segunda-feira, 25 de maio de 2026

Caso Lulinha gera reação no PT e reacende debate sobre interferência na PF

 


A mudança promovida pela PF (Polícia Federal) na coordenação do inquérito que apura fraudes no INSS (Instituto Nacional de Seguro Social), que envolve pessoas próximas a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, provocou reações nos bastidores do PT e reacendeu o debate político sobre possíveis interferências na corporação.

A troca, que resultou na saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva da coordenação do caso, ocorreu em meio ao avanço das investigações relacionadas ao escândalo do INSS e, como mostrou a CNN, surpreendeu, inclusive, o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), responsável por decisões relacionadas à investigação.

No PT, a troca é vista com naturalidade. A leitura no discurso público é de que houve uma demora nas investigações, o que motivou a troca. Segundo o deputado Nilto Tatto (PT-SP), trata-se de um procedimento interno da PF já esperado.

"Evidentemente a demora em fazer as apurações motivou a troca no delegado responsável por esse caso. Eu vejo que a troca é mais uma questão interna da PF para agilizar e apurar se o delegado que era responsável estava fazendo uso político e não tocando a apuração como deve ser feito", afirmou.

A oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso criticou a substituição do delegado e aprovou, na última terça-feira (19), um convite para que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, explique as mudanças.

Na avaliação do cientista político Vitor Sandes, a tendência do PT é tentar conter o desgaste político e reforçar o discurso de respeito às instituições.

“Acredito que o PT tende a reagir de forma cautelosa, tentando ganhar tempo, diminuir a temperatura dessa discussão e diminuir a extensão dos impactos do caso sobre a pré-candidatura à reeleição do atual presidente, Lula”, afirma.

Sandes também avalia que a mudança na coordenação do inquérito volta a colocar em pauta, de forma inevitável, suspeitas de ingerência política. "A oposição deve explorar isso fortemente no debate público”, diz.

Impacto nas eleições

Por outro lado, o professor Luís Gustavo Teixeira Martins, da Universidade Federal do Pampa, pontua que o episódio pode ser classificado como um problema institucional, mas que a troca pode enfrentar dificuldade para ganhar força em um eventual debate eleitoral em razão a precedentes recentes envolvendo Jair Bolsonaro (PL) à época em que era presidente da República.

“Apesar de ser um grande problema do ponto de vista institucional, eu entendo que, dificilmente, isso possa ser levado adiante no debate público, tendo em vista as declarações à época presidente Jair Bolsonaro, dizendo explicitamente o seu desejo de trocar o diretor da PF para que não tivesse nenhuma interferência na vida de algum amigo ou familiar”, observa Martins.

Para Vitor Sandes, o impacto eleitoral do caso dependerá da permanência do tema na agenda pública e do surgimento de provas mais robustas ligando Lulinha ao escândalo do INSS.

Na última semana, a PF colheu o depoimento da empresária Roberta Luchsinger, investigada no âmbito das fraudes do INSS. Amiga de Lulinha, ela negou a existência de repasses de dinheiro ao filho do presidente, mas disse que o apresentou a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", investigado pelas fraudes no INSS.

“A oposição poderá utilizar o caso para reativar memórias da Lava Jato e reforçar narrativas anticorrupção, apropriando-se do caso para reforçar uma agenda de combate à corrupção”, afirma.

Luís Gustavo avalia que eventuais provas envolvendo o filho do presidente poderiam trazer prejuízos políticos ao projeto de reeleição de Lula.

“Os desdobramentos do depoimento da amiga de Lulinha, que aponta a relação entre Lulinha e o Careca do INSS, pode ter um efeito muito nocivo à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição”, diz.

Segundo o professor, “qualquer prova, seja ela documental ou testemunhal, pode ter um efeito muito nocivo na corrida presidencial”. Apesar disso, ele diz que o episódio, sozinho, dificilmente será decisivo na disputa presidencial de 2026.

CNN Brasil

 

 

Das malas de dinheiro aos fundos e operações: depois de Mensalão e Lava-Jato, caso Master expõe ‘sofisticação’ da corrupção

 


Elemento central em grandes esquemas de corrupção no passado recente, como a Lava-Jato e o Mensalão, as movimentações de dinheiro em espécie vêm ocupando papel secundário nas investigações do caso Master — que exibem o protagonismo, por outro lado, de contratos de consultoria, patrocínio e transferência de participação societária entre empresas de políticos e firmas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro. Juristas e ex-integrantes do Ministério Público consultados pelo GLOBO avaliam que o Master representa uma “sofisticação” das antigas tramas para desvio de recursos, em que malas lotadas de cédulas dão lugar a instrumentos do mercado financeiro, cujo monitoramento traz novos desafios para as investigações.

