A queda dos juros futuros registrada após Flávio
Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno à frente de Lula (PT) pode representar
uma economia de R$ 65,8 bilhões para o governo com a dívida pública, caso o
novo patamar seja mantido.
Os juros futuros com vencimento para os próximos
quatro anos caíram cerca de 1 ponto percentual nesta segunda-feira (5),
primeiro pregão após o resultado das eleições. Os cálculos têm como base dados
do Banco Central divulgados no relatório de Estatísticas Fiscais de agosto.
A economia potencial de R$ 65,8 bilhões equivale a
quase três vezes o custo previsto para o reajuste de 15,04% do Bolsa Família em
2027, estimado em R$ 22,7 bilhões, e supera o impacto de R$ 54,6 bilhões do
aumento de R$ 120 no salário mínimo.
Segundo o Poder360, o movimento ocorre porque o
mercado avalia que Flávio teria um governo mais disciplinado nas contas
públicas, o que abriria espaço para novos cortes na Selic. Na segunda-feira, o
Ibovespa também bateu recorde, fechando aos 207 mil pontos, enquanto as
empresas ganharam quase R$ 500 bilhões em valor de mercado.
A redução dos juros futuros, porém, não garante que
a economia estimada será concretizada. Caso as expectativas para inflação ou
contas públicas piorem, as taxas podem voltar a subir.
Com informações do Poder360

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