quarta-feira, 25 de março de 2026

ESCULHAMBAÇÃO: Lei em Lagoa D’anta permite que prefeito ou vice fiquem até dois anos afastados por ‘interesses particulares’

 


Uma proposta de emenda à Lei Orgânica de Lagoa D’Anta, cidade de 6 mil habitantes e distante cerca de 125 km de Natal, quer permitir que o prefeito ou o vice tirem licenças dos cargos por um ano – com possibilidade de renovação por igual período – em caso de doenças ou para tratar de “interesses particulares”, sem a necessidade de renunciar.

De autoria da prefeitura, a proposta, que foi enviada no dia 4 de março, passou em 1ª votação na Câmara Municipal no dia 11 e está prevista para ser votada de forma definitiva nesta quarta (25). Se aprovada, volta ao Poder Executivo para ser sancionada pelo prefeito João Paulo Lopes (MDB).

A oposição aponta que a emenda pode beneficiar o vice-prefeito da cidade, Einart Guedes, que é primo do prefeito, que foi aprovado, no dia 13 de fevereiro, na residência médica de Ortopedia e Traumatologia na Santa Casa, em São Paulo.

Em primeira votação, a proposta foi aprovada por sete vereadores. Um, Jonas Vidal (Solidariedade), votou contra.

“Jamais poderia votar a favor de uma nojeira dessa. Não resta dúvida de que é pra beneficiar o vice-prefeito, como também o atual prefeito. Ele já era para ter renunciado há muito tempo. Eu não sei como existem vereadores que ainda votam em uma coisa dessas”, falou Jonas.O vice-prefeito foi procurado, mas não havia respondido aos questionamentos até a atualização mais recente desta reportagem.

O presidente da Câmara Municipal de Lagoa D’Anta, Carlos Duarte, e o prefeito João Paulo Lopes informaram que o afastamento, no caso de interesses particulares, não será remunerado. No caso de doença, a remuneração segue normal.

Na justificativa da proposta, a prefeitura explicou que a alteração visa atualizar a Lei Orgânica atual de Lagoa D’Anta, que é de 1990 e que não prevê a possibilidade de licença do prefeito ou vice para tratar de interesses particulares, o que contrasta com o tratamento dado aos vereadores da cidade, que são respaldados por uma lei para essa modalidade de licença.

“Tampouco há previsão de prazo máximo para a licença por motivo de saúde, o que gera insegurança jurídica e pode dar margem a situações de vazio de poder prolongado e sem controle legislativo”, cita o documento.

Em nota ao g1, a Santa Casa informou que, em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e às políticas institucionais de privacidade, não divulga “informações ou dados relacionados a colaboradores, pacientes e familiares”.

O prefeito João Paulo Lopes foi reeleito nas eleições municipais de 2024 com 58% dos votos válidos.

Proposta prevê alterações em licenças

A proposta altera os artigos 42 e 43 da Lei Orgânica de Lagoa d’Anta. Atualmente, a lei determina que o prefeito ou vice não podem se ausentar do Município, sem licença da Câmara Municipal, por mais de 15 dias, sob pena de perda do mandato.

A nova proposta prevê que prefeito ou vice podem se licenciar:

  • quando impossibilitados de exercer o cargo, por motivo de doença devidamente comprovada;
  • para tratar de interesses particulares, sem remuneração, desde que o afastamento não exceda o prazo previsto nesta Lei Orgânica.

A proposta aponta que:

  • a licença será concedida pelo prazo de até 1 ano, prorrogável por igual período, mediante autorização da Câmara Municipal;
  • o pedido de licença deverá ser dirigido à Câmara Municipal, acompanhado de justificativa fundamentada e, no caso de afastamento por doença, de laudo médico circunstanciado.

Justificativa da proposta

Na justificativa da proposta enviada aos vereadores, a prefeitura citou que a Lei Orgânica do Município de Lagoa D’Anta, de abril de 1990, tem lacunas nos pontos que tratam das licenças de prefeito e vice.

“O art. 42 limita-se a tratar da ausência do Município sem licença da Câmara, e o art. 43 cuida apenas da licença por motivo de doença, sem estabelecer prazos, condições ou procedimentos adequados”, relata o documento.

Segundo a prefeitura, a proposta visa aperfeiçoar o regime de licenças de prefeito e vice, com “regras claras, proporcionais e em harmonia com os princípios constitucionais da continuidade administrativa, da publicidade e do controle legislativo”.

A prefeitura afirma que a fixação do prazo de um ano, prorrogável por mais um ano mediante autorização da Câmara, atende ao princípio da razoabilidade, “garantindo ao prefeito ou ao vice tempo suficiente para o tratamento de saúde ou a resolução de assuntos de natureza pessoal, sem comprometer de forma irremediável a governança municipal”.

