sexta-feira, 3 de julho de 2026

Geral Filha de Neto Araújo diz que cantor teve infarto fulminante: “a gente encontrou ele sem vida”

 

Hellen Araújo, filha do cantor Neto Araújo, ex-vocalista da Cavaleiros do Forró e atual integrante da banda Collo de Menina, afirmou que o pai teve um infarto fulminante. O pronunciamento foi feito em vídeo publicado nas redes sociais da banda, nesta quinta-feira (2), após a confirmação da morte do artista.

“Hoje a gente perde não só um cantor, mas o meu pai, o meu ídolo, a pessoa com quem eu aprendi muita coisa. E hoje estar falando dele dessa forma está sendo muito difícil”, disse Hellen, emocionada. Segundo ela, o cantor estava bem na noite anterior, mas foi encontrado sem vida nesta quinta-feira. “Ele estava bem na noite anterior e hoje infelizmente a gente encontrou ele sem vida. Teve um infarto fulminante”, afirmou.

No vídeo, Hellen agradeceu as mensagens de apoio recebidas pela família, amigos e fãs desde a confirmação da morte. Ela também destacou a relação do pai com a Collo de Menina, banda da qual ele já havia feito parte no passado e para a qual havia retornado recentemente.

Tribuna do Norte

Governo do Rio tinha funcionários fantasmas em todos os órgãos públicos; conheça quem são os suspeitos

 


Não passam pelas catracas dos locais de trabalho. Não fazem login em computadores. Nem acessam o Sistema Eletrônico de Informações (SEI), usado para criar, tramitar e assinar documentos oficiais. A partir desses critérios, o atual governo do Rio passou a rastrear, no funcionalismo público do estado, os casos de “alta criticidade” — nome técnico que qualifica os comissionados que, aparentemente, são “fantasmas”. Um levantamento da Controladoria Geral do Estado (CGE), iniciado no fim de março, chegou a uma conclusão contundente: todos os 77 órgãos da máquina fluminense tinham funcionários com esse perfil, que supostamente não trabalhavam.

O GLOBO foi às ruas para apurar quem são essas pessoas que recebiam salário sem dar expediente e que, nos últimos meses, foram exoneradas pelo governo Ricardo Couto. A maioria era ligada a políticos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), à gestão anterior ou a ex-titulares de pastas estaduais.

Marcelo Cabral D'Almeida é um dos cerca de 200 exonerados da Secretaria estadual do Ambiente e está na lista de “alta criticidade”. Ele afirma que seu trabalho era, majoritariamente, em campo, em visitas técnicas a praças e outros locais públicos na Zona Oeste do Rio, como o Pico da Pedra Branca.

— Ficava na rua, mas, frequentemente, assinava o ponto — diz ele. — Fazia registros de conservação do local, acúmulo de resíduos, necessidade de poda técnica, degradação, arborização — acrescenta.

Ao ser questionado se enviava esses registros ao seu chefe e a quem ele respondia na secretaria, ele diz não lembrar o nome de seu gestor:

— Nem lembro o nome da pessoa no primeiro momento, tipo um supervisor.

Marcelo é filho do ex-vereador e ex-funcionário comissionado do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) Marcelino Almeida — que deixou o cargo na pasta em abril. Estava nomeado na Subsecretaria de Manutenção de Áreas Verdes Urbanas, com salário de R$ 10.903,66. As equipes de reportagem foram a dois endereços ligados a ele. No primeiro, funciona um polo de reabilitação da Secretaria de Estado da Juventude e Envelhecimento Saudável. No segundo, em um condomínio de alto padrão em Vila

Valqueire, na Zona Sudoeste da cidade, uma mulher que se identificou como irmã dele atendeu.

— Vocês estão batendo na casa das pessoas exoneradas? — perguntou ela, acrescentando que seria melhor que o irmão esclarecesse a questão. — Depois que os irmãos crescem, não sabemos o que cada um faz, cada um tem a sua vida. Nem quero saber o que ele faz — conclui ela, enquanto se distanciava.

