quinta-feira, 16 de abril de 2026

Sensacional: Nikolas Ferreira propõe que Governo Lula pague por fim da escala 6x1

 


O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) apresentou nesta semana um posicionamento que rompe com a polarização tradicional em torno do fim da escala 6x1. Em vez de rejeitar a proposta, ele declarou apoio à medida, mas com uma contrapartida: o aumento de custo não pode recair sobre as empresas, e sim ser absorvido pelo governo federal via corte de gastos e desoneração da folha de pagamento.

"A mudança da escala precisa beneficiar o trabalhador: para ele ter tempo de cuidar da família, da sua fé e relaxar", afirmou o parlamentar. Segundo ele, simplesmente empurrar a conta para o empresariado tende a gerar o efeito oposto ao pretendido. "O resultado pode ser desemprego, informalidade e crise. E desemprego e recessão não vai deixar ninguém relaxado nem cuidando dos seus."

O núcleo da crítica é dirigido à esquerda, a quem Nikolas acusa de vender a pauta como defesa do trabalhador sem assumir o ônus fiscal da medida. "A esquerda quer vender a proposta como defesa do trabalhador, mas fazendo caridade com o chapéu dos outros: a gente libera, o empreendedor paga", afirmou. A fala ataca diretamente o desenho atual do projeto enviado pelo Executivo ao Congresso, que transfere integralmente o custo da transição ao setor produtivo.

Como alternativa, o deputado anunciou emenda que vincula o fim da escala 6x1 a medidas de ajuste fiscal e à desoneração tributária das empresas, de modo que a União compense a redução da jornada sem pressionar a folha. "Fazendo economia e desonerando folha de pagamento, conseguimos garantir mais descanso para quem precisa", defendeu. A proposta, na prática, condiciona o avanço do direito trabalhista a um contrapeso de responsabilidade fiscal.

O movimento é politicamente astuto: destrava um tema popular, normalmente capturado pela esquerda, sem abrir flanco com a base empresarial bolsonarista. "Direito social sério se faz com responsabilidade. Mais descanso, sim. Quebradeira e desemprego, não", resumiu. A emenda agora entra na fila de discussão do projeto no Congresso e deve reabrir o debate sobre quem, afinal, paga a conta da redução da jornada no Brasil.

 

 

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