segunda-feira, 1 de junho de 2026

Investigador da Polícia Civil mata mulher dentro de restaurante e tira a própria vida na Bahia

 


Uma mulher de 33 anos foi morta a tiros pelo companheiro dentro de um restaurante na madrugada deste domingo 31, no município de Araci, a cerca de 220 quilômetros de Salvador, na Bahia. O homem, apontado como autor do crime, tirou a própria vida em seguida.

A vítima foi identificada como Deuziana de Oliveira da Silva. O suspeito é Jefferson de Araújo Costa, de 54 anos, investigador da Polícia Civil da Bahia.

A Polícia Civil informou, por meio de nota, que foi acionada para a ocorrência e instaurou um inquérito para apurar o caso. O procedimento foi aberto na Delegacia Territorial de Serrinha (DT/Serrinha).

O Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou a remoção dos corpos e ficará responsável pelos exames necroscópicos.

Segundo a Polícia Civil, as circunstâncias, a motivação e a dinâmica do crime ainda estão sendo apuradas. A análise dos laudos periciais, a oitiva de testemunhas e outras diligências fazem parte da investigação.

O corpo de Jefferson de Araújo será sepultado no Cemitério Jardim das Flores, em Feira de Santana, às 16h deste domingo.

Até a última atualização, não havia informações sobre o velório e sepultamento de Deuziana de Oliveira.

 

UFRN despenca oito posições em ranking mundial de universidades

 


A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) registrou queda de oito posições no ranking global das melhores universidades do mundo elaborado pelo Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR). Os dados da edição 2026 foram divulgados nesta segunda-feira (1º) e apontam que a instituição passou da 951ª colocação em 2025 para a 959ª posição neste ano.

Apesar do recuo no cenário internacional, a UFRN segue entre as principais instituições de ensino superior do país, ocupando a 15ª colocação entre as universidades brasileiras avaliadas.

A queda da UFRN acompanha uma tendência nacional. Das 52 universidades brasileiras presentes no ranking, 45 perderam posições em relação à edição anterior, o que representa 87% das instituições analisadas.

De acordo com o CWUR, o desempenho inferior das universidades brasileiras está relacionado, principalmente, à redução dos indicadores de pesquisa e ao aumento da concorrência internacional com instituições que contam com maior volume de investimentos.

O levantamento mostra ainda que apenas cinco universidades brasileiras conseguiram avançar no ranking, enquanto duas mantiveram suas posições.

Entre as instituições mais bem colocadas do país, a Universidade de São Paulo (USP) permanece na liderança nacional, ocupando a 119ª posição mundial. Na sequência aparecem a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na 346ª colocação, e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 379º lugar.

O ranking do CWUR avalia universidades de diversos países com base em indicadores como qualidade da educação, qualificação do corpo docente, empregabilidade dos ex-alunos e desempenho em pesquisa científica.

 

ALRN celebra força e protagonismo das mulheres na advocacia potiguar

 


Em mais uma edição da homenagem que já se tornou tradição na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, a deputada estadual Cristiane Dantas (PSDB) promoveu, nesta sexta-feira (29), uma sessão solene em alusão ao Dia Estadual da Mulher Advogada, celebrado oficialmente em 30 de maio. A iniciativa reforça o compromisso do Parlamento potiguar com o reconhecimento da força, da competência e da contribuição das mulheres para a advocacia e para a construção de uma sociedade mais justa.

Idealizadora da lei nº 10.410/2018, que instituiu a data no calendário oficial do estado, Cristiane Dantas destacou que o momento simboliza não apenas uma celebração, mas também um espaço de valorização das trajetórias femininas marcadas pela coragem, pela resistência e pela defesa permanente da justiça. “Essa homenagem representa o reconhecimento de mulheres que transformam a advocacia com sensibilidade, firmeza e compromisso social”, ressaltou a parlamentar.

A solenidade reuniu autoridades, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB-RN), familiares e convidados, em um encontro marcado pela emoção e pelo reconhecimento às profissionais que se destacam na defesa dos direitos e no fortalecimento do Estado Democrático de Direito.