Por WhatsApp, Marcelo propôs falar pessoalmente sobre o assunto. Depois, recuou, mas respondeu pelo aplicativo de mensagens. Disse que seu desligamento não causou surpresa, por se tratar de um cargo de livre nomeação.

— Não entendi muito, mas como eu já sabia que era um cargo do qual, a qualquer momento, eu poderia sair, então não senti muito — disse o ex-comissionado, admitindo que foi indicado ao cargo pelo ex-secretário da pasta Bernardo Rossi. — Foi via Bernardo Rossi que tudo começou. Nós nos conhecemos em um evento, e ele se interessou para que eu fizesse esse trabalho em uma área que eu conheço bem.

Embora tenha afirmado que Bernardo Rossi se interessou pelo “seu trabalho na área”, Marcelo reconheceu não possuir formação no campo ambiental, o que “não exigiram” dele.

Ele integrava uma das duas subsecretarias da Seas que tiveram todos os funcionários exonerados e, em seguida, foram extintas pelo atual governo, entre outros motivos, devido às suspeitas de serem todos fantasmas. Na dele, eram 14 cargos, segundo fontes, com a maioria dos comissionados indicados pelos irmãos Luciano Vieira (PSDB) e Léo Vieira (Republicanos), deputado federal licenciado e prefeito de São João de Meriti, respectivamente. Já na Subsecretaria de Conscientização Ambiental, foram liquidadas 37 vagas. A estrutura era comandada pela vereadora de Campos dos Goytacazes Thamires Rangel (PMB), filha do deputado estadual Thiago Rangel (PMB), preso em maio deste ano suspeito de estar envolvido em fraudes na Secretaria estadual de Educação.

 Em nota, Rossi negou ter nomeado fantasmas e afirmou que parte dos funcionários trabalhavam in loco. Thamires também defefendeu sua atuação na pasta e negou irregularidades.

Outros dos lotados nessas subsecretarias localizados pelo GLOBO apresentaram justificativa parecida com a de Marcelo, de que faziam trabalhos externos. Foi o caso de Allen Carvalho, líder comunitário na Barreira do Vasco, na Zona Norte, que teve salário líquido de R$ 6.040,64 e carga horária de 40 horas semanais na Subsecretaria de Manutenção em Áreas Verdes Urbanas, onde batia “ponto manual”. Ao GLOBO, Allen não especificou as suas atribuições na pasta.

— Eu não tive nem tempo de trabalhar direito, fiquei dois meses lá. Cumpri expediente, meu trabalho era na rua, era trabalho externo. Aí, quando veio esse novo governador, fez as exonerações — disse ele.

Desde 23 de março, já foram exonerados mais de 4.283 comissionados na gestão do governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto. A economia estimada até o fim do ano gira em torno de R$ 230 milhões, valor que ainda pode subir.

Só entre março e maio, houve uma enxurrada: 1.767 deixaram o governo na condição de fantasmas — o que representa uma economia de quase R$ 15 milhões por mês. Os primeiros alvos foram as secretarias da Casa Civil, de Governo e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), em um trabalho interno apelidado de “laboratório”. A partir dessa experiência, foi instituída uma auditoria geral, dirigida pelo GSI com auditores do CGE.

 — Pontos eletrônicos, mecanismos de acesso às instalações e registro de login nas atividades públicas restritas aos funcionários seriam medidas imprescindíveis para prevenir o que diagnosticamos nos relatórios das auditorias — afirmou o secretário de Governo e coordenador do GSI, delegado Roberto Lizandro Leão.

 Só na Casa Civil, foram aproximadamente 1,2 mil exonerados até agora. A pasta teve subsecretarias inteiras extintas: a Adjunta de Projetos Especiais, onde 32 perderam seus cargos, e as de Gastronomia e de Ações Comunitárias e Empreendedorismo, ambas com 11 pessoas lotadas em cada.

 Os resultados, em alguns casos, são reveladores, como na Seas. Lá, havia 128 pessoas apenas no gabinete do secretário da pasta, das quais 110 — ou 86% — jamais acessaram o sistema. Em outra secretaria analisada, a de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), detectou-se que, dos 150 servidores em cargos em comissão, apenas 90 tinham estação de trabalho.

