O banqueiro Daniel Vorcaro continuou a ocultar
recursos bilionários em uma gestora de investimentos mesmo após ter sido
liberado de sua primeira prisão na Operação Compliance Zero em novembro, diz a
Polícia Federal (PF). Segundo os investigadores, enquanto o Fundo Garantidor de
Créditos (FGC) “sangrava” para cobrir o rombo do Master no mercado financeiro,
Vorcaro ocultou de credores e vítimas R$ 2,2 bilhões.
O montante estava, ainda de acordo com a Polícia
Federal, na conta do pai de Vorcaro, Henrique Moura Vorcaro, junto à empresa
CBSF DTVM, a ex-Reag. A Reag é citada na Operação Carbono Oculto, que investiga
a lavagem de dinheiro do PCC em fundos de investimento. A empresa tem negado
irregularidades.
A PF considerou a ocultação dos valores, mesmo após
a liberação de Vorcaro em novembro, como uma confirmação dos indícios de
reiteração delitiva do banqueiro - ou seja, que ele continuou com as “condutas
ilícitas” em meio à investigação sobre o escândalo do Master.
Os indícios de "ocultação e dilapidação do
patrimônio obtido ilicitamente" foi uma das justificativas que o ministro
André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, citou para decretar a nova prisão
de Vorcaro, cumprida nesta manhã.
Henrique Vorcaro, pai de Daniel, também foi citado
no pedido que a liquidante do Master, a EFB Regimes Especiais de Empresas, fez
à Justiça dos Estados Unidos, nesta semana, para congelar uma mansão na Flórida
que seria de propriedade da família Vorcaro.
O documento sustenta que Henrique Vorcaro e Natália
Vorcaro, pai e irmã do banqueiro, utilizaram a empresa Sozo para adquirir a
mansão, em fevereiro de 2023, como parte de um suposto esquema para
"comprar ativos com recursos desviados do Master", dando
"continuidade à fraude".
O Globo

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