O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União
Brasil-AP), pretende negociar um indulto ou uma anistia ao ex-presidente Jair
Bolsonaro (PL) para conquistar o apoio da direita à sua reeleição ao comando da
Casa em 2027. Informações da Folha de S.Paulo citam que a articulação também
busca reduzir a pressão pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal
Federal (STF), especialmente Alexandre de Moraes.
De acordo com aliados, Alcolumbre pretende conversar
com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para defender um indulto
humanitário a Bolsonaro. Caso Lula rejeite a proposta, o senador trabalharia
pela aprovação de uma anistia no Congresso. A negociação, porém, deve aguardar
os desdobramentos da saída de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil.
Outra etapa da articulação seria convencer o STF a
reconhecer a constitucionalidade da lei que reduz as penas dos condenados pelos
atos de 8 de janeiro de 2023. A norma está suspensa por decisão de Moraes. A
ideia é buscar uma solução que permita rever a situação penal de Bolsonaro sem
retirar sua inelegibilidade.
Em troca do perdão, Alcolumbre quer que a direita
abandone a pressão pelo afastamento de ministros do Supremo e priorize uma
reforma estrutural do Judiciário. Aliados avaliam que o acordo poderia reduzir
a tensão entre os Poderes.
Alcolumbre busca apoio além dos votos da esquerda e
do centro para permanecer na presidência do Senado. Ele enfrenta a concorrência
dos senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS), que apostam na
força da bancada de direita, liderada pelo PL, para disputar o comando da Casa.

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