sexta-feira, 25 de setembro de 2026

CONTAS REPROVADAS: Samanda de Lula disputa o Senado enquanto parcela devolução de dinheiro público da campanha de 2022

 


A candidata do PT ao Senado, Samanda Alves, teve as contas da campanha a deputada federal em 2022 desaprovadas por unanimidade pelo TRE-RN. O TSE manteve a decisão, que determinou a devolução de R$ 91.600 ao Tesouro Nacional. Desse total, R$ 75.650 são recursos do Fundo Eleitoral que ela obteve autorização para pagar em 60 parcelas. Os outros R$ 15.950, referentes a uma doação de fonte vedada e a recursos de origem não identificada, foram pagos à vista.

A campanha custou cerca de R$ 792 mil, quase tudo bancado pelo Fundo Eleitoral. No processo, a Procuradoria Regional Eleitoral apontou “malversação de recursos oriundos do Fundo Eleitoral” e relacionou nove irregularidades, classificadas como graves e insanáveis. Entre os problemas examinados estavam contratos com assinaturas descritas pela área técnica como “borradas ou coladas”, aluguel de carros de empresas que não comprovaram ser proprietárias dos veículos, um jingle contratado acima do preço médio de outras campanhas no RN e duas notas fiscais, no total de R$ 15.450, que a candidata afirmou desconhecer.

Samanda tentou apresentar novos documentos depois da decisão do TRE-RN. A Procuradoria-Geral Eleitoral pediu que seu recurso fosse negado e a Justiça Eleitoral considerou que se tratava de “documentos já existentes ao tempo da diligência”, que deveriam ter sido apresentados antes. O valor final de R$ 91.600 foi fixado após a correção de um erro material na decisão inicial.

O parcelamento dos R$ 75.650 foi autorizado em 2025. Depois, o tribunal apurou R$ 4.326,77 de correção ainda não recolhida sobre os valores pagos à vista e registrou em despacho que “a candidata silenciou” após ser intimada a complementar o pagamento. O TRE-RN também pediu comprovantes de parcelas do acordo. Pelos andamentos públicos consultados na reportagem original, não é possível saber quantas das 60 parcelas já foram pagas.

O caso deixa perguntas para Samanda responder: quem assinou os contratos descritos como “borrados ou colados”? Por que a campanha alugou carros de empresas que não comprovaram ser donas dos veículos e voltou a contratar uma delas em 2024? Por que o saldo de correção cobrado pelo TRE-RN não foi pago? E quantas parcelas do acordo já foram quitadas?

Com informações do Blog do Dina⁠ e de decisões da Justiça Eleitoral

 

COINCIDÊNCIA? Presidente da Potigás, indicada por Samanda, recebeu R$ 36 mil da campanha da petista a deputada federal em 2022

 


A campanha de Samanda Alves (PT) a deputada federal pagou R$ 36 mil do Fundo Eleitoral a Marina Melo Alves Siqueira em 9 de setembro de 2022. Na prestação de contas, ela aparece como “administradora financeira”. Na folha da Potigás daquele mesmo mês, Marina constava como “Diretor Presidente — Ativo”. Ela comandava a companhia de gás do RN, por indicação da própria Samanda, desde maio de 2022.

Em novembro de 2025, Marina foi reconduzida à presidência da Potigás para um segundo mandato, por indicação do Governo do Estado, que é acionista da companhia. A Lei das Estatais veda a indicação para a diretoria de quem tenha trabalhado, nos 36 meses anteriores, na organização, estruturação ou realização de campanha eleitoral.

Entre o pagamento de setembro de 2022 e a recondução passaram-se cerca de 38 meses. Já a prestação final de contas foi entregue em 30 de novembro de 2022, menos de 36 meses antes da recondução.

Marina não foi a única pessoa ligada à campanha de 2022 a chegar à Potigás. A empresa de Laíssa da Costa Ferreira recebeu R$ 100 mil da mesma campanha quando ela era subsecretária do Gabinete Civil do Governo do Estado.

Em fevereiro de 2023, Laíssa deixou o governo e assumiu a gerência de comunicação da estatal presidida por Marina. Depois, sua empresa recebeu R$ 87 mil da cota parlamentar de Samanda na Câmara de Natal e foi contratada por R$ 150 mil pela campanha da petista ao Senado.

