O STF confirmou uma decisão do Tribunal de Justiça
do RN (TJRN) que impede a realização de manifestações dentro do supermercado
Nordestão, em Natal, envolvendo o Movimento de Lutas nos Bairros, Vilas e
Favelas (MLB).
A decisão foi publicada nesta terça-feira (28) pelo
ministro Dias Toffoli e mantém condenação anterior que inclui ainda pagamento
de indenização por danos materiais.
O STF não aceitou o recurso apresentado pelo MLB,
por não se enquadrar no Tema 855 da repercussão geral, que trata de aviso
prévio para reuniões. Para Toffoli, o caso envolve a realização de manifestação
dentro de um estabelecimento comercial privado.
De acordo com o acórdão do TJRN mantido pelo STF, a
entrada e permanência dos manifestantes no interior do supermercado teria
causado impacto direto na atividade econômica, com prejuízos ao funcionamento e
ao faturamento do estabelecimento.
A Justiça entendeu que, mesmo manifestações com
caráter social, não podem se sobrepor ao direito de propriedade quando há
prejuízo comprovado. A decisão cita dispositivos do Código Civil que tratam de
responsabilidade civil e reparação de danos.
Na decisão, o STF reforça que a discussão não se
refere ao direito de reunião de forma ampla, mas sim à legalidade de
manifestação dentro de espaço privado, o que altera o enquadramento jurídico do
caso.
Técnicos de enfermagem do Samu Metropolitano do RN
realizarão assembleia nesta quinta-feira (30), às 7h, em Natal, para discutir
mudanças na composição das equipes das ambulâncias e a possibilidade de
deflagração de uma greve por tempo indeterminado. A categoria afirma que a
alteração pode impactar o funcionamento do atendimento de urgência no estado.
A assembleia foi convocada pelo Sindsaúde/RN após
mudanças na organização das equipes do Samu, com a convocação de enfermeiros e
a retirada dos técnicos de enfermagem das ambulâncias.
Segundo o sindicato, os profissionais atuam há mais
de 20 anos no serviço e são considerados essenciais para a operação do
atendimento pré-hospitalar de urgência e emergência no RN.
Durante a reunião, os trabalhadores devem avaliar as
condições de trabalho e os impactos das alterações, além de deliberar sobre a
possibilidade de aprovação de um indicativo de greve por tempo indeterminado,
com previsão de início do movimento no dia 5 de maio.
De acordo com o Sindsaúde/RN, a entidade é contrária
à retirada dos técnicos do serviço e defende a permanência dos profissionais
nas equipes, com supervisão de enfermeiros, garantindo a continuidade do
atendimento e o cumprimento das normas que regem o funcionamento do Samu.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao
ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorização para que técnicos
especializados entrem em sua residência, em Brasília, para realizar um serviço
de manutenção. O pedido foi apresentado nesta terça-feira (28), segundo a defesa,
enquanto o ex-presidente cumpre prisão domiciliar por determinação judicial.
Segundo os advogados de Bolsonaro, a solicitação tem
caráter exclusivamente técnico e envolve a entrada de equipe especializada e
identificada para execução de manutenção preventiva em equipamentos instalados
na residência.
De acordo com a defesa, esse tipo de procedimento
ocorre de forma periódica e segue normas técnicas de segurança, exigindo
inspeções regulares para garantir o funcionamento adequado dos equipamentos.
Em documento encaminhado ao STF, os representantes
legais informam que a intervenção seria necessária para evitar desgaste e
possíveis falhas operacionais, citando a necessidade de atuação de
profissionais habilitados.
Até o momento, não há decisão do ministro Alexandre
de Moraes sobre o pedido. O caso segue sob análise do STF.
O Rio Grande do Norte tem se destacado no mapa da
inadimplência empresarial por um fator que vai além do número de empresas no
vermelho: o peso das dívidas. Em fevereiro de 2026, o Estado somou 90.093 CNPJs
inadimplentes e R$ 1,82 bilhão em débitos, liderando no Nordeste em indicadores
como dívida média por empresa (R$ 20,2 mil), número de pendências por CNPJ
(6,1) e ticket médio (R$ 3.337,11). Os dados são do Indicador de Inadimplência
das Empresas da datatech Serasa Experian.
