviano El Deber, os promotores apontaram indícios de envolvimento do magistrado com o narcotráfico, além de risco de fuga e obstrução da Justiça. A irmã dele, Ana Gabriela, também é alvo de um mandado de prisão.

Saucedo nega as acusações e afirma ser vítima de “narrativas baseadas em mentiras”. O magistrado acusa o governo boliviano de perseguição e diz temer pela própria vida e pela segurança da família.

Em sua manifestação, ele citou o assassinato do juiz Víctor Hugo Claure, morto a tiros em 30 de abril deste ano. O crime continua sob investigação. “Contarei ao mundo que no meu país é pecado questionar o poder político e que se assassinam magistrados com total impunidade e cumplicidade das esferas do poder”.

Apesar de ter deixado o país, Saucedo afirmou que não pretende renunciar à presidência do tribunal. Ele declarou que só retornará quando considerar que sua liberdade e a segurança de sua família não estão mais ameaçadas.

Com informações do Poder360

 

Homem é condenado por fraudar 10 inscrições eleitorais e receber R$ 500 por cada uma no RN

 


Um homem que recebia cerca de R$ 500 por inscrição eleitoral fraudulenta teve a condenação mantida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN). Segundo a decisão, publicada na quarta-feira (4), Enock Santos Lima Júnior usou documentos falsificados e identidades de terceiros para realizar dez cadastros na Justiça Eleitoral.

O esquema tinha uma particularidade: Enock utilizava as próprias fotos e impressões digitais para conseguir documentos em nome de outras pessoas. Entre os registros falsificados estavam carteiras de identidade e certificados de reservista, que posteriormente eram levados para realizar inscrições na Justiça Eleitoral.

Em depoimento à polícia, ele admitiu ter comparecido pessoalmente à Justiça Eleitoral usando identidades falsas. Também contou que esteve cerca de duas vezes no Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep-RN), na unidade do shopping Via Direta, em Natal, para fazer cadastros com nomes de terceiros.

Em outras ocasiões, entregava suas impressões digitais em formulários fornecidos por Francisco Elisban, apontado na investigação como responsável por aliciar participantes e fornecer documentos.

Enock afirmou que repassava os documentos produzidos ao aliciador e que não sabia quem comandava o esquema. Disse suspeitar que as identidades falsas poderiam ser usadas por detentos foragidos. Essa possibilidade, porém, não foi comprovada no processo.

Condenação mantida

A Justiça Eleitoral condenou Enock a dois anos, nove meses e dez dias de reclusão, em regime inicial aberto, além de multa. A prisão foi substituída por duas penas restritivas de direitos.

A defesa recorreu, mas não contestou a participação do condenado nas fraudes. O questionamento foi sobre o cálculo da pena. Para a Defensoria Pública da União, algumas circunstâncias teriam sido consideradas mais de uma vez para aumentar a punição.

O relator, desembargador João Rebouças, rejeitou o argumento. Ele considerou que o planejamento das fraudes e o pagamento recebido por cada inscrição justificavam uma pena maior. Já o aumento pela continuidade delitiva levou em conta a prática de dez crimes semelhantes.

A decisão foi tomada por maioria. O desembargador eleitoral Marcello Rocha divergiu parcialmente apenas quanto ao cálculo da pena.

Com o resultado, o TRE-RN manteve a condenação pelos dez crimes de inscrição eleitoral fraudulenta, previstos no artigo 289 do Código Eleitoral.

 

O golpe dos pneus que levou à prisão Marcus Vinicius Gouveia Costa, um dos maiores estelionatários de Natal

 


Representante comercial com CNPJ inapto e condenado em setembro por desviar pneus do antigo patrão, ele passava os cartões da vítima em maquininhas cadastradas no CPF do sobrinho. Em oito meses, R$ 1,5 milhão circulou pela conta.

Marcus Vinicius Gouveia Costa, representante comercial preso na manhã desta sexta-feira (6), em casa, em Ponta Negra, na zona Sul de Natal, junto com o sobrinho, é suspeito de aplicar um golpe de R$ 901.544,31 em um servidor de carreira do Estado com a promessa de lucro na compra e revenda de pneus. O Blog do Dina teve acesso à representação criminal entregue à delegacia em 25 de outubro e à íntegra da ação cível que corre na 18ª Vara Cível de Natal.

