A Polícia Federal afirma que Daniel Vorcaro teve
acesso antecipado a informações sigilosas sobre a operação que resultou em sua
prisão, em novembro de 2025. Segundo os investigadores, o banqueiro sabia até o
nome do juiz responsável pelo caso e de integrantes da equipe de investigação.
As informações constam do inquérito do caso Master,
que teve o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça, do STF, nesta
quinta-feira (10).
No celular de Vorcaro, a PF encontrou nomes de
delegados, agentes e procuradores que participaram de reuniões sigilosas no
Banco Central. Em 16 de novembro, o banqueiro também perguntou a um
interlocutor se ele tinha proximidade com o juiz federal Ricardo Soares Leite,
que posteriormente determinaria sua prisão.
“Como se tratava de inquérito sigiloso, a essa
altura não haveria nenhuma razão ou meio lícito conhecido para que o alvo da
investigação soubesse o nome e jurisdição de atuação do juiz federal
responsável pelo caso”, registrou a PF.
Vorcaro foi preso dois dias depois, em 18 de novembro,
no Aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar para o exterior em seu jato
particular.
Mendonça retirou o sigilo da investigação após
pedido do presidente do STF, Edson Fachin, que também solicitou o
compartilhamento das informações com os demais ministros da Corte.
Com informações do Metrópoles

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