sábado, 19 de setembro de 2026

Prefeitura de Parnamirim estabelece regras para fiscalização e apreensão de mercadorias de ambulantes

 


A Prefeitura de Parnamirim estabeleceu novas regras para a fiscalização e apreensão de mercadorias, acessórios e instrumentos de trabalho de vendedores ambulantes que atuam no município. A medida está prevista na Lei Ordinária nº 2.717, de 15 de setembro de 2026, publicada no Diário Oficial do Município.

De acordo com a nova legislação, quem trabalha de forma regular e vende produtos permitidos não terão suas mercadorias e ferramentas de trabalho recolhidas. Para ter essa garantia, o vendedor precisa estar cadastrado junto à Prefeitura e seguir as regras para o exercício da atividade. Quando necessário, também deve apresentar documentos como o alvará de funcionamento.

A nova regra não significa que os ambulantes deixarão de ser fiscalizados. A fiscalização continua acontecendo e, quando forem encontradas irregularidades, os produtos poderão ser recolhidos. É o caso, por exemplo, da venda de produtos falsificados, contrabandeados ou que ofereçam riscos à saúde, além de situações que descumpram as regras da venda.

Nos casos em que houver apreensão, o vendedor deverá ser notificado e terá direito de defesa. Caso o problema seja resolvido, a lei também prevê a possibilidade de recuperar os bens recolhidos.

Além disso, a Prefeitura poderá realizar ações de orientação e capacitação para ajudar os vendedores ambulantes a conhecer as regras e manter suas atividades de forma regular no município.

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

“Cadê o negócio, entrou já o saldo?”: a ligação que levou a PF a um funcionário do Banco do Brasil

 


Às 10h15 de 19 de junho de 2024, uma quarta-feira, Oseas Monthalggan Fernandes Costa ligou para um número de celular. Dono da Dismed Distribuidora de Medicamentos, ele perguntou: “Cadê o negócio, entrou já o saldo?”. A ligação durou um minuto e catorze segundos. Somada às mensagens que o dono do número trocou naquele mês com Oseas e com a mulher dele, e ao cargo de um irmão, foi o que a Polícia Federal levou ao tribunal para pedir — e obter — a quebra do sigilo telefônico e telemático de Saulo David Araújo Cabral, funcionário do Banco do Brasil. E para anotar nos autos da Operação Mederi que o irmão dele, Lucas Ezequiel Tomaz Araújo Silveira, ocupava cargo de confiança no Gabinete do Prefeito de Mossoró.

Saulo é, hoje, o terceiro nome da lista de vinte pessoas cujos sigilos foram devassados na investigação. A lista é da própria defesa da Dismed, numa petição juntada ao inquérito em 16 de junho em que sustenta que ninguém ali tem foro no Tribunal Regional Federal da 5ª Região — tese que a defesa levou de novo ao tribunal num recurso de 4 de setembro, dessa vez sem nomear os vinte. Ao lado do nome dele, a defesa escreveu a qualificação: “funcionário de instituição financeira”.

Ser alvo de quebra de sigilo não é ser réu. Saulo não consta entre os representados da representação criminal de novembro de 2025, nem no rol de partes do inquérito no sistema do tribunal. O que os autos guardam sobre ele é o que a PF escreveu ao pedir as medidas, o que o desembargador Rogério Fialho Moreira autorizou, e o que veio de volta. No caso das contas de e-mail, quase nada. Não há manifestação de Saulo nem do irmão nos autos, e o Blog do Dina não os procurou antes desta publicação.

A ligação

A conversa está transcrita no primeiro auto circunstanciado da interceptação, que cobre o período de 6 a 20 de junho de 2024. A PF classificou a chamada com o assunto “Oseas cobra HNI” — homem não identificado. É assim que ela aparece nos autos:

HNI: Oi, “Gan”.

OSEAS: Tá sem internet?

HNI: Tô, bicho, eu tô em Fortim/CE. Tô na fazenda aqui.

OSEAS: Aí tá certo, só quer saber da fazenda de camarão agora, né!

HNI: É, exatamente. (risos)

OSEAS: E as novidades?

HNI: Cara, por enquanto nada. Eu tô voltando hoje à tarde para Mossoró, pretendo estar umas 3 horas. Você vai estar pela cidade ou vai tá em Upanema?