Durante a sessão, as homenageadas tiveram suas histórias de vida e atuação profissional evidenciadas como exemplos de dedicação, excelência e protagonismo feminino em diferentes áreas da advocacia. Representando as agraciadas, a advogada Larissa Marcia de Lima Cortez Bonifácio, falou sobre os desafios da mulher advogada. “Hoje homenageamos todas as mulheres que abriram o caminho antes de nós e aquelas que continuam abrindo novos espaços para futuras gerações. Que nunca nos falte coragem para ocupar os lugares que nos pertence. Que possamos fortalecer umas às outras, abrir portas, construir oportunidades e deixar um legado de igualdade, respeito e transformação. Porque quando uma mulher ocupa um espaço de poder, ela não sobe sozinha, ela leva consigo a força de muitas outras mulheres que sonharam lutaram e acreditaram em um futuro mais justo”, discursou.

Ao encerrar a solenidade, Cristiane Dantas agradeceu a presença de todos, em especial do deputado estadual Luiz Eduardo (PL), presente ao evento e reafirmou a importância de manter viva essa homenagem anual, fortalecendo o reconhecimento às mulheres que fazem da advocacia um instrumento de transformação social. “Reconhecer a trajetória dessas mulheres é valorizar a força da advocacia feminina e sua contribuição decisiva para a democracia, a cidadania e a garantia dos direitos da sociedade”, concluiu Cristiane Dantas.

 HOMENAGEADAS

ADRIANA FERNANDES LIMA

ALINE MACEDO GUIMARÃES

BIANCA ANDRADE DE CASTRO

DÉBORA LARISSA SILVA DE SOUZA

ELOISE DA SILVA NASCIMENTO

JULIANA MARIA ROCHA PINHEIRO BEZERRA DA SILVA

KAROLINE LINS CÂMARA MARINHO DE SOUZA

LARISSA MÁRCIA DE LIMA CORTEZ BONIFÁCIO

MARIA LIANA ARAÚJO SAMPAIO

MONNA LISA DE OLIVEIRA PINTO SOARES

SIMONE DE CÁSSIA OLIVEIRA HOLANDA GODEIRO ALENCAR

SUZANNE PAULINE BARRETO DE BRITO MAFRA

 













EUA atacam instalações de comando de drones e radares do Irã

 


Os Estados Unidos realizaram ataques contra radares iranianos e centros de comando e controle de drones nas ilhas iranianas de Goruk e Qeshm durante o fim de semana, informou o CENTCOM (Comando Central dos EUA), na madrugada desta segunda-feira (1°).

Os ataques foram uma resposta a "ações agressivas do Irã, incluindo o abate de um drone MQ-1 dos EUA que operava sobre águas internacionais", disse o exército americano em publicação no X. O CENTCOM classificou a ofensiva como "ataques em legítima defesa".

"Aeronaves de combate dos Estados Unidos responderam rapidamente, destruindo defesas aéreas iranianas, uma estação de controle em solo e dois drones de ataque unidirecional que representavam ameaças claras a embarcações que transitavam pelas águas da região", afirmou o comunicado dos EUA.

Nenhum militar americano ficou ferido, segundo o CENTCOM. O Comando também afirmou que "continuará protegendo ativos e interesses dos Estados Unidos em resposta à agressão iraniana considerada injustificada durante o atual cessar-fogo."

Após o comunicado do CENTCOM nesta segunda-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump afirmou que Teerã realmente deseja fechar um acordo com Washington e que isso seria benéfico para Washington e seus aliados.

"O Irã realmente quer fechar um acordo, e será um bom acordo para os EUA e para aqueles que estão conosco", publicou Trump no Truth Social.

Ainda sobre a guerra no Oriente Médio, Trump publicou: "Apenas relaxem, tudo vai dar certo no final - sempre dá!"

Na madrugada desta segunda-feira, o Kuwait, que abriga uma base militar dos Estados Unidos, interceptou ataques de mísseis e drones do Irã, enquanto sirenes soavam em todo o país, informou a agência de notícias estatal KUNA, sem fornecer mais detalhes.

