O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal
Federal (STF), determinou que a senadora Soraya Thronicke (PSB) e o deputado
Lindbergh Farias (PT) apresentem, no prazo de 15 dias, novas informações sobre
a denúncia de suposto estupro de vulnerável envolvendo o deputado Alfredo
Gaspar, candidato a vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro.
Soraya e Lindbergh apresentaram
notícia-crime sem provas
A investigação teve origem em uma notícia-crime
apresentada à Polícia Federal em março. Na representação, os parlamentares
afirmam ter recebido documentos que relatariam o estupro de uma adolescente de
13 anos, ocorrido há cerca de oito anos, mas não anexaram provas, alegando a
necessidade de preservar a identidade da suposta vítima e do filho.
Na decisão, Gilmar Mendes determinou que Soraya e
Lindbergh apresentem elementos que possam identificar os autores das mensagens
citadas na denúncia, além de informações sobre ligações telefônicas mencionadas
nos autos.
O caso ganhou repercussão durante a CPI do INSS,
quando Lindbergh chamou Alfredo Gaspar de “estuprador” em um bate-boca no
colegiado. Gaspar nega as acusações e, em abril, realizou um exame de DNA para
antecipar a produção de provas e buscar o esclarecimento do caso.
Com informações de Metrópoles

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