O avanço da Polícia Federal no caso do Banco Master
causou tensão máxima entre os investigados. A PF concentrou, nos dias 26 e 27,
os depoimentos de nove alvos da apuração, o que pegou advogados e investigados
de surpresa e acendeu o alerta vermelho nos bastidores.
Defensores da família Vorcaro e de outros envolvidos
afirmam que não foram sequer oficialmente comunicados sobre os depoimentos.
Segundo eles, a investigação segue sob sigilo no STF, sob relatoria do ministro
Dias Toffoli, sem acesso a provas ou informações básicas do processo, conforme
informações da Veja.
Com a pressa da Polícia Federal, os advogados agora
avaliam a melhor reação: pedir mais prazo ao STF, orientar os clientes a
permanecerem em silêncio ou denunciar cerceamento de defesa. Em termos simples,
cerceamento ocorre quando a defesa não consegue exercer plenamente seus
direitos no processo.
Apesar do clima de indignação, enfrentar diretamente
o Supremo é visto como último recurso. Nos bastidores, a leitura é clara: o
caso avançou rápido demais, sem aviso prévio, e o medo agora é de que decisões
já estejam sendo tomadas longe dos olhos da defesa.

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