sábado, 6 de junho de 2026

Tarifaço dos EUA amplia pessimismo na Bolsa brasileira e Ibovespa recua quase 9% em maio

 


O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou proposta de tarifa adicional de 25% sobre exportações brasileiras, reacendendo o debate protecionista e colocando o Brasil na mira da guerra comercial global. A medida pressiona setores exportadores e amplia o clima de incerteza entre investidores.

O Ibovespa encerrou maio com queda de aproximadamente 9%, descolando-se negativamente dos demais mercados emergentes. O cenário de juros altos internamente, pressão fiscal e incertezas externas pesou sobre o humor do mercado. Na última sessão da semana, o índice operava na faixa dos 169 mil pontos.

Apesar do impacto no sentimento do mercado, analistas avaliam que o efeito macroeconômico agregado pode ser limitado. Os EUA respondem por apenas 10,8% das exportações brasileiras, e o país já vinha redirecionando volumes para outros destinos, o que levou as exportações totais a um recorde no ano passado.

O indicador de sentimento de mercado da XP voltou à zona de "pessimismo extremo", historicamente associada a pontos de entrada favoráveis na Bolsa. O dado sugere que, apesar do cenário adverso, pode haver oportunidades para investidores com horizonte de médio e longo prazo.

O dólar comercial fechou a semana cotado a R$ 5,15, com alta de 1,78%. O governo brasileiro tenta estender as negociações tarifárias com os EUA até 15 de julho, prazo em que Washington decidirá se aplicará efetivamente as sobretaxas.

 

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