sábado, 31 de outubro de 2026

Fachin acelera análise e planeja encerrar inquérito das fake news até dezembro

 


Após o encerramento do período eleitoral, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, intensificou o ritmo de análise das apurações derivadas do inquérito das fake news. A investigação, aberta de ofício em 2019 e mantida por sete anos e meio sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, reuniu 104 procedimentos paralelos e somou cerca de 12 mil páginas ao longo de sua tramitação.

Desde que assumiu a condução do processo no início deste mês, Fachin determinou o arquivamento dos oito primeiros processos examinados. A intenção do presidente do STF é concluir o pente-fino em todo o acervo e promover o encerramento definitivo do inquérito até o fim de dezembro.

A maioria dos arquivamentos efetuados até o momento teve como base pareceres emitidos pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR tem apontado a fragilidade dos conjuntos probatórios, a impossibilidade de avanço das diligências e a perda dos prazos legais para a conclusão das investigações. Entre os casos já encerrados está uma apuração sobre o ativista Guilherme Fiuza, arquivada por prescrição do suposto delito, e um procedimento contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro relativo a um fato pelo qual já havia sido julgado pela própria Corte.

Em nota recente, o ministro ressaltou que a gestão busca finalizar o caso com transparência. “Sob a atual Presidência, pretende-se concluir responsavelmente essa trajetória, com o exame dos procedimentos ainda pendentes e, uma vez cumpridas as etapas processuais necessárias, promover o arquivamento definitivo do inquérito, garantindo-se então a ampla publicidade de todos os atos”, escreveu Fachin.

Histórico da apuração

Identificado sob o número 4.781, o inquérito das fake news gerou, desde a sua instauração, a análise de 325 apurações sigilosas no STF. Inicialmente focado em apurar ataques e críticas dirigidas à Corte e a seus integrantes, o procedimento teve seu escopo ampliado ao longo dos anos.

Recentemente, a inclusão do ministro André Mendonça no rol de investigados por Moraes — com base em relatório policial classificado como “sem valor probatório” — levou Fachin a desmembrar o pedido e defender o encerramento formal do inquérito.

Com informações do Estadão

Vorcaro tinha pleno conhecimento e comandava operações de consignado no Master, diz ex-sócio à PF

 


Indiciado pela Polícia Federal sob suspeita de crimes financeiros no Banco Master, Augusto Ferreira Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro, afirmou que o ex-banqueiro conhecia em detalhes a operação dos empréstimos consignados da instituição.

A declaração faz parte do depoimento prestado à Polícia Federal no último dia 16, no âmbito da Operação Compliance Zero e difere da versão do ex-banqueiro. Lima disse que Vorcaro não apenas tinha conhecimento detalhado do produto, como centralizava todas as decisões operacionais, financeiras e estratégicas do banco.

"Me causa muita dificuldade quando o Daniel vem dar um depoimento e diz o seguinte: 'Eu não conheço nada de consignado, quem conhecia era Augusto'", afirmou Lima aos investigadores.

O depoimento de Lima contrasta com o de Vorcaro, prestado em dezembro do ano passado, no qual o ex-banqueiro disse que "não entrava nos detalhes" das operações de crédito consignado e conhecia apenas o funcionamento geral do negócio.

Procurada nesta sexta-feira (30), a defesa de Daniel Vorcaro não respondeu sobre a declaração de Lima. A defesa de Augusto Lima afirmou que não comentaria.

Segundo Lima, Vorcaro acompanhava de perto a área e interferia diretamente em decisões operacionais envolvendo o consignado. O indiciado disse que, em dezembro de 2024, quando uma equipe interna apontou que determinados contratos não deveriam ser processados, Vorcaro deu uma contraordem expressa para que a operação fosse efetuada.

O ex-sócio de Vorcaro afirmou que, diante de questionamentos de auditores do BRB (Banco de Brasília) e do Banco Central sobre o lastro das operações, foi o próprio Vorcaro quem orientou executivos e subordinados a dar respostas evasivas ou falsas.

Em seu depoimento, Lima disse ainda que o controlador determinava expressamente aos funcionários que declarassem que os correspondentes bancários eram as associações de servidores públicos da Bahia (Asteba e Ceba) ou, alternativamente, que os ativos haviam sido sacados de fundos de investimento.

Segundo o relato do ex-sócio, o nome das associações e a estrutura do Credcesta —cartão criado por Augusto Lima para oferecer crédito consignado a funcionários públicos— teriam sido usados para dar aparência de legitimidade a carteiras de crédito sem lastro real e inflar os valores negociados com o BRB.

