Poucos dias após dar o dedo do meio para defender
que os mais pobres devem ter acesso a “coisa boa”, dados divulgados pela
Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) revelou que uma das
principais promessas da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não se
cumpriu.
A picanha na mesa dos brasileiros está cada vez mais
distante da realidade. De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), o
corte bovino sofreu alta de 8,5% no período entre dezembro de 2022 e abril
deste ano. O petista assumiu a gestão no início de 2023. A opção mais desejada
do churrasco brasileiro, no entanto, não foi a que mais sofreu com aumento no
valor.
Ainda segundo o levantamento, a alcatra subiu 21,2%
no mesmo período, seguido do contrafilé, com 15,3% e da fraldinha, com 13,9%. O
carvão conseguiu superar as carnes e atingiu a marca de 26,1% de aumento no
país, ficando quase o dobro da inflação, registrada em 13,8% no mesmo período.
Os principais fatores para o aumento dos bovinos
passa pela alta procura da China pelo produto, a desvalorização da nossa moeda
e os custos elevados na produção. Além disso, a gestão do atual presidente
passou pelo ciclo pecuário, no qual há menor disponibilidade de gado para
abate.
Recentemente, o senador e pré-candidato à
Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) publicou um vídeo no qual aparece fazendo um
teste de quantos itens necessários para fazer um churrasco o consumidor
brasileiro consegue comprar com R$ 100. Na gravação, ele mostra o preço do
carvão, da farofa, do pão de alho e da linguiça, além de expor o valor do quilo
da picanha, alcatra e coxão mole.
Pleno News

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