OSEAS: Rapaz, eu vou para Upanema. Mas qualquer coisa eu pego você.

HNI: Não, não é nada urgente não, pode ir para Upanema (inaudível).

OSEAS: Cadê o negócio, entrou já o saldo?

HNI: Ainda não. Tô tentando resolver uns negócios aqui para ligar para o chefe.

OSEAS: Daqui para sexta, você acha que tem alguma novidade?

HNI: Tá, pode deixar…

“Gan” é como o interlocutor chama Oseas Monthalggan. Quem é “o chefe”, os autos não dizem.

Para descobrir de quem era o número, a PF consultou os bancos de dados disponíveis. O telefone estava cadastrado como chave Pix de uma conta do Banco do Brasil em nome de Saulo. A partir daí, a autoridade policial escreveu que a linha “provavelmente” pertence a ele. Logo adiante, deixou registrada uma dúvida. A ligação foi feita “numa quarta-feira (19/06), às 10h”. O teor, escreveu a PF, “não condiz com a rotina de um bancário, o que leva à suspeita de que a linha esteja sendo utilizada por terceira pessoa”. Por isso, a PF pediu para “aprofundar a investigação com relação ao usuário da linha”.

Quem é Saulo David, pelos autos

A PF o descreve, em vários documentos, como funcionário do Banco do Brasil. No quadro-resumo da representação que pediu as quebras, a síntese é uma frase: “Saulo é funcionário do Banco do Brasil e mantém diálogos suspeitos com Oseas”. Numa informação policial de setembro de 2024, a frase ganha um complemento: “diálogos suspeitos a respeito de transações financeiras com Oseas”. Um documento localizado depois, na conta de e-mail dele, o descreve como gerente-geral do banco — a PF registra o print sem dizer de qual agência.

Os autos não dizem em que agência ele trabalha, nem ligam a função dele a qualquer conta da Dismed. O que dizem, em outras páginas, é que as contas da empresa ficam no Banco do Brasil, em duas agências de Mossoró. Foi numa agência do banco que a PF flagrou, em vigilância velada, o sócio Maycon Zacarias fazendo saques em espécie, em julho e agosto de 2024. Nenhuma peça lida pelo blog junta as duas pontas.

O que a análise das mensagens de WhatsApp registra, no mês da ligação, é uma sequência de contatos. No dia 11 de junho, Saulo mandou um áudio a Oseas às 9h22; Oseas respondeu com dois áudios cerca de uma hora e meia depois, e a troca continuou à tarde. Na manhã seguinte, às 8h16, Oseas enviou a Saulo “dois arquivos do tipo documento”. A partir do dia 14, as mensagens com Saulo passaram a ser trocadas com o telefone de Roberta Praxedes, mulher de Oseas e dona da Drogaria Mais Saúde. No dia 24, foi Roberta quem enviou dois documentos, às 18h28; Saulo respondeu com dois áudios dois minutos depois. O conteúdo dos áudios e dos documentos não está transcrito na peça.

O irmão no gabinete

A segunda coisa que a PF anotou sobre Saulo não é sobre ele. É sobre o irmão.

“Saulo é irmão de Lucas Ezequiel Tomaz Araújo Silveira, o qual ocupa cargo de confiança na Prefeitura Municipal de Mossoró/RN, uma das principais remetentes de recursos para a empresa Dismed”, escreveu a autoridade policial. Na informação de análise que acompanha o pedido, o detalhe: Lucas “é lotado no Gabinete do Prefeito de Mossoró/RN, na função de Diretor do Departamento de Cerimonial e Eventos”. A PF reproduziu nos autos a portaria de nomeação.

O Diário Oficial de Mossoró conta o resto. Lucas era, em outubro de 2023, gerente executivo de Cerimonial, lotado na Secretaria de Governo. No dia 29 de janeiro de 2025, o então prefeito Allyson Bezerra assinou o ato coletivo que exonerou comissionados. Nele, Lucas aparece como “Diretor Administrativo – CC6”, com a atribuição de “Diretor do Departamento de Cerimonial e Eventos” do Gabinete. Um mês depois, ele reaparece numa comissão de avaliação de amostras da Secretaria de Administração. De abril de 2025 em diante, é “Diretor de Departamento de Cerimonial” da Secretaria de Cultura, designado fiscal — ou substituto do fiscal — de contratos de estrutura, som e camisetas para eventos. Neste ano, foi de novo designado fiscal de contrato, em 27 de abril. No dia 5 de junho, coordenava o Polo Raiá do Dia do Mossoró Cidade Junina 2026 — já na gestão de Marcos Medeiros, prefeito desde que Allyson renunciou, em março.

