Em meio à reta final da campanha presidencial, o
senador Flávio Bolsonaro (PL) foi às redes sociais para desmentir narrativas do
PT e esclarecer a proposta de modernização dos programas sociais do seu
eventual governo. O candidato reiterou que o Bolsa Família não terá cortes e
que a transição de dois anos no programa se aplicará exclusivamente aos
beneficiários que conquistarem um emprego formal ou abrirem o próprio negócio,
garantindo segurança financeira durante a inserção no mercado de trabalho.
A manifestação do senador ocorre em resposta às
interpretações da oposição sobre declarações da coordenadora econômica da
campanha, Daniella Marques, em entrevista à CBN Bahia na última segunda-feira
(19). A ala governista aproveitou o episódio para tentar associar a proposta de
ajuste fiscal do candidato do PL, que prevê a redução de R$ 200 bilhões em
gastos públicos com foco na eficiência do Estado a eventuais prejuízos aos
assistidos pelo programa.
Integrantes do entorno de Flávio ressaltam que o objetivo
central das medidas econômicas é enxugar o inchaço da máquina estatal e
combater desperdícios, preservando e fortalecendo os investimentos essenciais
em assistência social. Segundo aliados, o plano do candidato busca aliar
responsabilidade fiscal à valorização da autonomia dos cidadãos, incentivando a
geração de empregos como a principal porta de saída da dependência estatal.
Reta final de campanha e preparação para
debate
Nesta semana decisiva, Flávio Bolsonaro cumpre uma
rotina intensa de compromissos para consolidar o apoio dos eleitores. Na
quarta-feira (21), o candidato cumpre agenda em São Paulo e no Ceará, estado
onde aliados trabalham para ampliar a votação no Nordeste.
Na sequência, o senador concentrará a agenda no Rio
de Janeiro para se preparar para o último debate presidencial, transmitido pela
TV Globo na próxima sexta-feira (23). O encerramento da campanha está previsto
para o sábado (24), véspera da votação do segundo turno, com eventos
estratégicos em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.
Até o fim da disputa, a expectativa da campanha é
intensificar o discurso de proteção às famílias de baixa renda, demonstrando
que o equilíbrio das contas públicas é o caminho sustentável para manter o
amparo social e impulsionar o crescimento do país.
Com informações do Metrópoles

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