O coordenador da campanha do pré-candidato à
Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), senador Rogério Marinho
(PL-RN), se reuniu, nesta segunda-feira (20), com o presidente do TSE (Tribunal
Superior Eleitoral), ministro Nunes Marques, para pedir que os mais de 20 mil
perfis falsos – com publicações impulsionadas que atacam nomes como Flávio,
Tarcísio de Freitas e Jorginho Mello – sejam derrubados e iniciada uma
investigação.
A equipe protocolou na última sexta-feira (17) uma
representação sobre uma suposta rede digital criada para atacar o senador e
pede que as ações sejam tomadas por meio de uma medida liminar.
“Nós acreditamos que é necessário essa agilidade do
tribunal, porque são perfis que somem muito rapidamente nas redes sociais”,
disse Marinho a jornalistas.
De acordo com o senador, o objetivo é identificar
quem está por trás promovendo as postagens e quem está financiando. A avaliação
preliminar do PL é de que as publicações tenham atingido quase 270 milhões de
pessoas.
“Nós acreditamos na equidade, na paridade de armas.
Nós acreditamos que em uma campanha eleitoral é necessário, sim, que haja um
debate da inclusive críticas, por mais pesadas que elas possam ser, mas desde
que identificadas”, comentou o senador.
A advogada do PL Maria Claudia Bucchianeri diz que
perfis pequenos e recém-criados estavam fazendo contratação de impulsionamento
de comunicados negativos contra Flávio Bolsonaro.
“Tem muita gente engajada. O DDD muito repetido é o
041, do Paraná. Não sabemos porque isso, Mas esperamos descobrir”, disse Maria
Claudia.
A advogada acredita que as ações vêm de uma
organização criminosa digital.
“Acho que é premaduro ficar cogitando e especulando
quem é que está por trás, se tem partido, se tem político. Seria irresponsável
da nossa parte fazer qualquer presunção”, avalia.
R7

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