O desempenho contrasta com estados como Bahia,
Pernambuco e Ceará, que concentram maior volume de empresas inadimplentes, mas
não atingem o mesmo nível de comprometimento financeiro por empresa. Para a
economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, esse tipo de cenário
exige uma leitura mais aprofundada. “Esse resultado mostra que a inadimplência
precisa ser analisada não apenas pelo volume de empresas, mas também pela
intensidade das dívidas. No caso do Rio Grande do Norte, os dados indicam uma inadimplência
concentrada em empresas com dívidas mais elevadas”, afirma.
Segundo ela, esse padrão é ainda mais sensível em
economias com forte presença de pequenos negócios. “Um ticket médio na casa de
alguns milhares de reais, multiplicado por várias dívidas por empresa,
representa uma pressão significativa sobre o caixa e torna o processo de
recuperação mais difícil”, explica.
O quadro estadual reflete uma tendência nacional de
aumento da pressão financeira. Em fevereiro, o Brasil registrou 8,8 milhões de
empresas inadimplentes, com 60,7 milhões de dívidas que somam R$ 204,6 bilhões,
segundo dados da Serasa Experian. Um ano antes, esse valor era de R$ 164,2
bilhões.
Camila Abdelmalack destaca que o avanço está
diretamente ligado às condições de crédito. “O aumento do volume das dívidas
das empresas reflete, principalmente, a combinação entre juros ainda elevados,
crédito mais seletivo e maior dificuldade de rolagem de passivos”, afirma.
Ela ressalta que, apesar da queda da taxa básica de
juros (Selic), o custo do crédito continua elevado. “Mesmo com o início do
ciclo de queda da Selic, o custo do crédito na ponta segue alto, porque depende
também da percepção de risco, dos juros futuros e das condições de funding das
instituições financeiras”, diz.
Na prática, isso reduz a capacidade das empresas de
reorganizar suas finanças. “Nesse ambiente, muitas empresas encontram mais
dificuldade para acessar novas linhas, renegociar dívidas antigas ou alongar
prazos, o que faz com que os passivos em atraso se acumulem.”
Além do crescimento no número de empresas
inadimplentes, os dados apontam um agravamento qualitativo do problema, com
dívidas mais concentradas e persistentes. Em média, cada empresa inadimplente
no país acumula cerca de sete pendências.
“Esse nível de inadimplência indica um ciclo mais
longo, em que a regularização financeira depende não só de pagamento pontual,
mas de uma reorganização mais ampla do passivo e do fluxo de caixa”, aponta
Camila Abdelmalack.
Pequenas empresas somam 95% das
inadimplentes
O setor de serviços concentra 55,4% das empresas
inadimplentes no Brasil, seguido por comércio (32,6%), indústria (8,1%) e setor
primário (0,9%). A predominância acompanha o peso do segmento na economia e
também sua forte presença entre micro e pequenas empresas, grupo que representa
95,2% dos CNPJs inadimplentes. Nesse contexto, a vulnerabilidade é maior. Com
menor acesso a crédito e maior dependência de capital de giro, esses negócios
são mais impactados por juros elevados e restrição financeira.
Apesar da leve oscilação recente, a inadimplência
segue próxima do maior patamar da série histórica. Para a economista, ainda não
há sinais claros de reversão no curto prazo. “Ainda é prematuro falar em um
novo ‘normal’, mas o que os dados mostram é que estamos em um ciclo mais
prolongado de crédito restritivo”, afirma.
Ela avalia que o cenário deve continuar pressionado.
“Não há sinais claros de reversão da inadimplência e ainda é cedo para afirmar
que o pior já passou. A tendência é de ajuste lento, condicionado à melhora
mais consistente das condições de crédito e do ambiente macroeconômico.”
Ne tem 1,17 milhão de empresas
inadimplentes
O Nordeste concentrou 1,17 milhão de empresas
inadimplentes em fevereiro de 2026, com 6,03 milhões de dívidas que somam R$
17,6 bilhões. A Bahia lidera em volume, com 324.175 CNPJs no vermelho, seguida
por Pernambuco (211.014) e Ceará (185.396). Esses três estados também
concentram os maiores valores absolutos da inadimplência, com R$ 4,23 bilhões,
R$ 3,19 bilhões e R$ 2,75 bilhões em dívidas, respectivamente.
O Rio Grande do Norte aparece fora do topo em
quantidade, com 90.093 empresas inadimplentes, mas se destaca pela intensidade
dos débitos. O estado lidera o Nordeste em dívida média por empresa (R$
20.215,73), número médio de dívidas por CNPJ (6,1) e ticket médio (R$
3.337,11). Em valores totais, soma R$ 1,82 bilhão em dívidas, superando estados
como Maranhão (R$ 1,75 bilhão) e Paraíba (R$ 1,52 bilhão), mesmo com menor
número de empresas inadimplentes.
