sábado, 11 de abril de 2026

Navios da Marinha dos EUA começam a retirar minas do Estreito de Ormuz

 


O Comando Central dos EUA disse neste sábado (11) que dois navios contratorpedeiros guiados da Marinha começaram a remover minas no Estreito de Ormuz, já que alguns navios ainda não conseguem passar pela via crítica apesar do cessar-fogo. A notícia é da CNN Brasil. 

O USS Frank E. Peterson e o USS Michael Murphy "atravessaram o Estreito de Ormuz e operaram no golfo Pérsico como parte de uma missão mais ampla para garantir que o estreito esteja totalmente livre de minas marítimas anteriormente colocadas pelo Corpo dos Guardas Revolucionários Islâmicos do Irã", disse o CENTCOM em um post sobre X.

"Hoje, iniciamos o processo de estabelecimento de uma nova passagem e em breve compartilharemos esse caminho seguro com a indústria marítima para incentivar o livre fluxo do comércio", disse o almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM.

Enquanto o esforço tenta resolver a ameaça das minas, o Irã ainda poderia lançar mísseis, que combinados com as minas tornaram mais difícil para os Estados Unidos ou outros defenderem navios ou protegerem o estreito militarmente.

O presidente Donald Trump disse no início deste sábado (11), em uma postagem na Truth Social, que os Estados Unidos estão "iniciando o processo de limpeza do estreito de Ormuz como um favor a países de todo o mundo".

 

VÍDEO: Homem com nanismo, chefe de grupo criminoso perigosíssimo, vira piada na internet, "crime diminuiu"

 



A prisão de Pablo Henrique de Sousa Franco, apontado como um dos chefes de uma perigosa organização criminosa especialista em ações de "novo cangaço", virou motivo de piada na internet. O motivo: Pablo Henrique tem nanismo. 

O criminoso foi preso na terceira fase da Operação Pentágono, deflagrada para cumprir ordens judiciais no âmbito das investigações sobre o roubo a uma empresa transportadora de valores, na modalidade “domínio de cidades” ou “Novo Cangaço”.

Em um dos posts sobre o assunto (veja no link ao final desta matéria), feito pelo Metrópoles, é mostrada a vida de luxo que Pablo tinha antes de ser preso. Rapidamente, a notícia ganhou vários comentários em tom jocoso:

 




Pablo é apontado como chefe da logística de uma organização criminosa responsável por planejar e executar o maior assalto já registrado em Mato Grosso, em abril de 2023.

Com organização extrema e uma ação repleta de complexidade, o grupo criminoso contou com a participação de, pelo menos, 50 pessoas no crime e com a existência de lideranças de comando e financeiras, além de divisão em núcleos dentro da estrutura.

 


Até o Datafolha mostra que Lula parece ter "cansado"

 


A quatro meses do primeiro turno, o cenário eleitoral brasileiro mudou de patamar. A pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (11) mostra, pela primeira vez, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do presidente Lula (PT) em um cenário de segundo turno: 46% contra 45%.

O resultado está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais e configura empate técnico, mas a trajetória dos números conta uma história mais ampla e preocupante para o Planalto. E se o Datafolha, que historicamente dá números favoráveis ao PT, está apontando isso, é porque o presidente deve, realmente, estar bem cansado.

Há quatro meses, em dezembro de 2025, Lula abria 15 pontos de vantagem sobre Flávio no segundo turno: 51% contra 36%. Em março, a distância já tinha caído para três pontos, com 46% a 43%. Agora, em abril, a vantagem desapareceu. A inversão numérica, ainda que dentro da margem, marca a primeira vez que Flávio aparece à frente de Lula em um levantamento do instituto.

No primeiro turno, Lula ainda lidera com 39% contra 35% de Flávio. Mas a diferença, que já foi de dois dígitos, agora é de apenas quatro pontos. A tendência é clara: Lula cai, Flávio sobe.

