sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

‘Brasilização’ ameaça economias ricas, diz The Economist; saiba por quê

 


A revista britânica The Economist acendeu o sinal de alerta para economias desenvolvidas. O motivo? O risco de sofrer a chamada “brasilificação” — cenário de juros altos, crescimento lento e rigidez fiscal, que hoje já marca o Brasil.

Segundo a publicação, mesmo com instituições fortes e Banco Central independente, o país convive com juros persistentes que engolem parte do orçamento e dificultam controlar a dívida pública. A revista projeta que, sem uma queda brusca dos juros, o problema só tende a aumentar.

O alerta não é só para o Brasil. A revista aponta que países ricos, como os Estados Unidos, podem seguir caminho parecido. Fatores como envelhecimento da população, aumento de gastos sociais e polarização política dificultam reformas fiscais. As críticas incluem as investidas de Donald Trump contra o Federal Reserve, mostrando como pressão política sobre a economia pode agravar o quadro.

No fim das contas, a mensagem é direta: ignorar o efeito dos juros sobre a dívida pode transformar economias avançadas em versões sofisticadas de um problema antes limitado a mercados emergentes. Um recado que, para quem acompanha a política e economia global, não pode ser ignorado.

 

Filho de Marcinho VP, Oruam está foragido há dez dias; mãe pede que rapper se entregue

 


Há dez dias, a polícia tenta localizar o rapper Oruam, que voltou a ser considerado foragido após a Justiça decretar nova ordem de prisão. A decisão ocorreu depois de falhas recorrentes no sinal da tornozeleira eletrônica, medida cautelar imposta para que ele deixasse a prisão em 2025.

Mas redes sociais, a mãe de Oruam reconheceu o erro do filho e fez um apelo para que ele se entregue às autoridades. Oruam é filho de Marcinho VP, apontado como um dos chefes do Comando Vermelho.

Desde o rompimento do monitoramento, o artista já foi procurado em vários endereços, mas ainda não foi encontrado.

Em julho do ano passado, Oruam havia sido preso sob acusação de duas tentativas de homicídio contra policiais durante uma operação para apreender um adolescente na saída de sua residência.

 

Como, realmente, os ministros do STF se manifestaram sobre a relação de Toffoli com Banco Master

 


O Poder 360 detalhou, como se tivesse ouvido uma gravação da reunião, como cada ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), realmente, se manifestou na reunião fechada que confirmou a saída de Dias Toffoli da relatoria do Banco Master. 

Segue os posicionamentos revelados pelo Poder 360: 

Gilmar Mendes: Afirmou que o relatório apresentado pela Polícia Federal foi consequência de uma insatisfação da própria PF com decisões de Toffoli no caso; 

Carmen Lucia: Queria sacrificar Toffoli para recuperar a imagem do Supremo. 

Luiz Fux: Apoiou Toffoli e encerrou a discussão. "Eu não sei o que vocês estão discutindo", teria dito. 

Moraes: Fez duras críticas a Polícia Federal e que Toffoli foi alvo de uma investigação ilegal. Disse que chegou a alertar Andrei Rodrigues, direto-geral da PF. 

Nunes Marques: "Pra mim, isso é um nada jurídico", afirmou em defesa de Toffoli. 

André Mendonça: pareceu concordar com Carmen Lucia, mas disse que não acreditava numa relação entre Toffoli e Vorcaro. E destacou: "Pode acontecer com qualquer um de nos. Quero saber se vão dar esse tratamento para mim". 

Cristiano Zanin: Chegou a citar empresa de espionagem israelense, que tinha informações sobre Toffoli. Depois votou a favor do ministro. 

Flávio Dino: concordava "com tudo o que foi dito", mas disse que o relatório da PF era um "lixo jurídico". 

 

 

Fábio Faria e Vorcaro conversaram sobre atuação de Toffoli em causa bilionária no STF

 


A notícia da coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, detalhou a relação entre o ex-ministro das Comunicações, atualmente dono do SBT News, Fábio Faria, e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo o texto, Faria tentou reaproximar o banqueiro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, ainda antes de as investigações sobre o Banco Master chegarem ao Supremo. A notícia tem até prints de mensagens (veja no print acima). 

