sexta-feira, 25 de setembro de 2026

“Cem… e cem você guardando pra sua campanha”: O vídeo em que os sócios da Dismed planejam propina para eleição — e por que a PF liga a conversa à candidatura de Allyson ao governo

 


O Blog do Dina publica nesta sexta-feira (25) o segundo vídeo da escuta ambiental que a Polícia Federal instalou dentro da Dismed Distribuidora de Medicamentos, em Mossoró. São 3 minutos e 35 segundos gravados na manhã de 14 de maio de 2025, a partir das 9h09, na mesma sala dos vídeos anteriores. Desta vez a conversa é entre o sócio Oseas Monthalggan Fernandes Costa e José Moabe Zacarias Soares, que a PF trata como sócio de fato da empresa, e o assunto não é a compra de remédio. É o que fazer com a propina.

A frase central é de Moabe, simulando o que diria a “Marco”: “Eu tenho que dar aqui a você duzentos mil de propina hoje. Aí eu pago cem, você está entendo, e cem… você guardando pra sua campanha”. Oseas concorda: “É!”. Nos minutos anteriores, no primeiro dos dois arquivos que compõem o vídeo, era Oseas quem propunha o mesmo desenho: “vou até combinar com Marco dizendo assim: Marco, eu tenho que criar moral com o homem. Será que não é melhor essa propina você ir juntando… guarde, pra quando chegar a campanha… Você bota aí um ano e nós junta aqui quinhentos”.

MOABE: Mas… Ele vai cobrar o valor. Eu tenho que dar aqui a você duzentos mil de PROPINA hoje. Aí eu pago cem (R$ 100.000,00) você está entendo e cem… você guardando pra sua CAMPANHA.

OSEAS: É!

MOABE: Agora, aquele negócio, porque… Você chegando na campanha ou na campanha de ALLYSON, você chegou na campanha de ALLYSON independente de qualquer coisa, você vai dizer assim. ALLYSON… [trecho inaudível] …vai desconfiar de que ele está roubando…

OSEAS: Não, …a campanha dele não…

MOABE: Ele tem que se preocupar com a campanha dele (MARCO)

OSEAS: Pra dele, homi! …Um monte de estória. Agora, por exemplo… a gente chegar com moral com o HOMEM (?) pra GOVERNO.

MOABE: É!

A defesa de Allyson Bezerra sustenta, desde o dia da operação, que a investigação se apoia em conversas de outras pessoas. Foi a linha da nota dos advogados em 27 de janeiro, quando afirmaram que a busca tinha se baseado em diálogos envolvendo terceiros, e foi a linha da petição com que ele pediu ao Tribunal Regional Eleitoral, neste mês, a retirada de uma propaganda adversária: os elementos da investigação “decorreriam de diálogo entre terceiros” e “não haveria imputação formal” contra ele. Não há manifestação nova da defesa sobre este vídeo. E ele é, de fato, um diálogo entre terceiros: nenhum agente público aparece na sala nem fala na gravação. O que se ouve é o que dois empresários, ambos com passagem pela política, planejavam fazer com o dinheiro: Moabe foi vice-prefeito de Serra do Mel e candidato a prefeito em 2024; Oseas foi vereador em Upanema e também disputou a prefeitura da cidade em 2024.

Quem é “o homem”, quem é “Marco”

Vale a precisão, porque ela importa. Os nomes que aparecem no vídeo são os que Oseas e Moabe dizem. Quem os lê como pessoas reais é a Polícia Federal, no laudo que catalogou a escuta. Ali, “Marco” é “provavelmente o atual vice-prefeito da cidade de Mossoró/RN, Marcos Antônio Bezerra de Medeiros, futuro candidato a cargo eletivo e destinatário de valores (propina) a ser oferecida pelos representantes da Dismed”. E sobre “o homem”, a PF escreve: “entendemos aqui que a referência é feita ao atual prefeito de Mossoró/RN, Allyson Leandro Bezerra Silva”. Os verbos são da PF, “provavelmente” e “entendemos”, e este blog os mantém.

