quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Operação prende 14 investigados por roubos de veículos e extorsões na Grande Natal

 


A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, na manhã desta quarta-feira (5), a Operação “157 – Fase 2”, no âmbito da Operação REDECARGA, coordenada nacionalmente pela Coordenação-Geral de Combate ao Crime Organizado (CGCCO), da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (DIOPI), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Durante a ação, foram cumpridos 15 mandados judiciais, sendo 14 mandados de prisão e um mandado de busca e apreensão, expedidos pela Justiça com base em investigações conduzidas pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte. As investigações, desenvolvidas ao longo deste ano, identificaram a atuação de diferentes associações criminosas responsáveis pela prática de roubos majorados, extorsões qualificadas e furtos qualificados na capital potiguar. Os investigados têm idades entre 20 e 36 anos.

Entre os crimes apurados, destaca-se um caso em que a vítima permaneceu sob o poder dos investigados por mais de duas horas, sendo coagida, mediante grave ameaça, a realizar transferências bancárias para contas indicadas pelo grupo criminoso. Os mandados foram cumpridos no bairro Golandim, em São Gonçalo do Amarante, nos bairros Felipe Camarão e Bom Pastor, na Zona Oeste de Natal, além do município de Ceará-Mirim, na Grande Natal.

Após os procedimentos de polícia judiciária, os presos foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça.

A Operação “157 – Fase 2” integra a Operação REDECARGA, iniciativa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública que reúne forças de segurança de todo o país no enfrentamento ao crime organizado, reforçando o compromisso da Polícia Civil do Rio Grande do Norte com a repressão qualificada às organizações criminosas e a proteção da sociedade.

 

Enquanto Lula lida com escândalos no entorno, PL escolhe vice símbolo do combate à corrupção

 


A confirmação de Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) expõe um contraste direto entre as duas principais candidaturas à Presidência da República em 2026. Enquanto o governo Lula (PT) enfrenta o desgaste de suspeitas de corrupção que atingem seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, o PL trouxe para dentro da própria chapa presidencial o nome que mais simboliza a investigação sobre o desvio de recursos de aposentados no INSS.

Gaspar foi relator da CPMI do INSS, comissão que apurou o megaesquema de fraudes em benefícios previdenciários e recomendou o indiciamento de 216 pessoas, entre elas o próprio Lulinha. Ex-promotor de Justiça e ex-secretário de segurança pública em Alagoas, ele construiu, ao longo dos últimos meses, a imagem de principal voz de cobrança contra o esquema, chegando a pedir a prisão preventiva do filho do presidente e classificar a relação de Lulinha com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, como algo que "extrapola qualquer parâmetro republicano".

A escolha não é apenas simbólica. Ao anunciar o nome, Flávio deixou claro que pretende transformar o escândalo do INSS em eixo central da campanha contra Lula. "A corrupção, o desvio e roubo do INSS entraram no gabinete do Lula. O seu Marcola está sendo acusado de receber dinheiro que veio do desvio. Talvez a coisa mais hedionda que aconteceu no nosso país nas últimas décadas", declarou o senador, em referência a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência, que teria recebido repasse de origem suspeita.

O contraste fica ainda mais evidente quando se olha para o outro lado do tabuleiro. Enquanto o PL apresenta um vice identificado com a fiscalização de recursos públicos, a base de Lula lida simultaneamente com três inquéritos no STF contra Lulinha, buscas e apreensões contra Jaques Wagner por suspeita de favorecimento ao Banco Master, e a saída de nomes de confiança do Palácio do Planalto, como o próprio Marcola, em meio às investigações.

A escolha de Gaspar também tem efeito eleitoral calculado: busca reforçar a presença do PL no Nordeste, região em que Flávio está em desvantagem diante de Lula, e reforça o discurso de segurança pública e combate à criminalidade que o senador vem priorizando. Ainda que o nome tenha frustrado parte da cúpula do partido, que preferia uma candidata mulher para ampliar o apelo eleitoral entre o público feminino, a decisão consolida uma narrativa de campanha: colocar no centro do debate presidencial o contraste entre quem investigou o escândalo do INSS e quem, segundo a oposição, foi beneficiado por ele.