Relembre como começou a guerra no Irã

No dia 28 de fevereiro, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou um ataque "de grande escala" ao Irã, afirmando que o principal objetivo do país era "defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano".

Segundo ele, essas ameaças incluíam o programa nuclear de Teerão – um ponto de atrito recorrente que também tem dificultado as negociações mais recentes para pôr fim aos combates.

Os ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã — que resultaram na morte do então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei — causaram milhares de mortes em todo o país e danos a dezenas de museus, edifícios históricos e sítios culturais, segundo veículos de imprensa e autoridades iranianas.

Em resposta, o Irã lançou uma série de ataques retaliatórios em todo o Oriente Médio e fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Semanas antes do início da guerra, o governo Trump realizou o maior acúmulo militar no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003, desencadeando alertas sobre a escalada da violência regional caso um conflito eclodisse.

Ao mesmo tempo, enviados dos EUA mantinham conversas regulares com o Irã sobre um possível novo acordo nuclear. Mas essas negociações não foram capazes de evitar uma ação militar, com Trump acusando o Irã na época de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”.

O início da guerra em fevereiro também ocorreu após protestos em massa contra o regime no Irã no mês anterior, alimentados pelo descontentamento econômico em meio ao aumento vertiginoso dos custos.

CNN Brasil

 

 

EUA indicam que estão prestes a concluir investigação comercial contra o Brasil

 


A investigação comercial aberta por Donald Trump contra o Brasil —que pode resultar em novas tarifas sobre o país— deve ter suas conclusões preliminares publicadas já neste mês de junho, segundo a expectativa de diferentes pessoas envolvidas com o tema ouvidas pela Folha.

O calendário trabalhado pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) para o encerramento da chamada Seção 301 prevê a divulgação das primeiras recomendações cerca de um mês antes do prazo final do processo, marcado para 15 de julho. Interlocutores dos setores público e privado dizem que a divulgação preliminar pode ocorrer ainda nos primeiros dias de junho.

O objetivo do USTR é abrir uma consulta para que o setor privado comente os resultados antes da elaboração do relatório definitivo.

Essa investigação tem potencial para causar danos adicionais à economia brasileira, para além das tarifas impostas pelo republicano no ano passado, e traz o risco de sanções consideradas de difícil reversão.

Eventuais sanções com base na Seção 301 podem renovar a pressão de Washington sobre a gestão Lula (PT).

Elas se somariam à decisão do governo americano, anunciada na quinta-feira (28), de declarar as facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. O receio no Palácio do Planalto e no setor privado é que essa designação amplie custos de compliance e afugente investidores do país.

Diferentemente do tarifaço, a Seção 301 tem respaldo jurídico mais consolidado nos Estados Unidos, e punições com base nela dificilmente seriam questionadas com sucesso na Justiça.

De acordo com os interlocutores consultados, o mais provável é que tanto os achados preliminares quanto o documento final sobre a Seção 301 proponham a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros para corrigir o que, segundo os americanos, seriam práticas comerciais injustas.

Essas autoridades ouvidas dizem não ser possível estimar, neste momento, qual seria a tarifa recomendada nem a gama de produtos afetados. A partir da sugestão do USTR, cabe a Trump decidir se aplica ou não as punições.

Há ainda a possibilidade de que o USTR proponha a extensão da investigação por mais alguns meses, cenário que representaria um alívio para o governo Lula. Essa hipótese, no entanto, é considerada pouco provável pelas pessoas consultadas.

O USTR é comandado pelo embaixador Jamieson Greer. Na reunião entre as equipes de Lula e Trump na Casa Branca, em 7 de maio, ele foi apontado como o auxiliar do republicano que mais se queixou da forma como o Brasil conduz seu comércio com os Estados Unidos.

Greer ficou especialmente irritado com o governo Lula devido ao impasse na OMC (Organização Mundial do Comércio) sobre a prorrogação da moratória do comércio eletrônico, que isenta de tarifas os downloads digitais. Ele acusou o Brasil e a Turquia de bloquearem um acordo sobre o tema.