Depois de ter comprado a participação do ministro no resort Tayayá, por meio de um fundo de investimentos, Vorcaro se distanciou de Dias Toffoli. A relação entre os dois, até então, era descrita como próxima. A participação de Toffoli, por meio da Maridt Participações, foi vendida em setembro de 2021.

Fábio Faria se dispôs a fazer a ponte. Marcou um encontro entre os dois fora das dependências do Supremo. Mas a conversa, em vez de ajudar, esfriou de vez a relação. Vorcaro teria ficado incomodado com um comentário de Toffoli envolvendo outro banqueiro.

Amigo íntimo de Vorcaro, Fábio Faria aparece inúmeras vezes em conversas resgatadas pela Polícia Federal no celular do dono do Master. Os dois tinham negócios em comum, e o ex-ministro das Comunicações funcionava como uma espécie de elo entre Vorcaro e o meio político.

Em uma das mensagens encontradas pela PF e relatadas nas 200 páginas que a corporação enviou ao Supremo nesta semana, Vorcaro informa Fábio Faria que Toffoli poderia mudar o voto em um julgamento envolvendo ações indenizatórias decorrentes do controle estatal de preços no setor sucroalcooleiro nas décadas de 1980 e 1990. O caso refere-se à Usina Alcídia, em Teodoro Sampaio (SP).

Fábio Faria pergunta a Vorcaro quem lhe repassou a informação de que Toffoli votaria contra a usina. O banqueiro cita o advogado Carlos Vieira Filho, especialista nesse tipo de causa. Ele é filho do presidente da Caixa, Carlos Antônio Vieira Fernandes.

Faria entra nessa história por ser amigo de Toffoli e por seu escritório negociar esse tipo de ativo, que envolve bilhões de reais.

Se votar contra a usina era mesmo a intenção do ministro, ele mudou de posição. O julgamento terminou com os votos de Edson Fachin, Kassio Nunes Marques e Toffoli a favor da Usina Alcídia. Gilmar Mendes e André Mendonça ficaram vencidos.

O resultado rendeu à usina R$ 1,5 bilhão a serem pagos pela União, considerando valores atualizados pelo IPCA, do IBGE, mais juros de 0,5% ao ano. Vorcaro não tem papéis da Usina Alcídia.

A desconfiança sobre o posicionamento de Toffoli baseava-se no fato de o ministro, oito meses antes, ter votado contra os interesses de outra empresa do ramo, a Raízen Energia, em um processo idêntico ao da Usina Alcídia.

Neste último caso, Dias Toffoli entendeu que a Raízen, hoje controlada pelo banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual, não tinha direito à indenização. A decisão fez André Esteves perder uma causa que lhe renderia R$ 125,3 milhões, em valores corrigidos.

Entre a discussão de um caso e outro, a Segunda Turma não tratou do tema. Ou seja, Toffoli votou de um jeito em um caso e de forma diferente em outro, idêntico. Ambos já haviam transitado em julgado nas instâncias inferiores.

Reunião no Supremo tratou de usinas

O assunto sobre os créditos das usinas foi tratado na reunião entre os ministros do Supremo ontem (12/2). O encontro resultou na saída de Toffoli da relatoria do caso Master. O ministro foi cobrado a explicar as mensagens que envolvem seu voto no tema e que foram consideradas pela PF como suspeitas de tráfico de influência.

 

 

Reportagem revela quem realmente estava com Toffoli e quem era contrário

 


A história de que o ministro Dias Toffoli gravou os colegas durante a reunião reservada no Supremo Tribunal Federal (que definiu a saída dele do caso do Banco Master), parece cada vez mais evidente diante das informações que chegaram a imprensa. 

Repotagem do Poder 360 é clara e descreve até os trechos das falas de cada um dos 10 ministros presentes ao encontro, inclusive, o próprio Toffoli. 

O placar real, segundo a reportagem, foi de 8 a 2. Votaram a favor de Toffoli os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques. Carmen Lucia e Edson Fachin votaram contra. 