No segundo arquivo, o nome de Allyson deixa de ser interpretação e passa a ser dito. Moabe fala em “campanha de Allyson” duas vezes, e Oseas, em “dizer o seguinte a Allyson”. A PF resume assim: há “menção direta aos nomes do atual prefeito e vice de Mossoró/RN, respectivamente Allyson e Marcos, o primeiro como candidato ao governo do Estado”. Na peça em que pediu as medidas da operação, a Polícia Federal acrescentou um parágrafo de contexto: “no atual cenário político do município de Mossoró, Allyson Bezerra está sendo projetado como futuro candidato a governador do estado do Rio Grande do Norte”, e anexou uma pesquisa de intenção de voto. Hoje ele é o candidato.

Marcos Medeiros é hoje o prefeito de Mossoró. Assumiu em 27 de março, quando Allyson renunciou para disputar o governo. Na data da gravação, era vice-prefeito, e a PF registra que os diálogos “ocorreram já no ano de 2025, quando Marcos Antônio já havia assumido como vice-prefeito e não ocupava mais nenhuma função na Secretaria de Saúde”. O contato direto entre Oseas e Marcos, diz a PF, foi constatado em mensagens e ligações de WhatsApp reunidas numa informação policial.

O que o juiz escreveu sobre esta fala

Quando autorizou a operação, em 22 de janeiro, o desembargador do caso dedicou um trecho a este vídeo. Sobre a frase dos “cem e cem”, escreveu: “Essa fala não deixa muita margem a outras interpretações: os interlocutores discutem abertamente o pagamento de propina e sua destinação para campanha política”. Sobre o conjunto, registrou que os dois “discutem a estratégia de acumular valores de propina para financiamento de campanha futura, mencionando tanto Allysson Leandro Bezerra Silva quanto Marcos Antônio Bezerra de Medeiros neste contexto”, e que os envolvidos “estão cientes desta dinâmica sucessória e planejam suas ações considerando este cenário futuro”.

A decisão também diz o que o vídeo não prova sozinho. A contribuição de Allyson na estrutura descrita “seria, conforme os indícios até aqui coletados, a de garantir a continuidade dos contratos”, e a anuência dele “seria, em tese, essencial para a manutenção do sistema”. É a mesma cautela que a PF usa quando escreve “provavelmente” e “entendemos”. Ninguém foi denunciado até aqui. A investigação está em curso no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, e o que se publica é o diálogo que consta dos autos, com a transcrição que consta dos autos.

Os dois milhões no apartamento

O vídeo guarda uma segunda frase que a Polícia Federal usou para outro fim. No meio da conversa sobre a campanha, Moabe diz que guardou “quase dois contos” — dois milhões, na leitura da PF — num “apartamento de Aldo”: “Eu fiquei com o cu que não passava um cabelo”. A PF cita essa fala no bloco sobre lavagem de dinheiro, como indício de “armazenamento de dinheiro em espécie”, ao lado das fotos de dinheiro em gavetas na sala dos sócios. O “Aldo” da conversa é associado pela PF a Aldo Araújo, chefe do controle interno de Serra do Mel, município cuja prefeitura é investigada no mesmo caso, e que a peça da PF identifica como sogro de Moabe. Na transcrição, o nome vem seguido de um ponto de interrogação, marca da própria PF para o que ela não teve como confirmar. Este blog o mantém.

O que a máquina não ouviu

As legendas cravadas na imagem reproduzem a transcrição oficial da Polícia Federal, inclusive os “(?)” e os trechos marcados como inaudíveis. Não é legenda automática. O reconhecimento de voz por máquina, rodado antes pela reportagem, escrevia “campanha de alça” no lugar de “campanha de Allyson” e “aquele apartamento de alça que eu guardei lá no parque” no lugar dos dois milhões no apartamento de Aldo. O nome sumia.

O primeiro arquivo começa antes do diálogo: a PF registra a entrada de Moabe na sala por volta de 1min13s e o início da conversa em 1min54s. O vídeo publicado começa nove segundos antes disso, para que se veja de onde vem o corte, e segue sem interrupção até o fim do segundo arquivo, onde a transcrição oficial termina com “Pra campanha, eu vou dar…”.