No dia 19 de maio, Greer teve uma primeira reunião virtual com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Embora ambos tenham classificado a conversa em termos positivos, o lado brasileiro saiu frustrado com a falta de clareza sobre o prazo de um mês que Lula e Trump teriam dado a seus auxiliares para resolver divergências comerciais.

De acordo com pessoas ouvidas pela Folha, os trâmites da Seção 301 —que incluem temas tarifários— seguem seu fluxo normal e não parecem ter sido afetados pelo pedido de Lula a Trump por mais tempo para as negociações.

Um dos pedidos feitos a Greer foi justamente a abertura de um período de consulta pública, para que as empresas e o governo brasileiro possam comentar as eventuais recomendações.

A investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 foi instaurada pelo USTR em julho de 2025, como uma das medidas anunciadas por Trump em reação ao que o republicano classificou como uma "caça às bruxas" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O governo americano incluiu no processo a análise de práticas em diferentes frentes: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas consideradas "injustas ou preferenciais"; leis anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal.

Os alvos vão desde queixas antigas de Washington, como as tarifas brasileiras sobre a importação de etanol, até o Pix. Empresas americanas de cartão de crédito alegam que o Banco Central concede tratamento preferencial ao sistema de pagamento instantâneo, o que o governo Lula nega.

Também sob a justificativa de perseguição política a Bolsonaro, o Brasil foi atingido no ano passado por um tarifaço de Trump que elevou a sobretaxa para até 50% sobre uma série de produtos.

Impactos inflacionários nos Estados Unidos e a gradual aproximação entre as gestões Lula e Trump —que culminou em dois encontros entre os presidentes no fim de 2025— levaram à ampliação de exceções ao tarifaço.

Em fevereiro, a Suprema Corte americana considerou ilegal o uso da IEEPA (Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional) para justificar tarifas abrangentes contra parceiros comerciais dos Estados Unidos. Como reação à determinação judicial, o republicano impôs uma tarifa global de 10%, que expira no final de julho.

Além da apuração aberta em 2025, o Brasil entrou na mira de outra ação do USTR, iniciada neste ano, para analisar se produtos fabricados com trabalho forçado estão entrando no mercado americano.

Esse processo avalia práticas em cerca de 60 países e foi lançado poucas semanas após a decisão da Suprema Corte que derrubou o tarifaço. Segundo especialistas, o objetivo dos EUA é mirar o comércio de parceiros com a China.

O plano do governo Trump é que essa segunda investigação tenha tramitação acelerada e as conclusões do USTR sejam publicadas em prazo mais curto do que o tradicional.

Folha de São Paulo

 

 

Motta orquestra aprovação de 6x1 em cálculo para eleger pai ao Senado e ganhar marca em gestão

 


A aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 na quarta-feira, 27, deve se transformar na principal marca da gestão de Hugo Motta (Republicanos-PB) na presidência da Câmara. A PEC soma-se a outras pautas que Motta deu prioridade e pôs para votar. Em comum são temas com potencial de captalizar votos, além terem grande visibilidade nas redes sociais.

Nessa lista estão o Eca digital, batizado de Lei Felca, e o projeto que assegurou bagagem de mão gratuita em viagens aéreas.

Se para esses o que pesou foi o termômetro de Motta para as redes, no caso da PEC, deputados ouvidos pelo Estadão, avaliam que o cálculo político tem um objetivo específico: turbinar o nome de seu pai, Nabor Wanderley (Republicanos), prefeito de Patos, como candidato ao Senado pela Paraíba.

Esses parlamentares ressaltam que a aprovação da PEC na última semana por um placar expressivo passou o recado de que Motta tem o comando do plenário. Reforça também uma aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já de olho no apoio do petista para eleger o pai como senador.

Pesquisa divulgada pela Real Time Big Data no último dia 21 mostrou que o ex-governador João Azevêdo (PSB) é citado por 43% como opção para a primeira vaga ao Senado. O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) aparece com 25%.