Mossoró — Fundo Municipal de Saúde e prefeitura — é quem mais pagou à Dismed entre os 82 entes públicos listados pela PF: R$ 13,6 milhões, como o blog mostrou em agosto. Nada nos autos liga Lucas a esses pagamentos. A PF registrou o parentesco e o cargo, e parou aí.

O que o desembargador autorizou — e o que voltou

Em 10 de dezembro de 2024, o desembargador Rogério Fialho Moreira deferiu o que a PF pediu sobre Saulo David. Interceptação da linha por quinze dias e dos aparelhos associados a ela. Quebra da conta de WhatsApp, de quatro contas do Google e de uma da Microsoft. Os ofícios foram expedidos nos dias seguintes.

O resultado está nos autos, e não trouxe elemento novo contra ele. Do Google, a resposta foi que duas das contas atribuídas a Saulo não tinham registro de criação nem atividade no período — “contas sem dados”, na lista da PF; de uma terceira, a PF anotou que “não trouxe conteúdo relevante”. Da Microsoft veio a conta de e-mail que confirmou o nome dele e o print do cargo no banco. A conclusão do agente que a analisou, em 12 de março de 2025, é literal: “o material analisado não enseja obter informações relevantes à investigação em curso. O material, dada sua exiguidade, impossibilita qualquer análise”. No relatório sobre a interceptação de WhatsApp de janeiro de 2025, concluído em agosto, a conta de Saulo David está na tabela de alvos, e o sumário aponta para uma seção sobre ele que não existe no documento.

Fora esses registros, o nome de Saulo não volta a aparecer em análise nenhuma da PF nos autos a que o blog teve acesso. Ele reaparece apenas em junho de 2026, na petição da defesa — como argumento de que a investigação correu contra vinte pessoas sem foro.

O que fica em aberto

Uma ligação de 74 segundos, uma chave Pix, mensagens trocadas com o casal dono das empresas, um irmão no gabinete. Foi isso que sustentou uma quebra de sigilo autorizada por um tribunal federal. O que veio da conta de e-mail, a própria PF diz que não deu para analisar.

As perguntas que os documentos não respondem são as que importam. Que “saldo” Oseas cobrava. Quem é “o chefe”. E se a função de Saulo no banco tem qualquer relação com as contas por onde a Dismed movimentou o dinheiro das prefeituras. A série completa da Operação Mederi está reunida aqui.

O espaço está aberto para manifestação.

Atualização (19/09, à noite): o texto foi ajustado após checagem: a lista dos vinte investigados citada pela defesa consta de petição de 16 de junho, não do recurso de 4 de setembro; a linha fina passou a reproduzir o “provavelmente” da PF sobre a titularidade da linha; e a frase “impossibilita qualquer análise” foi precisada como conclusão sobre a conta de e-mail, não sobre toda a quebra.

Com informações do Blog do Dina


“Esse prefeito é ladrão”: o vídeo que a PF gravou dentro da Dismed — e o que a peça diz que ele prova

 


O Blog do Dina publica neste sábado (19) o vídeo da escuta ambiental que a Polícia Federal instalou dentro da Dismed Distribuidora de Medicamentos, em Mossoró. São 2 minutos e 44 segundos gravados na manhã de 13 de maio de 2025, às 8h11, na sala em que o sócio Oseas Monthalggan Fernandes Costa conversa com um interlocutor que os autos identificam apenas pelo apelido: Nenen.

É nesse arquivo da escuta ambiental — catalogado pela PF como `Rec1_20250513_081116` — que aparece a frase que a Representação Criminal da Operação Mederi usa para tratar do que chama de consciência da ilicitude por parte do prefeito de Mossoró.

OSEAS: O problema porque é o seguinte: os cara [inaudível]… se eu fosse prefeito, meus funcionários por exemplo… ah, esse prefeito é ladrão, quem rouba é ele, pode falar, não me importa não! Aí os cara é um cuidado, não porque ninguém pode saber não…

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NENEN: Honesto, psiu, honesto os cara!