Um dado que merece atenção especial é o de rejeição. Lula registra 48% de eleitores que não votariam nele de jeito nenhum. Flávio tem 46%. A proximidade entre os dois índices mostra que ambos carregam resistência alta, mas o presidente, pela primeira vez neste ciclo eleitoral, tem a maior rejeição da corrida.

Esse número é relevante porque, numa eleição de segundo turno, vence quem tem menos teto. E hoje, pelos dados do Datafolha, o teto de Lula parece mais baixo que o de Flávio.

Ficha técnica da pesquisa:

Instituto: Datafolha

Contratante: Folha da Manhã (editora da Folha de S.Paulo)

Registro no TSE: BR-03770/2026

Período de campo: 7 a 9 de abril de 2026 (terça a quinta-feira)

Divulgação: 11 de abril de 2026 (sábado)

Entrevistas: 2.004 eleitores de 16 anos ou mais

Abrangência: 137 municípios em todo o Brasil

Método: entrevistas presenciais

Margem de erro: dois pontos percentuais para mais ou para menos

Nível de confiança: 95%

 

 

Receita deu o troco em Moraes e desmontou tese da defesa de Viviane Barci

 


Existe uma ironia difícil de ignorar no fato de que a Receita Federal tenha se tornado a principal fonte de constrangimento para o ministro Alexandre de Moraes. O mesmo órgão cujos técnicos foram alvo de perseguição e intimidação pelo magistrado agora entrega, com frieza burocrática e precisão contábil, os documentos que desmontam a narrativa do escritório da família Moraes sobre o uso de jatinhos do Banco Master.

Os números são eloquentes. Documentos fiscais encaminhados à CPI do Crime Organizado mostram que o Banco Master pagou R$ 80,2 milhões ao escritório Barci de Moraes Sociedade de Advocacia em 22 meses, entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. São 22 parcelas de aproximadamente R$ 3,6 milhões. O escritório é da esposa de Moraes, Viviane Barci, e também emprega os dois filhos do ministro.

A versão apresentada pelo escritório era simples: os voos no jatinho de Vorcaro seriam fretamentos, com o valor descontado dos honorários mensais pagos pelo banco. Uma explicação conveniente, se fosse verdade. Acontece que os documentos da Receita apontam pagamento integral de todas as parcelas, sem qualquer abatimento ou retenção referente ao suposto aluguel do avião. Não há nota fiscal, registro contábil ou comprovante de transferência que sustente a versão do desconto. A justificativa simplesmente não existe nos números.

E o problema fiscal é inescapável. Independentemente de o uso do jatinho ser classificado como locação ou doação, o benefício econômico auferido obriga o recolhimento de tributos. IRRF, PIS, Cofins, CSLL, possivelmente IOF ou ITCMD. Nada indica que qualquer um deles tenha sido pago. O que era uma tentativa de explicação contábil pode se converter em indício concreto de irregularidade fiscal.

O contexto torna tudo mais revelador. Moraes construiu parte de sua atuação recente no STF intimidando servidores da Receita Federal, pressionando técnicos e tratando o órgão como obstáculo. Agora, são exatamente os dados produzidos por esses mesmos servidores que expõem as fragilidades da versão oficial da família do ministro. A burocracia tem memória longa e o Leão não costuma perdoar. Quando a Receita entrega documentos à CPI com essa precisão cirúrgica, é difícil não enxergar um recado institucional: ninguém está acima do Fisco.

O ministro que se acostumou a censurar, bloquear e perseguir agora experimenta o gosto amargo de ter suas contas dissecadas em praça pública. A diferença é que, desta vez, quem fala são os números. E números não aceitam censura.

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

A casa caiu: Líder do Governo Lula é alvo de delação do INSS

 


A Polícia Federal intimou 31 investigados no escândalo bilionário de fraudes no INSS após o empresário Maurício Camisotti fechar acordo de delação premiada. No meio da lista, um nome que deveria causar constrangimento no Palácio do Planalto: o senador Weverton Rocha (PDT-MA), líder do governo Lula no Senado e relator da indicação de Jorge Messias ao STF.