No depoimento, Lima disse que a operação inicial com o BRB, de R$ 750 milhões, realizada em julho de 2024, tinha como base créditos regulares de funcionários públicos, com histórico de alta adimplência.

Lima afirmou às autoridades que a base do Credcesta jamais teria capacidade física ou geográfica de gerar o montante de R$ 5 bilhões a R$ 12 bilhões exigido por auditores e pelo Banco Central.

O ex-sócio disse aos investigadores que a carteira de consignado, estruturada a partir do CredCesta, foi o que fez o Master saltar no ranking nacional entre 2019 e 2025. Ele disse que seria contraditório o principal executivo do banco desconhecer o funcionamento de uma atividade tão relevante.

Lima disse que Vorcaro brigava diretamente para manter a operação dentro da instituição. Ele recorreu a conversas mencionadas no inquérito, que mostram Vorcaro dando orientações sobre a classificação e a movimentação de operações.

"Pelo que está no próprio inquérito de forma objetiva, ele em alguns momentos fala, 'diga que tirou do fundo', 'diga que comprou uma carteira', 'troque isso aqui', 'faça aquilo outro'. Isso no final do dia mostra que ele tinha pleno conhecimento do que era consignado", disse Lima.

Em seu depoimento à PF, Lima disse que decidiu se desligar do Banco Master entre o final de 2022 e o início de 2023, oficializando sua saída do quadro diretivo em 28 de maio de 2024 —antes da operação inicial com o BRB, porque afirmou que divergia das estratégias adotadas por Vorcaro.

Lima disse que defendia o foco exclusivo no Credcesta, enquanto Vorcaro teria passado a direcionar a instituição para operações de atacado e aquisição de empresas em dificuldades. Ele disse ainda que ficava sabendo de investimentos feitos pela instituição por meio do mercado e da imprensa, sem ser consultado ou informado pelo até então controlador do Banco Master.

Segundo o ex-sócio de Vorcaro, como o Credcesta dava liquidez ao Master, sua saída da gestão do produto foi mantida em sigilo a pedido do próprio banco e do regulador para evitar pânico no mercado. A decisão, afirmou, o levou a atuar temporariamente apenas como prestador de serviços de originação até estruturar a transferência definitiva da operação do cartão para uma instituição própria, o Banco Voiter.

A Polícia Federal concluiu o primeiro inquérito sobre suspeitas relacionadas ao Banco Master e indiciou, no último dia 28, Daniel Vorcaro e outras 14 pessoas por suspeitas de crimes financeiros na venda de carteiras de crédito ao BRB, entre elas estão Paulo Henrique Costa (ex-presidente do BRB) e Augusto Lima.

Lima é apontado pela polícia como integrante do núcleo executivo-financeiro e foi indiciado por suspeita de gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A defesa do empresário rechaça as conclusões do relatório sobre suspeitas de crimes financeiros na venda de carteiras de crédito do BRB e afirma que ele não participou, direta ou indiretamente, das fraudes investigadas.

Folha de São Paulo

 

Ibovespa perde quase R$ 1 trilhão na semana e tem pior desempenho desde a pandemia

 


A B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) viveu uma das maiores semanas de desvalorização de sua história recente após o resultado das eleições presidenciais. Em apenas cinco pregões, as empresas listadas na bolsa brasileira perderam quase R$ 1 trilhão em valor de mercado, impulsionadas pela reação negativa dos investidores quanto às incertezas da política econômica do novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O Ibovespa encerrou a sexta-feira (30) aos 167.921,80 pontos, acumulando um recuo de 18,12% no período. O resultado marca o pior desempenho semanal do índice desde março de 2020, momento de forte retração nos mercados globais devido à eclosão da pandemia de Covid-19.

Além do tombo no mercado acionário, o dólar comercial registrou valorização superior a 9% no acumulado da semana, acompanhado por uma alta expressiva nas taxas dos juros futuros, refletindo o aumento do risco fiscal e a desconfiança dos agentes financeiros.

Com informações da Revista Oeste

 

Esquerda na Polônia é acusada de tentar golpe de Estado por meio do Judiciário

 


O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, enfrenta acusações de tentar promover um golpe de Estado por meio do Judiciário. Juízes e políticos da oposição apontam uma ofensiva contra o Tribunal Constitucional do país, em meio a uma disputa política pelo controle da Corte.