 Entre os servidores em cargo comissionado que passaram pelo crivo dos auditores do estado, há outro caso de pai e filho. Marcus Wilson Von Seehausen e o filho, João Antonius Von Seehausen, também fazem parte da lista de exonerados, em 30 de abril e 18 de maio, respectivamente.

 Marcus, lotado na Seas, recebia salário líquido de R$ 12.212,72. Segundo fontes do governo, não há registro de que ele fizesse login nos computadores da pasta nem de que acessava o local de trabalho. Natural de Petrópolis, tem histórico político na cidade: foi presidente do PTB local em 2008, secretário municipal de Administração e Recursos Humanos em 2018 e chefe de gabinete do ex-deputado estadual Marcus Vinicius Nescau (PTB), preso na Operação Furna da Onça, em 2019, que apurou o recebimento de propinas mensais por parlamentares — Marcus Von Seehausen chegou a ser apontado como responsável por receber os valores destinados ao deputado. Depois, aproximou-se do deputado estadual Bernardo Rossi (União), também de Petrópolis, que foi secretário da Seas — cargo que explicaria a lotação de Marcus como seu chefe de gabinete.

João Von Seehausen, por sua vez, tentou uma vaga de vereador em Petrópolis em 2024, pelo MDB, e ficou como suplente. Antes, havia sido lotado na Secretaria das Cidades e, depois da eleição, foi nomeado para a Secretaria da Casa Civil, com salário líquido de R$ 10,3 mil.

O GLOBO passou um dia em Petrópolis em busca de pai e filho, percorrendo três endereços ligados a eles. Em duas casas no distrito de Correas, não havia sinais de que continuassem morando ali, apesar de os endereços constarem em processos do Tribunal de Justiça. Num terceiro endereço, uma loja de tecidos de Marcus perto da Rua Teresa, um funcionário informou que o patrão fazia tratamento de saúde no Rio e morava na Barra da Tijuca. A reportagem deixou contato, mas não houve retorno.

João, que é advogado criminalista, só atendeu ao telefone no segundo dia de tentativas, com ajuda de parentes. Disse não ser “fantasma”, que assinou o ponto no dia em que saiu e que atuava em campo — mas não autorizou o uso de suas declarações na reportagem.

Já na cidade de São João de Meriti, O GLOBO encontrou Sintilaine Alessandra de Souza Silva, nomeada entre março e maio na Subsecretaria de Manutenção de Áreas Verdes, uma das áreas extintas na Seas. Alegando estar se recuperando de uma cirurgia, ela falou com a equipe do GLOBO por um número de telefone informado por sua prima, que atendeu à porta.

Sintilaine, que fez campanha para a família Vieira na cidade, não soube dizer por que ficou tão pouco tempo no cargo. Ao ser questionada sobre suas atribuições, perguntou por que teria de responder a essas perguntas. Sobre a quantia mensal que recebia do estado, alegou receber apenas uma pensão pela morte do filho. Em abril, Sintilaine recebeu R$ 494 de pensão, além dos R$ 9,2 mil pela Seas. Quando indagada sobre a suspeita de ser fantasma, ela disse:

— Não tenho nada a declarar. Estou doente.

Em nota, os irmãos Léo e Luciano Vieira negaram terem indicado pessoas a cargos no governo.

‘Missionária digital’

Era na Seas também que estava lotada, entre janeiro de 2025 e maio de 2026, Bruna Castello Branco Costa Motta, conhecida como a “blogueirinha de São Marcos”, com cerca de 16 mil seguidores no Instagram e 50 mil no TikTok, onde se apresenta como “missionária digital” e prega a fé católica e a evangelização de jovens. Ela foi uma das exoneradas sob a classificação de “alta criticidade”. Ela ainda aparece em fotos com políticos em eventos religiosos, como o vereador Diego Faro (PL), o deputado estadual Fred Pacheco (PL) e do irmão Marcio Pacheco, presidente do Tribunal de Contas do Estado. Os irmãos negaram que a indicaram ao cargo e Faro não respondeu.