Por que o vídeo sai agora

O conteúdo desta conversa é público desde 27 de janeiro, dia da operação, quando este blog publicou, em texto, que a decisão descrevia a acumulação de propina para financiar campanhas. O que não era público era a imagem. O primeiro vídeo da escuta saiu neste blog no sábado (19), com a frase sobre o prefeito ladrão. O da “matemática de Mossoró” circulou nesta quarta-feira (23), publicado pelo Diário do RN. Este é o terceiro a vir a público e o segundo deste blog. Restam 34 arquivos.

O espaço está aberto para manifestação.

Blog do Dina


Homem é preso suspeito de violência sexual contra cadela que morreu em Apodi

 


Um homem de 60 anos foi preso preventivamente nesta quinta-feira (24), em Apodi, na região Oeste do Rio Grande do Norte, suspeito de maus-tratos contra um animal com resultado morte. A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN).

O crime ocorreu na madrugada da última segunda-feira (21), no bairro Bacurau I. Segundo as investigações, uma cadela comunitária foi levada para um local isolado e sofreu violência sexual. O animal teve graves lesões internas e evisceração e morreu horas depois, após receber atendimento em uma clínica veterinária.

Após o registro da ocorrência, a Polícia Civil iniciou as investigações para identificar o responsável. Testemunhas foram ouvidas e imagens feitas por moradores, além de gravações de câmeras de segurança instaladas na região, foram analisadas.

A partir do material reunido durante as diligências, os investigadores identificaram o suspeito e reuniram elementos que fundamentaram o pedido de prisão preventiva.

D e acordo com a polícia, o homem foi levado para os procedimentos cabíveis e encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

A Polícia Civil informou que segue investigando crimes contra animais e destacou a importância das denúncias da população para auxiliar na apuração das ocorrências.

 


Incêndio atinge segundo andar de residência e mobiliza Bombeiros em São José de Mipibu

 


Um incêndio atingiu uma residência na tarde desta quinta-feira (24), em São José de Mipibu, na Grande Natal. O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) foi acionado para controlar as chamas.

Quando a equipe chegou ao imóvel, os bombeiros constataram que o fogo estava concentrado no segundo andar da residência e já havia atingido dois quartos.

As equipes montaram as linhas de combate e iniciaram o trabalho para conter e apagar as chamas. Após a extinção do incêndio, os bombeiros realizaram o rescaldo, procedimento utilizado para eliminar possíveis focos que poderiam provocar uma nova queima.

Defesa Civil avalia imóvel

Por causa dos danos provocados pelo incêndio e da possibilidade de comprometimento da estrutura da residência, a Defesa Civil de São José de Mipibu foi acionada para realizar uma avaliação técnica do imóvel.

Ao final da ocorrência, os bombeiros repassaram à responsável pela residência as orientações de segurança necessárias.

As causas do incêndio não foram informadas.

 

Flávio planeja “PEC da Transição” com corte de R$ 300 bilhões nos gastos

 


A equipe econômica de Flávio Bolsonaro (PL) planeja, em caso de vitória na eleição presidencial, apresentar uma espécie de “PEC da Transição” com corte de gastos da ordem de R$ 300 bilhões. A informação é da CNN Brasil.

O valor é tratado por interlocutores do candidato como um “número mágico” para estabilizar a dívida pública, atualmente na casa de 82% do PIB. A proposta seria defendida ainda em 2026, embora seus efeitos possam ser distribuídos ao longo do tempo.

Os gastos que seriam atingidos pelo ajuste são mantidos sob sigilo. As medidas foram divididas pela equipe entre leves, médias e duras, e a implementação dependeria das condições políticas após a eleição.

O plano é fazer as despesas crescerem menos que as receitas, sem criar um novo marco fiscal. A equipe pretende acabar com exceções ao atual arcabouço fiscal criadas durante o governo Lula e defende um ajuste imediato como forma de sinalizar compromisso com as contas públicas e contribuir para a redução dos juros.

Apesar do corte previsto, Flávio tem dito a interlocutores que os programas sociais precisam ser mantidos. Nessa área, o foco seria combater desperdícios e irregularidades, incluindo pagamentos a beneficiários que não cumprem os requisitos.

