O percentual de famílias brasileiras com dívidas
alcançou 82% em julho de 2026, o maior nível da série histórica iniciada em 2015,
segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens,
Serviços e Turismo (CNC). O índice subiu 0,4 ponto percentual em relação a
junho, quando estava em 81,6%.
O levantamento considera dívidas como cartão de
crédito, cheque especial, empréstimos, crédito consignado, carnês e
financiamentos de veículos e imóveis.
O número de famílias que comprometem mais da metade
da renda com dívidas aumentou e chegou a 19%. Em média, os brasileiros
endividados destinam 29,5% da renda mensal ao pagamento de débitos.
Baixa renda concentra maior
endividamento
Entre as famílias com renda de até três salários
mínimos, 84,9% possuem dívidas, 38,5% têm contas em atraso e 17,8% afirmam não
ter condições de quitá-las.
Já entre quem recebe mais de 10 salários mínimos, o
endividamento chegou a 72%, enquanto o percentual de inadimplentes caiu para
15,1%.
Segundo a CNC, a redução da taxa básica de juros
pode contribuir para diminuir o custo do crédito e facilitar a renegociação das
dívidas nos próximos meses.

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