 Bruna tinha 25 anos quando sua nomeação foi levada à Casa Civil, em dezembro de 2024, e publicada no Diário Oficial menos de um mês depois. Assumiu o cargo de Adjunto I, símbolo DAI-4 — função de livre nomeação. Documentos analisados pelo GLOBO não trazem informações sobre o tipo de serviço que ela exercia. A Coordenadoria de Pessoal da Seas certificou apenas que ela acumulou 41 dias de férias entre 2025 e 2026, no valor de R$ 9.657,78.

No LinkedIn, no entanto, onde se descreve como publicitária, analista de marketing e profissional de gestão de projetos e comunicação, consta um registro profissional que coincide temporalmente com sua passagem pela secretaria: “Coordenadora de marketing no governo do Estado do Rio de Janeiro”, cargo que, segundo o perfil, teria sido exercido em tempo integral entre janeiro de 2025 e junho de 2026.

A equipe de reportagem do GLOBO a procurou em endereços que seriam ligados a ela e seus familiares, um deles em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste. Mas somente por telefone que ela foi localizada. Numa primeira ligação por vídeo, apareceu num ambiente interno, com teto branco ao fundo. Em seguida, numa segunda chamada, por áudio, disse estar "em trânsito" e que poderia falar depois. Depois, passou a repetir "alô?", como se estivesse com problemas de sinal, até a ligação cair.

Até o momento, 60 dos 77 órgãos passaram pela auditoria geral nas três últimas semanas. A previsão é que essas pastas já auditadas gerem uma economia de R$ 355 milhões em um ano, incluindo décimo terceiro e férias. Segundo um auditor ouvido pelo GLOBO sob reserva, o "bom senso" também integra a análise dos casos de “alta criticidade”, já que podem existir situações específicas — cabendo ao gestor da pasta assumir o risco de justificar eventuais exceções.

Cada órgão já recebeu relatório individualizado com as inconsistências identificadas, e os secretários da Casa Civil, Flávio Willeman, e de Governo, Roberto Leão, fixaram prazo para que os gestores apresentem suas listas de fantasmas e promovam as demissões. Os exonerados entram numa lista especial e não poderão retornar ao órgão de origem. Entre as secretarias com maior redução de comissionados estão Trabalho (78,6%), Esporte e Lazer (75,6%), Turismo (73,3%) e Cultura, Tecnologia e Inovação (65,6%).

Leia os posicionamentos na íntegra:

Bernardo Rossi:

"O ex-secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade Bernardo Rossi nega de forma categórica a alegação de que servidores nomeados durante sua gestão fossem “fantasmas”. Trata-se de uma acusação grave, que exige provas individualizadas e não pode se sustentar em suposições ou generalizações.

Os servidores exerciam atividades vinculadas às atribuições da secretaria, muitas delas desenvolvidas em campo, in loco, junto aos municípios, em programas como o Limpa Rio, além de vistorias, fiscalizações, monitoramento e acompanhamento de obras e projetos ambientais."

Márcio Pacheco:

"Márcio Pacheco esclarece que, além de sua atuação na vida pública, também exerce um trabalho de evangelização como cantor católico, participando regularmente de eventos religiosos em diferentes cidades. Nessas ocasiões, é natural que tire fotografias com dezenas ou até centenas de pessoas que solicitam um registro.

A mulher que pode estar ao lado dele na imagem mencionada pela reportagem não faz parte de seu círculo de convivência e não possui qualquer relação pessoal com ele. Márcio Pacheco não a conhece. A fotografia provavelmente foi feita no contexto de um evento público, como ocorre rotineiramente com inúmeros participantes que pedem para registrar o momento.

Assim, a existência de uma foto em um evento aberto não pode ser interpretada como indicativo de vínculo, proximidade ou qualquer tipo de relação entre Márcio Pacheco e a pessoa retratada."

Fred Pacheco:

"Essa pessoa (Bruna Castello Branco) não foi indicada por mim nem tampouco pelo meu irmão".