Outra medida prevista é a desvinculação de recursos da saúde e da educação, com o argumento de tornar a aplicação do dinheiro mais focada. A equipe cita como exemplo escolas que recebem mais de uma pintura por ano apenas para que o percentual mínimo constitucional seja cumprido.

A aprovação da PEC dependeria de negociação com o Congresso. Seria necessário um acordo com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, ambos apoiadores de Lula na eleição. A composição do Congresso após as urnas também será determinante para a viabilidade da proposta.

 

Lobista revela ter tratado de Master com Zanin

 


O lobista Chiquinho Feitosa, irmão da advogada Guiomar Feitosa (ex-mulher de Gilmar Mendes), disse a Daniel Vorcaro que tratou de temas de interesse do fundador do Banco Master em um jantar com o decano do Supremo Tribunal Federal e o ministro Cristiano Zanin em 28 de maio de 2024. O ministro negou que tenha jantado ou recebido Feitosa. As informações são do Poder 360.

“Querido amigo, estou aqui jantando com Gilmar, Zanin e as esposas. Conversei alguns assuntos de nosso interesse e passei as informações que o Fernando me deu. Se for estar por aqui, me fala!”, disse Feitosa para Vorcaro em mensagem às 20h55.

Vorcaro, então, respondeu: “Ótimo, vou estar. Nos vemos amanhã”.

A informação consta do acervo de mensagens extraídas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro. Em nota, Zanin disse que “nunca teve qualquer relação com Daniel Vorcaro, tampouco com Chiquinho Feitosa”.

O ministro Cristiano Zanin declarou também, por meio de nota, que “nunca jantou, nunca os recebeu em audiência e nunca conversou com eles [Chiquinho e Vorcaro] sobre qualquer assunto”.

A troca de mensagens entre Chiquinho e Vorcaro, entretanto, fala de maneira peremptória que o lobista estava num jantar com os 2 ministros do STF (Gilmar e Zanin):

 

Chiquinho Feitosa, que foi suplente de senador em 2014, na chapa com Tasso Jereissati (PSDB-CE), deu declarações inconclusivas. Feitosa disse que “não se recorda com precisão” sobre o citado jantar e afirma que não tratou com os ministros do STF de assunto que fosse do interesse de Daniel Vorcaro. “Se estive na presença dos ministros, foi em ocasião social, com outros convidados”, declarou.

O gabinete do ministro Gilmar Mendes respondeu ao Poder360 que o ministro não participou do referido jantar com Feitosa ou Zanin: “O ministro não teve conhecimento de qualquer entendimento entre ele e terceiros, não foi por ele [Chiquinho Feitosa] procurado sobre os assuntos mencionados e não responde por relações privadas ou profissionais de ex-parente”

As mensagens colhidas pela PF indicam que Vorcaro buscava com Chiquinho Feitosa uma maior interlocução com os ministros do STF, que julgavam a validade do pagamento de precatórios não pagos sob a titularidade do Master. Os precatórios não pagos eram contabilizados pelo banco, que maquiava o seu caixa para os órgãos de fiscalização.

Com Feitosa, o fundador do Master recebeu indicação de como se aproximar do ministro Gilmar Mendes. Em 19 de abril de 2024, dias antes do Fórum Jurídico patrocinado pelo Master em Londres, Chiquinho Feitosa disse para Vorcaro “começar uma relação direta” com Gilmar: “É importante para o futuro”.

Em nota, o gabinete do ministro disse apenas que “não responde por relações privadas ou profissionais de ex-parente”. A manifestação do decano também afirma que o ministro votou contra o pagamento dos precatórios do Master, alinhando-se a teses defendidas pela União. 

 


Fátima dá calote no duodécimo do Tribunal de Justiça e juízes ficam sem salário

 


Quem pensa que Fátima Bezerra só dá calote em servidor público estadual, pensionista, aposentado e fornecedores, está enganado.

Essa fila aumentou. E dessa vez é com a turma do Tribunal de Justiça.

O calendário do Tribunal de Justiça previa pagar o valor referente a setembro no dia 20 deste mês. Hoje é sexta-feira (25) e nada até agora. 

Um repasse no valor R$ 113 milhões.

Adivinhem? Não teve repasse até o momento.

E o resultado: juízes e servidores sem pagamento.

