Não parece ser apenas uma campanha para
"limpar" a imagem do STF. É um ódio real.
Creio que a frustração dele com a carreira no
primeiro grau, onde nunca chegou a ser desembargador, a posterior renúncia ao
cargo, a entrada e o exercício da política como governador e senador, e o
retorno como magistrado no Supremo, tem um propósito: vingança.
Ao desmantelar a carreira de magistrado, primeiro
suspendendo parte da remuneração já incorporada ao orçamento, aquelas vantagens
pecuniárias legítimas, mas chamadas afrontosamente de
"penduricalhos".
Depois, em recente decisão, determinando ao CNJ a
revisão de todos os processos de aposentadoria compulsória como penalidade,
subvertendo a garantia constitucional da vitaliciedade.
Flavio Dino age com método na sua luta para diminuir
a magistratura. Tentou como senador, não conseguiu. Agora, como ministro do
STF, em decisão monocrática, atingiu uma das garantias constitucionais da
magistratura, sem passar pelo crivo dos demais ministros.
É uma afronta à dignidade da magistratura e uma
forma de manietar os seus pares no STF.
Nesse jogo, tem faltado coragem ao presidente do STF
para conduzir a Corte com destemor. Os ministros Gilmar, Alexandre e Dino
deitam e rolam sem amarras.
Diante disso, o Congresso segue sem conseguir sequer
negociar com o Supremo uma saída honrosa para a crise instalada com o caso do
Banco Master.
A insignificância do Legislativo é uma verdadeira
afronta à sociedade brasileira que irá às urnas em 2026.
E as associações nacionais de magistrados seguem nos
bastidores tentando salvar os dedos porque os anéis já se foram.
A decisão de Dino, em uma época de democracia
mitigada, enfraquece a magistratura e isso é muito ruim.
Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

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