A diferença entre os estados também aparece nos
indicadores médios. Enquanto o RN registra dívida média superior a R$ 20 mil
por empresa, Alagoas tem o menor valor da região, com R$ 10.995,59 — quase
metade. Pernambuco, por sua vez, se destaca com dívida média de R$ 15.154,48,
enquanto o Ceará registra R$ 14.852,95.
No cenário nacional, o Brasil alcançou 8,8 milhões
de empresas inadimplentes em fevereiro, com 60,7 milhões de dívidas que
totalizam R$ 204,6 bilhões. O Sudeste lidera com 4,89 milhões de CNPJs
inadimplentes, seguido pelo Sul (1,49 milhão) e Nordeste. Em um ano, o valor
total das dívidas cresceu de R$ 164,2 bilhões para R$ 204,6 bilhões, enquanto a
média por empresa chegou a R$ 23,2 mil e o ticket médio a R$ 3.370,5, patamar próximo
ao observado no Rio Grande do Norte.
Imagem impressionante enviada para o Blog. Uma ambulância, aparentemente da cidade de Itaú, pegou fogo em frente ao Hospital Regional de Pau dos Ferros.
O fogo rapidamente consumiu todo o veículo e os Bombeiro tiveram que ser acionados. Até o momento, não há informação de feridos.
Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros
A polêmica envolvendo o curso O Farol e a Forja,
idealizado por Juliano Cazarré, saiu das redes sociais e chegou à Assembleia
Legislativa do Rio (Alerj). O deputado bolsonarista Rodrigo Amorim (PL)
protocolou um Projeto de Lei para conceder a Medalha Tiradentes ao ator.
Em contrapartida, a Comissão de Constituição e
Justiça (CCJ) analisa nesta quarta-feira (29/4) uma proposta do mesmo
parlamentar que visa declarar o humorista Fábio Porchat como persona non grata
no Rio.
Ao justificar a homenagem, Amorim afirmou
à coluna Fábia
Oliveira, no Metrópoles, que, para além da carreira artística,
Cazarré “é reconhecido por se posicionar publicamente em defesa de valores
conservadores, manifestando opiniões alinhadas aos princípios de valorização da
família e da liberdade religiosa”.
O deputado, no entanto, critica declarações públicas
feitas por Porchat se referindo de forma “jocosa e desrespeitosa” ao
ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.
“O escárnio manifestado pelo referido humorista, em
tom de deboche, não apenas atinge a honra do ex-presidente e de seus
apoiadores, mas também despreza a liturgia do cargo e os valores democráticos que
sustentam a Nação”, argumentou.
Curso de masculinidade reacende debate
O caso ganhou força após Juliano Cazarré divulgar,
na última semana, conteúdos e iniciativas voltadas à masculinidade, com foco em
temas como liderança, espiritualidade e papéis sociais dos homens. A
repercussão aumentou após Fábio Porchat ironizar a proposta em um vídeo
publicado nas redes sociais.
Para Amorim, as críticas a Cazarré estariam
relacionadas ao seu posicionamento firme.
“A homenagem reconhece a relevância de personalidades
que, por meio de sua visibilidade pública, participam ativamente da construção
do debate de ideias no país, reforçando o pluralismo e a liberdade de expressão
como pilares fundamentais do Estado Democrático de Direito”, declarou o
deputado.
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Dois irmãos, de 21 e 23 anos, foram presos em
flagrante nesta terça-feira (28), durante uma operação da Polícia Civil do Rio
Grande do Norte no município de Pendências. Eles são suspeitos de ameaçar
moradores da cidade, realizar disparos de arma de fogo e atuar com tráfico de
drogas e homicídios na região.
Segundo as investigações, a ação policial começou
após denúncias apontarem que os suspeitos estariam intimidando a população
local para evitar que fossem denunciados às autoridades. Entre as ameaças,
havia relatos de disparos de arma de fogo para espalhar medo entre os
moradores.
Com o avanço das diligências, os policiais
identificaram o envolvimento da dupla com o tráfico de entorpecentes e com
crimes de homicídio no município. Diante das provas reunidas, a Justiça expediu
um mandado de busca e apreensão domiciliar.