Tudo mudou quando Fachin teve acesso ao relatório da Polícia Federal contra Toffoli. O texto da investigação apontava até indícios de crime. 

Foi aí que Flávio Dino sugeriu que os ministros fariam uma nota pública em apoio a Toffoli, mas ele deixaria a relatória do caso. E assim foi feito. 

 

 

Inquérito apura salário pago por 4 anos a professor do RN condenado por matar e enterrar ex-aluna

 


Bruno Vital
Repórter

O caso do professor Rubens Ferreira de Paiva Junior (32), condenado a 18 anos de prisão por matar e enterrar a ex-aluna Letícia Dyrajaya da Silva Leão (24), e que recebeu salários entre agosto de 2021 e julho de 2024, virou inquérito do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN). No ano passado, TRIBUNA DO NORTE revelou com exclusividade que o Estado pagou R$ 174.411,00 em remunerações ao docente de física e robótica quando ele já estava preso e condenado. Rubens Ferreira nunca deu aulas na escola em que estava lotado, na cidade de Rio do Fogo.

O procedimento foi instaurado no dia 29 de janeiro de 2026 e está sob responsabilidade da 44ª Promotoria de Justiça da Comarca de Natal. A informação foi confirmada pela promotora de Justiça Keiviany Silva de Sena, que conduz a apuração. A secretária estadual de Educação já foi notificada para prestar esclarecimentos no âmbito do inquérito civil. Rubens progrediu para o regime semiaberto em novembro passado e está em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica.

De acordo com a promotora, neste momento o Ministério Público está levantando, junto à Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (SEEC), o montante exato dos valores pagos ao servidor durante o período em que ele esteve preso, bem como as circunstâncias administrativas que permitiram a manutenção da remuneração.

A SEEC disse à TN que recebe com tranquilidade a investigação do Ministério Público e informou que está “atendendo, com agilidade e transparência, a todas as solicitações encaminhadas pelo órgão”. A pasta também afirmou que determinou abertura de processo próprio para apurar as circunstâncias do caso.

Veja a nota do Governo na íntegra:

A Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer do Rio Grande do Norte (SEEC) informa que recebe com tranquilidade a investigação conduzida pelo Ministério Público e que está atendendo, com agilidade e transparência, a todas as solicitações encaminhadas pelo órgão.

Após a conclusão da sindicância instaurada para apuração dos fatos, esta Secretaria determinou a abertura de processo administrativo próprio com vistas à possível aplicação da penalidade de demissão, bem como à adoção das medidas necessárias para o ressarcimento ao erário, conforme previsto na legislação vigente.

A SEEC reafirma que a atuação dos órgãos de controle e fiscalização é fundamental para o fortalecimento da administração pública e destaca que adota todas as providências cabíveis para assegurar a legalidade, a responsabilização e a correta aplicação dos recursos públicos.

Quatro anos e três meses “fora do radar” do Estado

Rubens foi preso em 27 de maio de 2020, dias após o cometimento do crime, praticado no Jardins, São Gonçalo do Amarante. Ele ficou na cadeia preventivamente até a Justiça proferir a sentença de 18 anos, momento no qual o professor começou a cumprir a execução penal. Entre a condenação e a suspensão salarial se passaram três anos até que o Estado notasse a ausência do servidor. Considerando o período em que esteve preso preventivamente, Rubens ficou quatro anos e três meses fora do radar do Estado – com remuneração total de R$ 231.958,20, incluindo salários, gratificações natalinas, férias e 13º.

O “desaparecimento” de Rubens Ferreira foi comunicado à Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (SEEC), por meio da 5ª Direc, ainda em novembro de 2020 – oito meses após a posse. Em ofício, a direção da Escola Estadual Dom Eugênio Sales avisa que o professor se apresentou para a posse, mas “não compareceu para realizar atividades recorrentes ao planejamento e execução de suas atividades desta instituição de ensino, sendo este o único dia presente na referida escola”.

