O presidente Lula decidiu lançar antes do primeiro
turno uma medida provisória para restringir as bets, apesar da pressão de
clubes de futebol e de bancadas do Congresso para que o anúncio fosse adiado. A
informação é dos jornalistas José Roberto de Toledo e Thais Bilenky, do
UOL.
Segundo Toledo, integrantes do Congresso tentaram
convencer Lula a deixar a medida para depois do primeiro turno. O argumento era
que o governo deveria “guardar munição” para uma eventual segunda etapa da
eleição. A resposta atribuída ao presidente foi: “E quem garante que vai ter
segundo turno?”.
O governo chegou a discutir uma proibição mais ampla
das casas de apostas, diante da preocupação de Lula com o endividamento das
famílias. A reação do setor e do futebol, porém, abriu uma disputa interna
sobre o alcance da medida.
Entre as possibilidades em discussão está preservar
os patrocínios aos clubes e endurecer as regras de publicidade. O governo
também estuda uma espécie de “Desenrola” para refinanciar dívidas dos times e
reduzir o impacto de eventuais restrições às bets.
Toledo citou ainda pesquisa nacional Ipsos-Ipec
segundo a qual 68% defendem a proibição do patrocínio das bets aos clubes por
considerarem que as apostas prejudicam torcedores e famílias. Outros 19%
defendem a manutenção dos aportes para ajudar financeiramente os times.
O levantamento também perguntou sobre o impacto
eleitoral do tema. Para 24%, um candidato que defenda restrições às bets
aumentaria sua disposição de voto; 12% disseram que teriam menos vontade de
votar nesse candidato, enquanto 58% afirmaram que a posição não mudaria seu
voto.

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