Camisotti, preso desde setembro na Operação Sem Desconto, confessou ter movimentado cerca de R$ 1 bilhão por meio de três entidades de fachada que aplicavam descontos indevidos nos contracheques de aposentados e pensionistas. O rombo total pode chegar a R$ 6,3 bilhões, com mais de cinco milhões de beneficiários lesados entre 2019 e 2024. Gente que mal consegue pagar o remédio do mês tinha parte do benefício sugado por um esquema que operava com a tranquilidade de quem sabe ter proteção política.

Na delação, Camisotti citou nominalmente três parlamentares como sustentação política do esquema: Weverton Rocha, além dos deputados Euclydes Pettersen e Maria Gorete Pereira. A PF identificou indícios de repasses mensais de R$ 50 mil a pelo menos 15 parlamentares em troca de influência sobre decisões internas do INSS. Um balcão de negócios montado dentro da Previdência, bancado pelo aposentado brasileiro.

Entre os intimados estão o filho do famigerado "Careca do INSS", o sócio oculto do grupo, ex-assessores diretos de Weverton Rocha, o ex-secretário executivo do Ministério da Previdência e a lobista Roberta Luchsinger, descrita como amiga de Lulinho. As conexões com o entorno do poder são evidentes demais para serem tratadas como casualidade.

Segundo a revista Veja, Camisotti detalhou que pelo menos um integrante do primeiro escalão do governo Lula sabia das fraudes e nada fez. Silêncio, nesse caso, não é omissão. É cumplicidade. Outros quatro investigados já negociam seus próprios acordos de colaboração, o que indica que o escândalo está longe de atingir o teto.

Weverton Rocha reagiu com nota protocolar: "O Senador rechaça qualquer tentativa de vinculá-lo a esse esquema, não conhece, nunca recebeu ou conversou com essa pessoa." Rechaçar é fácil. Difícil vai ser explicar por que dois ex-assessores seus estão na lista da PF. No governo que prometeu acabar com o sigilo, o silêncio sobre as ligações políticas do maior escândalo previdenciário do país é ensurdecedor.

 

 

Flávio Bolsonaro promete cortar impostos e rever reforma tributária caso seja eleito presidente

 


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez o que o governo Lula não consegue: falar de corte de impostos sem gaguejar. Diante de 6 mil pessoas na PUCRS — recorde do evento —, o pré-candidato à Presidência prometeu revisar a reforma tributária e eliminar a taxação de 12% sobre exportação de petróleo bruto como primeiras medidas de um eventual governo.

"Rever a reforma tributária é urgente. Temos uma carga tributária absurda. A maior IVA do mundo. Precisamos pensar em cortar impostos", disparou o senador, que hoje lidera os cenários da oposição nas pesquisas eleitorais.

O alvo principal foi a Medida Provisória 1.340, que o governo publicou em março para criar um imposto de 12% sobre a exportação de petróleo bruto e 50% sobre o diesel exportado. O pacote custou R$ 30 bilhões ao contribuinte e foi vendido como resposta à guerra no Oriente Médio — mas, na prática, funcionou como mais uma canetada arrecadatória travestida de política social. Especialistas do setor, como o escritório Martinelli Advogados, não tiveram meias palavras: classificaram o imposto como "meramente arrecadatório". Petroleiras como a Brava Energia viram suas ações despencar 6,7% no dia do anúncio.

Enquanto isso, a reforma tributária do governo Lula, apresentada como "simplificação", prepara o Brasil para ostentar a maior alíquota de IVA do planeta — algo entre 27% e 28%, acima até da Hungria, que lidera o ranking da OCDE com 27%. Simplificou para quem, exatamente?

Flávio admitiu que as propostas ainda são genéricas. "Vocês vão continuar ouvindo propostas genéricas por enquanto. Estamos em pré-campanha. Se dermos detalhes, começa a ser usado contra a campanha", disse, com uma franqueza rara na política brasileira. Falta plano detalhado? Falta. Mas o norte está posto: menos Estado, menos imposto, mais liberdade econômica. É mais do que o governo atual oferece, que segue na direção oposta — gastando mais, tributando mais e culpando o mercado quando a conta não fecha.

