A prévia da inflação oficial do país, o IPCA-15,
subiu 0,62% em maio, desacelerando em relação aos 0,89% registrados em abril,
segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 chegou a 4,64%,
acima do teto da meta de inflação definida pelo governo.
O resultado foi influenciado pela queda nos preços
dos combustíveis, mas os alimentos continuam pressionando a inflação. O grupo
alimentação e bebidas avançou 1,38% no mês.
Economistas avaliam que a desaceleração não
representa uma melhora estrutural dos preços, já que serviços e bens
industrializados seguem pressionados. A inflação de alimentos também continua
disseminada, com alta em itens como carnes, arroz, batata e tomate.
Analistas do mercado financeiro afirmam que o
cenário reduz o espaço para cortes mais rápidos da taxa Selic pelo Banco
Central do Brasil.
Entre os grupos pesquisados, Transportes registrou
queda de 0,33%, enquanto Habitação subiu 1,03% e Saúde e cuidados pessoais
avançou 1,05%.
Instituições financeiras seguem projetando inflação
acima de 5% em 2026 e juros elevados por mais tempo. Parte do mercado espera
que a Selic encerre o próximo ano entre 13,25% e 14%.

Nenhum comentário:
Postar um comentário