O que a frase é — e o que ela não é

Vale a precisão, porque ela importa. Oseas não está apontando o dedo para ninguém ali. Ele fala de si: *se eu fosse prefeito*, não me importaria que os funcionários me chamassem de ladrão. O contraste que ele faz é com o prefeito real, o de Mossoró, que segundo a conversa age com cuidado — “ninguém pode saber não”.

A peça é explícita sobre o limite disso. Ao listar os indícios contra Allysson Leandro Bezerra Silva, a Representação Criminal registra que a afirmação “não constitui prova direta” contra o então prefeito, e diz apenas que “os interlocutores percebem no prefeito um comportamento cauteloso voltado a manter oculta sua participação nos esquemas discutidos”.

Em outra peça dos mesmos autos, a leitura é mais dura: o trecho “revela o cuidado que este demonstra para se manter oculto nos esquemas de corrupção”.

As duas leituras estão nos autos. Nenhuma das duas diz que Oseas chamou Allyson de ladrão — e este blog também não vai dizer.

A parte do vídeo que não virou manchete

O que vem depois da frase é o que dá ao arquivo valor próprio na investigação. Nenen passa a ensinar Oseas a convencer Poliana Rezende Dantas, então diretora financeira da Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró, a aumentar o volume de compras da prefeitura:

NENEN: Agora você tem que dizer, olhe POLIANA… você tem que dizer a ela o seguinte: olhe, POLIANA, eu vou dá o exemplo de uma cidade como JOSÉ DA PENHA, aí você diz, JOSÉ DA PENHA consome cem mil (R$ 100.000,00) por mês… Aí como é que MOSSORÓ em um mês só consome trezentos mil? Não tem lógica não, porra!

Antes disso, na mesma conversa, Nenen reclama do tamanho das ordens de compra de Mossoró: “Como é que MOSSORÓ pede seiscentos mil reais e põe duas ordem de compra de trezentos mil?”. E conclui: “MOSSORÓ era no mínimo ali era quinhentos mil conto no mês”. Oseas responde: “Era! No barato, homi!”.

Para a Polícia Federal, esse trecho mostra “familiaridade” com a diretora e “confiança de que ela seria receptiva aos argumentos apresentados”. Poliana ocupou a diretoria financeira da Saúde de Mossoró até julho de 2025. Em março, este blog mostrou que os sócios da Dismed [trataram de pagamento com ela no mesmo dia em que definiram a propina do esquema](https://blogdodina.com/socios-dismed-trataram-pagamento-diretora-allyson/), e que ela foi nomeada pelo prefeito 23 dias depois de trocar mensagens com um dos sócios.

Por que o vídeo sai agora

Na noite desta sexta-feira (18), no debate da TV Ponta Negra, o candidato Robério Paulino (PSOL) citou nominalmente este blog para dizer que existe “um áudio” nas mãos da Polícia Federal em que Allyson Bezerra aparece como destinatário de 15% de propina. [O assunto entrou no horário nobre](https://blogdodina.com/debate-tv-ponta-negra-mederi-15-allyson/) e o candidato pediu direito de resposta ali mesmo.

Uma correção que este blog já fez e repete: não é áudio. A escuta ambiental que a PF instalou dentro da Dismed registrou imagem. É vídeo. O que está aí em cima é a prova disso. E este blog tem mais 37 deles.

O que a máquina não ouviu

As legendas cravadas na imagem reproduzem a transcrição oficial da Polícia Federal, registrada no laudo IPJ 076/2025 — o documento que cataloga os arquivos da escuta ambiental e integra os autos da quebra de sigilo no TRF-5. Não é legenda automática: o reconhecimento de voz por máquina, testado antes pela reportagem, escrevia “se eu fosse o prefeito e eu fosse o lado do rapaz prefeito” no lugar do trecho — e fazia a palavra ladrão desaparecer.

A Operação Mederi segue em investigação.

Com informações do Blog do Dina


VÍDEO: Em Santa Catarina, Lula diz que agro deveria “se ajoelhar” a ele

 



Durante agenda em Florianópolis neste sábado (19), o presidente Lula (PT), candidato à reeleição, afirmou que o agronegócio deveria “se ajoelhar” diante dos recursos destinados pelo governo ao setor. No palanque, Lula chamou Gelson Merísio (PSB), candidato ao governo de Santa Catarina, e sugeriu que ele reúna “o pessoal do agronegócio” no estado para perguntar “por que eles não gostam” deles.

