O STJ suspendeu o pagamento de verbas adicionais que
elevavam a remuneração do ministro Marco Buzzi a valores superiores a R$ 100
mil, segundo informações da Jovem Pan News.
O magistrado está afastado do cargo desde fevereiro
e é investigado por suposta importunação sexual contra uma jovem de 19 anos,
filha de amigos da família, durante férias em Balneário Camboriú (SC). Ele nega
as acusações.
Segundo dados do Portal da Transparência do STJ, em
maio o ministro passou a receber cerca de R$ 35,1 mil líquidos, após a redução
dos chamados “penduricalhos”.
Antes da mudança, em abril, a remuneração bruta
havia chegado a aproximadamente R$ 127 mil. Em março, o valor foi de cerca de
R$ 132 mil.
Com a nova regra, o salário bruto do magistrado caiu
para cerca de R$ 61,1 mil, incluindo valores classificados como “vantagens
pessoais”.
A mudança ocorre após decisão do STF, em março, que
estabeleceu novos critérios para o pagamento de verbas indenizatórias no
Judiciário, limitando os adicionais a até 35% do subsídio dos ministros.
O caso disciplinar contra o ministro segue em
andamento no STJ, que já instaurou processo administrativo e manteve o
afastamento cautelar até a conclusão das investigações.

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