Quase cinco anos depois, a SEEC deu início ao processo de solicitação de abertura de uma sindicância para apurar a ausência do professor. Em janeiro de 2025, um despacho da pasta reconheceu que não constavam registros da “última alocação e nem de quando o servidor foi alocado pela primeira vez” tampouco havia solicitações de licenças ou afastamentos. O caso foi classificado como “Fora de Exercício” na Secretaria e foi identificado após a conclusão do Censo dos Servidores Públicos da Educação, ao qual Rubens Ferreira evidentemente não respondeu por estar preso.

Relembre o crime

De acordo com as investigações da Polícia Civil e Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), Rubens e Letícia se conheceram em uma escola privada e mantiveram um relacionamento extraconjugal por um ano enquanto ele ainda era casado. Ele professor, ela aluna. A esposa descobriu a traição e os dois se separaram. Após o rompimento, a estudante acreditava que o professor assumiria a relação, motivado justamente pela descoberta da então esposa. À Polícia Civil, Rubens confessou o crime e declarou que sofria pressão da vítima para que o relacionamento fosse “oficializado”.

O promotor de Justiça Fausto França, que acompanhou o caso, quando atuava na comarca de São Gonçalo do Amarante relembra as circunstâncias do início do relacionamento dos dois. “Ele era professor de várias escolas, de escola técnica, conheceu ela, mas era casado, tinha filho, e teve esse relacionamento com ela. Aconteceu que a esposa do Rubens descobriu. Ele estava tomando banho, deixou o celular de bobeira, a mulher viu uma mensagem, e se separou dele. Ele confessou à esposa que tinha realmente esse relacionamento com a Letícia”.

No entendimento da investigação, foi esse sentimento de esperança que motivou Letícia a aceitar o convite para ir à casa de Rubens, na noite de 15 de maio de 2020, quando foi brutalmente assassinada por asfixia e cutiladas e enterrada no quintal da residência do professor. “Na cabeça da Letícia, uma vez que ele tinha deixado a esposa, ela estava feliz porque agora ele iria assumi-la”, diz França. A promotoria se baseia nesse aspecto para apontar a premeditação do crime “Ele não tinha mais nada com ela, então chamou ela para quê?”, completa.

Após matar Letícia, Rubens a enterrou em uma cova no quintal, com uma pá emprestada. O crime foi desvendado dez dias após o desaparecimento da vítima. Ainda segundo a Civil e o MP, após os crimes, o professor acessou o celular da vítima e enviou uma mensagem para a família de Letícia e escreveu uma carta de despedida, se passando pela própria vítima, dando a entender que o caso tratava-se de um suicídio. À época, a situação era tratada como desaparecimento.

“A família percebeu que ela não chegou em casa, ela ficou como desaparecida naquele primeiro momento. O Rubens fez mais: ele pegou o celular dela, conseguiu a senha, e mandou uma mensagem para a família, como se fosse a Letícia dizendo que ia se suicidar, uma carta de despedida. Uma forma de dificultar a investigação, de criar outra linha”, detalha Fausto França. Os investigadores descobriram a mentira após uma visita ao condomínio de Rubens.

Depois de uma entrevista, na saída da casa, um dos agentes notou um quadrado de terra, de coloração diferente, como se estivesse sido recentemente remexida. A dupla de policiais civis questionou Rubens, que, encurralado, confessou o crime. Ele foi preso em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver e desde então está preso. “Quando os agentes insistiram e levantaram a hipótese de um familiar ter envolvimento, ele assumiu, disse que tinha feito sozinho, desabou e confessou”, conta o promotor.

Rubens Ferreira de Paiva Junior foi condenado a 17 anos de reclusão pelo homicídio qualificado e mais 1 ano pelo crime de ocultação de cadáver. A pena de 18 anos está sendo cumprida inicialmente em regime fechado, conforme prevê o Código Penal. O Ministério Público recorreu por entender que a condenação deveria ter sido mais severa, mas o órgão só conseguiu elevar a pena em seis meses.

