A equipe que trata da saúde de Jair Bolsonaro (PL)
enviou um “prontuário médico” do ex-presidente ao gabinete do ministro do STF
(Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes — que analisa um novo pedido de
transferência para prisão domiciliar.
O prontuário foi um pedido do próprio ministro.
Segundo relatos da equipe médica à CNN, foi elaborado um “extenso” relatório
com uma série de exames do ex-presidente — inclusive mais antigos. O documento
foi enviado à defesa de Bolsonaro, que encaminhou o relatório a Moraes.
O relatório contém em anexo, por exemplo, as
tomografias que mostram a infecção pulmonar do ex-presidente. Também é
destacado o fato de que foi necessário administrar três antibióticos no
tratamento e que Bolsonaro teve complicações renais neste período.
Há no documento uma menção ao prazo mínimo de
internação de 14 dias — mas os médicos indicam que essa é uma mera estimativa e
que só será possível falar sobre previsão de alta após a evolução do paciente.
Neste momento, Bolsonaro ainda é tratado com
antibióticos. Caso os medicamentos sigam levando à evolução, o ex-presidente
pode deixar a UTI de cuidados intermediários onde está internado e seguir para
o quarto até o final de semana.
Na terça-feira (17), a defesa de Bolsonaro voltou a
pedir que seja concedida prisão domiciliar ao ex-presidente — que atualmente
cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão no âmbito da trama golpista na
Papudinha, em Brasília.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reiterou o pedido
a Moraes, numa reunião que classificou como “tranquila e objetiva”. O senador
disse ainda que o ministro vai analisar a possibilidade em “momento oportuno”,
mas que não deu prazo para tal.
Segundo os advogados, a medida não seria um
“privilégio”, mas “providência necessária para assegurar condições mínimas de
tratamento médico adequado”.
A defesa argumenta que o objetivo é “não se operar
uma ampliação indevida dos riscos clínicos, permitindo acompanhamento
permanente por familiares e profissionais de saúde, monitoramento clínico
contínuo e acesso imediato a atendimento hospitalar em caso de emergências”.
CNN

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