Léo e Luciano Vieira:

"O prefeito Léo Vieira e o deputado federal Luciano Vieira esclarecem que não realizaram qualquer indicação das pessoas mencionadas para cargos no Governo do Estado. Ambos desconhecem as nomeações e não têm qualquer participação na composição da referida subsecretaria"

Thamires Rangel:

"Thamires Rangel recebe com estranheza as declarações divulgadas pela atual gestão da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, que não refletem os resultados alcançados durante sua atuação à frente da subsecretaria. Durante quase oito meses de trabalho intenso, atuou com dedicação e compromisso para apresentar resultados concretos, especialmente para as regiões Norte e Noroeste Fluminense, que historicamente demandam atenção, investimentos e ações efetivas.

A assessoria reafirma o compromisso da vereadora Thamires Rangel com a transparência, a verdade dos fatos e a defesa de um trabalho sério, responsável e voltado para atender às necessidades da população. Da mesma forma, ressalta a importância de um jornalismo pautado pela apuração responsável, pelo contraditório e, sobretudo, baseado em verdades."

O Globo

 

 

Editorial Folha de São Paulo: Um prêmio bilionário à má gestão dos estados

 


O novo programa de calote legalizado da dívida dos estados com a União vai custar R$ 347 bilhões nos próximos 30 anos, em valores atuais.

A estimativa do Tesouro Nacional, revelada pela Folha, mostra quanto o governo federal vai deixar de receber por causa do Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag), aprovado pelo Congresso Nacional no final de 2024. Equivale a cinco anos do investimento produtivo da União.

O Propag permite que a taxa de juros da dívida de estados com a União seja reduzida de 4% anuais para zero. Dos 22 estados que aderiram, 18 passaram a pagar nenhum juro, 1 arcará com 1%, 1, com 2%, e 2 deles não têm dívidas (vão receber cota menor de benefício do programa).

Com a redução da receita financeira federal, a dívida do Tesouro Nacional cresce ainda mais rapidamente, enquanto os estados podem elevar outras despesas.

Quanto maior a dívida, maior tende a ser a taxa de juros paga para cobrir déficits e refinanciar compromissos que vencem. O Propag, na prática, faz com que a situação do endividamento público se torne mais agoniante.

A União se tornou a grande credora dos governos estaduais no final dos anos 1990, quando assumiu passivos de administrações quebradas por má gestão ou corrupção, refinanciando-os por prazos longos e juros menores. De tempos em tempos, governadores incapazes demandam novas renegociações, apoiados por Congresso e Judiciário.

A campanha do calote recomeçou em 2023, impulsionada por Minas Gerais, com dívida equivalente a 157% da receita, a terceira maior entre as unidades da Federação. O líder teratológico é o Rio de Janeiro, com 219%, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 172%.

São Paulo está em quarto, com 116%, mas tem contas mais confortáveis. Os demais estados têm taxa menor do que 66%, e os quatro líderes em passivos vão ficar com 92% do benefício do Propag.

Entre as contrapartidas exigidas estão a destinação do investimento estadual para áreas selecionadas, controle de despesas e entrega de ativos à União. Historicamente, os grandes devedores descumprem tais obrigações. Na iminência de serem punidos, vão à Justiça, ameaçam fazê-lo ou pedem ajuda ao Congresso.

São décadas de desfaçatez. Empilham-se programas de renegociação, sempre burlados, num círculo vicioso tolerado ou promovido pelos três Poderes. Com isso, governadores são estimulados a conceder benefícios tributários e reajustes salariais ao funcionalismo acima das capacidades das contas dos estados.

A dívida pública cresce sem limite —já passou dos 80% do PIB. Elevam-se as taxas de juros, deprime-se o investimento e degrada-se a distribuição de renda. A situação fiscal se aproxima de um nível crítico em que os compromissos financeiros serão pagos apenas por meio de ajuste gravemente recessivo ou inflação. Os Poderes fazem piruetas irresponsáveis perto da crise.

Editorial Folha de São Paulo

 

 

Estatais acumulam déficit de R$ 7,4 bi até maio e já superam rombo de 2025

 


As estatais acumulam um déficit de R$ 7,4 bilhões em 2026. Dados do Banco Central indicam que o resultado negativo foi puxado principalmente pelo rombo registrado em janeiro.