“A gente recorreu para o tribunal e no final ficou 18 anos e meio. Só conseguimos seis meses a mais. Há algumas questões sobre a dosimetria da pena, que eu particularmente tenho, porque eu acho que poderia ser um pouco maior. Mas é uma questão da legislação mesmo que é preciso compreender”, diz Fausto. Ele também critica a brevidade do tempo de reclusão. “Está marcado para ele ir para o semiaberto em setembro agora. Em 2025. Quer dizer, são 5 anos e 5 meses. É muito pouco”, complementa.

Linha do tempo

07/02/2020 – Rubens é nomeado professor permanente, pela 5º Direc.

12/03/2020 – Toma posse na Escola Dom Eugênio Sales, em Rio do Fogo.

15/05/2020 – Rubens mata e enterra Letícia.

27/05/2020 – Professor é preso pela Polícia Civil e confessa o crime.

03/11/2020 – Direção da escola de Rio do Fogo avisa a 5ª Direc sobre o não comparecimento do professor.

25/08/2021 – Rubens é condenado a 18 anos de reclusão pelos crimes de feminicídio, emprego de meio cruel e ocultação de cadáver.

19/03/2024 – Governo institui o Censo dos Servidores Públicos para atualização cadastral dos professores.

10/12/2024 – Governo encerra Censo.

10/01/2025 – Coordenadoria de Administração de Pessoal e dos Recursos Humanos da SEEC solicita a abertura de sindicância para apuração do caso.

05/05/2025 – Corregedoria Setorial da SEEC emite “notificação para defesa prévia” de Rubens Ferreira.

09/06/2025 – Comissão Permanente de Sindicância emite despacho informando que não sabe onde Rubens Ferreira se encontra.

17/06/2025 – Estado comunica Rubens Ferreira sobre a tramitação do processo administrativo por meio do Diário Oficial. O processo está em andamento.

 

VÍDEO - Carga de cerveja é saqueada após carreta tombar na BR-101 no RN

 


🚨 SAQUEADO | Uma carreta carregada de cerveja tombou na BR-101, em Canguaretama, nesta sexta-feira (13). Após o acidente, a carga foi saqueada pela população.

Principais desafios para o diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil

 


O câncer infantojuvenil, que afeta crianças e adolescentes de 0 a 19 anos, representa a principal causa de morte por doença nessa faixa etária no Brasil (INCA, 2023). Apesar dos avanços no tratamento, que elevam as chances de cura para até 80%, quando detectado precocemente, contudo, muitos casos ainda são diagnosticados tardiamente (American Cancer Society, 2022). Apontando como principais obstáculos para o diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil, destacam-se fatores como a falta de sintomas específicos, desinformação e dificuldades no acesso à saúde.

 Um dos maiores desafios para o diagnóstico precoce é a semelhança dos sintomas do câncer infantojuvenil com doenças benignas. Febre persistente, dores ósseas, hematomas e perda de peso são, frequentemente, associados a infecções comuns, levando a um atraso na investigação (Rodrigues et al., 2021). Como ressalta Lopes et al. (2020, p. 45), "a falta de sinais patognomônicos faz com que muitos profissionais de saúde não considerem o câncer na primeira hipótese diagnóstica".

 Muitos casos de câncer infantojuvenil são, inicialmente, atendidos por clínicos gerais ou pediatras, que, devido à baixa incidência da doença, podem não reconhecer os sinais de alerta. Um estudo realizado em unidades básicas de saúde mostrou, que apenas 30% dos médicos se sentiam confiantes para identificar sintomas sugestivos de câncer em crianças (Silva et al., 2019). A educação continuada é essencial para melhorar a suspeição clínica.

 Mesmo quando há suspeita, as barreiras no acesso a exames especializados e oncologistas pediátricos retardam o diagnóstico. Em regiões remotas, a demora para realizar biópsias ou ressonâncias magnéticas pode prolongar o tempo entre os primeiros sintomas e a confirmação da doença (INCA, 2023). Conforme destacado por Pereira e colaboradores (2022), "o diagnóstico tardio está diretamente associado à maior complexidade do tratamento e pior prognóstico".

 A falta de conhecimento sobre os sinais do câncer infantojuvenil, entre pais e cuidadores, também contribui para o atraso. Muitas famílias buscam soluções caseiras, antes de procurar ajuda médica, perdendo um tempo valioso (American Cancer Society, 2022). Campanhas de conscientização são fundamentais para mudar esse cenário.

