O plano do governo federal
para elevar de 30% para 35% o teor de etanol anidro na gasolina brasileira
avançou para uma nova etapa, com início de testes técnicos previsto para
setembro, segundo apurou a Folha de São Paulo.
O cronograma prevê a
adoção da mistura E32 por 180 dias a partir de agosto, usada como margem de
segurança analítica para avaliar dirigibilidade e partida a frio dos veículos
antes da definição final sobre o E35. A medida foi aprovada pelo Conselho
Nacional de Política Energética.
A elevação do teor estava
inicialmente prevista apenas para o fim desta década, dentro da Lei do
Combustível do Futuro, sancionada em 2024, mas as discussões foram aceleradas
em busca de alternativas para conter variações no preço da gasolina no mercado
interno.
Os testes envolvem uma
rede de laboratórios de instituições como UFMG, IMT, UFRJ e UFRN, coordenada
pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, com
investimento de R$ 30 milhões. Mais de 80% dos carros leves vendidos no país
atualmente são flex, capazes de rodar com gasolina ou etanol.










