A dívida pública federal brasileira chegou a R$ 8,7
trilhões em abril, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (27)
pelo Tesouro Nacional. O valor representa alta de 1,91% em relação ao mês
anterior.
De acordo com o governo, o aumento foi provocado
principalmente pela emissão líquida de R$ 83,9 bilhões em títulos públicos e
pela incorporação de R$ 80,8 bilhões em juros.
O prazo médio da dívida passou de 4,10 para 4,12
anos, permanecendo dentro da meta prevista pelo Plano Anual de Financiamento de
2026.
Quase metade da dívida pública está ligada à taxa
Selic, atualmente em 14,5% ao ano. A composição da dívida é formada por:
- títulos
atrelados à Selic: 48,59%;
- índices
de inflação: 26,76%;
- prefixados:
20,85%;
- câmbio:
3,80%.
As instituições financeiras seguem como as maiores
detentoras da dívida pública, com participação de 31,46%.
O chamado “colchão” da dívida, reserva usada para
pagamento de vencimentos, subiu para cerca de R$ 1 trilhão e atualmente cobre
8,9 meses de compromissos do governo.

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