O Resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no
interior do Paraná, e ligado à família do ministro do STF Dias Toffoli, abriga
um cassino com máquinas eletrônicas de apostas e mesas de jogos de cartas
valendo dinheiro. O empreendimento entrou no centro de um escândalo após revelações
de que, além das chamadas vídeo loterias, há no local práticas como blackjack —
modalidade de jogo de azar proibida no Brasil.
A informação é da colunista Andreza Matais, do Metrópoles.
Conhecido na cidade como o “resort do Toffoli”, o hotel é associado ao ministro
mesmo sem o nome dele constar oficialmente nos registros. Funcionários tratam
Toffoli como proprietário e relatam que ele frequenta o local com regularidade.
No fim de 2025, o resort foi fechado para uma festa privada organizada pelo
ministro, com presença de artistas e do ex-jogador Ronaldo Nazário, que teria
participado da inauguração da área de jogos.
A reportagem apurou que o cassino possui 14 máquinas
de vídeo loteria, regulamentadas pelo governo do Paraná após decisão do STF em
2020 — da qual o próprio Toffoli participou, votando a favor da exploração
estadual dessas modalidades. No entanto, além das máquinas, o local oferece
jogos de cartas com “dealer”, como blackjack, prática que permanece ilegal no
país. Também não há controle de acesso, e crianças foram flagradas utilizando
máquinas de apostas ao lado de adultos consumindo bebidas alcoólicas.
O resort já passou por negócios envolvendo pessoas
ligadas ao Banco Master e ao grupo J&F, ambos com interesses analisados em
processos relatados por Toffoli no Supremo, o que aumentou as suspeitas sobre
conflito de interesses. Procurado, o advogado do empreendimento negou
irregularidades e afirmou que os jogos são autorizados pela loteria estadual e
que as mesas de cartas servem apenas para entretenimento entre hóspedes, sem
incentivo à jogatina.
Com informações do Metrópoles

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