O Blog do Dina recomenda, de antemão, que outras pessoas que tenham passado pela mesma situação procurem a Delegacia Especializada em Falsificações e Defraudações (DEFD), na Avenida Ayrton Senna, 3.134, em Neópolis, zona Sul de Natal, telefone (84) 3232-1565, para que novas investigações possam ser abertas contra ele. Quem preferir pode registrar o boletim pela Delegacia Virtual, no site da Polícia Civil, com a conta gov.br. Os documentos que o blog leu indicam que o servidor não foi a única pessoa a entregar dinheiro a Marcus.

A representação pede a abertura de inquérito por estelionato, crime com pena de um a cinco anos de reclusão, e por lavagem de dinheiro. Ela aponta também o sobrinho de Marcus, Higor Laureano Souza de Albuquerque Gouveia, em cujo CPF estavam cadastradas as maquininhas que passavam os cartões da vítima. Higor também foi preso nesta sexta. Marcus já tem uma condenação criminal por fraude com pneus, de setembro deste ano. E responde a pelo menos uma outra cobrança judicial, de um homem que também passou cartão e fez transferências para ele.

Compra 78.678, venda 96.321, lucro 17.643

Segundo a ação cível, Marcus se apresentou como representante experiente do atacado de pneus. O servidor entrava com o capital, por PIX e, sobretudo, parcelando compras nos cartões de crédito. Marcus cuidaria da compra, da logística e da revenda, e usaria o dinheiro das vendas para pagar as faturas e repassar o lucro. O servidor chegou a emitir cartões adicionais no nome de Marcus em três bancos.

As “compras” passavam em maquininhas com nomes como MV Soluções, Distribuidora Gouveia e HL Representações. Em 9 de junho, Marcus mandou por WhatsApp o resumo de uma operação, com a pontuação dele: “Compra 78,678,00 / Venda 96,321,00 / Lucro 17.643,00”. E emendou: “Pagamento pra terça feira”. A resposta foi “Maravilha”.

A planilha anexada à ação soma R$ 544.340,74 em compras parceladas entre novembro de 2025 e junho de 2026, mais R$ 46.675,83 de juros e multas. Em março, para cobrir faturas, o servidor tomou um empréstimo consignado de R$ 250 mil. Em julho, fez um PIX de R$ 50 mil direto para Marcus. Segundo a ação, o dinheiro saiu do cheque especial. O nome dele foi parar no Serasa por uma fatura de R$ 126.611,56.

Os R$ 800 mil que viraram R$ 0,99

Quando as faturas venceram sem pagamento, Marcus passou a dizer que o dinheiro das vendas estava bloqueado pela Stone, a empresa das maquininhas. Em 24 de agosto, perguntado por que “colocasse esse calor todo numa pessoa física”, respondeu listando as contas: “Minha conta da Stone, Mv representações, Distribuídora Gouveia”. O servidor completou: “800 no Higor”. Marcus confirmou: “Isso”.

A juíza Daniella Simonetti Meira Pires de Araújo, da 18ª Vara Cível, mandou a Stone bloquear até R$ 544.340,74 nas contas de Marcus, do sobrinho e das empresas ligadas a eles. A resposta da Stone, em 14 de outubro, cabe numa linha: “procedeu com o bloqueio do saldo disponível nestas, no montante de R$0,99”.

O bloqueio geral de contas bancárias de Marcus, em mais de vinte instituições, rendeu R$ 42,62. A própria vara mandou devolver, por “quantia irrisória”.

Nas conversas, Marcus ainda prometeu um socorro de “680 mil” de um amigo chamado Nelson, a quem dizia estar “a serviço”. “Rapaz, confia em mim nem que seja pela última vez”, escreveu em 1º de setembro. No dia 3, o servidor encerrou: “Essas vendas de pneus não existiram. Tudo mentira”. E, depois: “Esse Nelson não existe”.

Por onde o dinheiro passou

Os extratos que a Stone entregou à Justiça mostram o caminho. A conta de Higor, aberta em 2 de fevereiro deste ano para um celular usado como maquininha, recebeu R$ 1,5 milhão em vendas antecipadas até o início de outubro. O dinheiro não parava: no mesmo dia em que entrava, saía por PIX. Cerca de R$ 440 mil foram para contas do próprio Marcus. R$ 205 mil voltaram para o servidor, como os “lucros” que o mantinham no negócio. O resto se espalhou por dezenas de pessoas.