Entre os especialistas, há divergências sobre o quanto esses novos mecanismos, por serem documentados e rastreáveis, facilitam ou não as investigações.

Para o ex-deputado e ex-procurador-geral de Justiça do Rio Antonio Carlos Biscaia, que presidiu em 2006 no Congresso a CPI dos Sanguessugas — sobre um esquema de desvio de recursos, em espécie, através de compra de ambulâncias —, o “avanço tecnológico” dos esquemas de corrupção também melhorou a possibilidade de as autoridades garimparem provas.

— Sem a imagem da mala com cédulas, o público até pode ter mais dificuldade de identificar algo como ilícito, mas por outro lado você tem mais mecanismos para rastrear e desvendar todo o caminho da corrupção — avalia Biscaia.

Projeto sob medida

Já o advogado Rodrigo Falk Fragoso, doutor em Direito Penal na USP — cuja tese trata de “gestão temerária de instituição financeira”, categoria em que se enquadra o caso Master — , considera que mudanças na regulação de instituições financeiras nos últimos 20 anos aumentaram o controle sobre o dinheiro em cédulas, o que pode ter levado a uma adaptação de operadores de desvios.

— Os fundos de investimento são estruturas lícitas, mas só são mais rastreáveis até a página dois. O uso deles para ocultação de recursos de origem ilícita, que me parece uma novidade do caso Master comparado a outros casos, dificulta a identificação do beneficiário final. Já o dinheiro em espécie, além de uma forma mais rudimentar, hoje também é mais arriscado, por ser monitorado de perto pelo Coaf desde o momento em que é gerado — afirma Fragoso.

No caso Master, operações da Polícia Federal encontraram registros de que uma empresa dirigida por familiares do senador Ciro Nogueira (PP-PI) adquiriu, em abril de 2024, por R$ 1 milhão, participação em outra firma, sob responsabilidade de um primo de Vorcaro. Segundo a PF, houve uma “subvalorização” na venda desses papéis, o que permitiria à empresa da família de Ciro lucrar com os dividendos da firma ligada a Vorcaro.

Quatro meses depois da transação, em agosto de 2024, o senador apresentou emenda a um projeto de lei para aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) a investimentos bancários, o que beneficiaria diretamente o modelo de negócios do Master.

Outras interações entre o Master e políticos reveladas nos últimos meses incluem o patrocínio de R$ 61 milhões de Vorcaro ao filme “Dark horse”, negociado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ); e contratos de consultoria firmados com nomes como o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), e uma nora do senador Jaques Wagner (PT-BA). Todos negam irregularidades e alegam que essas transações foram lícitas, envolvendo serviços efetivamente prestados conforme o previsto nos contratos.

Os juristas observam que o uso de contratos para mascarar pagamentos ilícitos, se comprovado, não é uma novidade do caso Master. Na Lava-Jato, sentenças proferidas na 13ª Vara Federal de Curitiba apontaram que o doleiro Alberto Youssef usava contratos fictícios de consultoria para fazer repasses de propina. No Mensalão, um dos braços do esquema envolvia contratos de publicidade firmados por empresas de Marcos Valério, operador do esquema, com bancos e órgãos públicos.

— A questão é mostrar se a origem foi ilícita. Isso ficou claro no caso do Mensalão, por exemplo, já que os contratos do Marcos Valério envolviam desvio em órgãos públicos. No caso hipotético de patrocínio a um filme, se esse dinheiro veio de uma gestão fraudulenta do Master, isso já caracteriza um crime contra o sistema financeiro — aponta o advogado criminalista Theodoro Balducci, especialista em Direito Penal Econômico pela FGV.

Diferentemente do caso Master, no entanto, a conversão dos recursos em dinheiro vivo foi uma etapa relevante das movimentações ilícitas em investigações anteriores. O advogado criminalista Henrique Attuch, sócio do escritório Wilton Gomes, avalia que, na Lava-Jato, o uso de dinheiro vivo “atendia o interesse de propulsionar” campanhas políticas “fora do radar da Justiça Eleitoral”.