Os vínculos levantam perguntas que ainda precisam de resposta: que serviço Marina prestou à campanha enquanto presidia a Potigás e em que horário fez esse trabalho? O comitê responsável por avaliar a elegibilidade dos dirigentes da estatal examinou essa atuação antes da recondução de 2025? Laíssa trabalhou para a campanha de 2022 durante o expediente no governo? Como foi contratada pela Potigás e está licenciada da estatal enquanto atua na campanha de 2026?

Blog do BG

CARTÃO VERMELHO: Polícia prende três em operação no RN e RJ e Justiça manda bloquear até R$ 2 milhões

 


A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou a Operação Cartão Vermelho contra uma organização criminosa com atuação interestadual e conexões entre o RN e o Rio de Janeiro. Quatro mandados de prisão preventiva foram expedidos e três já foram cumpridos.

Na quinta-feira (24), um homem de 36 anos foi preso em Natal. Durante o cumprimento das medidas, policiais encontraram cocaína com o investigado, que também foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.

Nesta sexta-feira (25), outro homem, de 35 anos, foi preso em Natal. Um terceiro mandado foi cumprido no Rio de Janeiro contra um homem de 39 anos, com apoio da Polícia Civil fluminense.

A Justiça também determinou o bloqueio e a indisponibilidade de até R$ 500 mil por investigado, chegando a R$ 2 milhões em ativos financeiros e patrimoniais. Segundo as investigações, o grupo utilizava uma estrutura para movimentar e ocultar recursos, com uso de contas bancárias de terceiros e apoio financeiro às atividades criminosas.

O nome da operação faz referência à prisão de um dos alvos dentro do Maracanã, no Rio de Janeiro, em 20 de maio deste ano. Segundo a Polícia Civil, os elementos obtidos a partir daquela prisão permitiram o avanço das investigações e deram origem à nova fase.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar as responsabilidades individuais.

 

PETROBRAS: PF aponta atuação de Lulinha, lobista e ex-chefe de gabinete de Lula em contrato de empresa de fertilizantes

 


A Polícia Federal aponta que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, atuou em favor dos interesses da Unigel, produtora de fertilizantes, junto à Petrobras. Segundo o inquérito, a atuação ocorreu em parceria com a lobista Roberta Luchsinger e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente.

De acordo com a investigação, Luchsinger fechou contrato de consultoria com Leo Slezynger, diretor da Unigel, para ajudar a empresa a conseguir um arrendamento com a Petrobras e, depois, um financiamento de R$ 500 milhões no BNDES para expansão em uma joint venture com a petroleira. O acordo previa R$ 100 mil para a lobista e mais R$ 25 milhões caso o financiamento fosse fechado.

A PF aponta que Slezynger repassou R$ 1,26 milhão a Luchsinger entre março de 2023 e julho de 2024. Mensagens obtidas pelos investigadores indicam que Lulinha sabia das negociações, conversava com o empresário e chegou a se reunir com ele. Após um encontro em março de 2023, o filho do presidente teria passado a atuar nos bastidores para ajudar a empresa.

As conversas também registram atuação atribuída a Marcola. Em uma delas, Luchsinger afirmou que era o gabinete presidencial “trabalhando” para a empresa. A pressão pela conclusão do contrato também era atribuída nas mensagens ao então ministro Rui Costa e aos senadores Jaques Wagner e Otto Alencar, chamados de “Clube da Bahia”.

O contrato entre Unigel e Petrobras foi fechado em dezembro de 2023, mas a petroleira decidiu não renová-lo em maio de 2024, alegando descumprimento de metas de eficácia. Segundo a reportagem, relatório do Tribunal de Contas da União também apontou prejuízo para a Petrobras.

A defesa de Lulinha afirma que não teve acesso ao procedimento e contesta o vazamento de trechos do inquérito. A defesa de Luchsinger também critica os vazamentos. Já a defesa de Marcola nega que ele tenha intermediado negociações ou atuado em favor de interesses privados enquanto esteve na chefia de gabinete da Presidência.

Veja as mensagens:

 






Seu local de votação pode ter mudado: Veja onde você vota nas Eleições 2026

 


Quem não lembra onde vota, ou quer conferir se continua no mesmo endereço, pode resolver a dúvida pelo celular. O e-Título e o Autoatendimento Eleitoral do TSE informam o local de votação, a zona e a seção eleitoral.