Entre elas estão nomes que a representação cita como outras vítimas. Um deles transferiu R$ 36 mil para a conta do sobrinho em 1º de abril. Outro, um ex-vereador do interior, recebeu dela R$ 74 mil ao longo do ano, no mesmo padrão dos repasses feitos ao servidor. Há ainda um terceiro homem, que também recebeu PIX dessa conta e entrou em outubro com ação de cobrança contra Marcus no 14º Juizado Especial Cível de Natal. O pedido fala em “transferência bancária e pagamentos por cartão de crédito”. O juiz negou, por ora, o bloqueio de bens que ele pediu.

Condenado por desviar pneus do patrão

Marcus não é estreante com pneus. Em 23 de setembro, a 10ª Vara Criminal de Natal o condenou, em primeira instância, por furto qualificado mediante fraude, em continuidade delitiva. Foi dois dias antes de a juíza cível determinar o bloqueio de suas contas. Entre setembro de 2017 e maio de 2018, empregado da Sta Motors, na Avenida Dão Silveira, ele era o responsável por pedir pneus ao fornecedor. Recebia a mercadoria, não dava entrada no estoque, vendia abaixo do preço e ficava com o dinheiro. Prejuízo: R$ 9.165,71. Ele confessou e pagou R$ 4.931,96. Não apareceu na audiência, em fevereiro de 2025, e foi declarado revel. A pena, de dois anos e quatro meses em regime aberto, foi trocada por duas restrições de direito. Ele pode recorrer em liberdade.

O CNPJ da MV Representações, aberto em 2019 para representação comercial de peças de veículos, está inapto na Receita Federal desde junho, por omissão de declarações. Dois bancos moveram contra ele ações para retomar bens financiados. Numa delas, extinta em 2025, nem o réu nem o bem foram localizados. Uma execução de 2019, de R$ 13.554,39, foi arquivada sem bens. O apartamento que a Justiça tornou indisponível, no Residencial Veleiros, também em Parnamirim, foi comprado em 2010 pelo Minha Casa, Minha Vida, com financiamento da Caixa. O banco o intimou duas vezes, em 2013 e 2014, por parcelas atrasadas, e não o encontrou.

Em 29 de outubro, uma semana antes da prisão, a 7ª Vara de Família homologou o divórcio consensual de Marcus. No acordo, ele assumiu dez parcelas de R$ 3.050,11 de um empréstimo contratado no nome da ex-mulher, “cujo valor foi integralmente repassado” a ele.

O que a Justiça cível já fez

A juíza deferiu em parte a tutela de urgência. Além do bloqueio na Stone, mandou bloquear R$ 50 mil nas contas de Marcus e tornou indisponível o apartamento de Parnamirim. O limite é o valor do PIX de julho, “valor para o qual há comprovação direta de repasse”. Os demais pedidos ficaram para depois da defesa. Uma petição de 15 de outubro informou que Marcus não morava mais no endereço de Ponta Negra que constava na ação, e a citação foi reexpedida, em 20 de outubro, para um apartamento em Nova Parnamirim. Foi em Ponta Negra que a polícia o encontrou nesta sexta. A Stone informou que apresentará defesa no prazo legal.

Como funcionava o golpe dos pneus, em seis quadros

A sequência abaixo resume o golpe dos pneus, reconstituído a partir do processo e das mensagens anexadas aos autos. As falas nos balões são literais. Os personagens são estilizados e as cenas, fictícias.

 Fonte: Blog do Dina

Morto sob tortura numa delegacia de Natal em 1992; 34 anos depois, TJRN manda o Estado pagar pensão à família

 


Flávio Alves de Oliveira morreu em 27 de agosto de 1992, sob a guarda de agentes da Polícia Civil, nas dependências do 2º Distrito Policial de Natal. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), foi submetido a “sucessivas agressões físicas, maus-tratos e sessões de tortura praticadas por agentes públicos”. O laudo cadavérico apontou traumatismo cranioencefálico “decorrente de ação contundente”.

Trinta e quatro anos depois, a 1ª Câmara Cível do TJRN manteve a condenação do Estado a pagar R$ 100 mil por danos morais à família e acrescentou o que a primeira instância tinha negado: uma pensão de um salário mínimo por mês, de agosto de 1992 a julho de 2009. A decisão foi unânime e saiu no Diário de Justiça Eletrônico desta quinta-feira (5).

A mãe não viu o fim

Quem entrou na Justiça foi a mãe, Maria José de Oliveira, em 2003. Ela morreu em 1º de julho de 2009, com o processo em andamento. A ação seguiu com quatro sucessoras habilitadas e teve duas sentenças anuladas antes de a 4ª Vara da Fazenda Pública de Natal julgar o pedido.

