sexta-feira, 4 de setembro de 2026

BOMBA NO SENADO: Alcolumbre sinaliza “impeachment cruzado” de Moraes e Mendonça



O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou a senadores que poderá autorizar a abertura de processos de impeachment contra os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A estratégia, apelidada nos bastidores de “impeachment cruzado”, seria uma forma de conter a pressão pela abertura de um processo contra Alexandre de Moraes após a revelação da troca de mensagens dele com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que deflagrou uma crise sem precedentes no STF.

De acordo com relatos de parlamentares, Alcolumbre teria indicado que, caso a pressão para avançar contra Alexandre de Moraes se torne insustentável, ele também poderá permitir o andamento de um pedido contra André Mendonça.

É mais um capítulo da escalda da crise que vem abalando o STF. Depois que Mendonça determinou o levantamento do sigilo de material da Polícia Federal com mensagens e contatos envolvendo Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, Moraes pediu que Mendonça fosse investigado e apontou possíveis indícios de crime de responsabilidade na atuação do colega.

A crise ganhou ainda mais força nesta sexta-feira (4), quando o presidente do STF, Edson Fachin, retirou do inquérito das fake news o pedido de Moraes para investigar Mendonça e disse que era preciso “urgência” no fim do caso que se arrasta desde março de 2019.

Com informações do Blog da Ana Flor no g1

BOMBA: Decidido a delatar, Vorcaro diz que fará uma ‘confissão pública’ e fala em passar a República a limpo

 


Preso desde março, o banqueiro Daniel Vorcaro afirmou a um interlocutor da família que pretende fazer uma “confissão pública” e revelar o que passou durante o período de prisão.

Antes de denunciar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ao gabinete do ministro André Mendonça, do STF, por suposta obstrução de Justiça e ameaças, Vorcaro teria dito que queria “explodir todo o sistema”.

Segundo o relato, o banqueiro passou a acreditar que havia uma articulação para mantê-lo preso enquanto o país estivesse concentrado na campanha eleitoral. “Vou fazer uma confissão pública”, afirmou recentemente a um familiar que o visitou na prisão.

A nova proposta de delação de Vorcaro estaria sendo preparada com base em relatórios, dados de celulares, documentos bancários no exterior e mensagens trocadas com pessoas influentes.

Com informações da Coluna Radar – Revista Veja

 

“ABUSIVIDADE”: Justiça manda liberar mercadorias retidas após cobrança de mais de R$ 6 mil em ICMS pela SET/RN

 


A 1ª Vara de Execução Fiscal e Tributária de Natal determinou a liberação imediata de mercadorias que haviam sido retidas pela Secretaria de Estado da Tributação (SET/RN) após a cobrança de R$ 6.476,02 em ICMS. A decisão liminar foi proferida pela juíza Francimar Dias Araújo da Silva, em Mandado de Segurança.

De acordo com os autos, os produtos foram enviados de São Paulo para o Rio Grande do Norte para serem expostos em uma feira. A empresa alegou que não houve venda, transferência de propriedade, consignação ou entrega definitiva das mercadorias, que deveriam retornar posteriormente ao estabelecimento de origem. No entanto, o Fisco Estadual reteve os produtos e condicionou a liberação ao pagamento do imposto.

Para a juíza, embora a Lei Estadual nº 6.968/96 e o Regulamento do ICMS, aprovado pelo Decreto nº 13.640/97, permitam a apreensão de mercadorias em determinadas situações, a medida deve se limitar ao período necessário para a adoção dos procedimentos administrativos destinados à identificação do contribuinte e à apuração de eventual infração tributária.

“É impossível deixar de reconhecer abusividade no ato de manter retidos os bens da empresa impetrante, vez que inadmissível que a apreensão venha a ser utilizada como meio coercitivo para pagamento do tributo ou da pena pecuniária”, afirmou. Na decisão, a magistrada destacou que, após a lavratura do auto de infração e a adoção das providências administrativas cabíveis, a Administração Tributária dispõe de outros meios legais para cobrar eventual débito.

“Não pode a Autoridade Pública lançar mão de meios que impedem o livre exercício da atividade empresarial constitucionalmente assegurada, com vista a forçar o contribuinte ao adimplemento respectivo”, registrou. A juíza também citou a Súmula 323 do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual “é inadmissível a apreensão de mercadorias como meio coercitivo para pagamento de tributos”, além de precedentes do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte no mesmo sentido.

