A Polícia Federal aponta que o ex-presidente do
Instituto Nacional do Seguro Social, Alessandro Stefanutto, recebeu cerca de R$
4 milhões em um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões
entre 2023 e 2024.
Stefanutto foi demitido do cargo pelo presidente
Luiz Inácio Lula da Silva em 2025, após a primeira fase da investigação, e já
havia sido preso em etapa anterior da apuração.
A investigação faz parte da Operação Indébito, autorizada
pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e aponta ligação do
esquema com integrantes da alta cúpula do INSS. Segundo a decisão, valores
teriam sido repassados por contas ligadas à advogada Cecília Rodrigues Mota,
presa no Ceará.
O despacho também cita indícios de pagamentos
indiretos a pessoas próximas, incluindo despesas em nome de um assessor do
ex-dirigente. A operação é desdobramento da Operação Sem Desconto, que
investiga fraudes com filiações associativas feitas sem autorização de
aposentados.
Foram cumpridos mandados no Ceará e no Distrito
Federal, com prisões e buscas que incluem alvos como a deputada Maria Gorete
Pereira. Segundo a PF, o grupo teria movimentado centenas de milhões de reais e
atingido mais de 600 mil beneficiários.

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