O Tribunal de Contas da União identificou indícios
de desperdício e baixa eficiência no uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira
por autoridades.
Entre janeiro de 2020 e julho de 2024, foram
registrados 111 voos com apenas um passageiro e 1.585 operações — 21% do total
— com até cinco ocupantes. No período, os gastos somaram cerca de R$ 285,2
milhões.
A auditoria analisou 7.491 missões, que
transportaram mais de 73 mil passageiros, e apontou taxa média de ocupação de
55%, indicando subutilização das aeronaves.
Segundo o TCU, o uso da FAB é, em média, 6,4 vezes
mais caro que voos comerciais, mesmo em rotas atendidas por companhias aéreas.
Ainda assim, faltam justificativas consistentes para a escolha da aviação
oficial.
O relatório também identificou falhas de controle:
em uma amostra de 266 processos, mais de um quarto não foi localizado, e cerca
de 70% dos voos tinham passageiros sem identificação adequada. Em vários casos,
não havia registro da finalidade da viagem ou da agenda oficial.
O tribunal apontou ainda que a FAB atua apenas como
executora dos pedidos, sem verificar o cumprimento dos requisitos legais, o que
amplia o risco de uso irregular.
Com informações de O Globo

Nenhum comentário:
Postar um comentário