O lobista Chiquinho Feitosa, irmão da advogada
Guiomar Feitosa (ex-mulher de Gilmar Mendes), disse a Daniel Vorcaro que tratou
de temas de interesse do fundador do Banco Master em um jantar com o decano do
Supremo Tribunal Federal e o ministro Cristiano Zanin em 28 de maio de 2024. O
ministro negou que tenha jantado ou recebido Feitosa. As informações são do
Poder 360.
“Querido amigo, estou aqui jantando com Gilmar,
Zanin e as esposas. Conversei alguns assuntos de nosso interesse e passei as
informações que o Fernando me deu. Se for estar por aqui, me fala!”, disse
Feitosa para Vorcaro em mensagem às 20h55.
Vorcaro, então, respondeu: “Ótimo, vou estar. Nos
vemos amanhã”.
A informação consta do acervo de mensagens extraídas
pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro. Em nota, Zanin disse que
“nunca teve qualquer relação com Daniel Vorcaro, tampouco com Chiquinho
Feitosa”.
O ministro Cristiano Zanin declarou também, por meio
de nota, que “nunca jantou, nunca os recebeu em audiência e nunca conversou com
eles [Chiquinho e Vorcaro] sobre qualquer assunto”.
A troca de mensagens entre Chiquinho e Vorcaro,
entretanto, fala de maneira peremptória que o lobista estava num jantar com os
2 ministros do STF (Gilmar e Zanin):
Chiquinho Feitosa, que foi suplente de senador em
2014, na chapa com Tasso Jereissati (PSDB-CE), deu declarações inconclusivas.
Feitosa disse que “não se recorda com precisão” sobre o citado jantar e afirma
que não tratou com os ministros do STF de assunto que fosse do interesse de
Daniel Vorcaro. “Se estive na presença dos ministros, foi em ocasião social,
com outros convidados”, declarou.
O gabinete do ministro Gilmar Mendes respondeu ao
Poder360 que o ministro não participou do referido jantar com Feitosa ou Zanin:
“O ministro não teve conhecimento de qualquer entendimento entre ele e
terceiros, não foi por ele [Chiquinho Feitosa] procurado sobre os assuntos
mencionados e não responde por relações privadas ou profissionais de
ex-parente”
As mensagens colhidas pela PF indicam que Vorcaro
buscava com Chiquinho Feitosa uma maior interlocução com os ministros do STF,
que julgavam a validade do pagamento de precatórios não pagos sob a
titularidade do Master. Os precatórios não pagos eram contabilizados pelo
banco, que maquiava o seu caixa para os órgãos de fiscalização.
Com Feitosa, o fundador do Master recebeu indicação
de como se aproximar do ministro Gilmar Mendes. Em 19 de abril de 2024, dias
antes do Fórum Jurídico patrocinado pelo Master em Londres, Chiquinho Feitosa
disse para Vorcaro “começar uma relação direta” com Gilmar: “É importante para
o futuro”.
Em nota, o gabinete do ministro disse apenas que
“não responde por relações privadas ou profissionais de ex-parente”. A
manifestação do decano também afirma que o ministro votou contra o pagamento
dos precatórios do Master, alinhando-se a teses defendidas pela União.


Nenhum comentário:
Postar um comentário