terça-feira, 6 de outubro de 2026

Allyson numa “sinuca de bico” no segundo turno

 


O segundo turno para o Governo do Rio Grande do Norte coloca Allyson Bezerra (União) diante de uma questão que deverá ganhar espaço no debate político: qual será sua posição na disputa presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL)?

Allyson e Cadu de Lula (PT) chegaram praticamente lado a lado ao segundo turno. O resultado oficial do TSE registrou 733.809 votos para Allyson e 718.300 para Cadu, uma diferença de apenas 15.509 votos.

Durante o primeiro turno, Allyson procurou manter distância da polarização nacional entre Lula e Flávio Bolsonaro. Cadu, por sua vez, vinculou sua campanha ao presidente Lula, enquanto Álvaro Dias (PL), terceiro colocado, esteve alinhado ao campo de Flávio Bolsonaro.

É aí que aparece a “sinuca de bico” comentada nos bastidores políticos. Se Allyson decidir declarar apoio a Lula, estará apoiando o mesmo candidato presidencial de seu adversário Cadu. Se optar por Flávio Bolsonaro, passará a ocupar uma posição diferente daquela adotada no primeiro turno, quando evitou se vincular aos dois principais polos nacionais.

Há ainda a possibilidade de Allyson permanecer neutro na disputa presidencial. Portanto, neste momento, não é possível afirmar qual caminho ele seguirá.

O que já está colocado é que a definição — ou mesmo a decisão de não se posicionar — tende a virar um dos temas políticos do segundo turno potiguar

 Robson Pires

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