A defesa do jornalista Luís Pablo Conceição
Almeida reagiu à operação da Polícia Federal realizada na
quinta-feira (12) e afirmou que o ministro Flávio Dino, do Supremo
Tribunal Federal, teria mentido nas alegações que motivaram a investigação. Em
nota divulgada nesta sexta-feira (13), os advogados classificaram as acusações
como “ridículas e patéticas”.
Segundo a defesa, a operação teria violado direitos
fundamentais ligados ao exercício do jornalismo, como privacidade, liberdade de
expressão, sigilo da fonte e manifestação de crítica. O jornalista atua no estado
do Maranhão e passou a ser investigado após publicar reportagens
sobre o suposto uso de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por
familiares de Dino.
A investigação foi autorizada pelo ministro Alexandre
de Moraes, que determinou mandado de busca e apreensão contra o jornalista. De
acordo com o STF, informações divulgadas nas reportagens incluíam placas de
veículos, detalhes sobre a equipe de segurança e deslocamentos do ministro
em São Luís, o que teria configurado “monitoramento ilegal”.
A defesa contesta essa versão e afirma que a nota
divulgada em nome de Dino contém informações falsas. Segundo os advogados, o
jornalista não publicou nomes nem quantidade de agentes de segurança e tampouco
realizou monitoramento ilegal das atividades do ministro.
O caso gerou repercussão entre entidades de
comunicação. Organizações como a Associação Brasileira de Emissoras de
Rádio e Televisão, a Associação Nacional de Editores de Revistas e
a Associação Nacional de Jornais divulgaram nota conjunta afirmando
que a decisão judicial levanta preocupações sobre possíveis impactos na
liberdade de imprensa e na proteção ao sigilo da fonte jornalística.
Com informações do Metrópoles

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