A crise ganhou força nesta sexta-feira (30), quando a polícia foi enviada às dependências do Tribunal Constitucional após o afastamento do presidente da Corte, Bogdan Święczkowski, e do vice-presidente, Bartłomiej Sochański, ambos alinhados ao presidente polonês, Karol Nawrocki. A decisão foi tomada pela magistrada Anna Korwin-Piotrowska, ligada ao governo Tusk, que alegou estar sendo impedida de exercer suas funções.

O envio de policiais foi solicitado pela magistrada e pelo procurador-geral, Waldemar Zurek, sob a justificativa de possíveis ameaças à integridade física de juízes e funcionários. A movimentação, porém, provocou reação da oposição, que acusa o governo de tentar interferir na composição e no funcionamento da Corte.

Tusk defendeu a iniciativa e afirmou que pretende “restaurar o império da lei”, alegando que o Tribunal Constitucional acumulou ilegalidades durante os governos do partido Lei e Justiça (PiS). “Não há outro caminho”, declarou o primeiro-ministro.

O presidente Karol Nawrocki interrompeu uma viagem oficial ao Senegal e determinou o retorno à Polônia. “Em um momento como este, o presidente deve estar na Polônia”, afirmou.

Com informações do Metrópoles 

Ministro de Lula usava aviões da FAB para fazer “putaria” e Lulinha diz que “esse moço sabe viver”

 


A troca de mensagens entre Roberta Luchsinger, a lobista, e Fábio Luís, o Lulinha, mostram que o então Ministro das Comunicações do governo Lula, Juscelino Filho, usava voos da Força Aérea Brasileira (FAB) para viagens de entretenimento com direito a festas e “putaria”, segundo relato da empresária. Fatos relacionados aos dois são investigados em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). As informações foram divulgadas pelo Metrópoles.

“Gustavo disse que Juscelino faz isso direto. Voo FAB, vem jogar e fazer putaria”, escreveu ela. Lulinha reagiu: “Esse moço sabe ser feliz”. Roberta completou, em tom de ironia: “Eu quero só ver a justificativa do voo” — numa referência ao uso de aeronaves públicas para fins que nada teriam a ver com atividade oficial.

O assunto aparece em meio a uma conversa mais ampla, de agosto de 2023. Na ocasião, Roberta contou que havia encontrado Juscelino Filho, o então presidente da Telebras, Frederico de Siqueira Filho, conhecido como Fred, e o secretário-executivo do ministério. Segundo o relato, eles estavam acompanhados de outras cinco mulheres.

“Ontem fui jantar com o Léo (Slezynger, empresário da Unigel) no bendito Tangará. Quem eu dei de cara no elevador?”, escreveu Roberta. Após Lulinha perguntar quem era, ela respondeu: “Fred Telebrás. Jucelino e mais o secret executivo do Jucelino. Mais 5 putas. Uma mesa regada a putaria e bebida”.

Lulinha reagiu: “Nussa… os caras são lokos”.

Com informações do Metrópoles

Editorial Estadão: ‘Pizza’ no STF seria um acinte

 


Um dia após ser reeleito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, no Palácio da Alvorada, os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Na ocasião, Lula lhes prometeu os votos do PT para que sejam reconduzidos aos cargos, em fevereiro de 2027. Ato contínuo, a federação União-PP anunciou o mesmo apoio a Alcolumbre.

Até aí, é jogo jogado. O problema é que Alcolumbre provavelmente não ganhou esses apoios por ser bonito, e sim porque, entre outras razões, já deu provas mais que suficientes de sua disposição de impedir que prosperem pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ademais, enquanto não soubermos exatamente o que Alcolumbre, Lula e Alexandre de Moraes discutiram em jantar fora da agenda, na casa do enrolado ministro do STF, em agosto passado, somos autorizados a tirar as piores conclusões.

Se Alcolumbre for reconduzido com a missão de salvar ministros do STF, e temos poucas razões para não acreditar nisso, será um escândalo: vários desses ministros, a começar pelo anfitrião do tal jantar com Lula e Alcolumbre, deveriam pelo menos ser investigados porque figuram como envolvidos no escândalo do Banco Master, e no entanto foram blindados por um STF incapaz de cortar na própria carne para estancar a crise de credibilidade e legitimidade em que se enfiou.

