terça-feira, 6 de outubro de 2026

Marianna entra no radar do caso Dismed, empresa que também está no centro da investigação envolvendo Allyson

 


A relação comercial da Prefeitura de Pau dos Ferros, administrada por Marianna Almeida, com a Dismed ganhou destaque depois que a empresa passou ao centro da Operação Mederi, investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de irregularidades em contratos públicos na área da saúde. A mesma empresa aparece nas apurações relacionadas à gestão do ex-prefeito de Mossoró e atual candidato ao Governo do RN, Allyson Bezerra (União), tema amplamente debatido durante o primeiro turno.

As investigações avançaram sobre contratos e licitações em outros municípios do Oeste. Gravações obtidas pela PF e anexadas ao inquérito fazem referências a Pau dos Ferros e Apodi, inclusive em conversas sobre contratos e supostas comissões. Isso, por si só, não significa que Marianna Almeida tenha sido apontada pessoalmente como participante de irregularidades.

Agora, pagamentos da Prefeitura de Pau dos Ferros às empresas Dismed e RDF levantam novos questionamentos. Segundo os dados do Portal da Transparência apresentados no levantamento, em 2024 foram pagos R$ 1.010.212,64 às duas empresas, entre fevereiro e dezembro. Desse total, R$ 605.215,56 teriam sido desembolsados somente entre julho e setembro, período que coincidiu com a campanha das eleições municipais.

Os valores apresentados indicam pagamentos superiores a R$ 131 mil em julho, R$ 208 mil em agosto e R$ 265 mil em setembro. A concentração desses desembolsos durante o período eleitoral é um dado que pode ser esclarecido pela administração municipal quanto à execução dos contratos, fornecimentos realizados e cronograma dos pagamentos.

O caso Dismed já havia chegado a Pau dos Ferros nas apurações divulgadas sobre a Operação Mederi. Reportagens baseadas em documentos da investigação registraram contratos da empresa com o município e referências à cidade em material reunido pela Polícia Federal.

A Prefeitura de Pau dos Ferros já sustentou que a gestão não está sendo investigada, enquanto outras administrações citadas no contexto da operação também negaram irregularidades.

Portanto, os pagamentos podem ser objeto de questionamento e fiscalização, mas não permitem, isoladamente, concluir que Marianna Almeida tenha participado do suposto esquema investigado pela Polícia Federal.

 Robson Pires

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