Nabor Wanderley tem 7% das intenções para primeira vaga e 12% para a segunda vaga. Ele aparece atrás de Marcelo Queiroga, que tem 13%. Apesar disso, aliados de Motta indicam que o prefeito de Patos pode ser beneficiado pela aproximação com o governo Lula – o presidente recebeu 66,6% dos votos válidos na Paraíba no 2º turno, ante 33,3% de Jair Bolsonaro.

“É um momento de pacificação da relação da Câmara com o presidente Lula”, analisou o cientista político Marco Antônio Carvalho Teixeira, da Fundação Getulio Vargas (FGV). “A agenda eleitoral faz diferença. E o apoio de Lula no Nordeste pode fazer diferença para candidatura ao governo e mesmo ao Senado.”

A cena de Motta vitorioso ao lado de governistas após a aprovação da PEC do fim da 6x1 é uma mudança significativa em relação à avaliação do início de seu mandato como presidente. Colegas duvidavam que o jovem paraíbano teria forças para contornar a polarização da Câmara.

Uma das bandeiras eleitorais de Lula, o fim da escala 6x1 contava com resistência da oposição, de deputados mais alinhados ao setor produtivo e do próprio presidente do Republicanos, Marcos Pereira, que fez críticas públicas à medida e disse que “ócio demais faz mal”, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo – depois, precisou se desculpar após a repercussão negativa das declarações.

Motta, porém, usou o tema para associar-se à pauta governista e projetar seu próprio nome nas redes. “Assumi esta condução com todo equilíbrio, responsabilidade e compromisso com os brasileiros”, disse em discurso após a aprovação do texto em primeiro turno, reproduzido em publicação no Instagram.

O presidente da Câmara atuou para que o texto conciliado com o governo fosse aprovado sem alterações pelo plenário, repetindo o que ocorreu na votação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês. Tanto a PEC, aprovada em primeiro turno com 472 votos, quando o IR, com 493, foram costurados pelo paraibano com os partidos de esquerda e centro e receberam apoio expressivo da oposição.

“Hugo mostrou que ele tem painel. E quando o painel fala alto, muita coisa se resolve nos bastidores, facilita. Uma votação expressiva de ontem (quarta-feira), os entraves que ele tinha ontem resolvem mais fácil no dia de hoje”, afirmou o líder do União Brasil na Câmara, Pedro Lucas Fernandes (MA).

“Eu acho que é uma marca, vai ser uma marca do presidente Hugo, é uma decisão corajosa, uma decisão que enfrentou muitas resistências, ainda está enfrentando, mas eu acho que o futuro vai reconhecer essa iniciativa do presidente Hugo frente à Câmara dos Deputados”, endossou o líder do Republicanos, Augusto Coutinho (PE).

Ao Estadão, Motta disse que o texto da PEC “foi construído de forma responsável, com período correto de transição, para não sobrecarregar consumidores e proteger quem empreende”.

“A aprovação da PEC mostrou o compromisso do Parlamento com as pessoas. Essa era uma pauta antiga à espera de votação, e o placar expressivo revelou que essa mudança está de acordo com o sentimento da população brasileira”, afirmou o presidente da Câmara ao Estadão.

O texto aprovado pela Câmara ainda vai ao Senado, onde setores produtivos tentam convencer os senadores a desvincular o debate do calor das eleições.

Estadão

 

 

Opinião do Estadão: Salvamento do BRB ofende o País

 


São inacreditáveis os termos do acordo fechado entre a União e o governo do Distrito Federal (GDF) para socorrer o Banco de Brasília (BRB). Sob as bênçãos do Supremo Tribunal Federal (STF), a instituição mais enredada no escândalo do Master contará com um empréstimo de até R$ 6,5 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para cobrir um rombo que, tudo indica, não foi fruto de negligência ou má administração, mas de corrupção e gestão fraudulenta.