“A exigência de autorização da Câmara Municipal para a prorrogação assegura o indispensável controle do Poder Legislativo sobre a matéria, em observância ao sistema de freios e contrapesos que rege as relações entre os Poderes”, destaca o documento.

Por G1-RN

 

Alvo da PF, ex-sócio da Fictor integra o ‘Conselhão’ de Lula

 


O empresário Luiz Rubini, ex-sócio do Grupo Fictor alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) sobre fraudes bancárias nesta quarta-feira, 25, é integrante do Conselho do Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), órgão da Presidência conhecido como “Conselhão”. Ele foi nomeado no colegiado em agosto passado por seu trabalho nas áreas de “tecnologia, investimento e agronegócio”, e tem mandato até 2027.

Procurado, o Palácio do Planalto não respondeu. A assessoria de Rubini afirmou ao Estadão que a defesa não teve conhecimento prévio do processo e se manifestará oportunamente.

Conselhão é órgão consultivo da Presidência

O Conselhão é um órgão consultivo da Presidência da República, chefiado pela Secretaria de Relações Institucionais. Foi criado em 2003, no primeiro mandato de Lula. Durante o governo Bolsonaro, o grupo foi abolido. Conselheiros não são remunerados.

Em agosto, além de Rubini, foram nomeados 130 novos integrantes para o colegiado, cujo objetivo é debater políticas públicas com especialistas de diversas áreas, a exemplo de acadêmicos, empresários e ativistas.

Fictor é alvo da PF em operação por fraudes bancárias de meio bilhão e ligação com o CV

Rubini foi alvo de buscas da PF, no âmbito da Operação Fallax, que investiga uma organização criminosa especializada em crimes contra a Caixa, além de estelionato, lavagem de dinheiro e fraudes bancárias que superam R$ 500 milhões. O CEO e fundador do Grupo Fictor, Rafael Góis, também foi alvo de busca e apreensão.

A investigação começou em 2024, quando a PF identificou um esquema estruturado voltado à prática de fraudes bancárias e lavagem de capitais. Segundo a investigação, a organização criminosa atuava mediante a cooptação de funcionários de instituições financeiras e o uso de empresas de fachada, valendo-se de estrutura financeira associada para a movimentação de recursos ilícitos. Há indícios de que parte desses valores tinha origem em células criminosas vinculadas ao Comando Vermelho.

Os criminosos, conforme a PF, estruturavam suas atividades por meio da criação em larga escala de pessoas jurídicas fictícias, com padrões previamente definidos - como capital social simulado, objeto social genérico e sócio único -, para obter crédito fraudulento junto a instituições financeiras.

Estão sendo cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal, em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Também foi determinado o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa.

Como mostrou a Coluna do Estadão, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) investiga a Fictor por oferta irregular de investimentos. A apuração, que é acompanhada pela PF, aponta que a empresa usou seu site para divulgar aplicações financeiras sem o conhecimento da CVM.

No mês passado, a Fictor pediu recuperação judicial, cerca de 80 dias após participar de uma operação de compra do Banco Master, cujo dono, Daniel Vorcaro, está preso e negocia uma delação premiada.

Coluna do Estadão

 

 

Careca do INSS perderá acordo de delação se Camisotti delatar antes

 


O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, precisa correr se quiser buscar um acordo de delação premiada com os investigadores do escândalo da Farra do INSS.

A avaliação de autoridades ouvidas pela coluna é a de que não há interesse em uma eventual delação do Careca caso o empresário Maurício Camisotti feche um acordo desse tipo antes.

Nesta segunda-feira (23/03), Camisotti foi transferido da Penitenciária II de Guarulhos (SP) para a Superintendência da Polícia Federal (PF) em São Paulo. O objetivo é facilitar as negociações de um eventual acordo de delação premiada por parte do empresário.

Como mostrou a coluna, o Careca do INSS prepara uma proposta de delação premiada desde fevereiro deste ano.

Preso desde o dia 12 de setembro de 2025, o Careca se convenceu da necessidade de delatar depois que as investigações alcançaram familiares dele, como seu filho, Romeu Carvalho Antunes.

Quem são o Careca do INSS e Maurício Camisotti

Segundo os investigadores, tanto Maurício Camisotti quanto o Careca do INSS integravam a cúpula do esquema de desvio de recursos das aposentadorias pagas pelo INSS, atuando em conjunto.

Ambos foram presos na mesma fase da operação Sem Desconto, em setembro passado.