 O diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil enfrenta múltiplos desafios, desde a natureza inespecífica dos sintomas até as barreiras no sistema de saúde. Estratégias como capacitação profissional, ampliação do acesso a exames e campanhas educativas são urgentes, para melhorar o prognóstico desses pacientes. Como sociedade, é preciso agir rapidamente, pois, como afirma o INCA (2023), "o tempo é um aliado crucial na luta contra o câncer infantojuvenil".

 Michelle Phiffer

Assessora de Imprensa


 


Ministros do STF acreditam que foram gravados clandestinamente por Toffoli em sessão secreta

 


Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) acreditam que foram gravados clandestinamente por Dias Toffoli na sessão secreta que, na quinta (12), decidiu pela saída dele da relatoria do processo do Banco Master. A informação é da Folha de São Paulo.

Os diálogos vieram à tona em reportagem do site Poder360. O texto reproduz as palavras dos ministros de forma literal e precisa.

Magistrados já enviaram inclusive a reportagem a Toffoli mostrando que a gravação ocorreu.

O magistrado negou à coluna ter feito qualquer registro. "Não gravei e não relatei nada para ninguém", afirma ele. Em seguinda, levantou a suspeita de que algum funcionário do setor de informática pode ter feito a gravação.

Magistrados afirmaram à coluna que a situação é sem precedentes, de perplexidade e desconforto. Disseram ainda que os diálogos selecionados por quem fez a gravação trazem apenas trechos favoráveis a Toffoli e não mostram a complexidade do que foi discutido na sessão.

A reportagem começa dizendo que a reunião "teve um forte tom político e uma busca de autopreservação por parte de todos os ministros".

Diz ainda que muitos magistrados apoiavam Toffoli.

E publica falas literais dos ministros.

Gilmar Mendes, por exemplo, disse na reunião, segund a reportagem: "Eu acho que o que está por trás disso é que o ministro Toffoli tomou algumas decisões ao longo do seu tempo nesse caso Master aqui no STF que contrariaram a Polícia Federal. E a Polícia Federal quis revidar".

Em seguida, coloca uma fala de Cármen Lúcia que mostraria que ela estava na reunião com a intenção de sacrificar Toffoli para recuperar a imagem do STF. A fala é a seguinte: "Todo taxista que eu pego fala mal do Supremo. A população está contra o Supremo". Disse ainda que, apesar de ter "confiança" em Toffoli, era necessário "pensar na institucionalidade".

Luiz Fux, de acordo com a reportagem, disse: "O ministro Toffoli para mim tem fé pública. Meu voto é a favor dele. Acabou. Eu não sei o que vocês estão discutindo".

Moraes não teve falas literais publicadas, mas aparece como um duro crítico da Polícia Federal, que entregou ao presidente da Corte, Edson Fachin, o relatório que culminou na saída de Toffoli do cargo.

Nunes Marques aparece dizendo: "Para mim, isso é um nada jurídico". Em seguida, critica Fachin por querer votar a suspeição de Toffoli. Sua frase, publicada de forma literal, é a seguinte: "Isso é um absurdo: o juiz lá da comarca do interior passará a ser comandado pelo delegado local se aceitarmos esse tipo de situação. Acabou o Poder Judiciário do Brasil. O sr. [Fachin] não pode colocar em votação a arguição. Minha sugestão é que o ministro relator do processo faça uma proposição dizendo que não é impedido nem suspeito e coloque os argumentos dele diante do que foi apresentado e a gente vota. E pelo que vi aqui, ele vai ter maioria. O ideal seria unanimidade, presidente. Mas estou falando mais sobre encaminhamento, pois do mérito eu não tenho dúvida".

André Mendonça aparece afirmando: "Tem uma questão sobre o que é descrito como relação íntima do ministro Toffoli". Em seguida: "Isso não existe. Está aqui claro que não existe: relação íntima em 6 anos só com 6 minutos de conversa? Como disse o ministro Fux, a palavra do ministro Toffoli tem fé pública. Então, isso está descartado".