Até hoje o BRB não divulgou o balanço de 2025, de forma que não se tem certeza do tamanho do buraco em suas contas. O pouco que se sabe é que o banco precisava de um aporte de R$ 8,8 bilhões para cobrir o rombo causado pela malfadada tentativa de compra do Master. Qualquer instituição financeira em situação semelhante já teria sido liquidada ou vendida, mas tudo muda quando se trata de um banco estatal e de um ano eleitoral.

Há pouco mais de um mês, o ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, dizia ser radicalmente contra um socorro ao BRB; o ministro da Fazenda, Dario Durigan, descartava um socorro do Tesouro e uma federalização por bancos públicos; e o secretário-executivo da pasta, Rogério Ceron, afirmava que a orientação dada por Luiz Inácio Lula da Silva era de que o BRB era um problema do GDF. Como se vê, tudo rapidamente mudou.

Recém-empossada governadora, após Ibaneis Rocha deixar o cargo para disputar o Senado, Celina Leão ficou com uma bomba na mão e tinha pouco tempo para desarmá-la – ela também concorrerá à eleição em outubro. Fez, então, o que todo governador com as contas no vermelho faz: recorreu ao STF para obrigar a União a ajudá-la.

No STF, a relatoria do pedido ficou com o ministro Luiz Fux – o mesmo que já concedeu várias liminares favoráveis ao Rio de Janeiro que permitiram ao Estado não apenas dar calote nas dívidas que tem com a União, mas também continuar a receber os repasses de recursos federais. Por que faria diferente com o Distrito Federal?

O epílogo era previsível, mas o roteiro dessa encenação já teve mais qualidade. Consta que Fux estaria preocupado com a possibilidade de perda de autoridade do Judiciário em caso de quebra do BRB. O motivo? Quatro Estados do Nordeste, além do DF, inexplicavelmente mantêm R$ 30 bilhões em depósitos judiciais não no Banco do Brasil, mas no BRB.

O governo federal, então, recalculou a rota. Manteve o discurso de que o empréstimo não tem aval nem socorro da União, mas aceitou ampliar o limite de crédito do Distrito Federal, de quem é garantidor em última instância, a despeito de seu preocupante quadro fiscal. Na prática, é a mesma coisa.

Segundo Durigan, os bancos, por meio do FGC, teriam de arcar com um prejuízo de R$ 17 bilhões caso o BRB fosse liquidado. Toparam, então, emprestar singelos R$ 6,5 bilhões num prazo de 15 anos, com dois anos de carência e juros ainda a definir, tendo como contragarantia recursos futuros que o GDF receberá por meio de repasses que recebe da União via fundos constitucionais de Estados e municípios, uma fração do que ganha com o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), que permanece intocado. O ministro sustentou, ainda, que a União não teve nada a ver com a entrada do Banco do Brasil e da Caixa no pool de instituições financeiras que farão o empréstimo. Acredita quem quer.

O GDF, por sua vez, deverá se comprometer em não conceder reajustes salariais, realizar concursos públicos, aumentar despesas obrigatórias ou oferecer incentivos fiscais. Talvez incautos acreditem que contrapartidas como essas serão integralmente cumpridas até que o empréstimo seja pago, quando o próprio governo Lula já se opôs a elas no programa de renegociação de dívidas dos Estados.

Em tese, parte da dívida poderá ser paga com o ressarcimento dos prejuízos do BRB por parte de quem desviou o dinheiro. Novamente, há que ter certa ingenuidade para crer nessa possibilidade, uma vez que o socorro saiu sem que o banco tivesse de divulgar o balanço e sem que ninguém tenha sido punido. E, quando todos saem satisfeitos com uma solução dessa natureza, é indício fortíssimo de que tudo acabará numa grande pizza, paga por todos os contribuintes.

Opinião do Estadão

 

 

Conheça a força-tarefa que caça integrantes do PCC e do CV pelo país

 


Quando policiais prendem integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) em regiões de fronteira, desarticulam células do Comando Vermelho (CV) espalhadas por diferentes estados ou rastreiam operadores financeiros ligados às facções, uma sigla tem aparecido cada vez mais nas investigações: Ficco.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado se tornou uma das principais estruturas utilizadas pelas autoridades brasileiras para enfrentar organizações criminosas que hoje operam em escala nacional e internacional.

