Augusto Lima, aquele mesmo que fez negócio com o
ministro-chefe do Governo Lula, Rui Costa, aparece como um dos maiores
pagadores de propina do Banco Master. A informação é do Metrópoles, que aponta
que as investigações sobre o Master apontam as conexões do ex-CEO da
instituição, com políticos.
Relatos apontam que Augusto Lima operava um esquema
de pagamento de propina, com malas de dinheiro distribuídas na sede do banco,
em São Paulo, ou para empresas que teriam políticos como sócios ocultos. A PF
já sabe que um dos caminhos do dinheiro passa por uma firma hoje em nome da
mulher de um secretário de estado que tem ligações familiares com um cacique do
PT.
Baiano, o ex-CEO do Master fez sua trajetória a
partir de conexões com políticos do estado. Ele, inclusive, já foi citado
diversas vezes na CPMI do INSS, em episódios como essa discussão entre o
ex-governador Jacques Wagner e o senador Rogério Marinho.
Dados obtidos a partir da quebra de sigilo do
próprio Daniel Vorcaro ajudam a dimensionar os valores movimentados na operação
baiana do Master.
Em 19 de junho de 2023, Vorcaro recebeu cerca de R$
3 milhões do empresário baiano Miguel Luiz Rosário Lorenzo. Um mês depois, em
14 de julho daquele ano, uma pessoa jurídica de Lorenzo — MCR Patrimonial Ltda.
— transferiu outros R$ 30,6 milhões ao banqueiro.
A coluna de Andreza Matais apurou que Vorcaro
atribuía essa transação a negócios de Augusto Lima. Dados do Coaf (inteligência
financeira do governo) também revelaram que uma empresa do ex-prefeito de
Salvador ACM Neto (União Brasil) recebeu R$ 3,6 milhões do Master e da Reag.
Neto afirma que prestou serviço de consultoria ao banco.
Lima foi preso na primeira fase da Compliance Zero
Conhecido como Guga Lima, o empresário ficou preso
por 11 dias, entre 18 e 29 de novembro de 2025. Ele foi solto por decisão do
Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), mas segue monitorado por
tornozeleira eletrônica.
Além do Master, Lima é controlador do Banco Pleno,
que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em fevereiro.
Ele é casado com Flávia Péres, ex-ministra de Bolsonaro.
Foi no governo Rui Costa, atual chefe da Casa Civil
de Lula, que Lima ganhou uma licitação para explorar o CredCesta, um cartão de
pagamento para servidores públicos com desconto em folha. Esse negócio
impulsionou o Banco Master e estreitou as relações de Lima com o PT na Bahia.
Lima também atuava na área de empréstimos
consignados do banco, operações investigadas pela CPMI do INSS. Ele foi
convocado a depor, mas o ministro André Mendonça, do Supremo, o desobrigou de
comparecer.

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