Antônio Carlos Camilo Antunes trabalhava em Brasília como lobista e era também dono de algumas das entidades que faziam os descontos indevidos. O lobista acabou se tornando o personagem mais conhecido do escândalo.

Já Maurício Camisotti é um empresário da área de seguros e planos de saúde, baseado em São Paulo (SP). Ele também é “dono” de entidades fraudulentas que desviavam dinheiro das aposentadorias sem o consentimento dos pensionistas.

Segundo o advogado Eli Cohen, Camisotti controlava várias das entidades fraudulentas usadas no esquema.

As principais delas seriam a Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec), a União dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (Unsbras) e o Centro de Estudos dos Benefícios dos Aposentados e Pensionistas (Cebap).

O filho de Maurício Camisotti, Paulo Camisotti, é o titular de cerca de 20 empresas. Algumas delas, como a Benfix, Brasil Dental Serviços Compartilhados e Rede Mais Saúde, receberam recursos das entidades fraudulentas.

Em fevereiro deste ano, o relator da CPMI do INSS, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), disse durante uma audiência que a família Camisotti chegou a movimentar R$ 800 milhões do esquema, sendo que R$ 350 milhões foram repassados às empresas dos familiares de Maurício Camisotti.

“Essa família, com mais de R$ 350 milhões dessas três entidades, é três vezes, quatro vezes — cinco vezes, melhor dizendo — mais forte do que o Careca do INSS”, disse Alfredo Gaspar.

“Botaram o nome do Careca do INSS e a gente ficou repetindo que ele era o maior operador financeiro. Mas lembrem deste nome: Camisotti. Nesta operação aqui, foi cinco vezes maior”, disse ele.

Andreza Matais - Metrópoles

 

 

Planalto aponta um dos motivos para o aumento da desaprovação de Lula

 


Integrantes do Palácio do Planalto monitoram possíveis fatores que podem ter contribuído para o aumento da desaprovação do governo de Lula no último mês.

Pesquisa do AtlasIntel, divulgada nesta quarta-feira (25), indica que 53,5% dos brasileiros desaprovam a gestão, enquanto 45,9% a aprovam.

Apesar disso, assessores do presidente minimizam a alta nos números.

Aliados do petista avaliam que a alta nos combustíveis influenciou o resultado da pesquisa. A leitura é de que o levantamento coincidiu com o período de maior pressão nos preços da gasolina, entre os dias 18 e 23 de março.

Integrantes do Planalto também estão atentos à desaprovação entre as faixas mais jovem e mais velha do eleitorado.

A queda no apoio foi mais acentuada entre jovens de 16 a 24 anos, faixa em que a desaprovação subiu de 58,6% para 72,7%, e entre idosos de 60 anos ou mais, passando de 39,2% para 50,8%.

O que diz a pesquisa

Na comparação com fevereiro, o petista registrava 46,6% de aprovação e 51,5% de desaprovação. Os números indicam um avanço do desgaste ao longo do período.

A desaprovação é maior entre os homens: 63,1%. Para as mulheres, é de 45,9%. Além disso, alcança 72,7% na faixa dos mais jovens, entre 16 e 24 anos, e é menor para o público de 45 a 59 anos, na qual é de 43,7%.Entre os evangélicos a desaprovação é de 85,5%.

No recorte por região, o pior resultado está na Região Centro-Oeste, com desaprovação de 65,9%. Os índices são melhores no Nordeste, em que a aprovação (55,6%) supera a desaprovação (43,9%).

Metrópoles

 

Cunhado de Vorcaro muda defesa e abre caminho para delação

 


O cunhado de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, mudou na manhã desta quarta-feira (25) sua defesa com o objetivo de abrir caminho para encaminhar um acordo de delação premiada.

A ideia é que Zettel seja incluído no acordo de delação que vem sendo costurado pelo próprio banqueiro.

Em nota oficial, eles alegaram que tomaram a decisão de deixar a defesa de Zettel por “motivo de foro íntimo”.

Eles apresentaram petição ao STF (Supremo Tribunal Federal) e informaram que o advogado Celso Vilardi, que também defende Jair Bolsonaro, seguirá com a defesa do cunhado de Vorcaro.

Zettel também está preso em regime fechado por suspeitas de fraudes e irregularidades no escândalo do Banco Master.

Leia a nota na íntegra

Os advogados Maurício Campos Jr., Juliano Brasileiro e João Victor Assunção deixaram a defesa de Fabiano Zettel por motivo de foro íntimo. Os advogados apresentaram petição de substabelecimento ao STF em favor do advogado Celso Vilardi, que seguirá com a defesa.