Nos últimos meses, a presença da Ficco passou a ser frequente em operações contra tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, armas, facções e estruturas financeiras ligadas ao crime organizado.

A força-tarefa reúne policiais federais, civis, militares e penais, além de setores de inteligência e secretarias estaduais de segurança pública.

O modelo foi fortalecido nos últimos anos diante da expansão das facções brasileiras para além dos presídios e das áreas dominadas pelo tráfico.

Hoje, PCC e Comando Vermelho atuam em rotas internacionais de cocaína, disputam territórios estratégicos em regiões de fronteira e utilizam empresas, operadores financeiros e estruturas de lavagem de dinheiro para movimentar recursos em diferentes estados.

A avaliação das autoridades é que nenhuma instituição consegue enfrentar sozinha organizações com esse grau de capilaridade.

Por isso, as Ficcos passaram a funcionar como centros permanentes de integração entre diferentes forças policiais.

Operações em diversos estados

Em março deste ano, uma megaoperação nacional mobilizou forças de segurança em 15 estados para atingir integrantes do PCC e do Comando Vermelho.

Ao todo, foram cumpridos mais de 100 mandados de prisão e 181 de busca e apreensão em uma ação coordenada que envolveu diferentes órgãos de segurança pública.

A investigação mirava tráfico de drogas, armas, lavagem de dinheiro e disputas territoriais entre facções.

Em outra ação nacional realizada neste mês, a Polícia Federal informou que a Operação Força Integrada II cumpriu 263 mandados judiciais em diversos estados contra integrantes de facções criminosas. Segundo os investigadores, 82 pessoas foram presas durante a ação.

As operações refletem uma mudança importante na forma como o Estado passou a enfrentar o crime organizado.

Se, durante muitos anos, o foco principal estava na apreensão de drogas e na prisão de traficantes armados, hoje as investigações tentam atingir estruturas muito mais amplas.

Nos últimos meses, autoridades identificaram facções utilizando fintechs, postos de combustíveis, empresas de reciclagem, fundos de investimento e plataformas digitais para movimentar recursos e ocultar patrimônio.

Facções mais sofisticadas

O fortalecimento das Ficcos acompanha uma transformação do próprio crime organizado brasileiro.

Segundo levantamentos da inteligência penitenciária ligados ao Ministério da Justiça, o país possui dezenas de grupos criminosos organizados inspirados nos modelos do PCC e do Comando Vermelho. Um mapeamento identificou ao menos 88 facções espalhadas pelo território nacional.

Nesse cenário, o compartilhamento de informações passou a ser considerado essencial.

Para as polícias, a integração permite cruzar dados produzidos dentro dos presídios, relatórios de inteligência financeira, investigações policiais e operações realizadas em estados diferentes.

Na prática, uma informação obtida por policiais penais em um presídio pode ajudar investigadores a localizar operadores financeiros ou lideranças criminosas monitoradas em outra região do país.

Pressão internacional

A importância dessas forças integradas ganhou ainda mais relevância nesta semana, após os Estados Unidos classificarem PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.

A medida aumenta a pressão internacional sobre as facções e seus mecanismos de financiamento, além de ampliar o debate sobre a atuação transnacional dos grupos brasileiros.

Para investigadores, o desafio atual vai muito além da prisão de traficantes.

As facções brasileiras passaram a operar como estruturas descentralizadas, com capacidade de movimentar recursos em vários estados e manter conexões fora do país.

Metrópoles

 

 

REAL TIME: Lula é desaprovado por 50%

 


O trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 50% do eleitorado brasileiro, ante 43% que aprovam o desempenho do petista. Os dados são da pesquisa divulgada pelo instituto Real Time Big Data nesta segunda-feira (1º).

Do total dos entrevistados, 7% não souberam ou não responderam à questão.