“Por que eles [agro] não gostam de nós? Porque o problema contra nós, acho que é uma questão de pele, porque sou nordestino ou porque eu sou pobre. Porque se dependesse de dinheiro do governo, eles tinham que não só votar, mas se ajoelhar para mim, porque nunca houve tanto dinheiro para a agricultura como agora”, disse o petista.

 

Não é só Mossoró: Cabo Deyvison atrai multidão em Apodi e Assú e confirma tendência de fenômeno eleitoral

 

Apodi

Assú

O crescimento da candidatura de Cabo Deyvison à Câmara Federal já ultrapassa os limites de Mossoró. Nos dois últimos eventos realizados pelo candidato, em Apodi na quinta-feira (16) e Assú nesta sexta-feira (17), uma multidão saiu às ruas para acompanhar as mobilizações, reforçando a força de uma candidatura que vem ganhando espaço em diferentes regiões do Rio Grande do Norte.

Em Apodi, Cabo Deyvison foi recebido por uma grande quantidade de pessoas e participou de uma mobilização que movimentou a cidade. O cenário se repetiu em Assú, onde uma nova multidão acompanhou o candidato pelas ruas, demonstrando que o nome do vereador mossoroense vem conquistando espaço para além de sua principal base eleitoral.

A sequência de eventos fortalece a percepção de que Cabo Deyvison deixou de ser uma candidatura concentrada em Mossoró e passou a construir uma presença estadual.

“Eu fico muito feliz em chegar às cidades e encontrar as pessoas nas ruas. Isso mostra que a nossa mensagem está chegando. Não estamos fazendo uma campanha apenas por uma eleição, mas por um projeto para representar o Rio Grande do Norte e defender quem trabalha, quem produz e quem quer viver em paz”, afirmou Cabo Deyvison.

O desempenho nas ruas acontece paralelamente ao crescimento do candidato nas pesquisas de intenção de voto. Cabo Deyvison vem aparecendo entre os nomes mais citados nos levantamentos divulgados no Estado, aumentando a expectativa em torno de uma votação expressiva.

A segurança pública permanece como uma das principais bandeiras da candidatura. Cabo Deyvison ganhou projeção ainda maior após sobreviver a um atentado praticado por criminosos que, segundo a investigação policial, tinham o próprio vereador como alvo. Na ação, seu amigo e profissional da comunicação Alyson Diego foi assassinado.

 Blog do BG



VÍDEO: Lula debocha de Flávio e diz que quer ganhar as eleições para manter Jair Bolsonaro na cadeia

 



O presidente Lula (PT) afirmou neste sábado (19) que quer ganhar as eleições para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro na cadeia. “A ideia do outro [Flávio Bolsonaro]: ‘Eu quero ganhar as eleições para tirar meu pai da cadeia’, disse Lula em tom de deboche. “E eu quero ganhar para manter ele na cadeia”, completou, esbravejando.

Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025 a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente cumpre pena domiciliar por tempo indeterminado levando em consideração suas condições de saúde.

Flávio já afirmou que tem como projeto, caso seja eleito, anistiar os condenados envolvidos no processo da chamada trama golpista, julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Colapso hídrico pode afetar 9 municípios no Seridó, aponta Caern

 


Anthony Medeiros
Colaborador no Seridó

Cinco reservatórios que abastecem nove municípios do Seridó potiguar estão sob risco de colapso hídrico até dezembro deste ano, segundo alerta da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern). Caso a previsão se confirme, mais de 63 mil pessoas poderão ser afetadas. O cenário consta em ofício encaminhado pela Companhia ao Gabinete Civil do Governo do Estado neste mês de setembro. Apesar do alerta, a gestão estadual afirma que não há risco de interrupção do abastecimento até o fim do ano e que outros mananciais têm água suficiente para atender os municípios, caso seja necessário.