O ministro Cristiano Zanin afirma: ""Sou há 1 ano e meio relator de um caso que envolve 3 ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e a Polícia Federal até hoje mandou para mim muito menos informação do que essas 200 páginas, com fotos de satélite, cruzamento de celulares? Isso aqui tudo é nulo".

Flávio Dino também critica a PF: "Essas 200 páginas [de relatório da PF] para mim são um lixo jurídico. Não adianta discutir esse lixo jurídico. A crise hoje é política, presidente [Fachin]. Em 2035, se Deus me der saúde, eu quero estar nesta cadeira. E esta cadeira tem bônus e ônus. Eu acho que não adianta pensar nesta cadeira só nos bônus. Eu acho, sr. presidente, que o sr. deveria ter resolvido isso dentro da institucionalidade da presidência".

Apesar de todas essas falas, os magistrados concluíram que o melhor para o STF era o afastamento de Toffoli.

A suspeita de que ele gravou os próprios colegas tem o condão de isolar o magistrado na Corte, segundo um de seus integrantes, já que houve uma quebra de confiança.

 

Ministros do STF criticaram a PF em reunião por investigar Toffoli sem aval da Corte

 


Uma reação dura dos ministros do Supremo Tribunal Federal marcou uma reunião recente da Corte após a Polícia Federal investigar o ministro Dias Toffoli sem autorização prévia do tribunal.

Segundo apuração do analista político da CNN Brasil, Teo Cury, os magistrados avaliaram que a PF concentrou a apuração exclusivamente em Toffoli, o que foi interpretado como uma tentativa de forçar seu afastamento da relatoria do caso. Durante o encontro, ministros reforçaram que qualquer investigação contra integrante da Corte precisa, obrigatoriamente, do aval do STF.

Saída negociada da relatoria

Apesar da resistência inicial, Toffoli aceitou deixar a relatoria após consenso interno. A avaliação foi de que a medida preservaria sua imagem pessoal e a institucional do Supremo. A saída ocorreu “a pedido”, conforme nota oficial, com a justificativa de garantir o bom andamento dos processos e resguardar interesses institucionais.

Os ministros também fizeram questão de registrar apoio ao colega, reconheceram a validade dos atos já praticados e afirmaram não haver suspeição ou impedimento formal. A postura unificada foi vista como essencial diante do momento de pressão sobre a Corte.

Pressões e origem do caso

De acordo com Teo Cury, a decisão foi influenciada por pressões internas e pela forte repercussão externa. O episódio teve início após a PF apreender o celular do empresário Daniel Vorcaro, no qual surgiram mensagens que indicariam proximidade com Toffoli. O foco do relatório policial nessas menções gerou desconforto entre os ministros, que classificaram a iniciativa como uma apuração indevida.

 

PESQUISA QUAEST: 82% concordam que STF precisa ter código de ética pra ministros

 


A ampla maioria dos brasileiros defende a criação de um código de ética e conduta para ministros do Supremo Tribunal Federal. Segundo o levantamento Genial/Quaest, 82% dos entrevistados concordam com a adoção de regras formais de conduta. Outros 10% discordam, 1% ficou neutro e 7% não souberam ou não responderam.

A pesquisa divulgada na quinta-feira (12) ouviu 2.004 pessoas, entre os dias 5 e 9 de fevereiro, em entrevistas presenciais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Apesar do apoio popular, a proposta de código de ética apresentada pelo presidente do STF, Edson Fachin, enfrenta resistência interna. A maioria dos ministros avalia que o tema não deve avançar neste ano e considera precipitada a tentativa de acelerar o debate.

A única defesa pública do texto parte da ministra Cármen Lúcia, relatora da proposta. Nos bastidores, ministros como Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli estão entre os mais resistentes.

O debate ganhou força após críticas à exposição pública de magistrados, viagens e eventos com advogados, além do aumento de processos envolvendo parentes de ministros no Supremo. A avaliação interna, porém, é de que ainda não há apoio suficiente para aprovar as regras.

 

‘Brasilização’ ameaça economias ricas, diz The Economist; saiba por quê

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