Veja a trajetória do resultado primário das estatais do Relatório de Estatísticas Fiscais do Banco Central:

janeiro: déficit de R$ 4,869 bilhões;

fevereiro: déficit de R$ 568,14 milhões;

março: déficit de R$ 468,55 milhões;

abril: déficit de R$ 1,78 bilhões;

maio: superávit de 273,35 milhões.

Em termos nominais, ou seja, sem valores corrigidos pela inflação, é o maior déficit da história para o período.

As estatais federais representam a maior fatia do déficit registrado de janeiro a maio de 2026. Veja:

estatais federais: déficit de R$ 5,9 bilhões;

estatais estaduais: déficit de R$ 1,5 bilhão;

estatais municipais: superávit de R$ 95 milhões.

O rombo de janeiro a maio equivale ao dobro do déficit observado no mesmo período de 2025, quando as estatais foram deficitárias em R$ 3,6 bilhões. O déficit deste ano também já supera todo o ano de 2025, quando as empresas estatais foram deficitárias em R$ 5,9 bilhões.

No acumulado de 12 meses até maio, as estatais registraram um déficit de R$ 6,7 bilhões.

A metodologia do Banco Central exclui a Petrobras do cálculo. Segundo a autoridade monetária, a exclusão se deve às características específicas da empresa, que segue regras de governança corporativa similares às experimentadas pelas empresas privadas de capital aberto, com autonomia para captar recursos dos mercados interno e externo.

CNN Brasil

 

 

Elo com PCC: PF mira grupo sancionado por EUA e prende "secretária"

 


A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3/7), a Operação Exchange para desarticular uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. Entre os alvos da operação estão investigados sancionados pelos Estados Unidos por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

A coluna apurou que uma das presas na operação desta sexta-feira é Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Segundo o governo americano, ela é “parente” de Victor Henrique de Oliveira Shimada e atuaria como “secretária” dele. Shimada é sócio de uma empresa investigada por envolvimento em um esquema relacionado ao Corinthians.

Shimada é proprietário de quatro empresas sancionadas pelos EUA, uma delas sediada em Portugal. Segundo fontes ouvidas pela coluna, o empresário não foi localizado nos endereços atribuídos a ele e, por isso, é considerado, por ora, foragido da Justiça.

Em nota, a defesa do empresário afirmou que realizará a análise técnica do caso assim que tiver acesso aos elementos da investigação.

Mais de 50 policiais federais cumprem 13 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão temporária nas cidades de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. As ordens foram expedidas pela 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

De acordo com a PF, os investigados utilizavam um sistema estruturado para movimentar recursos por meio de transferências ilícitas de criptoativos, transporte de dinheiro, inclusive em espécie, operações bancárias de alto valor e repasses entre pessoas físicas e jurídicas.

A Justiça também determinou o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até o limite de R$ 10,4 bilhões.

Investigações

Segundo o governo americano, Shimada é apontado como “elo fundamental” com faccionados do PCC. Segundo o comunicado do órgão norte-americano, teria lavado mais de US$ 30 milhões em diversas cidades dos Estados Unidos.

Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira – descrita como “parente” de Shimada e atuaria como uma espécie de “secretária” e “intermediária para a coleta de grandes quantias em dinheiro”.

Como mostrou o Metrópoles, o governo norte-americano, sem citar nominalmente o Corinthians, afirmou que Victor Shimada, dono da Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda, foi preso pela PF, em janeiro de 2025, por supostamente “lavar dinheiro ilícito de um clube de futebol brasileiro em um esquema fraudulento de patrocínio”.

Com a decisão do governo dos Estados Unidos, todos os bens e ativos de Shimada e Stella no país foram bloqueados. Além disso, cidadãos e empresas norte-americanas estão proibidos de realizar transações com eles. Instituições financeiras estrangeiras que mantiverem negócios com os sancionados também poderão ser alvo de sanções secundárias.

Em 5 de junho, o governo Donald Trump classificou oficialmente o PCC e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês).