A lista dos municípios afetados conta com Currais Novos, Equador, Parelhas, Carnaúba dos Dantas, Jardim do Seridó, São João do Sabugi, Ipueira, São José do Seridó e Ouro Branco. A avaliação considera os volumes dos reservatórios que atualmente atendem essas cidades e aponta a possibilidade de esgotamento dos mananciais até dezembro. Em Currais Novos, por exemplo, o Açude Dourado, com capacidade para pouco mais de 10 milhões de metros cúbicos, está com menos de 1% de água armazenada, com a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) passando a contar apenas com o Açude Marechal Dutra, o Gargalheiras, localizado em Acari, para atender 100% dos domicílios no município currais-novense. Além do Açude Dourado, em Gargalheiras, também constam no relatório o Açude Mamão, responsável pelo abastecimento de Equador; o Boqueirão, que atende Parelhas, Jardim do Seridó e Carnaúba dos Dantas; o Santo Antônio, em São João do Sabugi; e o Martelo, em Ipueira.

O alerta consta em documento obtido pela TRIBUNA DO NORTE, elaborado pela Caern. Segundo a SEMARH, o abastecimento nos municípios citados não chega a estar ameaçado até o fim do ano. “É uma avaliação preliminar, necessária para o trabalho que fazemos que não é só executivo, mas também preventivo. A partir disso sabemos quais medidas tomar e nos antecipar. O trabalho de gestão de águas projeta ações para seis, sete meses na frente. Para esse ano, o abastecimento dos municípios está garantido, mesmo que não chova nos próximos meses”, afirma o auxiliar.

De acordo com o documento, a situação de Ouro Branco e São João do Sabugi é apontada como mais delicada pela Caern, já que os dois municípios “não dispõem de um sistema de abastecimento emergencial”. Atualmente, segundo a estatal, o abastecimento de Ouro Branco está sendo feito por poços rasos. Segundo a SEMARH, de junho de 2025 até agosto de 2026 foram perfurados 31 poços no município.

O monitoramento dos reservatórios potiguares é feito diariamente pelo Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (Igarn), orientando as decisões sobre o abastecimento. A utilização de poços, como ocorre em Ouro Branco, é uma das alternativas em caso de baixo nível dos reservatórios utilizados. Outras ações que são empregadas são o transporte de água através de carros-pipa e a utilização de adutoras já existentes para levar água de uma região para outra.

Fiscalização de irregularidades é reforçada

A Caern mantém um programa permanente de fiscalização de irregularidades na rede de água para monitorar e combater o uso clandestino do sistema de abastecimento. A ação ganha ainda mais importância durante os períodos de estiagem, quando a disponibilidade de água é menor e qualquer desvio irregular pode comprometer o fornecimento para cidades e comunidades atendidas.

No Seridó, as fiscalizações são realizadas pelas equipes da Caern e podem resultar na retirada da tubulação clandestina e na aplicação de multa aos responsáveis. No início do mês, uma ligação clandestina, conhecida como “gato”, foi identificada em tubulação da Adutora Serra de Santana. A irregularidade impactou diretamente o abastecimento das cidades atendidas pela Adutora Serra de Santana: Florânia, Tenente Laurentino Cruz, São Vicente, Bodó e Lagoa Nova, além da zona rural desses municípios.

Com o avanço da estiagem, também aumenta a ocorrência de ligações clandestinas em áreas rurais, principalmente para utilização da água em atividades de irrigação. Por isso, a fiscalização também é realizada nessas localidades, com o objetivo de preservar a água disponível e garantir que ela chegue aos consumidores que dependem do sistema público.

A água distribuída pela Caern é destinada exclusivamente ao abastecimento humano. A Caern já realizou fiscalizações em comunidades rurais de Currais Novos, incluindo as áreas de Bulhões, Barra Verde, Brejuí e Acauã. O trabalho terá continuidade em outras cidades da região.

A fiscalização de ligações clandestinas é uma das medidas adotadas para proteger o sistema de abastecimento e contribuir para o uso responsável da água, especialmente em períodos de estiagem.

Adutora Seridó deve ser entregue até dezembro

Para contribuir com o cenário, o Governo do Estado acompanha, com expectativa, as obras para conclusão da Adutora Seridó. A estrutura, segundo a SEMARH, tem previsão para iniciar os trabalhos a partir de dezembro, trazendo águas da Barragem Engenheiro Armando Gonçalves, em Assú, para o Seridó potiguar. Esse primeiro ponto faz parte do eixo Sul, que trará águas para Jucurutu, São Vicente, Florânia, Cruzeta, Acari e Currais Novos.