Provas blindadas

No Mensalão, a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que Valério e outros operadores realizavam saques em espécie antes de entregar os valores a dirigentes partidários. Em outra frente, a PGR apontou o uso de operação de dólar-cabo para remeter recursos ao exterior, evitando a passagem pelo sistema financeiro.

— No caso Master, os envolvidos contavam com estruturas societárias pelas quais as propinas poderiam ser pagas ofuscando seu rastro de melhor forma. Entendo que isso é uma peculiaridade desse caso, e não que seja o fim do dinheiro vivo, que continua aparecendo em episódios recentes, como aqueles envolvendo emendas parlamentares, quando se entende que essa forma atende melhor a finalidade de esconder as movimentações — afirma Attuch.

Segundo os especialistas, a formalização contratual da movimentação financeira no caso Master e a obtenção desses registros em operações autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal podem aumentar a blindagem contra eventuais anulações de provas — problema que atingiu, por exemplo, o material obtido pelos investigadores nos sistemas de “contabilidade paralela” da Odebrecht na Lava-Jato.

Para a mestre em Direito Penal Jacqueline Vales, mais do que a cadeia de custódia das provas, um desafio envolvendo a investigação contra Vorcaro será provar que os recursos enviados a políticos irrigaram atividades além das declaradas:

— Qualquer um pode buscar uma empresa privada para patrocinar um filme, por exemplo, e mesmo se o dinheiro tiver chegado no Eduardo Bolsonaro, embora seja estranho, não significa, em tese, algo criminoso. Agora, se ficar demonstrado que esse recurso não era uma relação puramente de patrocínio, e que foi usado para custear, por exemplo, a produção de fake news, aí configura-se um fim ilícito.

Para juristas, diferentemente de malas lotadas de dinheiro e doleiros, tramas do banco de Vorcaro se utilizam de contratos, fundos e operações societárias como nova face dos esquemas de desvio e lavagem

Saem malas de dinheiro e doleiros e entram fundos e operações societárias: anos depois de Mensalão e Lava-Jato, caso Master expõe ‘sofisticação’ da corrupção.

O Globo

 

 

Opinião do Estadão: Procura-se um procurador-geral da República

 


Romeu Zema virou alvo de denúncia criminal junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) por vídeos satíricos com fantoches de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A peça, assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, acusa o ex-governador de Minas de calúnia contra o ministro Gilmar Mendes. Convém parar um instante e absorver a cena: o chefe do Ministério Público mobilizou o aparato penal da República por causa de bonecos de internet.

Zema caricaturou uma decisão questionada pelo próprio presidente do STF, Edson Fachin, e suspeitas amplamente debatidas sobre o caso Banco Master e a atuação dos ministros. Pode-se considerar os vídeos injustos, agressivos, toscos ou demagógicos. O que não se pode fazer, sem violentar o Direito Penal, é fingir que um fantoche equivale a uma acusação formal de crime.

Calúnia exige imputação falsa de fato determinado. Humor político funciona justamente por exagero, compressão e distorção. Desde os panfletos do século 18 até os programas televisivos contemporâneos, a paródia sempre tratou governantes e juízes como personagens ridículos. Em democracias maduras, autoridades toleram isso. Aqui, o procurador-geral resolveu denunciar.

Zema não tem foro privilegiado. Se Mendes se sentiu ofendido, deveria acionar o Ministério Público na primeira instância. Mas o ministro pediu providências ao colega Alexandre de Moraes, que encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR). E o órgão que deveria funcionar como filtro contra abusos chancelou sua formalização. A peça da PGR se aproxima perigosamente de uma advocacia penal privada da honra de um ministro.

A seletividade fica mais visível quando se observa aquilo que Gonet escolhe não fazer. Mais de uma vez, o próprio Mendes insinuou que o senador Alessandro Vieira teria vínculos com milicianos e o crime organizado. Onde está a denúncia? Onde está o zelo pela honra? A régua muda conforme o sobrenome na capa do processo.

Diante de contratos multimilionários de empresas de Daniel Vorcaro – o banqueiro investigado pela maior fraude no sistema financeiro de que se tem notícia – e o escritório da mulher de Moraes ou a empresa da família de Dias Toffoli, a PGR entrou em estado contemplativo. Quando Toffoli assumiu a relatoria do caso Master, Gonet arquivou pedidos de impedimento que os próprios ministros do STF se viram obrigados a reconhecer – ainda que não formalmente – numa reunião secreta. Mensagens entre Moraes e Vorcaro foram dispensadas como ninharias. Gonet procrastinou a avaliação de um pedido de prisão de Vorcaro quando a Polícia Federal já evidenciava riscos flagrantes de obstrução e intimidação.