É exatamente para casos como esses que o impeachment existe. E inúmeros senadores eleitos neste ano ganharam muitos votos porque prometeram a seus eleitores que vão se empenhar para afastar os ministros encalacrados. Ou seja, o impedimento de integrantes do STF tornou-se bandeira eleitoral, e por culpa exclusivamente da forte sensação de impunidade que emana daquela Corte.

Ora, a Constituição e a Lei 1.079/1950 confiaram ao Senado o julgamento de ministros do STF por crimes de responsabilidade, mas não confiaram a seu presidente o poder de decidir, sozinho, que tais crimes jamais serão processados sob seu comando. O juízo de admissibilidade existe para barrar pedidos de impeachment sem fundamento, não para transformar a toga em salvo-conduto. Tão ou mais grave do que isso é submeter esse juízo aos interesses particulares do ocupante de ocasião da cadeira.

Convém lembrar que os ministros do STF não se submetem a voto popular, permanecem no cargo até os 75 anos e são julgados, em caso de prática de crimes comuns, pelos próprios pares. O impeachment é o único freio externo que a Constituição prevê para retirar da Corte aqueles que já não reúnem as condições éticas para exercer a magistratura. São os casos de Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Nunes Marques, sobre os quais pairam suspeitas graves de associação com Vorcaro.

A ação do Senado para resguardar o melhor interesse do País ganha ainda mais força à luz do espírito de corpo que impera na Corte, como se depreende daquela ignominiosa sessão do tribunal em 15 de setembro, que travou o pedido de investigação de Alexandre de Moraes, suspeito de atuar como consultor do banqueiro por meio de um contrato milionário firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua mulher.

Alcolumbre, ademais, não parece ser um árbitro neutro no exercício do juízo de admissibilidade. Recorde-se que ele mesmo figura indiretamente no escândalo do Master, porque uma vultosa soma de recursos da Amapá Previdência, dirigida por aliado do presidente do Senado, foi aplicada temerariamente nos papéis podres do banco de Daniel Vorcaro. Logo, proteger Moraes e outros ministros do STF significa manter fechadas algumas portas investigativas que, em tese, poderiam levar até ele.

Que fique claro: não se trata aqui de entregar o STF à sanha dos bolsonaristas que enxergam o impeachment como instrumento de vingança. Trata-se de exigir que o Senado, como manda a Constituição, examine cada pedido à luz das leis e dos graves indícios que pesam contra determinados ministros.

É inaceitável que a mera hipótese de abertura de um processo de impeachment seja rejeitada peremptoriamente por um presidente do Senado que parece interessado no festim da impunidade. E, se o preço da governabilidade for a imunidade de ministros do STF sob suspeita, Lula será o avalista dessa pizza indecente.

Editorial Estadão

 

 

Ministro de Lula usava aviões da FAB para fazer "putaria", revelam mensagens de Roberta Luchsinger

 


Parece que Roberta Luchsinger falou a verdade quando disse que revelou, em entrevista a CNN Brasil, "apenas 1%" do que sabe sobre o empresário Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Afinal, na noite desta sexta-feira (30), mensagens vazadas para a jornalista Andreza Matais, do Metrópoles, apontam que ela sabia, por exemplo, da participação de Lulinha em eventuais "surubas". 

Segundo a colunista, a troca de mensagens entre Roberta Luchsinger e Lulinha conversavam diariamente e frequentemente se tratavam por “muso” e “musa”. Em uma das conversas, de agosto de 2023, Roberta conta ao filho do presidente que teria flagrado um ex-integrante do governo Lula em uma festa com mulheres no hotel Palácio Tangará, em São Paulo.

Naquele dia, Roberta envia uma mensagem a Lulinha relatando um encontro inesperado. “Ontem fui jantar com o Léo (Slezynger, empresário da Unigel) no bendito Tangará. Quem eu dei de cara no elevador?”, escreveu.

“Fred Telebrás. Jucelino (sic) e mais o secret executivo do Jucelino”, respondeu Roberta, referindo-se ao então ministro das Comunicações, Juscelino Filho. “Mais 5 putas. Uma mesa regada a putaria e bebida”, acrescentou.

“Nussa… os caras são lokos”, reagiu Lulinha.

Roberta continuou o relato: “Puta bebendo champanhe no Tangará. Detalhe: ia rolar suruba mesmo. Estavam subindo p uma suíte. Todos em uma suíte. Pq o 1 andar eh só de suite grande e tal”.

“Tadinha… elas tb merecem… puta só pode beber campari agora”, ironizou o filho do presidente.