Varella informou que uma reunião com a Secretaria Nacional de Recursos Hídricos, realizada há 15 dias, confirmou a expectativa para a entrega ainda neste ano. A obra do Governo Federal é tratada pelo Estado como uma solução definitiva para ampliar a segurança hídrica da região.

Além da Adutora Seridó, a gestão das águas trabalha com a possibilidade de utilizar as águas da Barragem de Oiticica, em Jucurutu, em caso de necessidade de algum município da região. Atualmente, são mais de 500 milhões de metros cúbicos em níveis que aumentam diariamente, com o Rio Piranhas levando mais água para o reservatório.

“Temos água suficiente no território, contando com Oiticica. Anteriormente era mais complicado, porque em caso de emergência, essa água tinha que ser retirada aqui de Natal, por exemplo”, observa o secretário.

 

Media/ O Potengi: Ezequiel tem 3,60% e Kleber 3,45% na espontânea para deputado estadual

 

Ezequiel Ferreira tem 3,60% das respostas para deputado estadual, segundo pesquisa espontânea do Instituto Media, realizada no Rio Grande do Norte. Kleber Rodrigues aparece com 3,45%, enquanto Robson Carvalho e Walter Alves registram 3,00% cada.

Gustavo Carvalho tem 2,50%, seguido por Tomba, com 2,20%, Nélter Queiroz, com 2,15%, e Cristiane Dantas, com 2,10%. Esses são os oito nomes com os maiores percentuais numéricos do levantamento.

Não sabe ou não respondeu soma 36,60%

A parcela de quem não soube ou não respondeu é de 36,60%. Brancos ou nulos representam outros 1,45%. Essas respostas integram a base de cálculo, juntamente com as indicações nominais.

A pergunta é espontânea: os entrevistados citaram os nomes sem receber uma lista de candidatos. A pesquisa, contratada pela Potengi Comunicação Ltda., ouviu 2.000 pessoas entre 12 e 17 de setembro.

Neílton, Eudiane, Adjuto e Camila aparecem a seguir

Neílton Diógenes tem 2,05%, e Eudiane Macedo, 1,95%. Adjuto Dias e Camila Araújo aparecem com 1,90% cada. Dr Kerginaldo e Eriko Jácome registram 1,85% cada, seguidos por Coronel Azevedo, com 1,80%, e Francisco do PT, com 1,70%.

 A relação preserva os empates numéricos encontrados na pesquisa. A posição de cada nome descreve as respostas obtidas no período de campo e não equivale a uma projeção de cadeiras na Assembleia Legislativa.

Sobre a pesquisa

O Instituto Media realizou 2.000 entrevistas no Rio Grande do Norte entre 12 e 17 de setembro de 2026. A pesquisa foi contratada pela Potengi Comunicação Ltda. e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número RN-00740/2026.

A margem de erro da amostra total é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Todos os percentuais desta matéria consideram a amostra total, incluindo brancos, nulos e não respostas. Arredondamentos podem fazer as parcelas diferirem do total.



Media/ O Potengi: Nina Souza é a mais citada para deputado federal, com 6,95%

 


Nina Souza é o nome mais citado para deputado federal, com 6,95% das respostas, segundo pesquisa espontânea do Instituto Media. Natália Bonavides aparece com 5,50%, e Cabo Deyvison, com 5,25%, no levantamento realizado no Rio Grande do Norte.

A parcela de entrevistados que não soube ou não respondeu é de 40,70%. Outros 1,60% indicaram voto branco ou nulo. Esses grupos estão incluídos na base de cálculo dos percentuais apresentados.

Na pergunta espontânea, nenhuma lista de candidatos é apresentada: o entrevistado cita o nome em que pretende votar. O levantamento ouviu 2.000 pessoas entre 12 e 17 de setembro e foi contratado pela Potengi Comunicação Ltda.

Benes, Dr Bernardo e Robinson aparecem na sequência

Benes Leocádio tem 4,95%, seguido por Dr Bernardo, com 4,40%, Robinson Faria, com 4,05%, João Maia, com 3,95%, e Sargento Gonçalves, com 3,45%. Carla Dickson e General Girão registram 3,25% cada.

