A escolha da deputada Erika Hilton para
presidir a Comissão das Mulheres gerou debate nas redes sociais após a
divulgação de um vídeo em que uma mulher trans critica a decisão. Na gravação,
ela afirma ser contra a indicação e argumenta que a vivência de uma mulher
trans não seria a mesma de uma mulher biológica.
Durante o vídeo, a autora da fala diz que a posição
não se trata de preconceito, mas de uma diferença de experiências. Segundo ela,
da mesma forma que discorda de uma pessoa trans comandar a comissão voltada às
mulheres, também seria contrária a uma mulher biológica presidir um eventual
colegiado voltado especificamente para travestis e mulheres trans.
A mulher afirma ainda que mulheres levaram anos de
luta para conquistar espaços na sociedade e que esses espaços deveriam ser
preservados. Para ela, cada grupo deveria ter representatividade dentro de sua
própria realidade e vivência social.
No trecho que mais repercutiu, a autora do vídeo
declara que ser travesti ou mulher trans “é totalmente diferente de ser mulher”
e que uma pessoa trans não teria como compreender integralmente as experiências
enfrentadas por mulheres desde o nascimento.
A fala viralizou nas redes e reacendeu discussões
sobre representatividade, identidade de gênero e a composição de espaços institucionais
voltados às pautas femininas no Congresso Nacional.

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