A presença do ex-ministro Paulo Guedes no mesmo evento, na véspera, reforçou o recado. Guedes, que foi ovacionado como pop star pelo público liberal, cravou: "A ascensão da direita é o espírito do tempo". Nos bastidores, ele é apontado como peça central na montagem do programa econômico de Flávio — um sinal claro ao mercado de que o liberalismo econômico terá endereço caso a oposição vença em outubro.

O cenário eleitoral dá sustentação ao otimismo. Pesquisa Paraná Pesquisas de 30 de março mostra Flávio com 45,2% contra 44,1% de Lula em segundo turno — empate técnico, mas com tendência favorável à oposição. Com IPCA de março em 0,88%, Selic a 14,75% e o governo distribuindo "bondades" fiscais a seis meses da eleição, o eleitor brasileiro começa a fazer a conta que o Planalto não quer fazer: a de que alguém, no final, sempre paga. E esse alguém é ele.

 

 

Mais uma escola entregue em Ceará-Mirim: Avanço que transforma vidas

 


A Prefeitura de Ceará-Mirim segue avançando nos investimentos em educação e entregou, nesta sexta-feira (10), a Escola Municipal Severino Pinheiro, na comunidade de Mineiros, totalmente requalificada e pronta para receber estudantes, profissionais e toda a comunidade escolar com mais conforto, segurança e qualidade.

A unidade passou por uma ampla reestruturação, contemplando serviços hidráulicos e elétricos, recuperação do telhado, pintura geral e uma completa revitalização dos espaços. A escola agora conta com uma estrutura mais moderna e adequada, garantindo melhores condições de ensino e aprendizagem para as crianças da localidade.

“Investir na educação é investir no futuro da nossa cidade. Estamos entregando mais uma escola preparada para acolher nossos alunos com dignidade e oferecer melhores condições de aprendizagem. Esse é um trabalho que não para e que vai continuar chegando a cada comunidade”, destacou o prefeito.

A entrega da Escola Severino Pinheiro reforça o ritmo de trabalho da gestão municipal. Além da unidade de Mineiros, outras escolas também foram entregues recentemente, ampliando os investimentos e fortalecendo a rede pública de ensino em todo o município.

 

Datafolha: Lula foi ultrapassado numericamente pela primeira vez por Flávio Bolsonaro (PL), e perde vantagem e empata com, Caiado e Zema no 2º turno

 


O presidente Lula (PT) perdeu vantagem em um segundo turno da eleição deste ano, aponta o Datafolha. Ele foi ultrapassado numericamente pela primeira vez por Flávio Bolsonaro (PL), que atingiu 46% ante 45% do petista. Quando o rival é Ronaldo Caiado (PSD) ou Romeu Zema (Novo), o mandatário marca 45% a 42%.

Todos os resultados configuram empates dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou menos do levantamento, que ouviu 2.004 eleitores em 137 cidades de terça (7) a quinta (9). Ele está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código BR-03770/2026.

Esta é a primeira pesquisa com a depuração do quadro de pré-candidatos a partir da escolha do ex-governador de Goiás pelo PSD, na semana passada.

Entre os rivais de Lula num segundo turno, Caiado foi quem mais ganhou fôlego ante o levantamento passado, do começo de março. Ele disputa um voto na mesma raia de Flávio e Zema, à direita no espectro político, eliminando assim a ideia de terceira via centrista no pleito.

Na rodada passada, o goiano perdia de 46% a 36% para Lula, e agora a diferença caiu oito pontos. O senador fluminense Flávio, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, subiu três pontos. Já Zema foi avaliado neste cenário pela primeira vez.

A esta altura, o segundo turno é o cenário mais provável. Quando se excluem os nulos e brancos, que é a forma com que a Justiça Eleitoral contabiliza resultados de pleitos, Lula soma 45% das intenções em votos válidos. Já seus adversários somados têm 55%, considerando arredondamentos. Para vencer a disputa, é preciso ter, no mínimo, 50% mais um dos votos válidos.