CNN Brasil

 

 

Atlas/Bloomberg: 53,5% desaprovam trabalho de Lula

 


Levantamento AtlasIntel/Bloomberg divulgado nesta quarta-feira (25) indica que 53,5% dos brasileiros desaprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao mesmo tempo, 45,9% sinalizam aprovar o desempenho do petista. Outros 0,6% não souberam responder.

O índice de desaprovação ao trabalho de Lula avançou 1,5 ponto percentual em relação à rodada anterior, divulgada em fevereiro. No mesmo período, a taxa dos que declaram aprovar o desempenho do chefe de Estado oscilou um ponto percentual para baixo.

Avaliação do governo Lula

Ainda segundo a pesquisa desta quarta-feira, 49,8% avaliam o governo Lula como "ruim/péssimo", e 40,6% como "ótimo/bom". Outros 9,6% enxergam a administração federal como "regular".

Metodologia

Foram entrevistadas 5.028 pessoas, entre os dias 18 e 23 de março, por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%.

O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04227/2026.

Com informações da CNN Brasil

 

 

Vera Magalhães: Master cria República do ‘cada um por si’

 


A alta dose de imprevisibilidade do caso Master cria uma nova fase da República brasileira, em que as instituições e, dentro delas, seus principais atores fazem um jogo do “cada um por si” em busca de reduzir danos e fustigar adversários. Nesse ambiente, alinhamentos históricos se tornam frágeis, decisões circunstanciais expõem contradições com outras recentes, e a estabilidade e a confiabilidade são sacrificadas na bacia das almas da sobrevivência política.

Para onde quer que se olhe, tem alguém inovando em causa própria ou para impingir uma derrota a algum desafeto. De ministros do Supremo à cúpula do Congresso, passando amplamente por expoentes do governo e da oposição, todo mundo age pautado pela percepção da opinião pública ao escândalo, e não pelo papel que o ordenamento legal e institucional dita.

A liminar do ministro André Mendonça prorrogando a CPMI do INSS é exemplar dessa grande barafunda. É inédito o STF estender a interpretação do direito da minoria à instalação de comissões de inquérito, algo consagrado pela jurisprudência da Corte, à prorrogação de seus trabalhos.

Mas o Supremo não é o único que inova nesse caso. O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, há semanas encena uma versão canhestra de “Apertem os cintos, o piloto sumiu”, ao simplesmente deixar senadores a ver navios com seus pleitos de esticar não só a CPI mista, mas também a do Crime Organizado, exclusiva do Senado.

É constrangedor que o chefe do Legislativo se esconda nos bastidores, mexendo os pauzinhos para encerrar as comissões quanto antes, sem dar satisfações a seus liderados e à população, quando se sabe que há implicações diretas sobre ele e aliados seus flagrados em negócios do Master com a Previdência do Amapá.

Num quadro em que o caso Master respinga desgaste em todo mundo que já cruzou com Daniel Vorcaro, a possibilidade de delação do ex-banqueiro expõe o caráter volúvel da avaliação sobre esse dispositivo legal ao sabor da circunstância. Os mesmos ministros que desancaram o instituto da colaboração judicial na Lava-Jato e depois o reabilitaram na trama golpista se preparam para voltar a fazer restrições a ele, sem escalas nem necessidade de explicar por que focinho de porco não é tomada.

Esse realinhamento dos astros, ou melhor, das togas, será explicitado em rede nacional amanhã, quando, pela primeira vez, um julgamento do plenário do Supremo cutucará as feridas abertas pelo caso e pela nova divisão interna, depois de muitos anos em que as divergências entre ministros foram deixadas em segundo plano em nome do entendimento prevalente da necessidade de defender a democracia dos ataques bolsonaristas.

Não é possível cravar como votarão ministros como Kassio Nunes Marques, que, como Mendonça, foi nomeado por Jair Bolsonaro, mas é muito próximo do Centrão, ou Cármen Lúcia, que tem sido muito aderente às teses de Alexandre de Moraes nos últimos anos, mas claramente se mostra incomodada com as relações perigosas de integrantes da Corte com o ecossistema de Vorcaro.

O “salve-se quem puder” não poupa também os dois lados da disputa eleitoral que se avizinha. O governo abandona uma posição passiva, pela qual, para não se indispor com o grupo de Moraes e Gilmar no STF, Lula aceitava comprar para si boa parte do desgaste decorrente da fraude do Master, mas atira no bolsonarismo de forma ainda desarticulada e pouco efetiva.