MINISTRO DE LULA USAVA FAB PARA FAZER "PUTARIA"

Na conversa, Luchsinger se referia a Juscelino Filho, que comandava o Ministério das Comunicações no governo Lula, e a Frederico de Siqueira Filho, conhecido como Fred, então presidente da Telebras.

O episódio é narrado por Roberta nas mensagens, sem que o diálogo, por si só, comprove que os fatos tenham ocorrido da maneira descrita por ela.

Roberta Luchsinger e Lulinha são investigados pela Polícia Federal no âmbito das apurações sobre fraudes e desvios de recursos do INSS. O filho do presidente Lula está em Madri, na Espanha. Os investigadores apuram a atuação dos dois e suas possíveis conexões com o esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.

Mais adiante na conversa, Luchsinger compartilha um relato de Gustavo Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha, de que Juscelino costumava usar voos da Força Aérea Brasileira (FAB) em viagens de entretenimento.

“Gustavo disse que Juscelino faz isso direto. Voo FAB, vem jogar e fazer putaria” diz ela. “Esse moço sabe ser feliz”, observa Lulinha. “Eu quero só ver a justificativa do voo”, diz ela.

Atualmente, fatos relacionados a Lulinha e Roberta Luchsinger são investigados em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). O principal deles, com as apurações mais avançadas, diz respeito às suspeitas de que Lulinha, Roberta Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, teriam praticado tráfico de influência no Ministério da Saúde (MS) para vender fármacos derivados de maconha, como o CBD.

Além da relação com Roberta, Lulinha atuou em conjunto com o Careca do INSS na empresa de maconha medicinal Cannabis World. Como mostrou a coluna, os dois viajaram juntos para Portugal e Espanha, onde Lulinha vive desde meados do ano passado.

Outro inquérito diz respeito a pagamentos que teriam sido feitos por Roberta Luchsinger a pessoas do entorno do presidente Lula, como o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Uma terceira apuração gira em torno de possível tráfico de influência na Dataprev, empresa pública de processamento de dados.

Nos últimos dias, a defesa de Lulinha tem dito que a autenticidade das mensagens dele com Luchsinger não pode ser atestada. A defesa sustenta, ainda, que o filho do presidente da República não se envolveu em ilícitos ou irregularidades e que está à disposição da Justiça.

 



sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Ibovespa fecha semana com queda de 18%, registra pior resultado desde 2020 e dólar dispara para R$ 5,44


A Bolsa brasileira encerrou a semana com um dos piores desempenhos de sua história recente. O Ibovespa caiu 0,75% nesta sexta-feira (30), aos 167.921 pontos, acumulando perdas de 18% nos cinco pregões após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Foi a maior queda semanal desde março de 2020, no início da pandemia. No mês, o índice acumulou recuo de 9,75%, o pior resultado mensal desde junho de 2022.

O dólar também avançou e fechou em alta de 1,09%, cotado a R$ 5,446, atingindo o maior valor de 2026. Na semana, a moeda norte-americana acumulou valorização de 9,15% frente ao real.

Com informações da CNN

 


CRISE DIPLOMÁTICA: Itamaraty convoca representante argentina e cobra explicações sobre papel de Milei na fuga de Flávio


O Itamaraty convocou a encarregada de negócios da Argentina em Brasília, Emilia Cortés, para pedir explicações sobre o possível envolvimento do governo de Javier Milei na fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos, passando pelo território argentino.

A diplomata foi recebida pelo embaixador João Marcelo Galvão de Queiroz, chefe do Departamento de Mercosul. A conversa durou poucos minutos e teve como objetivo obter informações sobre a participação de integrantes da Casa Rosada no episódio.

Santiago Caputo, principal estrategista político de Milei, teria sido peça-chave na organização da saída de Flávio. Ele teria acompanhado a movimentação na região da Tríplice Fronteira, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, para garantir o embarque do senador rumo aos Estados Unidos.

Apesar da gravidade do caso, o governo Lula decidiu tratar o assunto sem alarde para evitar uma escalada na já desgastada relação com Milei. Emilia Cortés não foi recebida pela cúpula do Itamaraty, e o encontro foi tratado como um procedimento diplomático de rotina.

O Planalto e o Itamaraty, até o momento, não divulgaram comunicado oficial sobre o episódio. Não há, por enquanto, a perspectiva de nomeação de novos embaixadores para as representações diplomáticas dos dois países.