O dado precisa ser visto com cautela, contudo, devido à distância da eleição. O índice de votos brancos e nulos e de indecisos tende a cair perto do pleito.

Já a simulação do primeiro turno, agora reduzida a apenas uma e por isso só comparável à sua análoga na rodada anterior, repete a cristalização de uma polarização entre Lula e Flávio neste estágio inicial da corrida eleitoral.

O senador avançou quatro pontos em menções espontâneas, indo de 12% para 16%. Lula ainda lidera o quesito, quando o entrevistado não tem acesso à lista de pré-candidatos, oscilando de 25% para 26% ante a pesquisa anterior. Caiado aparece pela primeira vez, com 2% de citações.

Quando os nomes são mostrados pelo pesquisador, Lula repete os 39% da liderança, mas viu Flávio oscilar positivamente dois pontos, de 33% para 35% —o que desenha uma tendência de empate técnico no limite da margem de erro, o que favorece estatisticamente quem está na frente. Mas a curva do senador é ascendente e a do presidente, estagnada.

Já Caiado não agregou apoio significativo após sua confirmação pela sigla comandada por Gilberto Kassab, indo de 4% para 5%. O favorito do PSD para a postulação, o governador paranaense Ratinho Junior, marcava um pouco acima, mas desistiu da disputa.

Zema empata com Caiado, oscilando de 5% para 4%, se iguala na margem com o ex-governador mineiro Renan Santos (Missão), que foi de 3% para 2%, enquanto Aldo Rebelo (DC) oscilou de 2% para 1%. Cabo Daciolo (Mobiliza), que não tinha sido lançado, estreia com 1%. Declaram votar em branco ou nulo 10%, e 4% dizem não saber quem escolher.

A rejeição também segue estável e os números mostram o lado reverso da polarização: os mais desejados pelo eleitor também são os mais rejeitados pela torcida do candidato adversário, restando poucos e decisivos votos no meio do caminho.

Com efeito, dizem não votar de forma alguma no atual presidente 48%, enquanto 46% rejeitam o filho de Bolsonaro liminarmente. Confirmando a firmeza dessas opiniões, 99% dizem conhecer Lula e 93%, Flávio.

Neste quesito se saem melhor Zema e Caiado. O mineiro é desconhecido para 56% dos eleitores e tem um índice de rejeição de apenas 17%. O goiano quase repete os números: 54% e 16%, respectivamente.

Em relação ao perfil do eleitorado, pouca surpresa. Lula tem intenção de voto acima de sua média entre os 28% menos instruídos (50%), os 47% mais pobres (44%) e os 26% de nordestinos (55%). São todos estratos com margens de erro próxima da geral, por serem volumosos.

O senador tem 49% entre os 2% mais ricos, mas ali a margem é de 13 pontos. Vai melhor, com 41%, no segmento de classe média mais alto, que ganha de 5 a 10 salários mínimos (9% da amostra, com 8 pontos de margem).

Mantendo um padrão que vem desde quando seu pai concorreu em 2018, Flávio vence entre os 29% de evangélicos, com 49% das intenções ante 25% das de Lula. Quando o entrevistado faz parte dos 49% de católicos, o petista marca 43% e o senador, 30%. A margem é, respectivamente, de 4 e 3 pontos.

Em relação ao pelotão seguinte de pré-candidatos, a distribuição de sua votação é no geral homogênea. Caiado se destaca em seu Norte/Centro-Oeste de origem, com 12% de intenções numa área com 16% da população do país e 6 pontos de margem. O goiano marca o mesmo no segmento de 5 a 10 mínimos.

Zema só tem um desempenho diferente, com 9% de intenções, entre os mais ricos, que ganham acima de 10 mínimos, com a alta margem já apontada.

Folha de São Paulo

 

 

Álvaro Dias e Babá prestigiam abertura da FEMPTUR, ao lado de Paulinho e Joana 

 


O ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias, participou nesta sexta-feira (10) da abertura da 12ª FEMPTUR, realizada no Centro de Convenções de Natal. O evento reúne municípios de todo o estado para apresentar potencialidades turísticas, fortalecer o setor e fomentar novos negócios.