É por isso que a pensão termina em 2009. Ela compensa o sustento que o filho daria à mãe, e o direito às parcelas futuras acaba com a morte dela. As parcelas vencidas até ali, entendeu o tribunal, passam aos herdeiros. Como não há prova da renda de Flávio, a base é um salário mínimo de cada época. O valor será calculado na fase de liquidação.

Os agentes foram condenados

A morte já tinha sido julgada na esfera criminal. O acórdão registra “sentença penal condenatória transitada em julgado contra os agentes envolvidos”. Para o relator, desembargador Cornélio Alves, a condenação é “elemento probatório qualificado” de que a tortura aconteceu.

“Não se trata, portanto, de falecimento decorrente de circunstâncias acidentais ou de simples falha administrativa”, escreveu. “A vítima morreu em consequência de atos de violência praticados por agentes estatais que, em razão de suas funções, tinham o dever jurídico de preservar sua integridade física e moral.”

Nem mais, nem menos

O Estado pediu a redução da indenização. A família pediu 500 salários mínimos. O tribunal manteve os R$ 100 mil, que considerou adequados às “circunstâncias excepcionalmente graves da morte sob custódia policial”.

O Estado ganhou num ponto: a correção dos juros, que passa a seguir as regras de cada período, inclusive as emendas constitucionais de 2021 e 2025. Mas perdeu a divisão das custas. Fica com todo o ônus do processo e com os honorários de 10% sobre a condenação inteira.

O tribunal negou o pedido para incluir na ação uma mulher apontada como outra filha de Maria José. A filiação terá de ser discutida em processo próprio.

O processo é o 0020285-77.2003.8.20.0001. Ainda cabe recurso.

Blog do Dina

Jogador de futebol morre após ser baleado em confusão no Beco da Lama, em Natal

 


Uma confusão terminou com a morte de um jogador de futebol na madrugada desta sexta-feira (6), no bairro Cidade Alta, em Natal. Bismark Vinícius Freire do Nascimento, de 36 anos, foi baleado após um desentendimento em um bar, localizado na Rua Vaz Gondim, nas proximidades do Beco da Lama. Outra pessoa também foi atingida pelos disparos.

De acordo com informações da Polícia Civil, as vítimas estavam no estabelecimento acompanhadas de amigos quando houve uma discussão com um homem. A suspeita inicial é de que o desentendimento tenha sido motivado por ciúmes.

Após deixar o local, o suspeito teria retornado em um veículo Fiat Palio branco. Segundo a Polícia Militar, ocupantes do carro efetuaram vários disparos contra as vítimas.

As duas pessoas foram socorridas e levadas ao Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. Bismark não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade hospitalar. A segunda vítima, de 48 anos, recebeu atendimento médico.

Policiais militares do 1º Batalhão foram acionados por volta de 1h30 e realizaram buscas nas proximidades para tentar localizar o veículo e os envolvidos, mas ninguém havia sido preso até a última atualização das informações.

A Polícia Civil investiga o caso como homicídio e tentativa de homicídio. As diligências buscam esclarecer as circunstâncias do crime, identificar os responsáveis e confirmar a motivação do ataque.

 

 

TANGARAENSE: Professora denuncia cortes em Tangará/RN, “e diz que até a água mineral das escolas somos nós que compramos”; isto é uma vergonha

 


Servidora da rede municipal contrasta gastos com festa e falta de itens básicos nas escolas

Uma professora da rede municipal de ensino de Tangará, no Rio Grande do Norte, fez uma denúncia à reportagem: enquanto o município promove festa, são os profissionais das escolas que arcam, com o próprio dinheiro, com a compra da água mineral.

“Hoje uma festa desse porte e até as águas minerais das escolas somos nós que compramos”, desabafou a servidora, que pediu para não ser identificada.

Ela afirma ainda que a situação piorou neste ano. “Esse ano ele cortou foi tudo”, disse, referindo-se ao prefeito Augusto Cesar, o “Augusto Manteiga”, sem detalhar quais itens teriam sido cortados.

O contraste apontado pela professora levanta questões que a gestão municipal precisa esclarecer:

  • Quanto o município gastou com O Festival do Pastel e de onde veio o recurso?
  • Por que a água mineral das unidades está sendo paga pelos próprios profissionais?

Quem quiser cobrar explicações pode procurar a Ouvidoria da prefeitura, a Câmara Municipal, cujo o presidente é o sobrinho do prefeito Alcimar o Ministério Público do RN ou o Tribunal de Contas do Estado. Atenção Ministério Público, festa pode, itens básicos não.