A medida, assinada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ampliou os instrumentos legais disponíveis ao governo americano para aplicar sanções contra as duas facções e pessoas ligadas a elas.

Nota

A defesa tomou conhecimento, há instantes, da operação realizada pela Polícia Federal. Neste momento, entretanto, ainda não dispomos de acesso às decisões judiciais nem aos elementos que fundamentaram as medidas adotadas.

Nesse contexto, qualquer manifestação sobre os fatos ou sobre o objeto da investigação seria precipitada. Tão logo tenha acesso aos autos e às informações oficiais, a defesa realizará a análise técnica do caso e adotará as medidas jurídicas que entender cabíveis.

Metrópoles

 

 

Corredores lotados expõem o abandono do Governo Fátima no Hospital Tarcísio Maia

 


O Blog recebeu nesta quinta-feira (2) uma denúncia sobre a situação do Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró. Os corredores do hospital tomados por macas, pacientes aguardando atendimento fora das enfermarias e acompanhantes dividindo espaço em um ambiente já completamente saturado.

Infelizmente, essa também não é uma cena nova. A superlotação virou rotina nos hospitais da rede estadual. Enquanto pacientes esperam por atendimento em corredores improvisados, a saúde do Rio Grande do Norte segue afundando sob a gestão do PT.

A realidade é cruel. Corredores lotados, pacientes sem dignidade e profissionais trabalhando no limite. O retrato do Tarcísio Maia é mais um capítulo do abandono da saúde pública no Rio Grande do Norte. A pergunta é a mesma de sempre: até quando a população vai pagar a conta da incompetência do governo Fátima Bezerra?

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

Jovem de 21 anos é executado a tiros na frente da esposa em Mossoró; cidade chega a 79 homicídios em 2026

 



A cidade de Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte, voltou a registrar mais um crime de homicídio na noite desta quinta-feira (2), elevando para 79 o número de assassinatos registrados no município em 2026.

O crime aconteceu por volta das 20h, na Rua Padre João Urbano, na antiga Favela do Pantanal, no bairro Alto da Conceição. A vítima foi identificada como Matheus Gomes Luciano, de 21 anos.

De acordo com as informações, o jovem chegava em casa acompanhado da esposa quando foi surpreendido por criminosos armados. Matheus foi atingido por cerca de seis disparos de pistola e morreu ainda no local, antes da chegada do socorro.

Durante a ação criminosa, a companheira da vítima também foi baleada. Ela recebeu os primeiros atendimentos de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhada ao Hospital Regional Tarcísio Maia. O estado de saúde dela não foi divulgado.

Policiais militares realizaram o isolamento da área até a chegada da equipe da Polícia Científica do Rio Grande do Norte (PCI-RN), que realizou os procedimentos periciais e a remoção do corpo para o Instituto de Medicina Legal (IML).

A motivação do homicídio e a identidade dos autores ainda são desconhecidas. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de Mossoró.

Com este crime, Mossoró passa a contabilizar 79 homicídios registrados em 2026, reforçando a preocupação com a violência no município.

 

Jovem morre e duas pessoas ficam feridas em colisão entre motocicletas na RN-118, entre Pendências e Alto do Rodrigues

 


Um acidente de grande gravidade foi registrado no começo da noite desta quinta-feira (2) na RN-118, no trecho que liga os municípios de Pendências e Alto do Rodrigues, no Vale do Açu. A ocorrência envolveu duas motocicletas e terminou com a morte de um dos condutores, além de deixar outras duas pessoas feridas.

A vítima que não resistiu aos ferimentos foi identificada como Júlio Sérgio, de cerca de 26 anos. Ele trabalhava em uma empresa do ramo da carcinicultura localizada em Pendências e morreu ainda no local do acidente, antes da chegada do socorro.

As outras duas vítimas receberam os primeiros atendimentos de equipes de resgate dos municípios de Pendências e Alto do Rodrigues. Em seguida, uma terceira pessoa tambem precisou ser socorrida, elas foram encaminhadas ao hospital de Alto do Rodrigues. Até o fechamento desta matéria, não havia informações oficiais sobre o estado de saúde dos feridos nem sobre suas identidades.