Com informações do UOL

 


Cristiane Dantas destaca Grupo Reviver e importância da prevenção ao câncer


Durante a sessão plenária desta terça-feira (27), a deputada Cristiane Dantas (PSDB) destacou as ações do Outubro Rosa pelo Grupo Reviver, com ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de mama. 

A parlamentar também destacou a conclusão da Cartilha da Saúde da Mulher, elaborada pela Procuradoria Especial da Mulher da ALRN. “O material reúne informações sobre prevenção, exames, locais de atendimento e sinais de alerta para doenças como endometriose, além de orientações sobre as diferentes fases da vida feminina, da adolescência à menopausa”, afirmou.

Sobre a unidade móvel do Grupo Reviver Cristiane Dantas ressaltou o acesso aos serviços para a realização de mamografias gratuitas. “Mulheres a partir dos 40 anos podem ter acesso ao exame mediante apresentação do cartão do SUS e de documento de identidade. A programação também inclui serviços de beleza, como esmaltação e corte de cabelo, em parceria com o Senac”, lembrou. 

A deputada anunciou ainda a realização de uma sessão solene nesta quarta-feira (28), às 14h, em homenagem a mulheres, profissionais e organizações que atuam na prevenção

 

 

Filho do ex-governador Geraldo Melo tem permanência confirmada como secretário de Agricultura de SP

 


O economista e produtor rural Geraldo Melo Filho, filho do ex-governador do Rio Grande do Norte Geraldo Melo, continuará à frente da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo no segundo mandato do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A permanência foi confirmada pelo chefe do Executivo paulista em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo e comemorada pelo secretário em publicação no Instagram.

 “Muito obrigado pela confiança renovada. Continuar na Secretaria de Agricultura é uma grande responsabilidade. Vamos seguir com os pés na terra, focados em ações reais que facilitem o dia a dia do produtor rural paulista. O trabalho não para. Vamos em frente!”, escreveu Geraldo Melo Filho.

Reeleito para governar São Paulo até 2030, Tarcísio afirmou que pretende manter a maior parte dos secretários que integraram sua administração no primeiro mandato. Entre os nomes confirmados está Geraldo Melo Filho, que assumiu a pasta em 13 de janeiro de 2026, após a saída de Guilherme Piai, responsável pela secretaria entre 2023 e 2025.

Em entrevista ao Estadão, Tarcísio destacou que pretende manter uma equipe com perfil técnico, embora algumas secretarias devam passar por mudanças. O governador também antecipou a intenção de manter Marília Marton na Secretaria da Cultura.

Trajetória de Geraldo Melo Filho

Formado em Economia pela Universidade de Brasília (UnB), Geraldo Melo Filho é produtor rural e possui experiência em órgãos públicos e entidades ligadas ao agronegócio.

Entre 2019 e 2022, presidiu o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Também ocupou funções na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), no Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e na Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar).

Antes de assumir a secretaria paulista, atuava como diretor-geral do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), entidade que presta apoio técnico à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Congresso Nacional.

Em 2024, Geraldo Melo Filho palestrou na 43ª edição do Motores do Desenvolvimento do Rio Grande do Nortem promovido pelo Sistema Tribuna. Na época enquanto diretor geral do IPA, destacou uma série de pautas prioritárias que envolvem cerca de 59 entidades aplicadas dentro do Congresso Nacional em prol do desenvolvimento do setor.

Filho de ex-governador do RN

Geraldo Melo Filho é filho do ex-governador e ex-senador Geraldo José da Câmara Ferreira de Melo, que teve uma trajetória de destaque na política do Rio Grande do Norte.

Natural de Campo Grande, no interior potiguar, Geraldo Melo foi vice-governador do Estado entre 1979 e 1983 e governador de 1987 a 1991. Posteriormente, exerceu mandato como senador da República entre 1995 e 2003, período em que chegou à vice-presidência do Senado Federal.

Além da carreira política, teve atuação no setor empresarial, especialmente na atividade sucroalcooleira em Ceará-Mirim, e no segmento de comunicação. Em 2021, foi eleito para a Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANL), ocupando a cadeira número 32.

Geraldo Melo morreu em 6 de março de 2022, aos 86 anos, após enfrentar um câncer diagnosticado em 2020.

 

Dupla é presa suspeita de aplicar golpe do achadinho em Macaíba; homem ofereceu R$ 5 mil para evitar prisão

  Um homem de 56 anos e uma mulher de 51 anos foram presos em flagrante nesta quinta-feira (29), suspeitos de tentar aplicar o golpe conheci...