A elasticidade muda conforme o alvo. Depois que um ex-assessor de Moraes, Eduardo Tagliaferro, trouxe à tona mensagens e relatos sobre a atuação informal do ministro para perseguir críticos, o foco deslocou-se rapidamente. Em vez de concentrar energia no conteúdo revelado, o aparato persecutório voltou-se contra quem revelou. A Procuradoria investiga o mensageiro com vigor, mas a mensagem foi varrida para debaixo do tapete.

Esse padrão explica por que tantos brasileiros enxergam hoje uma Justiça de castas. Críticas a ministros são equiparadas a “ataques à democracia”. Um entrevero entre Moraes e um cidadão comum em Roma ativou as engrenagens penais da PGR. Uma frase escrita com batom numa estátua gerou pedido de pena superior à aplicada a criminosos violentos. Um Pix de R$ 500 para ajudar a fretar um ônibus com manifestantes rumo a Brasília virou acusação por tentativa de golpe. Já ministros do STF parecem habitar um ecossistema processual muito mais acolhedor, paciente e compreensivo.

O Ministério Público existe para defender a ordem jurídica e fiscalizar o poder, inclusive o poder togado. Uniformidade de critérios, prudência sem covardia, coragem sem abusos, apego rigoroso ao devido processo legal, proporcionalidade e, sobretudo, independência são o que se espera de um bom procurador. Já Paulo Gonet oscila entre dois polos igualmente degradantes para o parquet: o de perseguidor-geral da República e o de prevaricador-geral da República.

Opinião do Estadão

 

 

Moradores de área afastada de centro urbano filmam suposto OVNI em atividade neste domingo

 


Um suposto OVNI avistado na Colômbia neste domingo, 24 de maio de 2026, gerou um intenso debate nas redes sociais entre entusiastas do fenômeno e céticos.

O vídeo gravado por moradores mostra um objeto luminoso distante se deslocando de forma contínua pelo céu, provocando reações de espanto e curiosidade nas testemunhas.

Análises preliminares de portais de notícias como o El Imparcial indicam que o objeto não apresentou mudanças impossíveis de trajetória ou velocidades extremas.

Enquanto as autoridades locais permanecem em silêncio, internautas e especialistas sugerem explicações terrenas comuns para esse tipo de registro:

Drones comerciais: Equipamentos com luzes de LED fortes voando em altitudes elevadas.

Satélites ou Lixo Espacial: Reflexos de satélites em órbita baixa (como a rede Starlink) ou reentradas na atmosfera.

Fenômenos atmosféricos: Ilusões de ótica geradas pela refração de luz em nuvens ou nuvens lenticulares.

Aeronaves convencionais: Aviões comerciais ou particulares realizando rotas noturnas normais.

Vale ressaltar que o termo OVNI (ou UAP, na sigla atualizada em inglês) significa apenas Objeto Voador Não Identificado, não servindo como confirmação de atividade extraterrestre. Organizações como a Nasa reforçam que a grande maioria desses casos encontra justificativa em causas científicas e tecnológicas conhecidas.

 

Homem embriagado é preso após dirigir trator e bater em outros veículos durante cavalgada na PB

 


Um homem embriagado pilotando um trator foi perseguido e preso durante uma cavalgada na cidade de São João do Rio do Peixe, no Sertão da Paraíba, no último domingo (25). As informações foram confirmadas pela Polícia Militar.

De acordo com o tenente-coronel Eugênio Fernandes, responsável pela Polícia Militar da região, o homem pegou o trator de uma chefe dele e, durante a cavalgada de São Francisco, evento tradicional do município, usou o veículo para participar da festividade. Ele ainda bateu em alguns veículos antes de ser pego.

O tenente-coronel informou também que houve uma perseguição de policiais militares com o homem que estava dirigindo o trator. Ele foi preso após essa perseguição. O teste do etilômetro apontou que, de fato, ele estava embrigado.

Após o ocorrido, ele foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil da cidade, onde foi autuado e está à disposição da Justiça para as medidas cabíveis.

