A Polícia Civil pediu o indiciamento de Eduardo
Rithelly Nascimento Silva, condutor da moto aquática envolvida no acidente que
vitimou Carlos Eugênio Leopoldo Nunes Filho, pelo crime de homicídio simples
com dolo eventual. O crime ocorre quando o autor não tem a intenção direta de
matar, mas assume o risco de provocar a morte ao realizar uma conduta perigosa,
aceitando esse resultado como possível.
Segundo o inquérito policial, “o conjunto probatório
permite concluir, nesta fase investigativa, que EDUARDO previu como concreta a
possibilidade de queda e afogamento do passageiro, mas, ainda assim, decidiu
prosseguir na condução, assumindo o risco de que o resultado morte viesse a
ocorrer”.
O documento enviado pela Polícia Civil ao Ministério
Público conta com relatos de testemunhas que afirmam que Eduardo consumiu
álcool e drogas durante toda a tarde que antecedeu o acidente. Além disso, a
investigação apontou que o investigado tinha o hábito de realizar manobras
perigosas e pilotar durante a noite.
O inquérito aponta ainda que a vítima não estava
usando colete salva-vidas no momento do acidente. Imagens de câmeras de
segurança obtidas pela polícia confirmaram esse fato e, segundo a investigação,
mostram que Eduardo arrancou com a moto aquática antes que Carlos tivesse a
oportunidade de colocar o equipamento de segurança. Em entrevista à TV
Tropical, no momento em que se apresentou à delegacia, Eduardo afirmou que a
vítima usava colete no momento do acidente.
Em um dos trechos do inquérito policial, a
investigação aponta que Eduardo já havia sido repreendido por funcionários do
local devido às manobras perigosas que realizava. Uma das testemunhas disse, em
depoimento à Polícia Civil, que Eduardo teria fugido logo após proferir as
seguintes palavras: “Me tira daqui, me tira daqui, que eu não posso responder
por nada”.
O engenheiro civil Carlos Eugênio Leopoldo Nunes
Filho, de 27 anos, morreu após cair de uma moto aquática na Lagoa do Bonfim, em
Nísia Floresta, na Grande Natal, na noite de domingo, 6 de setembro de 2026.
Em entrevista à TV Tropical, no momento em que se
apresentou à delegacia, dias depois do ocorrido, Eduardo Rithelly, piloto da
moto aquática, negou ter abandonado a vítima ou estar embriagado — versão
contestada pela investigação. Ele afirmou que permaneceu no local por cerca de
uma hora e meia, ajudando nas buscas, e que deixou a área posteriormente por
ter recebido ameaças.

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