Dentro do TJ, o pensamento é de que a coisa só tende a piorar até dezembro.

Não para por aí: dependendo de quem for eleito para o governo, os três primeiros meses de 2027 prometem ser de sufoco.

É aguardar qual vai ser a nota do governo com mais uma desculpa.

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

Cada uma ao seu modo, Janja e Fernanda Bolsonaro marcam presença na campanha como trunfo dos maridos; veja retrospecto

 


Enquanto Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro tocam suas campanhas nesta eleição para a Presidência da República, duas figuras correm com eles de mãos dadas: Janja Silva e Fernanda Bolsonaro, suas respectivas esposas. Uma socióloga e a outra dentista, elas têm perfis diferentes e, cada uma ao seu modo, vão ajudando seus maridos na corrida pela vaga no Planalto.

Rosângela Lula da Silva, a Janja, é paranaense, tem 60 anos e está casada com Lula desde meados de 2017. Filiada ao Partido dos Trabalhadores desde 1983, ela se formou em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e fez carreira na administração pública. Desde que seu relacionamento com Lula se tornou notório, Janja virou espécie de cabo eleitoral do marido. E desde que ele se elegeu presidente, em 2022, dando início ao seu terceiro mandato, a socióloga foi uma primeira-dama ativa, muitas vezes até criticada por sua frequente aparição na agenda presidencial.

Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, por sua vez, sempre foi discreta. Dentista e casada com Flávio desde 2010, ela tem duas filhas com o senador do PL, Luiza e Carolina. Desde que o clã Bolsonaro ascendeu à projeção nacional, principalmente a partir das eleições de 2018 (quando seu sogro, Jair Bolsonaro, disputou a eleição com Lula), Fernanda sempre se manteve longe dos holofotes. Até bem pouco tempo, ela mantinha um perfil no Instagram sem post nenhum, e evitava aparições públicas. O comportamento mudou, no entanto, nestas eleições de 2026.

O chamado de Fernanda

Diante de uma suposta dificuldade na identificação de eleitoras mulheres com a candidatura de Flávio Bolsonaro, Fernanda foi convocada para entrar em campo na campanha do senador. Seu primeiro post no Instagram foi publicado na véspera do Natal de 2025. De lá para cá, foram 76 posts — a grande maioria relacionada à campanha do marido. Hoje, ela tem cerca de 620 mil seguidores na plataforma.

Sua primeira aparição pública já como postulante à primeira-dama também foi em dezembro, na convenção nacional do PL que confirmou a candidatura de Flávio. Naquela ocasião, no palanque, ela disse que “não aguenta mais quatro anos de PT” e mencionou a alta de violência contra a mulher.

Desde o dia 16 de agosto, dia em que as campanhas políticas começaram oficialmente, no entanto, Fernanda apareceu pouco ao lado de Flávio Bolsonaro. Esteve com ele no lançamento da campanha, no ato em Copacabana. Num determinado momento, ela sacou um batom e escreveu nas costas do marido a frase "o Brasil vai vencer".

De lá para cá, ela tem atuado numa agenda própria. Tem feito publicações sobre o combate da violência à mulher, entre outros assuntos, como saúde pública. Ela já apareceu em evento no Rio Grande do Sul, ao lado do candidato ao governo daquele estado, Zucco (PL). No 7 de setembro, durante o comício do marido na Avenida Paulista, em São Paulo, ela também discursou e citou um trecho bíblico.

Veja a seguir.

Janja, presente

A esposa de Lula, por outro lado, tem sido presença frequente na campanha do petista. No lançamento da campanha na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, Janja discursou no palanque. Ela lembrou de Dona Marisa, companheira histórica de Lula que morreu em 2017.

"Mulheres lideradas por dona Marisa foram uma força importante (nos atos sindicais dos anos 1980) e são pouco lembradas. Sem a presença delas, talvez essa história toda tivesse sido diferente. Foi ela quem bordou a primeira estrela do PT e a ela que eu dedico toda a minha admiração", destacou a socióloga, que tem 3 milhões de seguidores no Instagram.

