O Escritório do Representante Comercial dos Estados
Unidos (USTR) anunciou proposta de tarifa adicional de 25% sobre exportações
brasileiras, reacendendo o debate protecionista e colocando o Brasil na mira da
guerra comercial global. A medida pressiona setores exportadores e amplia o
clima de incerteza entre investidores.
O Ibovespa encerrou maio com queda de
aproximadamente 9%, descolando-se negativamente dos demais mercados emergentes.
O cenário de juros altos internamente, pressão fiscal e incertezas externas
pesou sobre o humor do mercado. Na última sessão da semana, o índice operava na
faixa dos 169 mil pontos.
Apesar do impacto no sentimento do mercado,
analistas avaliam que o efeito macroeconômico agregado pode ser limitado. Os
EUA respondem por apenas 10,8% das exportações brasileiras, e o país já vinha
redirecionando volumes para outros destinos, o que levou as exportações totais
a um recorde no ano passado.
O indicador de sentimento de mercado da XP voltou à
zona de "pessimismo extremo", historicamente associada a pontos de
entrada favoráveis na Bolsa. O dado sugere que, apesar do cenário adverso, pode
haver oportunidades para investidores com horizonte de médio e longo prazo.
O dólar comercial fechou a semana cotado a R$ 5,15,
com alta de 1,78%. O governo brasileiro tenta estender as negociações
tarifárias com os EUA até 15 de julho, prazo em que Washington decidirá se
aplicará efetivamente as sobretaxas.

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