 

 

Quem é Alfredo Gaspar, anunciado como vice de Flávio Bolsonaro

 


O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) foi anunciado, nesta quarta-feira (5), como vice na chapa com Flávio Bolsonaro (PL), que disputa a Presidência da República nestas eleições. A notícia é da CNN Brasil. 

O anúncio foi feito por Flávio, durante coletiva na sede do PL em Brasília. O filho do ex-presidente estava ao lado de Tereza Cristina (PP-MS), Bia Kicis (PL-DF), Daniella Marques (Republicanos) e o coordenador de campanha, Rogério Marinho (PL-RN) — todos também cotados para assumir o cargo de vice na chapa.

Segundo Valdemar Costa Neto, presidente do PL, Alfredo foi escolhido por Flávio e Rogério Marinho "há seis meses".

"Não sei como não vazou, eu falava: 'Flávio, pelo menos fala para o Alfredo', não tem vice melhor para nós do que Alfredo Gaspar", disse Valdemar.

Após ser anunciado, Alfredo discursou e afrmou ser "soldado" de Flávio", estar de "cabeça erguida" e que irá marchar para "transformar o Brasil em lugar justo e descente".

Quem é Alfredo Gaspar

Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, 55 anos, nasceu em Maceió (AL) e é advogado de formação, com pós-graduação em Direito Público. Ele assumiu seu primeiro mandato como deputado federal pelo União Brasil em 2023, representando Alagoas.

Na Câmara, Gaspar tem atuação em diversas frentes. Já integrou as comissões de Constituição e Justiça e de Cidadania, Relações Exteriores e Defesa Nacional e Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, além de ter participado de colegiados especiais sobre Direito Digital e Inteligência Artificial.

O deputado também coordenou a comissão externa que acompanha o colapso do solo em bairros de Maceió. Ele já foi vice-líder do União Brasil e de blocos parlamentares de centro. Também participou de CPIs, como a das Pirâmides Financeiras e a do MST Movimento dos Trabalhadores Sem Terra).

Antes da vida parlamentar, Gaspar construiu carreira no sistema de Justiça e segurança. Foi promotor de Justiça do Ministério Público de Alagoas por mais de 20 anos, ocupando os cargos de presidente do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas e de procurador-geral de Justiça do estado.

Gaspar chegou a chefiar a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas em dois períodos (2015-2016 e 2021-2022), presidiu o Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas, ligado ao Conselho Nacional de Procuradores-Gerais, além de ter participado de conselhos de segurança e direitos humanos em Alagoas.

CPMI do INSS

Recentemente, Gaspar foi relator da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), instalada para apurar desvios bilionários em aposentadorias e pensões.

A definição ocorreu após a eleição do senador Carlos Viana (Podemos-MG) para a presidência da comissão, em movimento que derrotou as indicações feitas pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A escolha de Gaspar para a relatoria contrariou o acordo que previa a indicação do deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), aliado de Motta. O deputado faz parte da oposição ao Palácio do Planalto e tem proximidade com o bolsonarismo.

 

 


RN registra 22 mil atendimentos por acidentes de trânsito nos últimos 15 meses, gerando gasto de R$ 6,3 milhões no SUS, diz relatório do LAIS/UFRN

 


Mais de 22 mil atendimentos por acidentes de trânsito foram registrados pelo SUS no Rio Grande do Norte em 15 meses, gerando um custo superior a R$ 6,3 milhões aos cofres públicos. Os dados constam em relatório do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da UFRN (LAIS/UFRN).

Em Natal, foram registradas 5.488 ocorrências, embora apenas 4.744 vítimas sejam moradoras da capital, indicando o deslocamento diário de pessoas da Região Metropolitana.