Avaliação do trabalho de Lula

A pesquisa testou também como os eleitores avaliam o desempenho do presidente Lula em seu terceiro mandato. Segundo o levantamento, 14% afirmam que o trabalho do mandatário é ótimo; outros 14% avaliam o governo como bom.

Entre os entrevistados, 25% classificam a gestão como regular. Já no campo das avaliações negativas, 20% afirmam que o trabalho à frente do governo federal é ruim, enquanto 27% o consideram péssimo.

Já 2% não souberam ou não responderam à questão.

Metodologia

O Instituto Real Time Big Data ouviu 2.000 pessoas entre os dias 29 e 30 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa está cadastrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-05864/2026.

CNN

 

TANGARAENSE - CONCURSOS: A Paraíba tem mais de 1,2 mil vagas abertas em concursos com salários de mais de R$ 8 mil

 


A Paraíba tem oito editais de concursos públicos com vagas abertas neste mês de maio. São mais de 1.228 oportunidades em diferentes áreas.

Confira as oportunidades disponíveis e como concorrer.

Concurso da Prefeitura de Campina Grande

Concurso da UEPB

Concurso da prefeitura de Mãe D'Água

  • Vagas: 91
  • Nível: fundamental, médio, técnico e superior
  • Salário: de R$ 1.621 a R$ 7.272
  • Inscrições: de 26 de maio a 28 de junho
  • Provas objetivas: 2 de agosto
  • Provas práticas: 27 de setembro
  • Resultado final: 9 de outubro
  • Edital do concurso da prefeitura de Mãe d'Água

Concurso da STTP de Campina Grande

  • Vagas: 40 vagas
  • Nível: superior
  • Salário: R$ 3.170,83
  • Inscrições: 19 de maio a 22 de junho
  • Taxa de inscrição: R$ 150,00
  • Prova objetiva: 30 de agosto
  • Resultado final: a ser divulgado pela STTP
  • Edital do concurso da STTP de Campina Grande

Concurso da Prefeitura de Triunfo

  • Vagas: 102
  • Nível: fundamental incompleto, médio/técnico e superior
  • Salário: de R$ 1.621 a R$ 7 mil
  • Inscrições: 27 de maio a 30 de junho
  • Prova objetiva: 30 de agosto
  • Resultado final: 7 de dezembro
  • Edital do concurso da Prefeitura de Triunfo

Concurso da Prefeitura de Cajazeiras

 

TANGARAENSE - ATENÇÃO CONCURSEIROS: Concurso da Prefeitura de Zabelê, PB, tem inscrições abertas a partir desta segunda (1°)

 


Estão abertas a partir desta segunda-feira (1°) as inscrições para o concurso público da prefeitura de Zabelê, no Cariri da Paraíba. Conforme o edital, o certame possui 40 vagas para cargos de níveis fundamental, médio/técnico e superior, com salários variam entre R$ 1.621 e R$ 8 mil.

As inscrições acontecem até 5 de julho podem ser feitas através do site da banca organizadora, a Comissão Permanente de Concursos da Universidade Estadual da Paraíba (CPCon/UEPB).

As taxas de inscrição variam de acordo com o nível de escolaridade exigido para o cargo. Para funções de nível fundamental incompleto e completo, o valor é de R$ 75. Já para cargos de nível médio e técnico, a taxa custa R$ 95. Para vagas de nível superior e superior na área do magistério, o valor da inscrição é de R$ 115.

Entres os cargos disponíveis estão os de merendeira, agente administrativo, farmacêutico, fisioterapeuta, assistente social, professor e médio. Segundo o edital, três vagas são reservadas para Pessoas com Deficiência (PCD).

Concurso da Prefeitura de Zabelê

  • Nível: fundamental, médio, técnico e superior
  • Salário: de R$ 1.621 a R$ 8 mil
  • Inscrições: de 1º de junho até 5 de julho
  • Provas objetivas: 26 de julho
  • Provas práticas: 27 de setembro
  • Resultado final: 9 de outubro

 

Investigador da Polícia Civil mata mulher dentro de restaurante e tira a própria vida na Bahia

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