Com a decisão, foi concedida liminar para determinar a imediata liberação das mercadorias apreendidas, até nova decisão no processo. A Secretaria de Estado da Tributação deverá prestar informações no prazo de 10 dias. Na sequência, o Ministério Público deverá emitir parecer no mesmo prazo, antes de nova análise do caso pela Justiça.

 

Em oito meses, prisões por embriaguez ao volante no RN já superam todo o ano de 2025

 


O Rio Grande do Norte registrou 534 prisões por embriaguez ao volante entre janeiro e 31 de agosto de 2026, o maior número em um único ano desde 2016. Os dados são do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv), ligado ao CPRE.

O número já supera em 9,4% o total registrado durante todo o ano de 2025, quando foram contabilizadas 488 prisões. Em 2023, foram 477 casos, enquanto 2024 terminou com 349.

Na região metropolitana, Extremoz lidera as ocorrências em 2026, com 166 prisões, seguida por Macaíba (86) e Natal (62).

A prisão ocorre quando o teste do bafômetro aponta concentração igual ou superior a 0,34 miligrama de álcool por litro de ar alveolar. Motoristas que se recusam ao teste também podem ser presos caso apresentem sinais de alteração da capacidade psicomotora.

A Operação Zero Álcool foi criada oficialmente em 2025 e reforça as ações da Lei Seca contra a combinação de bebida alcoólica e direção.

EDITORIAL FOLHA DE S. PAULO: Moraes ataca Mendonça e acerta a República

 


Na República vigora a impessoalidade. Defenda-se de quem o acusa, apresente os seus argumentos diante das imputações da outra parte. Um juiz imparcial, após o devido processo, decidirá o direito. O ministro Alexandre de Moraes atingiu a República ao alvejar seu colega André Mendonça.

Em vez de expor argumentos ante os gravíssimos indícios de promiscuidade com o maior fraudador bancário da história nacional, levantados pela Polícia Federal, preferiu usar superpoderes em causa própria e metralhar o juiz que presidiu a elaboração do relatório. Para isso acionou mais uma vez a anomalia jurídica que, com a cumplicidade dos seus pares, cultiva desde 2019 —o inquérito da autoproteção, mal denominado “das fake news”.

A institucionalidade deu lugar à pistolagem. Moraes afirma na sua peça, sustentada em relatórios de valor probatório para lá de duvidoso de agentes da PF, que Mendonça exorbitou das suas prerrogativas, direcionou o inquérito e agiu sob motivação partidária.

Não pôde repetir o tratamento conferido a críticos menos ilustres —restrição de liberdades, censura, violação do sigilo de fonte. Mas chegou perto. No subtexto, acusa o colega de conspirar contra a democracia.

O ato diversionista de Moraes não muda a sua situação. Um facínora manteve um contrato extravagante, de R$ 131 milhões, com o escritório da família do ministro enquanto saqueava o sistema financeiro nacional e corrompia à direita, ao centro e à esquerda.

Mensagens que tinham o condão tecnológico de apagar-se após a visualização mostram uma intensa troca com o ministro às vésperas da prisão do arremedo de banqueiro. A família Moraes desfrutava do jato do fraudador, e seus filhos usufruíam de cartões de crédito do Banco Master.

Não parece ter passado pela cabeça do magistrado a opção de sustentar, à luz do sol, que as informações que o desabonam estariam erradas, que jamais atuou em prol dos interesses do dono do Master nem trocou as mensagens que têm sido imputadas a ele em relatório policial; ou o porquê de Daniel Vorcaro ter escolhido sua esposa para representá-lo por meio de um contrato de dezenas de milhões de reais.

Fez bem o presidente do STF, Edson Fachin, ao retirar o pedido de Moraes do inquérito de exceção e ao exigir dele e de Mendonça, do diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, explicações sobre aspectos formais e substanciais dos casos. Fachin tenta reintroduzir o império dos ritos e protocolos num terreno que ameaça descambar para o vandalismo.

O que está em jogo é uma instituição vital da República, o Supremo Tribunal Federal. A crise passou do ponto de ser administrável por pactos pessoais e oligárquicos de impunidade. O mal-estar é tamanho que apenas um processo sóbrio e profundo de prestação de contas e responsabilização poderá aplacá-lo.

