sexta-feira, 20 de março de 2026

Médicos enviam “prontuário” de Bolsonaro a Moraes, que analisa domiciliar

 


A equipe que trata da saúde de Jair Bolsonaro (PL) enviou um “prontuário médico” do ex-presidente ao gabinete do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes — que analisa um novo pedido de transferência para prisão domiciliar.

O prontuário foi um pedido do próprio ministro. Segundo relatos da equipe médica à CNN, foi elaborado um “extenso” relatório com uma série de exames do ex-presidente — inclusive mais antigos. O documento foi enviado à defesa de Bolsonaro, que encaminhou o relatório a Moraes.

O relatório contém em anexo, por exemplo, as tomografias que mostram a infecção pulmonar do ex-presidente. Também é destacado o fato de que foi necessário administrar três antibióticos no tratamento e que Bolsonaro teve complicações renais neste período.

Há no documento uma menção ao prazo mínimo de internação de 14 dias — mas os médicos indicam que essa é uma mera estimativa e que só será possível falar sobre previsão de alta após a evolução do paciente.

Neste momento, Bolsonaro ainda é tratado com antibióticos. Caso os medicamentos sigam levando à evolução, o ex-presidente pode deixar a UTI de cuidados intermediários onde está internado e seguir para o quarto até o final de semana.

Na terça-feira (17), a defesa de Bolsonaro voltou a pedir que seja concedida prisão domiciliar ao ex-presidente — que atualmente cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão no âmbito da trama golpista na Papudinha, em Brasília.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reiterou o pedido a Moraes, numa reunião que classificou como “tranquila e objetiva”. O senador disse ainda que o ministro vai analisar a possibilidade em “momento oportuno”, mas que não deu prazo para tal.

Segundo os advogados, a medida não seria um “privilégio”, mas “providência necessária para assegurar condições mínimas de tratamento médico adequado”.

A defesa argumenta que o objetivo é “não se operar uma ampliação indevida dos riscos clínicos, permitindo acompanhamento permanente por familiares e profissionais de saúde, monitoramento clínico contínuo e acesso imediato a atendimento hospitalar em caso de emergências”.

CNN

 

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