Durante o cumprimento da ordem judicial, os agentes
apreenderam uma arma de fogo, que teria sido utilizada nas ameaças, além de uma
quantidade significativa de drogas, balança de precisão e dinheiro fracionado,
reforçando os indícios da prática criminosa.
Os dois irmãos foram autuados em flagrante pelos
crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma
de fogo. Após os procedimentos, eles foram encaminhados ao sistema prisional,
onde permanecerão à disposição da Justiça.
A Polícia Civil reforçou a importância da
participação da população por meio do Disque Denúncia 181, que garante
anonimato e segurança para o repasse de informações.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) fez um dos
discursos mais duros desta legislatura contra o ministro Gilmar Mendes, do
Supremo Tribunal Federal, durante sessão no Senado nesta segunda-feira (27). O
parlamentar enumerou o que classificou como desvios de conduta do magistrado e
cobrou a abertura de processo de impeachment.
Girão acusou Gilmar de conflito de interesses ao
citar o caso da CBF. Segundo o senador, o ministro concedeu liminar favorável
ao ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol sem se declarar
suspeito, apesar de ser fundador do Instituto Brasileiro de Ensino e
Desenvolvimento de Pesquisa (IDP) — instituição que, de acordo com o
parlamentar, mantinha um contrato de R$ 10 milhões com a própria CBF. O filho
de Gilmar é presidente do IDP.
"Claríssimo conflito de interesse",
definiu Girão, que revelou ter protocolado pedido de impeachment de Gilmar com
base nesse caso e também por suposta atividade político-partidária — o ministro
teria participado da inauguração de uma obra de um prefeito que é seu irmão.
O senador também criticou declarações recentes de
Gilmar Mendes à Rede Globo. Segundo Girão, o ministro fez "comparação
extremamente preconceituosa, com referência aos homossexuais, equiparando a
ladrões". O parlamentar ironizou a falta de reação de movimentos sociais:
"Tu viu um levante dos movimentos que se dizem feministas, de LGBT, de
tudo?".
Girão ainda mencionou o evento acadêmico promovido
pelo IDP de Gilmar em Lisboa, chamando-o de "Gilmapaluza" e sugerindo
que o encontro funciona como "antessala de lobby", frequentado por
pessoas com causas em tramitação no STF. O senador citou inclusive o
ex-presidente do Supremo, Luís Roberto Barroso, que teria criticado Gilmar
publicamente no passado, mas participou de evento ao lado dele em Portugal.
Gilmar Mendes é o segundo ministro do STF com mais
pedidos de impeachment na atual legislatura, atrás apenas de Alexandre de
Moraes. Ao todo, mais de 80 pedidos de afastamento de ministros da Corte foram
protocolados no Senado.
Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros
Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de
Brasília (BRB), confirmou nesta terça-feira (28) ao ministro André Mendonça,
relator do caso no STF, seu interesse em firmar uma colaboração premiada.
Preso há mais de 15 dias no Complexo Penitenciário
da Papuda, em Brasília, Costa é apontado como peça central no esquema que
envolveu a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB.
Costa era o homem que fazia a ponte entre o
banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, o mundo político de Brasília e o
sistema financeiro. Seu celular, já em posse da PF, contém mensagens que
revelam negociações sobre imóveis, cobranças sobre carteiras fraudulentas e
diálogos com figuras de poder. A delação, portanto, tem potencial para atingir
múltiplas esferas de autoridade.
A seguir, com base no que já foi apurado e publicado
pela imprensa, os principais alvos e temas que a delação pode alcançar.
1. Ministro Dias Toffoli (STF): O mais exposto
Toffoli é, disparado, a autoridade mais vulnerável
caso a delação avance. Múltiplas reportagens já documentam:
Pagamentos via resort Tayayá: A Folha de S.Paulo
revelou que Toffoli passou o Réveillon de 2026 no resort Tayayá, no Paraná,
enquanto era relator do caso Master. A PF identificou que o pagamento pela
venda desse mesmo resort à empresa Maridt S.A. (da qual Toffoli e sua família
são sócios) veio do Fundo Arleen, cujo único cotista era o Fundo Leal, que
tinha como cotista exclusivo Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro. Ambos
os fundos estavam na REAG, empresa liquidada pelo Banco Central.
Viagem de jatinho: A CNN Brasil revelou que Toffoli
viajou em jatinho particular pertencente a um advogado do Banco Master para
assistir à final da Libertadores de 2025, pouco antes de o caso cair em suas
mãos por sorteio no STF.