As circunstâncias que provocaram a colisão ainda não foram esclarecidas. O caso deverá ser investigado pelas autoridades competentes para determinar a dinâmica do acidente.

Motoristas e motociclistas que utilizam a RN-118 devem redobrar a atenção, principalmente no trecho onde ocorreu a ocorrência. A rodovia está passando por serviços de recuperação, e a presença de pedras, cascalho espalhado na pista, sinalização insuficiente em alguns pontos e a baixa visibilidade durante a noite tornam o tráfego mais perigoso.

 

ALERTA: Mais brasileiros entram no mundo digital e uso da internet supera 90% da população pela primeira vez na história

 


O Brasil alcançou, em 2025, um marco histórico na inclusão digital. Pela primeira vez, mais de 90% da população com 10 anos ou mais utilizou a internet. O dado, divulgado nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirma o avanço da conectividade no país e evidencia que milhões de brasileiros estão incorporando as tecnologias digitais ao dia a dia para estudar, trabalhar, empreender e acessar serviços públicos.

Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, os números refletem os investimentos realizados pelo Governo do Brasil tanto na expansão da infraestrutura quanto em iniciativas que promovem a inclusão digital da população.

“Chegar a mais de 90% da população conectada é um resultado histórico para o Brasil. Esse avanço demonstra que estamos ampliando o acesso às oportunidades que a internet proporciona, mas também investindo para que as pessoas possam utilizar a tecnologia de forma cada vez mais qualificada. Inclusão digital significa inclusão social, geração de oportunidades e mais cidadania para os brasileiros”, afirma o ministro.

A expansão ocorre por meio de políticas públicas coordenadas pelo Ministério das Comunicações, em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), utilizando recursos do Novo PAC. Além disso, mecanismos como o leilão reverso tem sido usado para acelerar a chegada da infraestrutura em áreas de baixa atratividade comercial.

Além de facilitar o acesso a serviços públicos digitais, a chegada do 4G permite que produtores rurais utilizem tecnologias para aumentar a produtividade, estudantes tenham acesso ao ensino remoto, profissionais da saúde realizem atendimentos por telemedicina e empreendedores ampliem seus negócios por meio do comércio eletrônico.

 

PF prende secretária sancionada por elo com PCC; empresário está foragido

 


A Polícia Federal prendeu a secretária Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, sancionada pelos Estados Unidos por suposta ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital), em operação na manhã desta sexta-feira (4).

Além dela, o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, que também foi sancionado pelo Departamento de Tesouro dos EUA e é alvo da Operação Exchange, está foragido.

Mais de 50 agentes cumprem 11 mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal em São Paulo, em endereços localizados nas cidades de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. Até o momento, sete pessoas foram presas.

A Justiça também determinou o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até o montante total de R$ 10,4 bilhões. Os alvos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

CNN

Flávio Bolsonaro sugere aos EUA trocar tarifa de 25% por sanções individuais e cita Lei Magnitsky

 


O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sugeriu ao governo dos Estados Unidos a aplicação da Lei Magnitsky contra pessoas “identificáveis”, em vez da imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

A proposta foi feita em uma carta enviada ao escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos. No documento, o senador também pede que qualquer medida tarifária contra o Brasil seja adiada até as eleições, para evitar impactos políticos internos.

Flávio afirma que a Lei Magnitsky seria um “instrumento calibrado” para atingir alvos específicos. Ele cita declarações atribuídas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis medidas relacionadas ao Brasil em 2025, incluindo críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e alegações de restrições à liberdade de expressão.

Na carta, o senador argumenta que tarifas de 25% sobre importações brasileiras não atingiriam os responsáveis pelos problemas apontados, mas sim setores da economia e consumidores.

Segundo ele, esse tipo de medida afetaria exportadores brasileiros, importadores norte-americanos e a população dos dois países. Para Flávio, a opção por tarifas em vez de sanções individuais acabaria “recompensando o autor da conduta que se pretende punir”.

 

Geral Filha de Neto Araújo diz que cantor teve infarto fulminante: “a gente encontrou ele sem vida”

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