As eleições deste domingo (4) impuseram derrotas a
alguns dos principais nomes da política. Renan Calheiros (MDB), Ciro Nogueira
(PP) e Gleisi Hoffmann (PT) estão entre as lideranças que não conquistaram as
vagas que disputavam no Senado.
A notícia é da CNN Brasil. Os resultados atingiram
diferentes campos políticos e expuseram os limites da influência nacional nas
disputas estaduais. Ao mesmo tempo, fortaleceram o PL (Partido Liberal), que
conquistou 19 das 54 cadeiras em disputa na Casa Alta, mais do que qualquer
outra legenda.
Uma das derrotas mais simbólicas ocorreu em Alagoas.
Após quatro mandatos consecutivos, Renan Calheiros não conseguiu se reeleger e
deixará o Senado em 2027, encerrando uma sequência de 32 anos na Casa. As vagas
ficaram com Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB).
A família Calheiros sofreu uma segunda derrota com
Renan Filho (MDB), que perdeu a disputa pelo governo para JHC (PSDB).
No Piauí, Ciro Nogueira (PP) também não conseguiu
renovar o mandato. Citado no caso Master, presidente nacional do Progressistas
e um dos principais nomes do centrão, o ex-ministro da Casa Civil de Jair
Bolsonaro (PL) foi superado por Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD).
Em Santa Catarina, Esperidião Amin (PP) ficou fora
do Senado apesar de uma das trajetórias mais longevas da política estadual.
Duas vezes governador e duas vezes prefeito de Florianópolis, ele também foi
deputado federal e disputou a Presidência da República em 1994.
As vagas foram conquistadas por Carol de Toni e
Carlos Bolsonaro, ambos do PL (Partido Liberal). O resultado marcou uma mudança
na correlação de forças dentro da própria direita, com a derrota de uma
liderança conservadora tradicional diante de duas candidaturas ligadas ao
bolsonarismo.
Entre os principais nomes do PT (Partido dos
Trabalhadores), Gleisi Hoffmann não conseguiu retornar ao Senado pelo Paraná. A
petista ficou em quarto lugar na disputa vencida por Filipe Barros (PL) e
Deltan Dallagnol (Novo).
Primeira mulher eleita senadora pelo estado, em
2010, Gleisi presidiu nacionalmente o partido, comandou a Casa Civil de Dilma
Rousseff (PT) e foi ministra das Relações Institucionais no terceiro governo
Lula.
A perda de espaço do campo governista também
alcançou Randolfe Rodrigues (PT), líder do governo no Congresso. Senador pelo
Amapá desde 2011, ele não conquistou um terceiro mandato. As cadeiras ficaram
com Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD).
O Amapá foi ainda palco de um revés para o
presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). Seu aliado Clécio Luís
(União Brasil) perdeu a reeleição ao governo para Dr. Furlan (PSD), apesar de
contar com uma ampla aliança, que reunia do PT à federação União Brasil-PP.
Na Paraíba, o presidente da Câmara, Hugo Motta
(Republicanos), viu o pai, Nabor Wanderley (Republicanos), perder a disputa
pelo Senado. João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB) conquistaram as
duas vagas.
Embora não envolvam os cargos que Motta e Alcolumbre
ocupam, as derrotas frustraram projetos políticos dos dois em suas bases
estaduais. Assim como nos casos dos caciques que ficaram fora do Senado, a
influência acumulada em Brasília não foi suficiente para garantir a vitória nas
urnas.