Três dias depois, 21 de agosto, ela voltou a dar as caras junto a Lula, desta vez em ato de lançamento da campanha de Patrus Ananias (PT) ao governo de Minas Gerais. “Minas é terra de mulheres que não se curva”, disse Janja no palanque. “Queremos mulheres com tempo para trabalhar, estudar, descansar, namorar, viajar, curtir seus filhos, seus netos, suas famílias, e principalmente, tempo para cuidar de nós mesmas”, continuou a primeira-dama.

No dia seguinte, 22 de agosto, mais um palanque. No Estádio Moça Bonita, em Bangu, na zona oeste do Rio, Janja não só discursou em favor do marido, mas também cantou o jingle “Tapete vermelho” ao lado do cantor gospel e pastor Kleber Lucas. Faz parte da estratégia do PT, aliás, aproximar o presidente ao eleitorado evangélico.

A caminhada da primeira-dama continuou. Em 28 de agosto, foi com Lula num ato da campanha do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), realizado no Largo do Guarani, em Salvador (BA). E no dia seguinte, 29 de agosto, um sábado, Janja foi uma das principais presenças do ato "Mulheres com Lula", realizado em Belo Horizonte. Na ocasião, ela passou por uma saia-justa, inclusive, quando foi confundida pelo presidente com Dona Marisa. "Eu perdi minha 1ª mulher no parto, com 2 anos de casado, depois eu perdi a Janja depois de 45 anos de casado. A Marisa, a Marisa. E quando eu pensei que a minha vida não tinha mais sentido, Deus colocou no meu caminho a Janja, que me faz ser um homem pleno", disse Lula.

Recentemente, no dia 19 de setembro, durante um ato político em Florianópolis, Janja fez um discurso contra as bets no Brasil. A fala reforça o posicionamento dela nas redes sociais: a primeira-dama vem afirmando categoricamente que "precisamos acabar com as bets no Brasil", defendendo que o debate sobre as plataformas deve ir além do entretenimento por se tratar de uma questão de "responsabilidade, saúde financeira e proteção, principalmente dos jovens".

O Globo

 

 

BETS: Lula corre para restringir apostas antes da eleição e tentar garantir 2º turno

 


O presidente Lula decidiu lançar antes do primeiro turno uma medida provisória para restringir as bets, apesar da pressão de clubes de futebol e de bancadas do Congresso para que o anúncio fosse adiado. A informação é dos jornalistas José Roberto de Toledo e Thais Bilenky, do UOL.

Segundo Toledo, integrantes do Congresso tentaram convencer Lula a deixar a medida para depois do primeiro turno. O argumento era que o governo deveria “guardar munição” para uma eventual segunda etapa da eleição. A resposta atribuída ao presidente foi: “E quem garante que vai ter segundo turno?”.

O governo chegou a discutir uma proibição mais ampla das casas de apostas, diante da preocupação de Lula com o endividamento das famílias. A reação do setor e do futebol, porém, abriu uma disputa interna sobre o alcance da medida.

Entre as possibilidades em discussão está preservar os patrocínios aos clubes e endurecer as regras de publicidade. O governo também estuda uma espécie de “Desenrola” para refinanciar dívidas dos times e reduzir o impacto de eventuais restrições às bets.

Toledo citou ainda pesquisa nacional Ipsos-Ipec segundo a qual 68% defendem a proibição do patrocínio das bets aos clubes por considerarem que as apostas prejudicam torcedores e famílias. Outros 19% defendem a manutenção dos aportes para ajudar financeiramente os times.

O levantamento também perguntou sobre o impacto eleitoral do tema. Para 24%, um candidato que defenda restrições às bets aumentaria sua disposição de voto; 12% disseram que teriam menos vontade de votar nesse candidato, enquanto 58% afirmaram que a posição não mudaria seu voto.

 

CASO MASTER: Vorcaro diz em proposta de delação que pagava R$ 3 milhões por mês em propina a grupo do senador do PT Jaques Wagner

 


O fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou em uma proposta de delação que realizava pagamentos mensais de R$ 3 milhões em propina para um grupo ligado ao senador Jaques Wagner (PT-BA).

Segundo o ex-banqueiro, R$ 2 milhões eram pagos por meio de contrato entre o Master e a PKL One, empresa que explorava o Credcesta, voltado à concessão de empréstimos consignados a funcionários públicos baianos.

