domingo, 9 de agosto de 2026

Senadora Soraya Thronicke caminha para passar uma vergonha na disputa eleitoral deste ano

 


O baixo desempenho da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) nas pesquisas eleitorais para a disputa ao Senado no Mato Grosso do Sul tem sido associado, por analistas e adversários políticos, ao desgaste provocado pela denúncia de estupro de vulnerável que ela e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) fizeram contra Alfredo Gaspar (PL-AL), sem apresentar provas do caso.

Levantamento do instituto Real Time Big Data, divulgado em 6 de agosto e replicado pela Gazeta do Povo, mostra Soraya com apenas 10% das intenções de voto no cenário estimulado para o Senado, na terceira colocação — atrás de Reinaldo Azambuja (PL) e tecnicamente empatada na disputa pela segunda vaga com Capitão Contar (PL) e Nelsinho Trad (PSD). O número representa estagnação em relação a pesquisas anteriores do mesmo instituto, realizadas antes do agravamento da crise em torno do caso Gaspar.

A denúncia, protocolada por Soraya e Lindbergh na Polícia Federal em março, durante a sessão final da CPMI do INSS, acusava o relator da comissão de estupro de vulnerável e tentativa de suborno. Segundo reportagens da época, o documento apresentado pelos parlamentares não trazia provas — apenas relatos e mensagens sem comprovação de autoria. Gaspar negou terminantemente as acusações, afirmando que o caso citado envolvia um primo seu, e chamou a denúncia de "falsa, leviana e absolutamente irresponsável", classificando-a como tentativa de desviar o foco do relatório da CPI, que propunha o indiciamento de mais de 200 pessoas, entre elas Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

A situação se agravou para Soraya nas últimas semanas. O ministro do STF Gilmar Mendes determinou, em 6 de agosto, que a senadora preste mais informações à Corte sobre a denúncia, dando a ela 15 dias para fornecer elementos que ajudem a identificar autores de mensagens citadas nos autos e dados sobre ligações telefônicas — um sinal de que a Justiça também vê fragilidade probatória no caso. Em nota, a campanha de Flávio Bolsonaro, presidenciável do PL, cobrou investigação célere para comprovar que houve falsas denúncias e afirmou que Soraya e Lindbergh fizeram a acusação sem apresentar qualquer prova, indício mínimo e nem sequer existência de vítima.

Para adversários políticos da senadora, o episódio gerou o que se descreve como uma queimação de imagem: ao protagonizar uma denúncia grave sem sustentação e posteriormente ser cobrada pelo próprio STF a comprovar o que alegou, Soraya teria perdido capital político em um momento crucial da pré-campanha, o que ajudaria a explicar sua estagnação nas pesquisas, mesmo concorrendo à reeleição.

Metodologia: 1.600 entrevistados pelo Real Time Big Data 1º a 5 de agosto de 2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº MS-07706/2026.

 

 

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