Durante a programação, Álvaro, acompanhado do seu pré-candidato a vice Babá Pereira, e do prefeito e vice de Natal Paulinho Freire e Joana Guerra, percorreu os estandes, dialogou com expositores e conheceu de perto iniciativas voltadas ao turismo regional. 

A movimentação também abriu espaço para conversas com lideranças políticas de diferentes regiões, ampliando o diálogo com representantes municipais.

 

Três razões para Lula ter jogado Moraes aos leões

 


O presidente Lula, em entrevista ao ICL Notícias, referiu-se ao ministro do STF Alexandre de Moraes como “companheiro Alexandre” para, três frases depois, jogar o companheiro Alexandre aos leões. Dois dias após a CPI do Banco Master revelar que o patrimônio do magistrado triplicou desde a sua chegada ao STF — e que só os 17 imóveis que possui com a mulher estão avaliados em R$ 31,5 milhões —, Lula afirmou que quem quer “ficar milionário não pode ser ministro da Suprema Corte”. Disse ainda que “salário de deputado, governador, presidente da República não permite que ninguém seja rico”. E acrescentou: se alguém enriquece durante o mandato, é “porque teve outras coisas para ficar rico”. Um pouco mais e Moraes ficaria tentado a enquadrar Lula num de seus inquéritos imorríveis.

O presidente tem vários motivos — até onde a vista alcança, todos de natureza eleitoral — para largar a mão daquele a quem, por mais de uma ocasião, chamou de salvador da democracia — uma das togas mais poderosas do tribunal que foi o parceiro institucional e instância de sustentação de seu governo nos choques com o Congresso.

A primeira razão para Lula descartar o até aqui aliado Moraes é que a sucessão de revelações sobre as ligações cada vez mais escancaradas entre o Banco Master e os cada vez menos egrégios ministros do Supremo tornou improvável a contenção do escândalo — e ele não pode se dar ao luxo de ficar na contramão da opinião pública. Segundo a última pesquisa Quaest, mais brasileiros não confiam no STF (49%) do que confiam (43%); e 66% querem votar em candidatos ao Senado que apoiem o impeachment de ministros. O pior dado para Lula: 59% veem a Corte como aliada do governo.

Há uma segunda razão para ele abandonar Moraes — cuja biografia disse ter tentado salvar sugerindo ao ministro uma declaração de impedimento e um truque retórico (“Diga textualmente: ‘Minha mulher estava advogando, minha mulher não tem que pedir licença pra mim, ela faz as coisas…’.”). Essa razão passa pelo fato de, assim como Lula, Flávio Bolsonaro dar um braço para não ter de subir num palanque e falar sobre o envolvimento de ministros do STF no caso Master.

O filho de Jair Bolsonaro segue com o freio de mão puxado no assunto não apenas por ter pai presidiário e à mercê da Corte, mas por temer pela própria sorte. Assombra-o a hipótese — até agora nem cogitada, nem fundamentada — de integrantes da Corte produzirem um fato jurídico que leve o TSE a indeferir o registro de sua candidatura. Por isso, até aqui, o bolsonarista vem tratando com ponderada distância os passivos de Moraes e Dias Toffoli — o combinado é que, provocado, ele jogue para os candidatos ao Congresso a resposta sobre eventuais impeachments. Próceres do PL receiam ainda pelo destino de cinco pré-candidatos do partido ao Senado que respondem a ações no Supremo, entre eles Carlos Bolsonaro.

Por motivos distintos, tanto Lula quanto Flávio pretendiam manter a maior distância possível do inconveniente assunto dos magistrados radioativos. A entrada de Caiado na eleição, porém, tende a obrigar os dois a mudar o jogo. Na segunda-feira, o candidato do PSD declarou que, antes mesmo de um eventual impeachment de ministros, o STF deveria “cortar na própria carne” e afastar os nomes envolvidos no escândalo. Ao arrastar o tema para a arena presidencial, Caiado obriga Flávio a segui-lo, ao mesmo tempo que força Lula a se mexer para não ficar com o mico na mão.