Vorcaro afirmou que a PKL One era controlada por Augusto Lima e Wagner como sócios ocultos.

O R$ 1 milhão restante, segundo o relato apresentado na proposta de delação, era pago em espécie a aliados do senador.

Na proposta, Vorcaro também cita cinco vezes Rui Costa (PT-BA), ex-governador da Bahia e ex-chefe da Casa Civil, mas não explica diretamente qual seria a relação dele com a suposta propina.

As informações constam do relato apresentado por Vorcaro e representam acusações feitas pelo fundador do Banco Master.

 

DECISÃO INÉDITA: Conselho Superior do MPF decide se abre investigação contra Paulo Gonet

 


O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) se reúne nesta sexta-feira (25) para tomar uma decisão inédita: definir se abre ou não uma apuração formal para investigar o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet.

A análise do colegiado tem como ponto de partida menções ao chefe do MPF encontradas em mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro, que estão sob investigação no âmbito do chamado Caso Master.

Os nove integrantes do Conselho vão debater a conduta de Gonet em três frentes principais: a condução geral das investigações sobre o Banco Master, os desdobramentos que levaram à prisão de Daniel Vorcaro e a supervisão e o andamento das apurações relativas à instituição financeira.

Esta é a primeira vez na história do órgão que uma situação envolvendo o ocupante do cargo máximo do MPF é submetida a esse tipo de análise. Na sessão de hoje, os conselheiros decidirão se arquivam as referências a Gonet ou se encontram elementos mínimos para aprofundar o caso.

Caso a maioria do Conselho entenda que há indícios que justifiquem uma investigação, o rito prevê os seguintes desdobramentos:

Designação

Um subprocurador-geral da República será escolhido para analisar os dados em detalhes e checar a possível existência de crime.

Relatório

Ao fim da análise, o subprocurador apresentará um parecer conclusivo ao CSMPF.

Envio ao STF

Se o relatório apontar indícios de crime, o caso será remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF), a quem caberá a palavra final sobre a eventual abertura de um inquérito.

Com informações do G1

 

VÍDEO - ANÁLISE CNN: Governo que “turbinou” apostas agora quer proibir

 



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agendou para esta sexta-feira (25) um ato político na Avenida Paulista, em São Paulo, para oficializar o anúncio de novas diretrizes voltadas à proteção das famílias e da economia popular. A principal iniciativa a ser apresentada é a proibição total das apostas esportivas (as chamadas bets) e dos cassinos online em todo o território nacional. A discussão tem gerado debates intensos sobre timing, coerência e motivação política. 

A medida, no entanto, vem acompanhada de forte polêmica nos bastidores políticos. De acordo com o analista de Política da CNN Caio Junqueira, a proibição das apostas é tratada nos bastidores como um improviso, visto que a discussão original do governo se restringia inicialmente aos cassinos virtuais.

“O anúncio, isso é meio óbvio até, tá sendo feito há nove dias do primeiro turno da eleição, Caio. E a gente sabe como essa questão de bets, o endividamento das pessoas está pesando muito, pressionando muito este governo.”, comentou Márcio Gomes, âncora do programa.

Para Caio Junqueira, o combate as bets é um problema real. “O governo Lula vem apresentando essa proibição das Bets como combate ao social e o problema é real, superendividamento, vício, famílias quebradas, mas tem um detalhe que pesa nessa discussão. Bom, quem criou as regras desse mercado foi o próprio governo Lula 3, a lei que regulamentou as apostas. Lá em 2023 foi proposta pelo governo, com a justificativa na época que era organizar um setor que já funcionava sem controle, mas que o objetivo era arrecadar”, disse o comentarista.

Especialistas e críticos apontam que, embora o combate ao vício e ao endividamento familiar gerados pelas apostas seja um consenso necessário, o principal ponto de atrito é o timing da intervenção: o anúncio ocorre a menos de 10 dias do primeiro turno das eleições, levantando questionamentos sobre a motivação da medida na reta final da disputa presidencial.

 

CAMPESTRENSE - VÍDEO: Prefeito Eribaldo Lima intensifica participação na campanha eleitoral de 2026

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