O presidente do Tribunal Supremo de Justiça da
Bolívia, Romer Saucedo, de 38 anos, anunciou que fugiu do país após ser alvo de
uma investigação por suspeita de ligação com o narcotráfico. O magistrado teve
um mandado de prisão expedido em 3 de novembro e afirma ser vítima de
perseguição política.
Em publicação na rede social X, na quarta-feira (4),
Saucedo afirmou que tomou a decisão “mais dura da sua vida” e que poderá ser
mais útil fora da Bolívia do que “estando em uma prisão ou morto”. Seu
paradeiro é desconhecido.
Segundo o jornal boliviano El Deber, os promotores apontaram
indícios de envolvimento do magistrado com o narcotráfico, além de risco de
fuga e obstrução da Justiça. A irmã dele, Ana Gabriela, também é alvo de um
mandado de prisão.
Saucedo nega as acusações e afirma ser vítima de
“narrativas baseadas em mentiras”. O magistrado acusa o governo boliviano de
perseguição e diz temer pela própria vida e pela segurança da família.
Em sua manifestação, ele citou o assassinato do juiz
Víctor Hugo Claure, morto a tiros em 30 de abril deste ano. O crime continua
sob investigação. “Contarei ao mundo que no meu país é pecado questionar o
poder político e que se assassinam magistrados com total impunidade e
cumplicidade das esferas do poder”.
Apesar de ter deixado o país, Saucedo afirmou que
não pretende renunciar à presidência do tribunal. Ele declarou que só retornará
quando considerar que sua liberdade e a segurança de sua família não estão mais
ameaçadas.
Com informações do Poder360

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