Folha de S. Paulo

 

BLINDAGEM: PF diz que AGU evitou confronto com Mendonça para “preservar relação”

 


A Polícia Federal afirmou que a Advocacia-Geral da União (AGU) decidiu não recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra decisões do ministro André Mendonça para evitar desgaste na relação entre ele e o advogado-geral da União, Jorge Messias.

A informação consta em relatórios da PF divulgados nesta quinta-feira (3). Segundo os documentos, a “preservação de relação política” entre Messias e Mendonça teria sido um dos fatores considerados pela AGU. O relatório também cita manifestações públicas de apoio de Mendonça à indicação de Messias para o STF e a proximidade religiosa entre os dois.

A PF aponta ainda outras três possíveis razões para a decisão: entendimento jurídico de que os recursos não seriam cabíveis, cautela para evitar confronto com um ministro do STF e uma avaliação política do governo, já que as investigações envolviam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Os documentos foram usados por Alexandre de Moraes para fundamentar um pedido de investigação contra Mendonça por suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do STF, Edson Fachin, determinou que Moraes, Mendonça, Messias e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos em cinco dias.

Moraes acusa Mendonça de conduzir de forma parcial investigações sobre fraudes no INSS e o Banco Master e de ter direcionado apurações contra autoridades por motivos pessoais e políticos. Mendonça ainda não se manifestou sobre as acusações.

 

Associação de delegados faz duras críticas a Gilmar Mendes e diz que Polícia Federal não é responsável por problemas do STF

 


A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) criticou duramente a proposta do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de retirar delegados da Polícia Federal que atuam nos gabinetes de ministros da Corte.

Em nota, o presidente da entidade, Edvandir Paiva, classificou a postura do ministro como “lamentável” e afirmou que os policiais não podem ser responsabilizados pelos problemas enfrentados pelo STF.

Segundo a associação, os delegados são mantidos nos gabinetes por sua experiência técnica e auxiliam os ministros na compreensão de questões relacionadas a investigações policiais.

Atualmente, delegados da PF trabalham nos gabinetes de André Mendonça, Alexandre de Moraes e Luiz Fux. O STF afirma que a atuação desses profissionais é de assessoramento e não se confunde com as funções institucionais da Polícia Federal.

A discussão ocorre em meio à crise envolvendo as investigações do Banco Master e ao conflito entre Mendonça e integrantes da cúpula da PF.

 


Senai e Aura criam escola para mineração em Currais Novos

 


O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Rio Grande do Norte (Senai-RN) e a Aura Borborema, unidade da Aura Minerals no Seridó potiguar, lançaram em Currais Novos a Escola Industrial de Eletricistas e Mecânicos. A iniciativa prevê qualificar aproximadamente 100 profissionais nas áreas de Elétrica Industrial e Mecânica de Manutenção. As aulas serão realizadas no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) no município.

A formação foi desenvolvida conjuntamente pelas instituições, desde a elaboração da matriz curricular até a definição das competências profissionais exigidas pela atividade de mineração. Segundo o Senai-RN e a Aura Borborema, o modelo é pioneiro no setor por partir das necessidades da operação e do mercado regional, em vez da aplicação de um curso previamente estruturado. Os estudantes terão aulas teóricas e práticas pela Metodologia Senai de Educação Profissional, além de atividades em laboratórios móveis.

O programa também pretende ampliar a presença feminina em funções técnicas e tecnológicas tradicionalmente ocupadas por homens. “Um dos pontos que mais nos orgulha neste projeto é o incentivo à participação das mulheres. Queremos que cada vez mais mulheres enxerguem a elétrica e a mecânica industrial como possibilidades reais de carreira”, afirmou Ilka Miranda, analista de Recursos Humanos da Aura Borborema. Ao concluir a formação, os participantes estarão preparados para atuar como eletricistas industriais ou mecânicos de manutenção.

A escola integra as iniciativas de qualificação profissional associadas à expansão da mineração no Seridó e busca formar trabalhadores na própria região para atender à demanda industrial. “Investir na formação de pessoas é também investir no futuro das comunidades ao nosso redor”, afirmou Amilson Furtado, coordenador de Manutenção Industrial da Aura Borborema. A Aura atua na mineração de ouro e cobre nas Américas, enquanto o Senai-RN mantém programas de formação e serviços tecnológicos para setores como mineração, energia, construção, alimentos, petróleo e gás.

 

Vorcaro relata ter ficado seis horas em caixote e acusa agentes da PF de ameaças

 


O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em depoimento prestado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que sofreu maus-tratos e ameaças durante uma transferência de São Paulo para Brasília.