No Rio Grande do Norte, vale fazer a consulta mesmo para quem está acostumado a votar no mesmo lugar. O TRE-RN informou que algumas seções foram agregadas ou transferidas para novos endereços em 2026.

Como consultar pelo e-Título

Quem já tem o aplicativo deve abrir o e-Título e tocar em “Onde Votar”, no menu inferior. A ferramenta mostra o local atualizado e ainda permite abrir uma rota até o endereço pelo aplicativo de GPS do celular.

Além do endereço, o e-Título reúne informações como número do título, zona, seção e município eleitoral. O aplicativo também permite consultar outros serviços da Justiça Eleitoral, como situação eleitoral, certidões e justificativa de ausência.

Não tem o aplicativo? Consulte pelo site

Também dá para descobrir onde votar sem instalar o e-Título. No Autoatendimento Eleitoral, no site do TSE, o caminho é “Consultas” > “Onde votar”.

No RN, o TRE disponibilizou ainda uma página específica para as seções que mudaram de endereço em 2026. A consulta pode ser feita por município e mostra os novos endereços e as seções atingidas.

Ainda dá para mudar o local de votação?

Não para as Eleições 2026. O prazo para tirar o primeiro título, transferir o domicílio eleitoral, alterar o local de votação ou regularizar a inscrição terminou em 6 de maio. Desde 7 de maio, esses serviços estão suspensos para o pleito deste ano.

A consulta continua disponível normalmente para quem já tem título e quer saber onde deverá votar.

O primeiro turno acontece em 4 de outubro. Se houver segundo turno, será em 25 de outubro.

Para o eleitor potiguar, o cuidado agora é simples: antes de sair de casa, abra o e-Título ou consulte o site da Justiça Eleitoral e confira o endereço da sua seção. Neste ano, ele pode não ser o mesmo das eleições anteriores.

 

“Cem… e cem você guardando pra sua campanha”: O vídeo em que os sócios da Dismed planejam propina para eleição — e por que a PF liga a conversa à candidatura de Allyson ao governo

 


O Blog do Dina publica nesta sexta-feira (25) o segundo vídeo da escuta ambiental que a Polícia Federal instalou dentro da Dismed Distribuidora de Medicamentos, em Mossoró. São 3 minutos e 35 segundos gravados na manhã de 14 de maio de 2025, a partir das 9h09, na mesma sala dos vídeos anteriores. Desta vez a conversa é entre o sócio Oseas Monthalggan Fernandes Costa e José Moabe Zacarias Soares, que a PF trata como sócio de fato da empresa, e o assunto não é a compra de remédio. É o que fazer com a propina.

A frase central é de Moabe, simulando o que diria a “Marco”: “Eu tenho que dar aqui a você duzentos mil de propina hoje. Aí eu pago cem, você está entendo, e cem… você guardando pra sua campanha”. Oseas concorda: “É!”. Nos minutos anteriores, no primeiro dos dois arquivos que compõem o vídeo, era Oseas quem propunha o mesmo desenho: “vou até combinar com Marco dizendo assim: Marco, eu tenho que criar moral com o homem. Será que não é melhor essa propina você ir juntando… guarde, pra quando chegar a campanha… Você bota aí um ano e nós junta aqui quinhentos”.

MOABE: Mas… Ele vai cobrar o valor. Eu tenho que dar aqui a você duzentos mil de PROPINA hoje. Aí eu pago cem (R$ 100.000,00) você está entendo e cem… você guardando pra sua CAMPANHA.

OSEAS: É!

MOABE: Agora, aquele negócio, porque… Você chegando na campanha ou na campanha de ALLYSON, você chegou na campanha de ALLYSON independente de qualquer coisa, você vai dizer assim. ALLYSON… [trecho inaudível] …vai desconfiar de que ele está roubando…

OSEAS: Não, …a campanha dele não…

MOABE: Ele tem que se preocupar com a campanha dele (MARCO)

OSEAS: Pra dele, homi! …Um monte de estória. Agora, por exemplo… a gente chegar com moral com o HOMEM (?) pra GOVERNO.

MOABE: É!