Perfil das vítimas

A média foi de 51,2 vítimas por dia. Os casos mais graves ultrapassaram R$ 10,5 mil por atendimento. Do total de pacientes, 30,6% precisaram de internação e 3,75% (843 pessoas) foram encaminhados para unidades de terapia intensiva (UTI).

Os homens representam 71% das vítimas atendidas. Metade dos pacientes tem entre 20 e 39 anos, e 64,09% eram condutores de motocicleta. O estudo também aponta que 34% das vítimas chegaram aos hospitais sem utilizar equipamentos de proteção.

Mais da metade dos motociclistas acidentados estava sem capacete

Segundo o relatório, 34,02% das vítimas chegaram aos hospitais sem equipamentos de proteção. Entre os motociclistas, mais da metade dos acidentados estava sem capacete.

Fins de semana e idosos

Os sábados e domingos concentram cerca de 35% dos acidentes, com maior volume aos domingos.

O levantamento também chama atenção para os pedestres com mais de 70 anos, que apresentam taxas de internação, necessidade de UTI e letalidade cinco vezes maiores que as dos motociclistas.

Impacto no SUS

O estudo aponta que motociclistas homens de 20 a 39 anos são as principais vítimas. O Hospital Walfredo Gurgel, em Natal, concentrou 56% dos atendimentos, enquanto o Hospital Tarcísio Maia, em Mossoró, respondeu por mais de 33%.

Para os pesquisadores do LAIS/UFRN, os acidentes de trânsito se consolidaram como um dos principais desafios da saúde pública potiguar, tanto pela pressão sobre os hospitais quanto pelo elevado custo para o sistema público de saúde.

 

PESQUISA QUAEST: Flávio cresce na direita não bolsonarista, enquanto tarifaço desgasta Lula

 


A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (5) mostra uma recuperação do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) em parte do eleitorado, após a queda registrada entre maio e julho.

Entre os eleitores que se identificam como direita não bolsonarista, Flávio passou de 74% para 81% das intenções de voto em um eventual segundo turno, um avanço de 7 pontos percentuais em relação ao levantamento de 15 de julho.

Tarifaço desgasta Lula

Segundo a Quaest, o novo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impactou a avaliação da resposta do governo brasileiro.

Em maio, 39% consideravam positiva a reação do governo Lula. Em agosto, o índice ficou em 38%. Já a avaliação negativa subiu de 36% para 43%, fazendo o saldo passar de +3 para -5.

Discurso da soberania perde força

Lula também perdeu espaço no tema da soberania nacional. Em julho, 51% dos entrevistados afirmavam que o petista defendia melhor os interesses do Brasil. Agora, esse percentual caiu para 46%.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, subiu de 34% para 38% nesse quesito.

Programas do governo perdem impacto

A pesquisa também aponta perda de força dos programas federais que beneficiavam a imagem do governo.

A avaliação de que o Desenrola é uma boa iniciativa caiu de 55%, em julho, para 47% em agosto.

Entre os participantes da nova edição do programa, 30% disseram em junho que a renda havia aumentado significativamente após aderirem ao Desenrola. O índice subiu para 35% em julho, mas recuou para 26% em agosto.

Lula ainda mantém liderança, mas vantagem diminui

Apesar da recuperação do adversário, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na frente.

No primeiro turno, Lula aparece com 39%, contra 30% de Flávio. Os demais candidatos somam 13%. A vantagem do petista caiu de 12 para 9 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior.

Em um eventual segundo turno, Lula tem 44%, contra 39% de Flávio. A diferença passou de 8 para 5 pontos percentuais. As oscilações ocorreram dentro da margem de erro.

Metodologia

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores, presencialmente, entre 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-06591/2026.

Com informações de UOL

 

Após EUA revogarem visto de embaixadora brasileira em Washington, Lula chama atitude de ‘irresponsável’

 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou como “atitude irresponsável” a decisão dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.

“Ele [Donald Trump] tirou o visto da nossa embaixadora. Eu achei uma atitude irresponsável, impensada para os dois países, que têm uma relação diplomática há 200 anos”, afirmou Lula em entrevista ao canal Meteoro Brasil, no YouTube.