Enquanto isso, Flávio Bolsonaro segue em silêncio nada inocente a respeito do assunto, que atinge, numa tacada, o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, o ex-governador do Rio Cláudio Castro e o ainda governador do DF, Ibaneis Rocha, aliados do bolsonarismo, e deve revelar, quando o braço Rioprevidência na trama for aprofundado, conexões bastante embaraçosas para o pré-candidato à Presidência pelo PL.

Vera Magalhães - O Globo

 

 

SANTA CRUZ - PRF e PMRN apreendem seis quilos de maconha escondidos em carro na BR-226

 


A Polícia Rodoviária Federal (PRF), em ação integrada com a PMRN, durante fiscalização na BR-226, em Santa Cruz/RN, apreendeu, nesta terça-feira (25), por volta de meia-noite, seis quilos de maconha que estavam escondidos no interior de um veículo.

A equipe realizava patrulhamento no km 100 da rodovia quando abordou um Fiat/Palio ocupado por três pessoas. Durante a inspeção veicular, os policiais localizaram a droga ocultada no automóvel.

Dois homens e uma mulher foram presos em flagrante pelo crime de tráfico de drogas com pena de reclusão de 5 a 15 anos. Os envolvidos e o entorpecente apreendido foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil para a adoção das providências cabíveis.

 

Motociclista morre após ser atingido por carreta na BR-304 em Macaíba

 


Um motociclista morreu após se envolver em um acidente com uma carreta e um carro. O sinistro aconteceu na BR-304, em Macaíba, no início da tarde desta quarta-feira (25). Ele foi identificado inicialmente como Felipe Freitas, que era militar da Força Aérea Brasileira.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, um caminhonete teria uma ótima otimização da carreta, mas acabou colidindo. Em seguida, o caminhão atingiu a motocicleta, que estaria no acostamento. A Polícia Civil foi acionada para iniciar as investigações do acidente. A Polícia Científica do Rio Grande do Norte também foi ao local para recolher o corpo da vítima.

Por causa do acidente, o trânsito ficou lento nos dois sentidos no trecho nas proximidades da passarela. O sinistro atraiu muitos curiosos ao local. Além de se integrar às Forças Armadas, Felipe também era estudante de enfermagem.

 

Lei Antifacção é publicada no Diário Oficial da União

 


A edição desta quarta-feira (25) do Diário Oficial da União traz publicada a Lei 15.358/2026, Lei Antifacção, sancionada nessa terça-feira (24) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O texto institui o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado no Brasil (Lei Raul Jungmann).

A nova lei considera facção criminosa toda organização criminosa ou grupo de três ou mais pessoas que empregue violência, grave ameaça ou coação para controlar territórios, intimidar leis ou autoridades. 

A norma também estabelece que as lideranças vinculadas a esses crimes deixam de ter benefícios como anistia e indulto, fiança ou liberdade condicional. A progressão de pena fica mais restrita. Em alguns casos, exige-se até 85% do cumprimento do regime fechado.

A legislação prevê pena de reclusão de 20 a 40 anos para tais crimes.

A versão final foi aprovada no fim de fevereiro pela Câmara dos Deputados. Porém, dois trechos foram vetados pelo presidente Lula. 

Um deles foi considerado inconstitucional por permitir o enquadramento de infratores na lei, mesmo que não integrassem comprovadamente organizações criminosas.

O outro implicava perda de receita da União ao prever destinação de produtos e valores apreendidos do crime organizado nos fundos dos estados e do Distrito Federal.

Caminhão atinge colaboração de adutora e deixa vários municípios do RN sem água; confira

 


A Caern está operando quarta-feira (25) na recuperação de trecho da Adutora Sertão Central Cabugi, que está em parada emergencial depois do acidente em que um caminhão perdeu o controle e atingiu um traficante, provocando vazamento. O acidente foi registrado no início da manhã. 

Em decorrência disso, estão sem abastecimento os municípios de Angicos, Fernando Pedroza, Pedro Avelino, Lajes, Pedra Preta, Caiçara do Rio do Vento, Jardim de Angicos e Riachuelo, além das comunidades Cachoeira do Sapo e zona rural de Santana do Matos e Santa Maria. 

A previsão é que o serviço seja concluído ao final do dia, com a religação imediata do sistema. Para que o funcionamento esteja completamente normalizado em todas as lesões afetadas, será necessário aguardar um prazo de até 72 horas.

 

ESCULHAMBAÇÃO: Lei em Lagoa D’anta permite que prefeito ou vice fiquem até dois anos afastados por ‘interesses particulares’

  Uma proposta de emenda à Lei Orgânica de Lagoa D’Anta, cidade de 6 mil habitantes e distante cerca de 125 km de Natal, quer permitir que o...