A notícia é do R7:
O promotor de Justiça Fábio Vieira, do MPRJ
(Ministério Público do Rio de Janeiro), afirmou que os jurados do II Tribunal
do Júri de Monique Medeiros e Jairinho, no caso da morte de Henry Borel,
votaram 4 a 3 a favor de dolo para mãe do menino morto aos quatro anos.
A informação foi comunicada por Vieira em entrevista
à CNN Brasil na manhã desta sexta-feira (5). Segundo o promotor, a votação
faria com que Monique fosse condenada por homicídio doloso.
Porém, de acordo com Vieira, a juíza Elizabeth
Machado Louro interferiu e pediu requisitação após manifestação de um dos
advogados da mãe de Henry. Entenda abaixo:
Bastidores da sala secreta
De acordo com relato do promotor, quando Monique
começou a ser julgada na sala secreta, a primeira pergunta que se fez aos
jurados foi se existiu omissão por parte da mulher. A resposta dos jurados foi
"sim" por 4x3.
A segunda pergunta é se os jurados absolviam Monique
pela omissão e eles responderam que "não" por 4x3.
Após as repostas dos jurados, foi feita a última
pergunta: a omissão foi dolosa? A reposta "sim" a esse quesito já
condenaria Monique por homicídio doloso. Os jurados responderam positivamente
por 4x3. Então, nesse momento, Monique estaria condenada pelo crime.
Um dos advogados de Monique comemorou, o que gerou
estranheza de todos os envolvidos, que o avisaram que a mulher havia sofrido a
condenação. Assim, ele afirmou que o quesito não estava claro. Fábio rebateu e
disse que, sim, estava claro, mas a juíza afirmou que voltaria o quesito.
Mais uma vez, Fábio questionou a magistrada. No
entanto, ela afirmou que continuaria com a requisitação e que questionaria
"se Monique agiu com culpa nessa omissão". O promotor alegou que isso
inverteria totalmente a ordem e disse que isso já estava precluso, ou seja, já
estava decidido.
Segundo Fábio, antes da entrada na sala, todos os
quesitos foram lidos pela magistrada para as partes e apresentados em um papel
para que todos concordem ou não. Dessa vez, todos os quesitos foram
aceitos.
Em entrevista à CNN, Fábio disse que o comportamento
da juíza influenciou os jurados nesse ponto sensível e que ela mudou
completamente o alcance do "sim" e do "não".
"Nós entendemos que isso por si só já causa uma
nulidade absoluta do julgamento. Por isso, nós já recorremos e se o recurso for
provido, teremos um novo julgamento", disse o promotor.

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