O episódio amplia a tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos. Segundo o governo americano, a medida é uma resposta ao fato de o Brasil ainda não ter autorizado o novo embaixador indicado por Washington, Daniel Perez, além da negativa de vistos a dois integrantes do governo Trump.

O presidente ainda disse que entregou ao governo americano um pedido para reverter a proibição de entrada de 11 autoridades brasileiras nos EUA e anunciou que não receberá embaixadores americanos no Palácio do Planalto até as eleições. “Agora, eu falei pro Mauro que não vou receber embaixador nenhum no Brasil até as eleições.”

 

PT acende alerta após ex-sócio de Vorcaro decidir falar e mudar defesa

 


A decisão do empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e dono do Banco Pleno, de fazer mudanças na sua equipe de defesa e sinalizar possível nova postura nas investigações sobre o caso Master acendeu alerta entre integrantes do PT.

O Metrópoles mostrou, na coluna de Manoela Alcântara, que Lima decidiu falar mais e, agora, está com dois advogados no seu quadro de defesa. A mudança ocorre após meses de silêncio sobre as investigações iniciadas no fim de 2025, que apuram supostos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

A movimentação chamou a atenção de assessores e parlamentares do PT na noite da última terça-feira (4/8). Augusto, como a coluna já mostrou, mantém relação próxima, especialmente, com integrantes do PT da Bahia, seu estado.

A Polícia Federal já apontou, por exemplo, que ele tem ao menos 74 ligações com o senador Jaques Wagner (PT-BA).

Na noite desta terça-feira, os advogados Ticiano Figueiredo, Pedro Ivo Velloso e outros integrantes do escritório que atuavam na defesa de Augusto Lima renunciaram ao caso.

O empresário, no entanto, manteve em sua equipe de defesa os advogados Sebastián Mello e Eduardo Toledo.

Em nota, Augusto Lima afirmou que a troca de advogados não representa qualquer mudança na estratégia de defesa.

“Augusto Lima informa que a destituição do escritório Figueiredo e Velloso não muda em absolutamente nada a estratégia. A defesa constituída repudia de forma veemente qualquer ilação acerca de eventual delação e segue confiante de que a inocência de Augusto Lima ficará provada no curso da investigação”, diz a nota assinada pelos advogados Eduardo Toledo e Sebastián Mello.

Metrópoles

 

TANGARÁ: Com frota própria de ônibus, por que a Prefeitura já gastou mais de R$ 1 milhão em locação de veículos de transporte escolar somente em 2026?

 

Uma análise de apenas um empenho no valor de R$ 183 mil revelou a ponta de um iceberg de gastos que já soma mais de R$ 1,2 milhão pagos à mesma empresa de locação — tudo bancado com o dinheiro dos impostos do contribuinte.

 TANGARÁ/RN — O transporte de estudantes da zona rural para a sede do município é um direito garantido por lei e crucial para evitar a evasão escolar. No entanto, a forma como os recursos públicos vêm sendo aplicados pela Prefeitura de Tangará acendeu um sinal de alerta sobre a gestão do dinheiro do contribuinte.

 Ao analisar o Empenho Nº 2026NE401007, emitido pela Secretaria Municipal de Educação em abril deste ano, a reportagem identificou a reserva de R$ 183.602,15 para pagar à empresa Ohana Empreendimentos e Serviços LTDA. O serviço contratado? Locação de 12 ônibus, 3 micro-ônibus e 4 vans — com motorista e combustível — para rodar por quilômetro pago. Avaliou o Blog Tangaraense.

 O valor de um único empenho chama a atenção por si só. Contudo, ao aprofundar a busca no Portal da Transparência, a dimensão do gasto se revela muito maior.

 Mais de R$ 1 Milhão Retirados dos Cofres Públicos em 2026

 O que parecia um contrato isolado desvelou uma soma milionária acumulada em um curto período. Somente entre janeiro e agosto de 2026, a Prefeitura de Tangará contabilizou 11 empenhos em favor da mesma empresa, perfazendo um total astronômico de R$ 1.220.540,89 empenhados — dos quais R$ 1.027.904,09 já foram efetivamente pagos.