Segundo o relato, Vorcaro teria permanecido por cerca de seis horas dentro de um caixote fechado, sem ventilação adequada, durante o transporte. Ao chegar ao destino, afirmou que foi recebido por agentes com os rostos cobertos.

Ainda de acordo com o depoimento, ao abrir a porta do compartimento, um dos agentes teria feito uma ameaça relacionada à intenção de Vorcaro de falar sobre o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

O banqueiro também relatou ter ficado sem água, comida e contato com advogado durante parte do deslocamento. Ele afirmou ainda que sofreu outras intimidações enquanto estava preso e que familiares teriam recebido ameaças de morte.

O depoimento foi realizado sem a presença de agentes da Polícia Federal, a pedido da defesa, e contou com acompanhamento de representante do Ministério Público. O gabinete de André Mendonça afirmou que o procedimento seguiu as normas aplicáveis diante das alegações de intimidação apresentadas pelo depoente.

Apesar da gravidade das acusações, não foram apresentadas provas documentais que comprovassem os supostos abusos e ameaças. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o arquivamento do relato, apontando a ausência de elementos concretos que justificassem a abertura de uma investigação.

As declarações de Vorcaro acontecem em meio às tentativas de negociação de um acordo de delação premiada. O ex-banqueiro afirma possuir informações sobre autoridades e aponta, entre outros nomes, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Até o momento, as acusações permanecem como relatos feitos pelo próprio Vorcaro e não como fatos comprovados pela Justiça.

Fonte: Poder360, Brasil Paralelo, TMC e Metrópoles.

 

PF diz que relatório usado por Moraes contra Mendonça não tem valor probatório

 


A Polícia Federal afirmou que os relatórios de inteligência reunidos em um documento usado pelo ministro Alexandre de Moraes para pedir a investigação do ministro André Mendonça não possuem valor probatório.

A notícia é do R7. Segundo a corporação, o material, ao qual o R7 teve acesso na íntegra, tem natureza analítica e gerencial e não foi produzido para servir como peça de instrução criminal ou para apurar formalmente a conduta de autoridades.

A manifestação da PF consta do próprio documento que foi utilizado por Moraes ao apresentar uma representação contra Mendonça ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin. O ministro pediu a abertura de investigação contra o colega por supostas condutas relacionadas à quebra de imparcialidade, usurpação de atribuições investigativas e ao direcionamento de alvos por motivações políticas.

A ressalva feita pela PF sobre o valor do material, porém, está expressamente registrada no relatório. A corporação explica que relatórios de inteligência são elaborados para subsidiar decisões de gestão em cenários de informação incompleta, e não para produzir provas destinadas a processos judiciais.

No topo das páginas de abertura de cada um dos relatórios que integram o volume, há uma inscrição em letras maiúsculas: “DIFUSÃO RESTRITA - DOCUMENTO DE TRABALHO - SEM VALOR PROBATÓRIO”.

Além disso, no rodapé de diversas páginas de análise de cenário, há uma nota de advertência: “Tópico de análise de cenário integrante de relatório de inteligência de difusão restrita, sem caráter decisório e sem valor probatório. Não apura conduta, não imputa infração penal, disciplinar ou funcional a magistrado, a membro do Ministério Público ou a autoridade policial”.

 

 

VÍDEO - “O SENTIMENTO DO BRASILEIRO É DE IMPOTÊNCIA E VERGONHA DO STF”: BG comenta crise do STF e diz que Alexandre de Moraes “faz o que quer e fica por isso mesmo”

 



No programa “Meio Dia RN” desta sexta-feira (4), BG comentou a crise que atinge o Supremo Tribunal Federal (STF) após as revelações envolvendo mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro. Em tom indignado, o apresentador disse que o episódio expõe um cenário que provoca no brasileiro um forte sentimento de impotência diante dos acontecimentos na mais alta Corte do Brasil.

“O sentimento do brasileiro, nesse momento, nunca foi tão grande como esse que eu vou falar agora: impotência. Todos nós estamos nos sentindo impotentes. A gente está vendo um cidadão, há alguns anos, nesse país, fazer o que quer e bem entende e ficar por isso mesmo”, afirmou ele, fazendo referência ao ministro Alexandre de Moraes.

BOMBA NO SENADO: Alcolumbre sinaliza “impeachment cruzado” de Moraes e Mendonça

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