 

Mulher que perdeu bebê após atendimento em maternidade de Parnamirim será indenizada em R$ 60 mil

 


A Justiça condenou o Município de Parnamirim ao pagamento de R$ 60 mil por danos morais a uma mulher que perdeu o bebê durante a gestação após atendimento prestado na rede pública de saúde considerado insuficiente. A decisão é do 2º Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública da comarca do município.

Segundo o processo, a gestante, que tinha histórico de pré-eclâmpsia, procurou atendimento na Maternidade Divino Amor em 4 de agosto de 2023, quando estava com 32 semanas de gravidez. Ela relatou dores intensas no baixo ventre e sensação de expulsão vaginal iminente.

Ainda de acordo com os autos, a paciente foi atendida por um médico plantonista, passou por exames físicos e laboratoriais simples, como sangue e urina, e recebeu medicação para uma suposta infecção urinária. A autora alegou que não foi submetida a exame de ultrassonografia, considerado essencial para avaliar a vitalidade do feto.

Cinco dias depois, durante consulta de pré-natal, a mulher informou ausência de movimentos fetais. Após a realização da ultrassonografia, foi constatado o óbito fetal intrauterino. Conforme o processo, a causa da morte foi hipóxia fetal intrauterina associada à pré-eclâmpsia.

Na ação, a mulher pediu indenização pelos danos morais e a responsabilização dos envolvidos, alegando omissão no atendimento médico e a perda evitável de um feto viável.

O juiz José Ricardo Pires de Amorim entendeu que houve negligência por parte do Município de Parnamirim ao não adotar os protocolos mínimos de atendimento para uma gestação de alto risco, especialmente pela ausência de exame de imagem para monitorar a saúde do bebê e os riscos da pré-eclâmpsia.

A sentença também destacou que o município não apresentou defesa no processo dentro do prazo estabelecido pela Justiça.

Além da indenização de R$ 60 mil, a decisão determina o pagamento de atualização monetária e juros.

 

PF faz operação contra fraude em registro para compra de armas e munições no RN

 


A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira (25/5), a Operação Inidôneo, com o objetivo de combater fraudes na obtenção de Certificado de Registro (CR) para Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).

Durante a ação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão contra um investigado suspeito de ter obtido o documento mediante apresentação de declaração falsa acerca de sua idoneidade.

Segundo as investigações, o investigado não preenchia os requisitos legais exigidos para obtenção do registro, mas, ainda assim, conseguiu autorização para adquirir armas de fogo, acessórios e munições.

Na operação, foram apreendidas armas longas e curtas de diversos calibres, carregadores, munições e acessórios utilizados em atividades de tiro desportivo.

A ação integra o Projeto Guardiões de Fogo, iniciativa voltada à repressão de irregularidades relacionadas à concessão de registros para colecionadores, atiradores desportivos e caçadores.

 

Caminhoneiros fazem paralisação na BR-101 em Parnamirim e levam até caixão em protesto

 


Uma paralisação de caminhoneiros provocou lentidão e congestionamento na BR-101, em Parnamirim, no início da manhã desta segunda-feira (25). O protesto acontece no trecho norte da rodovia, na altura do km 781, e reúne motoristas de diversas empresas e também autônomos.

Os caminhoneiros estacionaram veículos nos dois sentidos da via e exibiram faixas em defesa das reivindicações da categoria. Durante a manifestação, um caixão foi colocado em cima de um caminhão como forma de protesto. O trânsito ficou bastante lento tanto no sentido Parnamirim/Natal quanto na via marginal da BR-101.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanha a mobilização e conseguiu liberar uma faixa em cada sentido da rodovia. No sentido oposto ao local da concentração principal, duas faixas seguem liberadas para o tráfego de veículos.

A categoria reivindica reajuste salarial. Segundo os caminhoneiros, na última semana houve uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), quando foi solicitado ao sindicato patronal um aumento de aproximadamente 16%. A proposta apresentada pelo setor patronal foi de 4,11%, o que gerou impasse nas negociações.

Diante da falta de acordo, foi decretado indicativo de greve. Em entendimento firmado com o TRT, ficou definida a manutenção de 40% dos serviços durante a paralisação. Estão garantidos os transportes de cargas vivas, medicamentos, oxigênio e insumos hospitalares.

O presidente do sindicato da categoria, Edson Negrão, participa de reuniões com representantes da Polícia Rodoviária Federal para buscar alternativas que melhorem o fluxo de veículos na região.

Motoristas que precisarem trafegar pela BR-101 em Parnamirim devem redobrar a atenção e, se possível, buscar rotas alternativas devido ao congestionamento registrado no local.