 Os recursos saem da Fonte 15001001, destinada ao desenvolvimento do ensino público. Trata-se, em suma, de dinheiro vindo diretamente do bolso de cada cidadão e comerciante de Tangará que paga seus impostos em dia.

 A Pergunta que Não Quer Calar: E a Frota Própria?

 O ponto central e mais estarrecedor dessa conta milionária é a contradição com a realidade patrimonial do município. As prefeituras do interior do Rio Grande do Norte frequentemente recebem reforços e doações de ônibus escolares zero-quilômetro provenientes de programas federais, como o Caminho da Escola (FNDE/MEC), além de convênios estaduais (PETERN).

 Diante dessa infraestrutura que pertence ou deveria pertencer ao patrimônio público:

 Por que a gestão municipal opta por terceirizar montantes tão elevados em locação particular?

 Qual é o estado atual dos ônibus da frota própria do município? Estão encostados, sem manutenção ou sendo subutilizados?

 Por que a contratação da empresa foi feita via "Adesão Pregão" (a famosa "carona" em licitação alheia), em vez de se priorizar uma licitação própria com maior rigor de custos?

 A Exigência de Veículos Antigos

 Outro detalhe intrigante presente no documento analisa o padrão da frota locada: o edital exige veículos com ano de fabricação a partir de 2008 — ou seja, ônibus e vans que podem ter até 18 anos de uso.

 Ao mesmo tempo em que se paga R$ 7,45 por quilômetro rodado nos ônibus e R$ 7,40 nos micro-ônibus, os estudantes podem estar sendo transportados em veículos defasados, enquanto cifras milionárias saem do cofre do município para a iniciativa privada.

 Fiscalização É Necessária

 A análise de apenas um empenho foi o suficiente para abrir uma brecha sobre como os recursos da educação estão sendo geridos em Tangará. Cabe agora aos órgãos de fiscalização — como a Câmara Municipal de Vereadores e o Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) — cobrarem respostas objetivas da prefeitura:

 Onde estão rodando os ônibus próprios do município?

 Qual é a justificativa técnica que comprova a necessidade de gastar mais de R$ 1 milhão em locação privada em poucos meses?

 O espaço deste blog permanece aberto para que a Secretaria Municipal de Educação e a Prefeitura de Tangará prestem os devidos esclarecimentos à população.

 

 


Anunciado vice de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar pediu o indiciamento de Lulinha na CPMI do INSS

 


O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado nesta quarta-feira (5) como vice do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi relator da CPMI do INSS.

Deputado em seu primeiro mandato e ex-promotor de Justiça, Alfredo Gaspar se destacou na investigação escândalo do roubo contra aposentados e pensionistas durante o governo Lula (PT).

Ele pediu o indiciamento de mais de 200 pessoas, inclusive de Fábio Luis, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula. O parecer, no entanto, foi rejeitado porque o governo tinha maioria na CPMI.

Campanha de Lula enfrenta escalada de crise entre Polícia Federal, STF e cúpula do PT; leia bastidor

 


A descoberta de que Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu pagamento da empresária Roberta Luchsinger serviu para escancarar os atritos que têm marcado as relações entre a Polícia Federal, o Supremo Tribunal Federal (STF) e a cúpula do PT.

Não é de hoje que o ministro do STF André Mendonça reclama do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. A portas fechadas, Mendonça chegou a dizer que a cúpula da PF estava segurando investigações contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente e amigo de Roberta, por causa das eleições. Além disso, avisou que, se todas as apurações não fossem enviadas a seu gabinete – sem passar pelo crivo de outros departamentos –, o diretor-geral da PF responderia a processo por obstrução de Justiça.

