O segundo turno para o Governo do Rio Grande do
Norte coloca Allyson Bezerra (União) diante de uma questão que deverá ganhar
espaço no debate político: qual será sua posição na disputa presidencial entre
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL)?
Allyson e Cadu de Lula (PT) chegaram praticamente
lado a lado ao segundo turno. O resultado oficial do TSE registrou 733.809
votos para Allyson e 718.300 para Cadu, uma diferença de apenas 15.509 votos.
Durante o primeiro turno, Allyson procurou manter
distância da polarização nacional entre Lula e Flávio Bolsonaro. Cadu, por sua
vez, vinculou sua campanha ao presidente Lula, enquanto Álvaro Dias (PL),
terceiro colocado, esteve alinhado ao campo de Flávio Bolsonaro.
É aí que aparece a “sinuca de bico” comentada nos bastidores
políticos. Se Allyson decidir declarar apoio a Lula, estará apoiando o mesmo
candidato presidencial de seu adversário Cadu. Se optar por Flávio Bolsonaro,
passará a ocupar uma posição diferente daquela adotada no primeiro turno,
quando evitou se vincular aos dois principais polos nacionais.
Há ainda a possibilidade de Allyson permanecer
neutro na disputa presidencial. Portanto, neste momento, não é possível afirmar
qual caminho ele seguirá.
O que já está colocado é que a definição — ou mesmo
a decisão de não se posicionar — tende a virar um dos temas políticos do
segundo turno potiguar

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