Desde que o presidente Lula (PT) reuniu um grande
comitê para se exibir em público como capaz de tomar conta do escândalo Master,
a situação só piorou, e hoje estamos assim.
O STF (Supremo Tribunal Federal) vendo-se obrigado a
soltar notas e desmentidos diante da reação pública ao comportamento de pelo
menos dois de seus integrantes, os ministros Dias Toffoli e Alexandre de
Moraes.
Um desfrutava da imagem de exterminador da lava
jato, o outro, da imagem de exterminador do bolsonarismo. Agora estão no centro
de um processo de acelerado extermínio da imagem da própria Corte como
instituição.
O Planalto manteve-se por algum tempo no silêncio de
quem observa até com certo conforto as dificuldades políticas de outros. Isso
até o escândalo subir a rampa e ir até o terceiro andar da sede do Poder
Executivo, passando por lideranças políticas do partido do governo no Senado e
pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski.
O impacto de tudo isso vai muito além da continha
simples de quem leva vantagem na disputa por narrativas suculentas contra o
adversário na campanha eleitoral.
O aspecto central desse escândalo é o que ele exibe
em termos de patrimonialismo, ou seja, como interesses privados se apoderam de
pedaços do Estado e transformam os cofres e pedaços da máquina pública em
ferramentas na defesa de seus interesses particulares.
Isto não é novo no sistema político e de governos
brasileiros, mas dá a sensação de algo nunca visto em um país que achava ter
passado por tudo em matéria de corrupção, cinismo, e falta de qualquer senso de
pudor por parte de agentes políticos e públicos.
William Waack - CNN Brasil

Nenhum comentário:
Postar um comentário