A terceira razão para o petista buscar distanciamento sanitário do ex-aliado Moraes nasce do solo fértil da especulação: é que um passarinho, altamente informado sobre o andamento das investigações policiais do Master, contou ao presidente que mais coisa pesada vem por aí — e que não há salvação para a biografia do companheiro Alexandre.

Thais Oyama - O Globo

 

 

Flávio, Lula e Caiado investem em agendas com aceno ao eleitorado feminino

 


De olho em um dos eleitorados mais disputados da política brasileira, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) têm apostado em agendas e iniciativas voltadas às mulheres. O movimento ocorre em meio à busca por ampliar apoio entre o público feminino, considerado estratégico nas disputas eleitorais, em meio à disputa pelo Palácio do Planalto.

Nas eleições de 2022, o voto do eleitorado feminino foi essencial para a vitória de Lula. No entanto, o alcance do petista a esse público corre risco em meio a um cenário de aumento da violência contra as mulheres em todo o país. Em 2025, o Brasil registrou um número recorde de feminicídios.

É esse contexto que Flávio e o PL (Partido Liberal) pretendem utilizar na estratégia de campanha rumo à Presidência. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o senador tem adotado um posicionamento "antifeminicídio" e de defesa das mulheres em seus discursos.

Durante manifestação da direita na Avenida Paulista em março, Flávio afirmou que as mulheres “eram protegidas” no governo Bolsonaro e que serão “abraçadas” pela sua gestão caso ele seja eleito chefe do Executivo em outubro deste ano. 

Somado a isso, o herdeiro do bolsonarismo também tem se valido de críticas ao governo petista. Flávio vem batendo na tecla de que Lula, apesar do discurso de defesa de maior participação feminina nas variadas esferas da sociedade, só indicou homens para cadeiras no TCU (Tribunal de Contas da União) e no STF (Supremo Tribunal Federal).

Nesta semana, o senador fez o PL indicar a deputada federal Soraya Santos (PL-RJ) para o posto vago no TCU. Para isso, ele abandonou a candidatura do deputado Hélio Lopes, também conhecido como “Hélio Bolsonaro”, aliado antigo de seu pai.

Flávio já disse que declarou seu apoio a Soraya por ela ser mulher e que tem causado incômodo o fato de que, entre os integrantes atuais do TCU, não há ninguém do sexo feminino.

O senador tem criticado o PT (Partido dos Trabalhadores), do presidente Lula, por supostamente descumprir a promessa de colocar mulheres em posições de poder. No caso da disputa pela cadeira do TCU, o nome indicado pela sigla é o de um homem: o deputado Odair Cunha (PT-MG).

Outros integrantes do PL também reforçam as críticas ao PT e a Lula. Em 2024, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) apenas “usou” as mulheres para subir a rampa do Palácio do Planalto quando tomou posse pela terceira vez.

Como mais uma estratégia da pré-campanha direcionada ao público feminino, Flávio também afirmou que gostaria que o nome para concorrer como vice na sua chapa fosse o de uma mulher. Um dos nomes cotados é o da senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra de Bolsonaro, a quem o senador teceu elogios nesta semana. Segundo Flávio, a parlamentar é um "sonho de consumo".

Pacto contra feminicídio

Enquanto sofre críticas da oposição pelo cenário de violência contra as mulheres nos últimos meses no país e pela maior presença masculina nas suas indicações em postos de poder, Lula também tem feito acenos ao eleitorado feminino.

Na quinta-feira (9), o petista sancionou um pacote de projetos visando o enfrentamento da violência. Dentre as principais medidas sancionadas, está a lei que determina o uso imediato de tornozeleira eletrônica por agressores de mulheres em caso de risco à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher e de seus dependentes.

Em fevereiro, o governo federal também lançou, em parceria com o Legislativo e o Judiciário, o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio.