Thabatta Pimenta aparece com 2,95%, Juninho Saia Rodada, com 2,40%, e Odon Júnior, com 2,20%. Os demais nomes citados estão na relação completa abaixo.

 A ordem da lista corresponde aos percentuais obtidos nesta pesquisa. O levantamento registra as respostas no período de campo e não constitui uma projeção de quem será eleito.

Sobre a pesquisa

O Instituto Media realizou 2.000 entrevistas no Rio Grande do Norte entre 12 e 17 de setembro de 2026. A pesquisa foi contratada pela Potengi Comunicação Ltda. e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número RN-00740/2026.

A margem de erro da amostra total é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Todos os percentuais desta matéria consideram a amostra total, incluindo brancos, nulos e não respostas. Arredondamentos podem fazer as parcelas diferirem do total.



Media/ O Potengi: Styvenson tem 31% e Zenaide 20,7% na soma dos votos para o Senado

 


Styvenson Valentim (Podemos) tem 31,0% na soma dos dois votos para o Senado no Rio Grande do Norte, segundo pesquisa do Instituto Media. Zenaide Maia (PSD) aparece com 20,7%, seguida por Coronel Hélio (PL), com 13,3%, Samanda de Lula (PT), com 11,3%, e Rafael Motta (PDT), com 7,5%.

O levantamento, contratado pela Potengi Comunicação Ltda., ouviu 2.000 pessoas de 12 a 17 de setembro. Na pergunta estimulada, cada entrevistado pôde indicar duas escolhas para o Senado.

A soma expressa menções por 100 entrevistados. Como há duas escolhas por pessoa, o total das respostas corresponde a 200%, antes dos efeitos de arredondamento. Os números não devem ser lidos como a distribuição de um único voto por eleitor.

As respostas “não sabe / não respondeu” somam 102,1 menções por 100 entrevistados nas duas escolhas, enquanto brancos ou nulos somam 9,7 menções por 100 entrevistados. Esses totais acumulam as duas respostas de cada pessoa; 102,1 não representa o percentual de entrevistados sem uma escolha.

Sobre a pesquisa

O Instituto Media realizou 2.000 entrevistas no Rio Grande do Norte entre 12 e 17 de setembro de 2026. A pesquisa foi contratada pela Potengi Comunicação Ltda. e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número RN-00740/2026.

A margem de erro da amostra total é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Cada voto separado tem base de 100%; a soma das duas escolhas tem base de 200%. Arredondamentos podem fazer as parcelas diferirem do total.

 

 


Media/O Potengi: Álvaro cresce e chega a 32,48% dos votos válidos na disputa pelo Governo

 


A nova pesquisa do Instituto Media, divulgada pelo O Potengi, traz um dado importante para a reta final da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte: Álvaro Dias (PL) aparece com 32,48% dos votos válidos, consolidando-se numericamente na segunda colocação.

No levantamento divulgado, considerando apenas os votos válidos, o cenário ficou com Allyson Bezerra (União Brasil) em 38,19%, Álvaro Dias em 32,48% e Cadu de Lula (PT) em 27,11%. Professor Robério Paulino aparece com 1,14%, Rodrigo Bolsonaro com 0,74% e os demais candidatos abaixo de 0,3%.

O resultado chama atenção quando comparado à pesquisa anterior do mesmo instituto. Na rodada Media/O Potengi realizada entre 25 e 30 de agosto, Álvaro registrava 27,1% dos votos totais, em cenário no qual 20,1% ainda não sabiam ou não responderam e 4,9% declaravam branco ou nulo.

É preciso fazer uma ressalva metodológica: não é correto comparar diretamente os 27,1% anteriores, calculados sobre votos totais, com os atuais 32,48%, calculados sobre votos válidos, porque as bases são diferentes. Ainda assim, o novo levantamento mostra Álvaro com praticamente um terço dos votos válidos e mantém sua candidatura competitiva na disputa.

O número ganha peso político por surgir na reta final da campanha, período em que as candidaturas intensificam agendas, mobilizações e busca pelo eleitor ainda não consolidado. Outras pesquisas recentes têm apresentado percentuais diferentes para os candidatos, reflexo de metodologias, amostras e períodos de campo distintos razão pela qual a evolução de cada candidatura deve ser analisada, preferencialmente, dentro da série do mesmo instituto.

Fonte: Jair Sampaio


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