terça-feira, 7 de abril de 2026

Como funcionava o esquema dentro do projeto sífilis não

 


O modelo era simples na aparência e sofisticado na prática. O Ministério da Saúde enviava recursos à UFRN, que repassava parte da execução à FUNPEC. A partir daí, o controle ficava concentrado em um núcleo ligado ao LAIS.

Esse grupo definia contratações, eventos, bolsas e pagamentos, muitas vezes sem relação direta com o combate à sífilis. A falta de critérios claros abriu espaço para o uso livre dos recursos.

Um dos exemplos mais evidentes foi o pagamento duplicado de despesas. Integrantes do projeto participavam de eventos com tudo custeado por parceiros, como hospedagem e passagens, e ainda solicitavam diárias integrais pagas com dinheiro público.

Além disso, parcerias como a firmada com a ABIMO permitiram a transferência de milhões de reais, sem controle efetivo sobre a execução final dos recursos. O projeto passou a financiar eventos, viagens e atividades com conexão apenas indireta com a finalidade original.  

Na prática, o que era um projeto de saúde virou uma estrutura com autonomia excessiva e baixa fiscalização.

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

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