O programa estabelece um plano que integra os Três Poderes nas ações de proteção das vítimas e de responsabilização para agressores. O monitoramento contínuo de proteção às mulheres e uma campanha nacional para convocar homens a assumir um papel ativo contra a violência foram algumas das medidas anunciadas pelo pacto.

O chefe do Executivo também tem reforçado em seus discursos a defesa das mulheres. Já chegou a dizer que "quem bate em mulher" não precisa votar nele.

Embora sua gestão tenha anunciado políticas importantes para a pauta das mulheres, como o aumento da pena de feminicídio para até 40 anos, a criação do Ministério das Mulheres e a sanção da Lei da Igualdade Salarial, Lula tem enfrentado críticas pela falta de representatividade feminina no 1º escalão do governo e, principalmente, no STF (Supremo Tribunal Federal).

Uma das promessas de Lula na campanha de 2022 foi aumentar a presença de mulheres em cargos de liderança no governo. No início de seu mandato, o presidente nomeou 11 mulheres para ministérios, alcançando um recorde histórico na Esplanada. No entanto, três delas foram demitidas e substituídas por homens: Daniela Carneiro (Turismo), Ana Moser (Esportes) e Nísia Trindade (Saúde).

No Judiciário, Lula indicou apenas homens para cadeiras no STF: Cristiano Zanin, Flávio Dino e Jorge Messias. A vaga de Dino era antes ocupada pela ministra Rosa Weber, o que acabou reduzindo ainda mais a presença feminina no tribunal, que hoje conta apenas com Cármen Lúcia.

Para o STJ (Superior Tribunal de Justiça), Lula indicou duas mulheres no seu terceiro mandato: Daniela Teixeira e Marluce Caldas. Porém, entraram três homens na Corte no mesmo período.

Já no STM, Lula indicou Verônica Sterman, segunda ministra mulher em 218 anos do tribunal.

Em uma tentativa de rebater as críticas da direita, o governo vem tentando associar a Bolsonaro a imagem de misógino.

Durante a cerimônia de sanção do pacote de medidas de combate à violência contra a mulher, a deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) cantou uma música em que citava o episódio da “fraquejada” mencionada pelo então presidente Jair Bolsonaro, em que disse que deu uma “fraquejada” e, por isso a sua quinta filha, Laura, nasceu mulher.

Caiado deve ressaltar gestão como governador

Na chamada “3ª via”, o pré-candidato Ronaldo Caiado também tem feito acenos ao eleitorado feminino. Conforme apurou a CNN, Caiado, assim como Flávio, também pensa em ter uma mulher como vice.

Segundo relatos feito à CNN, Caiado também deve ressaltar sua gestão enquanto governador de Goiás para mostrar que atuou no combate à violência contra as mulheres. A estratégia de campanha deve atuar no sentido de não fazer apenas um "aceno" ao eleitorado, mas mostrar que o pré-candidato do PSD tem experiência e ações concretas na pauta feminina.

Nessa linha, o presidenciável gravou vídeos de inserções de TV em que explora números de sua gestão estadual no combate à criminalidade. Em uma das peças, ele se posiciona como alguém de "mão pesada" contra agressores.

"Sabe por que os casos de feminicídio no Brasil não param de crescer? Porque a vida de quem comete esse tipo de crime está fácil demais. Dificilmente o criminoso vai preso. E quando é preso, pouco tempo depois está solto. Mas existe uma arma que pode dar um jeito nesses covardes. É esta aqui, que todo governante tem, inclusive o presidente. A diferença é que eu tenho coragem para usar. E Goiás é o estado do Brasil que mais reduziu o número de feminicídios. Quem me conhece sabe que tenho mão firme contra os criminosos. E quando esses criminosos são agressores de mulheres, aí é que eu sou mais mão pesada", diz o ex-governador em uma das gravações.

CNN Brasil

 

 

Navios da Marinha dos EUA começam a retirar minas do Estreito de Ormuz

  O Comando Central dos EUA disse neste sábado (11) que dois navios contratorpedeiros guiados da Marinha começaram a remover minas no Estrei...