Acareação atípica: Como relator, Toffoli tomou a
medida incomum de convocar uma acareação entre Vorcaro, Costa e o diretor de
Fiscalização do Banco Central antes mesmo de depoimentos individuais — decisão
questionada por investigadores.
Tentativa de controle sobre a investigação: Segundo
O Globo e a CNN, Toffoli tentou determinar quais peritos da PF poderiam acessar
o caso e pediu a custódia de provas.
Mensagens no celular de Vorcaro: Relatório da PF
encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin, contém dados extraídos do
celular de Vorcaro com menções a supostos pagamentos direcionados a Toffoli, o
que levou o ministro a deixar a relatoria em fevereiro.
O que Costa pode revelar: detalhes sobre a estrutura
financeira usada para pagar Toffoli, se houve contrapartida judicial, quem
intermediou os repasses e se existiam outros benefícios não documentados.
2. Ex-governador Ibaneis Rocha (MDB-DF): O
autorizador político
O Globo publicou que Costa é "a chave para
entender o papel de Ibaneis" na tentativa de compra do Master pelo BRB. O
ex-governador do Distrito Federal é, no mínimo, apontado como quem autorizou a
operação de aquisição do Master pelo banco público que o DF controla.
Costa foi indicado por Ibaneis para a presidência do
BRB.
Até a troca de advogados, Costa era defendido por
Cléber Lopes, advogado próximo de Ibaneis — o que sugere uma tentativa inicial
de manter alinhamento com o ex-governador.
A PF investiga se políticos receberam vantagens
indevidas para viabilizar a operação BRB-Master.
O que Costa pode revelar: se Ibaneis tinha
conhecimento do esquema de propinas, se participou de reuniões sobre a
negociação, se recebeu benefícios financeiros e quais outros políticos do DF
estavam envolvidos.
3. Daniel Vorcaro e a rede de propinas: O núcleo
financeiro
Vorcaro, dono do Master, está preso e também negocia
sua própria delação na Superintendência da PF em Brasília. A relação entre as
duas delações — de Costa e de Vorcaro — é explosiva porque uma pode confirmar,
contradizer ou ampliar a outra.
A PF aponta que Costa combinou com Vorcaro o
recebimento de R$ 146,5 milhões em propina, repassados por meio de imóveis de
luxo, incluindo o imóvel conhecido como Casa Lafer.
Mensagens extraídas dos celulares de ambos mostram
negociações abertas sobre valores de imóveis, cobranças sobre carteiras de
crédito fraudulentas e estratégias para ocultar a origem do dinheiro.
O esquema envolve R$ 12,2 bilhões em carteiras de
crédito sem lastro vendidas pelo Master ao BRB, além de CDBs com rendimentos de
até 40% acima da taxa básica, usados para captar recursos no mercado.
O que Costa pode revelar: a mecânica completa das
fraudes, quem mais recebeu imóveis ou valores, quais empresas de fachada foram
usadas e como o dinheiro circulava.
4. Outros ministros do STF e o Procurador-Geral da
República
O relatório rejeitado da CPI do Crime Organizado no
Senado — apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) — propunha o
indiciamento de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes por suposto
envolvimento no caso Master, além do procurador-geral Paulo Gonet. Embora o
relatório tenha sido derrubado por 6 votos a 4, os indícios que o embasaram
permanecem.
Gilmar Mendes integra a Segunda Turma do STF que
julga o caso e votou pela manutenção da prisão de Costa — mas sua atuação é
observada com atenção, especialmente após os embates públicos com Zema e as
acusações de conflito de interesses envolvendo o IDP e a CBF.
A PGR, chefiada por Paulo Gonet, é quem deve receber
e analisar a delação de Costa. Há questionamentos sobre a isenção do órgão, já
que Gonet foi citado no relatório da CPI como passível de indiciamento.
O que Costa pode revelar: se houve interferência de
outros magistrados no andamento do caso, se existiam combinações entre
investigados e autoridades, e qual era o nível de proteção política ao esquema.
5. O sistema financeiro e o Banco Central
A Operação Compliance Zero também investiga a
atuação de agentes do sistema financeiro. O diretor de Fiscalização do BC,
Ailton de Aquino, foi convocado por Toffoli para prestar depoimento ao lado dos
investigados — uma medida que gerou estranheza, já que Aquino não é
investigado, mas sim representante da autoridade reguladora.
