A União Europeia (UE) oficializou na sexta-feira (5)
a decisão que retira o Brasil da lista de países considerados adequados às suas
normas sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.
A medida ameaça as exportações brasileiras de
carnes, que somam quase US$ 2 bilhões ao ano ao bloco. Em 2025, a UE comprou
368,1 mil toneladas de produtos, em negócios que somaram US$ 1,8 bilhão.
Segundo a UE, o Brasil foi excluído por não fornecer
garantias sobre a não utilização de antimicrobianos na pecuária.
Para voltar à lista da UE, o Brasil tem dois
caminhos: restringir legalmente o uso dos demais medicamentos
mencionados ou garantir que a carne exportada não contenha essas
substâncias.
Assim que for comprovado que a pecuária brasileira
não usa esses antimicrobianos, o país poderá voltar a exportar, mesmo que isso
ocorra após setembro.
Os antimicrobianos proibidos pela UE para estimular
crescimento dos animais são hoje:
- virginiamicina;
- avoparcina;
- bacitracina;
- tilosina;
- espiramicina;
- avilamicina.
Em abril, o Ministério da Agricultura publicou uma
portaria proibindo a importação, fabricação, comercialização e uso de alguns
antimicrobianos usados como melhoradores de desempenho, incluindo avoparcina e
virginiamicina.
Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai
e Uruguai, seguem autorizados a exportar para a UE.
Na lista de 2024, o Brasil aparecia como autorizado
a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel.
Agora, o país aparece excluído da lista de todos esses produtos.
A União Europeia responde por 5,7% do valor
exportado pelo Brasil de carnes geral, o que a coloca como o segundo maior
mercado do país, atrás apenas da China, segundo dados da Agrostat, sistema do
Ministério da Agricultura.
Com informações de g1

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