O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou
duramente a decisão da juíza Elizabeth Machado Louro que concedeu perdão
judicial a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, e classificou a
sentença como um uso político do Judiciário. Em vídeo publicado nas redes
sociais nesta quinta-feira, 4 de junho, o parlamentar afirmou que a magistrada
transformou a morte de uma criança em plataforma para discurso ideológico.
"A juíza usou a morte de uma criança como palanque ideológico", disse
Nikolas.
O deputado se referiu especificamente aos trechos da
sentença em que a juíza citou "misoginia", "cultura
patriarcal" e "discriminação de gênero" como fatores que teriam
agravado o sofrimento de Monique ao longo dos cinco anos do processo. Para
Nikolas, esses argumentos foram utilizados para justificar a impunidade de uma
mulher que, segundo ele, foi cúmplice do assassinato do próprio filho. "Usaram
argumentos como misoginia e patriarcado para justificar a absolvição. É um
absurdo e mais um sinal da inversão de valores no país", declarou.
A reação do deputado mineiro amplificou a indignação
que já se espalhava nas redes sociais após a divulgação da sentença. A fala da
juíza de que "fosse o pai e não a mãe, nem sequer teria sido
processado" tornou-se o trecho mais compartilhado e contestado, com
críticos argumentando que a magistrada relativizou a omissão de Monique diante
das agressões sofridas por Henry e transformou a ré em vítima.
O posicionamento de Nikolas Ferreira se soma ao do
pai de Henry, Leniel Borel, que classificou a decisão como uma nova violência
contra a memória do filho, e ao do Ministério Público do Rio de Janeiro, que
anunciou que vai recorrer da sentença. A defesa de Jairinho também confirmou
que pretende buscar a anulação do julgamento. O caso segue aberto em instância
recursal.

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