A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), tornou-se o centro de intensos debates políticos nesta
sexta-feira (2) após proibir a TV Globo de exibir o púlpito do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) vazio durante o debate realizado na última quinta-feira
(1º). A decisão gerou repercussão nos bastidores e chamou atenção para o
perfil e o histórico profissional da magistrada – que já gravou vídeo
declarando voto no presidente Lula.
Nomeada por Lula para uma vaga de ministra
substituta ou efetiva no TSE em 1º de agosto de 2025 com mandato de
dois anos, Estela tem passagens recentes pela administração
federal. No atual governo, ela atuou como secretária de Direitos
Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública durante a gestão de
Flávio Dino, período em que ganhou projeção nacional por sua postura firme
na regulação e no combate a abusos das grandes empresas de tecnologia (big
techs).
Posteriormente, integrou a equipe da Presidência da
República como assessora especial na assessoria internacional, liderada pelo
ex-chanceler Celso Amorim. No próprio TSE, atuou como assessora no gabinete da
Presidência em 2025, sob a gestão da ministra Cármen Lúcia.
Perfil e Formação
Especialista em direito digital e inteligência
artificial, Estela Aranha possui uma carreira acadêmica e institucional sólida.
É graduada em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) desde 1999 e mestre
em Direito Constitucional pelo IDP (Instituto Brasileiro de Ensino,
Desenvolvimento e Pesquisa).
Entre suas atuações de destaque, constam a
participação no Conselho Consultivo de Alto Nível da ONU sobre Inteligência
Artificial e a presidência das comissões de Proteção de Dados do Conselho
Federal da OAB no Rio de Janeiro (OAB-RJ), além de ter coordenado núcleos de
estudos no IBCCRIM. Na área educacional, acumulou passagens como professora
convidada em instituições de peso, como FGV, Mackenzie, EMERJ e IDP.
Com informações da CNN Brasil

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