O advogado Roberto Podval disse à CNN que não
participará de um eventual acordo de delação premiada envolvendo o ex-banqueiro
Daniel Vorcaro, apesar de garantir que continuará atuando na defesa do
investigado.
“Tenho vários clientes e amigos que, eventualmente,
poderão ser delatados. Estarei conflitado”, declarou Podval.
Apesar disso, a decisão, não significa um rompimento
com Vorcaro, que desde a crise do Banco Master, perdeu dois advogados
contrários à tese da delação: Walfrido Warde e Pierpaolo Bottini.
“Continuarei com Vorcaro, mas não participarei da
delação”, prosseguiu.
Pierpaolo foi substituído por José Luís Oliveira
Lima, conhecido como “Juca”, que já atuou em casos de grande repercussão
nacional. Entre clientes defendidos, anteriormente, por ele, estão o
ex-ministro José Dirceu (PT) no processo do mensalão, o doleiro Alberto Youssef
na Lava-Jato, o ex-presidente da Caixa Econômica Federal Pedro Guimarães e o
general Walter Braga Netto, ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL), condenado pela trama
golpista.
A autorização, desta quinta (19), que permitiu a
transferência de Vorcaro para a Superintendência da Polícia Federal no DF,
sinalizou um avanço sobre as negociações de uma colaboração. O empresário já
assinou um termo de confidencialidade, etapa preliminar comum antes do início
formal de uma delação premiada.
As indicações que saem dos gabinetes do STF (Supremo
Tribunal Federal), PGR (Procuradoria-Geral da República) e PF (Polícia Federal)
são as de que as negociações sobre uma colaboração podem estar em fase
avançada.
A CNN apurou que o ministro André Mendonça sinalizou
que rejeitaria um acordo de delação “pela metade”, visando apenas políticos e
deixando ministros do próprio STF para um segundo momento.
CNN Brasil

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