A investigação apura por que o BC demorou a intervir
no Master, apesar dos sinais de fraude nas carteiras de crédito.
O bloqueio de bens determinado pela Justiça já soma
até R$ 27,7 bilhões.
Até o momento, 13 pessoas foram presas e 96 mandados
de busca e apreensão foram cumpridos em seis estados.
O que Costa pode revelar: se houve conivência ou
omissão de agentes do BC, quais instituições financeiras tinham conhecimento
das fraudes e quem mais no mercado se beneficiou do esquema.
O cenário político da delação
A colaboração premiada de Costa acontece num momento
de alta tensão institucional. O Senado se prepara para a sabatina de Jorge
Messias ao STF, a oposição pressiona por impeachment de ministros da Corte e o
caso Master já é considerado o maior escândalo financeiro do Brasil desde o
Mensalão.
Se a delação for aceita pela PGR e homologada pelo
STF, o impacto pode ser comparável ao da Odebrecht na Lava Jato: um delator que
estava no centro de todas as negociações, com acesso privilegiado a políticos,
banqueiros e magistrados.
A pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta
terça-feira (28) revela um cenário preocupante para o presidente Lula (PT) na
corrida pela reeleição: o petista não consegue abrir vantagem sobre nenhum dos
principais adversários em simulações de segundo turno. Em três dos cinco
cenários testados, Lula aparece em empate técnico — e em um deles, está
numericamente atrás.
Flávio Bolsonaro: Lula atrás numericamente
Na simulação mais desfavorável ao presidente, o
senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera com 47,8% contra 47,5% de Lula — uma
diferença de 0,3 ponto percentual. Embora dentro da margem de erro de 1 ponto,
é o único cenário em que Lula aparece atrás de um adversário. Brancos, nulos e
indecisos somam 4,7%, o menor índice entre todas as simulações, indicando alta
polarização.
Jair Bolsonaro: empate mesmo com ex-presidente preso
e inelegível
Mesmo cumprindo prisão domiciliar e declarado
inelegível pela Justiça Eleitoral, o ex-presidente Jair Bolsonaro registra
46,8% contra 48% de Lula — diferença de apenas 1,2 ponto percentual, dentro da
margem de erro. O dado é expressivo: um candidato que não pode concorrer empata
tecnicamente com o presidente em exercício. Brancos, nulos e indecisos somam
5,2%.
Zema: empate técnico
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo)
também empata com Lula no segundo turno. O petista marca 47,4% contra 46,5% de
Zema — diferença de 0,9 ponto percentual, igualmente dentro da margem de erro.
Brancos, nulos e indecisos somam 6,1%.
Caiado e Renan Santos: os únicos cenários favoráveis
Lula só consegue vantagem fora da margem de erro em
dois cenários: contra Ronaldo Caiado (União Brasil), com 46,8% a 42,2%
(diferença de 4,6 pontos), e contra Renan Santos (Missão), com 47,1% a 29,5%
(diferença de 17,6 pontos) — este último com 23,5% de brancos, nulos e
indecisos, sinal de que o empresário ainda é pouco conhecido do eleitorado.
Sem Lula, Flávio vence Haddad e Alckmin
A pesquisa também testou cenários sem o petista. Se
o PT for representado pelo ex-ministro Fernando Haddad, Flávio Bolsonaro vence
por 48,1% a 44,3%. Contra o vice-presidente Geraldo Alckmin, o senador do PL
lidera por 47,8% a 41,1% — ambos os resultados fora da margem de erro.
Primeiro turno: Lula lidera, mas não consolida
maioria
No cenário principal de primeiro turno, Lula aparece
com 46,6%, seguido de Flávio Bolsonaro com 39,7%. Na sequência, Renan Santos
tem 5,3%, Caiado marca 3,3%, Zema registra 3,1% e Augusto Cury (Avante) aparece
com 1,1%. Em comparação com a pesquisa anterior, as oscilações ficaram dentro
da margem de erro.
No cenário ampliado, com todos os 13 pré-candidatos
citados na corrida, Lula recua para 44,2% e Flávio para 39,3%.
Metodologia
O levantamento foi realizado pelo instituto
AtlasIntel em parceria com a Bloomberg entre os dias 22 e 27 de abril de 2026,
com uma amostra de 5.008 eleitores de todo o Brasil, por meio de recrutamento
digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é de 1 ponto percentual para
mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no
Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07992/2026, custou R$ 75 mil e
foi financiada com recursos próprios do instituto.
Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros