A investigação da Polícia Federal (PF) que atingiu o
prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, obteve também uma das provas mais visuais
do suposto esquema de corrupção na saúde na prefeitura de Paraú. No dia 8 de
maio de 2025, câmaras escondidas na sede da empresa DISMED captaram a chegada
do Prefeito João Evaristo Peixoto, conhecido.
A investigação da
Polícia Federal (PF) que atingiu
o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, obteve também uma das provas
mais visuais do suposto esquema de corrupção na saúde na prefeitura de Paraú.
No dia 8 de maio de 2025, câmaras escondidas na sede
da empresa DISMED captaram a chegada do Prefeito João Evaristo Peixoto,
conhecido como “Júnior Evaristo”, que foi recebido pelo empresário Oseas
Monthalggan com a saudação: “Bora Prefeito forte!”. A PF confirmou a identidade
do gestor comparando as roupas usadas no vídeo com uma foto publicada no Instagram oficial da Prefeitura no mesmo
dia.
Durante a reunião, gravada em áudio e vídeo, o
prefeito e o empresário discutem abertamente a “matemática” dos pagamentos,
referindo-se a valores de notas fiscais e às comissões devidas. Quando o
empresário explica os descontos de impostos e a percentagem da comissão, o
prefeito responde explicitamente: “Entendi!”, demonstrando, segundo a decisão
judicial, plena compreensão e anuência com os cálculos da propina.
O momento mais insólito do diálogo ocorre quando o
prefeito solicita um benefício pessoal direto: “Dê o brinde do dia das mães”. O
empresário Oseas pergunta o que ele deseja e oferece-se prontamente para
realizar a compra em nome da empresa, alegando que “sai mais barato”. A
conversa segue com o empresário a instruir o prefeito a “arrochar o nó” para
não deixar entrar outros fornecedores no município, garantindo a exclusividade
do esquema.
Para a Justiça Federal, a familiaridade do
tratamento, a discussão de valores num ambiente reservado e a aceitação de
presentes constituem indícios robustos de corrupção.
Fonte: Blog do Dina

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