A eleição em Tangará deixou um rastro de reflexão
que promete sacudir os bastidores até 2028. Com 12.583 eleitores aptos e
um fantasma do absenteísmo batendo à porta — impressionantes 2.894
abstenções (23% dos eleitores não compareceram às urnas) —, a mensagem
do povo foi clara e ecoou alto entre os políticos: o favoritismo
absoluto não existe.
Mesmo empurrado por uma estrutura pesada, lotada de
cargos comissionados, contratados, secretários, a presidência da Câmara, o
ex-prefeito Alcimar, o ex-prefeito Gija, a vice-prefeita Shayanna Furtado, do
Presidente da Colônia de Pescadores Carlos Bento, Erociano, Aninha de Ilo e
Ludwig, o grupo do prefeito Augusto Alves sentiu o peso das urnas.
A Matemática Reversa: O Time de Oposição
Venceu no Voto Popular!
Para quem achava que a máquina administrativa
atropelaria a oposição, os números contam uma história completamente diferente
quando o assunto é voto para Deputado Estadual:
- Time
do Prefeito (Total: 3.308 votos):
- Ubaldo
Fernandes: 2.494 votos
- Ezequiel
Ferreira (Erociano e Ludwig): 454 votos
- Luiz
Eduardo (Aninha de Ilo): 271 votos
- Walter
Alves (Carlos Bento): 89 votos
- Time
de Oposição — Renova Tangará (Total: 3.557 votos):
- Cristiane
Dantas (Lilico Bezerra e Ewerton Gato): 1.332 votos
- Gustavo
Carvalho (Jorginho Cacá, Nilson Lima e Thiago Lima): 837 votos
- Tomba
Faria (Edjane Segundo e Wilson Fonseca): 524 votos
- Kaline
de Dr. Bernardo (Alan e Rafael): 283 votos
- Adjuto
Dias (Vinícius e Eric do Primos da Construção): 189 votos
- Kleber
Rodrigues (Andinho Cds): 177 votos
- Camila
Araújo (Daladier Félix): 132 votos
- Eudiane
Macedo (Dadá Locutor e Adécio Taxista): 83 votos
A conta é simples e indigesta para a
gestão: mesmo dividida entre vários nomes, a oposição
somou 3.557 votos, superando os 3.308 votos da
base aliada do prefeito. É a prova viva de que a maioria da população quer
mudança e que a liderança oposicionista está viva e próxima do eleitor!
O Fantasma das Emendas: O Prejuízo
Histórico da Gestão Augusto Alves
Se o resultado nas urnas locais acendeu a luz
amarela, a apuração estadual trouxe um verdadeiro pesadelo financeiro e
político para o prefeito Augusto Alves.
Duas das principais apostas do grupo governista
naufragaram nas urnas estaduais: o deputado estadual Ubaldo Fernandes
não se reelegeu, assim como a senadora Zenaide Maia, que apesar
de bem votada no município, saiu derrotada no plano estadual.
Isso se traduz em uma palavra para a Prefeitura de
Tangará: PREJUÍZO! Sem as emendas parlamentares dessas duas
grandes forças políticas que alimentavam obras e convênios na cidade, a
administração pública perde o fôlego financeiro. Como manter a máquina girando
e promessas de campanha sem o padrinho político no Estado e em Brasília? O
baque nas contas públicas será inevitável!
Rumo a 2028: Humildade e Consenso São as
Chaves da Vitória!
O grupo Renova Tangará, a família
Bezerra e todas as lideranças que marcharam na oposição saem deste pleito
encorajados. Ficou provado que a oposição é maioria e possui densidade
eleitoral de sobra para assumir os destinos da cidade em 2028.
Porém, fica a lição de ouro: nem sempre quem
vence convence, mas quem divide, perde.
Se a oposição continuar marchando em fileiras
separadas, a máquina pode tentar se equilibrar. Mas se houver humildade,
desprendimento e consenso para afinar o discurso e escolher o nome
certo — um candidato forte, capaz de aglutinar da família Bezerra ao mais
simples trabalhador —, a vitória em 2028 não será apenas uma possibilidade:
será uma questão de tempo!
O recado das urnas já foi dado. Tangará quer
renovação!
Fonte: Correio do Trair