Novo Notícias 

 

NEXUS/BTG: Governo Lula é desaprovado por 48%

 


A pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (25) indica que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 48% dos eleitores, enquanto outros 47% aprovam a gestão do petista.

Já 6% não souberam ou não responderam à questão.

Em comparação com os dois levantamentos anteriores, de março e abril, a desaprovação de Lula chegou ao menor valor já registrado. Em março, o índice era de 51%; um mês depois oscilou para 49% e, atualmente, está em 48%.

A aprovação, em semelhante tendência de melhora, cresceu nos últimos levantamentos, variando dentro da margem de erro. Em março, 45% aprovavam o trabalho de Lula; em abril, eram 46%; no levantamento mais recente o índice marca 47%.

Avaliação do Governo Lula

O levantamento testou ainda como os eleitores avaliam o governo do presidente Lula. 40% dos entrevistados o consideram ruim ou péssimo, contra 37% que o avaliam como ótimo ou bom. Outros 22% afirmam que o desempenho do presidente é regular e 1% não soube ou não respondeu.

Metodologia

A pesquisa Nexus/BTG ouviu 2.045 eleitores, por telefone, entre os dias entre os dias 22 e 24 de maio. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para cima ou para baixo, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-04193/2026.

CNN

 

VÍDEO - CASO SÓ PIORA: Áudio atribuído a integrante de facção cita Deolane e filhos: “Eles lavam dinheiro pra nós… dinheiro do crime”

 



prisão da advogada e influenciadora Deolane Bezerra na Operação Vérnix ganhou um novo desdobramento após a divulgação de um áudio atribuído a um suposto integrante de facção criminosa, segundo informações do perfil Ato News.

Na gravação, o homem ameaça uma ex-diarista ligada à família da influenciadora e cobra a devolução de um valor que teria desaparecido do apartamento de um dos filhos de Deolane. “Nós não vai para a polícia porque nós é o crime, mas nós resolve do nosso jeito. Nós só quer o dinheiro de volta”, afirma a voz atribuída ao suposto integrante.

Segundo a denúncia apresentada pela ex-funcionária, ela teria sido acusada de sumir com dinheiro em espécie do imóvel. A mulher também afirma ter sido alvo de intimidação.

De acordo com o relato, seguranças supostamente ligados à influenciadora teriam ido até sua residência e realizado buscas em seu veículo na tentativa de localizar o dinheiro desaparecido.

Deolane Bezerra e outras cinco pessoas foram presas na Operação Vérnix, investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 327 milhões, além do sequestro de veículos e imóveis no âmbito da operação.

 

ODEBRECHT + VORCARO: Justiça mira projetos ligados à venda de 577 apartamentos em SP

 


Seis novos empreendimentos imobiliários de alto padrão na cidade de São Paulo tornaram-se alvo de investigações judiciais por unirem a Novonor — antiga construtora Odebrecht — a fundos de investimento ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, que foi preso recentemente.

Os projetos envolvem centenas de apartamentos de luxo que agora sofrem restrições determinadas pela 3ª Vara de Falências de São Paulo. A medida cautelar visa rastrear e bloquear o patrimônio do banqueiro para garantir a recuperação de ativos que teriam sido desviados da instituição financeira, conforme informações da coluna Demétrio Vecchioli, no Metrópoles.

Os investimentos cruzados ocorrem por meio de empresas de fachada e operadoras que ocultavam os verdadeiros beneficiários dos aportes financeiros. Relatórios apontam que um dos terrenos mais caros da sociedade foi adquirido em 2022 utilizando empréstimos concedidos pelo próprio banco.

Em nota oficial, a construtora OR, braço imobiliário da antiga Odebrecht, alegou que as tratativas iniciais foram feitas com outros executivos e que os mecanismos internos de governança não detectaram o nome de Vorcaro como beneficiário final na época dos contratos.

A empreiteira assegurou ainda que, após as revelações divulgadas pela imprensa sobre as operações policiais, acionou seu corpo jurídico para romper e extinguir imediatamente qualquer tipo de vínculo ou parceria societária com as empresas investigadas pela Justiça paulista.

 

Caso Lulinha gera reação no PT e reacende debate sobre interferência na PF

  A mudança promovida pela PF (Polícia Federal) na coordenação do inquérito que apura fraudes no INSS (Instituto Nacional de Seguro Social),...