A conta oficial em português do Departamento de
Estado dos Estados Unidos publicou um vídeo nas redes sociais defendendo a
classificação de cartéis do narcotráfico como “organizações terroristas
estrangeiras”.
Na gravação, a porta-voz Amanda Roberson afirma que
a medida vai além de um rótulo e permite bloquear ativos, proibir relações
comerciais com esses grupos e criminalizar qualquer tipo de apoio.
A publicação ocorreu um dia após reportagem do The
Wall Street Journal comparar o Primeiro Comando da Capital à máfia italiana e
destacar a estrutura da organização como semelhante à de grandes corporações.
Nos últimos meses, cresceram especulações de que o
governo de Donald Trump pode classificar o PCC e o Comando Vermelho como
organizações terroristas — hipótese ainda não confirmada oficialmente, mas já
considerada em análises do Departamento de Estado .
A possibilidade preocupa o governo brasileiro, que
vê risco de interferência externa e eventual ampliação da atuação dos EUA
contra esses grupos, incluindo medidas extraterritoriais. A classificação
permitiria sanções mais duras e ações internacionais para enfraquecer
financeiramente as facções .
Em reuniões com autoridades americanas, o Ministério
da Justiça explicou que a legislação brasileira não permite enquadrar PCC e CV
como organizações terroristas. A lei define terrorismo com base em motivações
como xenofobia, discriminação ou preconceito, o que não se aplica diretamente
às facções criminosas.

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