Funcionária transfere quase R$ 1 milhão após cair em golpe; polícia cumpre mandados no RN e na PB

 


A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta sexta-feira (6), uma operação contra suspeitos de envolvimento em um golpe de quase R$ 1 milhão aplicado por meio de transferências bancárias. Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão e seis de busca e apreensão nos municípios de Florânia e São Vicente, no interior potiguar, e Campina Grande, na Paraíba.

A ação faz parte da segunda fase da Operação Cavalo de Troia, que investiga uma organização criminosa suspeita de praticar estelionato por meio de fraude eletrônica, na modalidade conhecida como “golpe do falso CEO”.

Segundo a Polícia Civil, os investigados se passavam por executivos de empresas para convencer funcionários a realizar transferências bancárias. No caso investigado, uma funcionária foi induzida a efetuar quatro transferências via Pix, que somaram quase R$ 1 milhão.

A primeira fase da operação ocorreu em Currais Novos, na região do Seridó potiguar, quando foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e outro de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, o avanço das investigações permitiu identificar outros suspeitos e apontar uma possível divisão de tarefas entre os integrantes do grupo, tanto na execução dos golpes quanto na movimentação dos valores obtidos. Nesta segunda fase, os policiais buscaram reunir novas provas, apreender dispositivos eletrônicos e rastrear o dinheiro transferido.

A Polícia Civil orienta que empresas e cidadãos confirmem solicitações de pagamentos recebidas por aplicativos de mensagens ou plataformas corporativas por meio de canais oficiais, antes de efetuar qualquer transferência.

Informações que possam contribuir com as investigações podem ser repassadas anonimamente pelo Disque-Denúncia 181.

 

VÍDEO - PACOTE ECONÔMICO: “Não espero nada além de medidas cosméticas na base do me engana que eu gosto”, diz Mario Sabino

 



O jornalista e comentarista Mario Sabino, do Metrópoles, fez duras críticas à condução da economia pelo governo Lula e afirmou não esperar mudanças significativas na política econômica durante o quarto mandato do presidente.

“Eu não espero nada desse governo a não ser medidas cosméticas na base do me engana que eu gosto”, declarou Sabino. Segundo ele, jornalistas e agentes do mercado financeiro devem adotar uma postura de sobrevivência diante do cenário econômico.

O comentarista também questionou se as medidas do governo serão suficientes para evitar uma recessão. Ao avaliar os integrantes da equipe econômica, afirmou: “Não tem um ali que entenda. Ou se entende, esconde o jogo, porque, na verdade, o ministro da Fazenda é o Lula”.

Sabino sustentou que as decisões econômicas são centralizadas no presidente, independentemente de quem ocupe o Ministério da Fazenda. “Não importa se ele vai colocar o Alckmin, se vai colocar, vai continuar o Durigan. Não, é o Lula, é o Lula que manda”, disse.

O jornalista também criticou a postura de Lula em relação ao déficit fiscal e levantou questionamentos sobre os indicadores de desemprego e os efeitos do Bolsa Família no mercado de trabalho. Na avaliação dele, a inflação permanece relativamente baixa devido aos juros elevados, que estariam reprimindo a atividade econômica.

 

Júlio César diz que não vai fazer oposição a Cadu e sinaliza que poderá ser da base do governo

 


O deputado estadual eleito Júlio César (PP) defendeu que o governador eleito Cadu Xavier (PT) forme maioria na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte para garantir condições políticas de executar seu projeto administrativo. A declaração foi dada nesta quinta-feira (5), durante entrevista ao programa Dê o Play, da Jovem Pan Natal.

Mesmo tendo apoiado o campo adversário de Cadu nas eleições, o ex-prefeito de Ceará-Mirim afirmou que não pretende fazer oposição sistemática ao novo governo e sinalizou abertura para o diálogo.

Quarto deputado estadual mais votado do RN, com 66.750 votos, Júlio César disse manter bom relacionamento com Cadu e confirmou que conversas políticas já estão acontecendo.

Segundo o parlamentar eleito, não há, entre os deputados com quem conversou, disposição para radicalizar o ambiente legislativo. Ele também defendeu a superação das divergências eleitorais em benefício do Rio Grande do Norte, após uma disputa que deixou o estado dividido.

Com informações do O Potiguar

Inquérito da Polícia Civil aponta que condutor de moto aquática envolvida em acidente que resultou na morte de jovem consumiu drogas e bebida alcoólica no dia do ocorrido

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