Andrei reagiu e acionou a Advocacia-Geral da União (AGU). Mas Jorge Messias, chefe da AGU, não vai comprar briga com Mendonça e tenta promover o armistício. Detalhe: Messias é grato a Mendonça, que apoiou o nome do amigo, evangélico como ele, para ocupar uma vaga no STF. A indicação, no entanto, foi barrada pelo plenário do Senado.

O imbróglio, porém, não para aí. Nos bastidores, uma ala do PT ataca Andrei, sob o argumento de que ele não tem pulso para conter os “setores bolsonaristas” da Polícia Federal. Na outra ponta, ministros avaliam que Marcola – como é conhecido o ex-chefe de gabinete – pode ter de deixar a coordenação da campanha de Lula para evitar que as investigações sejam mais uma ponta de lança contra ele.

O receio da equipe é que o carimbo da corrupção paire mais uma vez sobre o QG petista, aumentando a rejeição ao presidente, hoje em 46%, de acordo com a última pesquisa Datafolha.

Braço direito de Lula, e até pouco tempo responsável por marcar suas audiências no Palácio do Planalto, Marcola disse, em nota, ter feito um empréstimo com Roberta Luchsinger, quitado com uma transferência bancária de R$ 249 mil.

O problema é que, de uma forma ou de outra, todas as diligências têm como alvo Lulinha, filho mais velho do presidente, e suas articulações para mostrar influência no governo federal. Roberta, por sua vez, é apontada nos inquéritos como lobista.

Conversas da empresária obtidas pela PF revelaram que ela planejava “abrir portas” do governo para os negócios de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS.

Marcola tem a confiança de Lula, mas enfrenta “fogo amigo” de uma ala do governo, principalmente na Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom).

Casado com a jornalista Nicole Briones, que administra os perfis de Lula nas redes sociais, Marcola é amigo do fotógrafo Ricardo Stuckert, o Stuquinha. Apelidado de “ministro do audiovisual”, Stuquinha também saiu do governo para cuidar da imagem de Lula na campanha.

Mas o tempo fechou no Planalto quando, dias antes de deixar o cargo, Marcola teve uma discussão acalorada com o publicitário Sidônio Palmeira, ministro da Comunicação Social.

Tanto o ex-chefe de gabinete como Stuquinha e Nicole sempre acharam que Sidônio vende uma imagem “adocicada” de Lula, recorrendo a “gatinhos” e “capivaras”, por exemplo, para explicar programas federais. Marcola observou até mesmo que uma campanha que tem o senador Flávio Bolsonaro (PL) como principal oponente de Lula precisava ser mais agressiva.

O presidente já havia feito essa queixa para o próprio Sidônio e, mais uma vez, concordou com o diagnóstico. Não foi à toa que, na convenção do PT, realizada no domingo, 2, Lula disse que não vai ser mais “Lulinha paz e amor”. Até agora, porém, ninguém sabe qual será, na prática, o figurino do “Lulinha porreta” que ele pretende vestir.

Estadão

 

 

Homem é preso suspeito de estuprar enteada de 4 anos no interior do RN

 


Um homem de 31 anos foi preso em flagrante na tarde desta terça-feira (4), suspeito de estuprar a própria enteada, de 4 anos, no município de Luís Gomes, no Alto Oeste do Rio Grande do Norte.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve início após a mãe da criança procurar a delegacia para denunciar o caso. Segundo o relato, a menina contou que o padrasto teria tocado em suas partes íntimas.

Após receber a denúncia, a Polícia Civil acionou o Conselho Tutelar e iniciou diligências para localizar o suspeito. O homem foi encontrado e conduzido à delegacia, onde foi autuado em flagrante.

A vítima foi submetida a exames realizados pela Polícia Científica, que, segundo a corporação, constataram elementos compatíveis com a prática do crime.

Após os procedimentos legais, o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

A Polícia Civil reforça que denúncias de violência contra crianças e adolescentes podem ser feitas de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.

Operação prende 14 investigados por roubos de veículos e extorsões na Grande Natal

  A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, na manhã desta quarta-feira (5), a Operação “157 – Fase 2”, no âmbito da Operação REDECA...