A defesa de Allyson Bezerra sustenta, desde o dia da operação, que a investigação se apoia em conversas de outras pessoas. Foi a linha da nota dos advogados em 27 de janeiro, quando afirmaram que a busca tinha se baseado em diálogos envolvendo terceiros, e foi a linha da petição com que ele pediu ao Tribunal Regional Eleitoral, neste mês, a retirada de uma propaganda adversária: os elementos da investigação “decorreriam de diálogo entre terceiros” e “não haveria imputação formal” contra ele. Não há manifestação nova da defesa sobre este vídeo. E ele é, de fato, um diálogo entre terceiros: nenhum agente público aparece na sala nem fala na gravação. O que se ouve é o que dois empresários, ambos com passagem pela política, planejavam fazer com o dinheiro: Moabe foi vice-prefeito de Serra do Mel e candidato a prefeito em 2024; Oseas foi vereador em Upanema e também disputou a prefeitura da cidade em 2024.

Quem é “o homem”, quem é “Marco”

Vale a precisão, porque ela importa. Os nomes que aparecem no vídeo são os que Oseas e Moabe dizem. Quem os lê como pessoas reais é a Polícia Federal, no laudo que catalogou a escuta. Ali, “Marco” é “provavelmente o atual vice-prefeito da cidade de Mossoró/RN, Marcos Antônio Bezerra de Medeiros, futuro candidato a cargo eletivo e destinatário de valores (propina) a ser oferecida pelos representantes da Dismed”. E sobre “o homem”, a PF escreve: “entendemos aqui que a referência é feita ao atual prefeito de Mossoró/RN, Allyson Leandro Bezerra Silva”. Os verbos são da PF, “provavelmente” e “entendemos”, e este blog os mantém.

No segundo arquivo, o nome de Allyson deixa de ser interpretação e passa a ser dito. Moabe fala em “campanha de Allyson” duas vezes, e Oseas, em “dizer o seguinte a Allyson”. A PF resume assim: há “menção direta aos nomes do atual prefeito e vice de Mossoró/RN, respectivamente Allyson e Marcos, o primeiro como candidato ao governo do Estado”. Na peça em que pediu as medidas da operação, a Polícia Federal acrescentou um parágrafo de contexto: “no atual cenário político do município de Mossoró, Allyson Bezerra está sendo projetado como futuro candidato a governador do estado do Rio Grande do Norte”, e anexou uma pesquisa de intenção de voto. Hoje ele é o candidato.

Marcos Medeiros é hoje o prefeito de Mossoró. Assumiu em 27 de março, quando Allyson renunciou para disputar o governo. Na data da gravação, era vice-prefeito, e a PF registra que os diálogos “ocorreram já no ano de 2025, quando Marcos Antônio já havia assumido como vice-prefeito e não ocupava mais nenhuma função na Secretaria de Saúde”. O contato direto entre Oseas e Marcos, diz a PF, foi constatado em mensagens e ligações de WhatsApp reunidas numa informação policial.

O que o juiz escreveu sobre esta fala

Quando autorizou a operação, em 22 de janeiro, o desembargador do caso dedicou um trecho a este vídeo. Sobre a frase dos “cem e cem”, escreveu: “Essa fala não deixa muita margem a outras interpretações: os interlocutores discutem abertamente o pagamento de propina e sua destinação para campanha política”. Sobre o conjunto, registrou que os dois “discutem a estratégia de acumular valores de propina para financiamento de campanha futura, mencionando tanto Allysson Leandro Bezerra Silva quanto Marcos Antônio Bezerra de Medeiros neste contexto”, e que os envolvidos “estão cientes desta dinâmica sucessória e planejam suas ações considerando este cenário futuro”.

A decisão também diz o que o vídeo não prova sozinho. A contribuição de Allyson na estrutura descrita “seria, conforme os indícios até aqui coletados, a de garantir a continuidade dos contratos”, e a anuência dele “seria, em tese, essencial para a manutenção do sistema”. É a mesma cautela que a PF usa quando escreve “provavelmente” e “entendemos”. Ninguém foi denunciado até aqui. A investigação está em curso no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, e o que se publica é o diálogo que consta dos autos, com a transcrição que consta dos autos.

Os dois milhões no apartamento

O vídeo guarda uma segunda frase que a Polícia Federal usou para outro fim. No meio da conversa sobre a campanha, Moabe diz que guardou “quase dois contos” — dois milhões, na leitura da PF — num “apartamento de Aldo”: “Eu fiquei com o cu que não passava um cabelo”. A PF cita essa fala no bloco sobre lavagem de dinheiro, como indício de “armazenamento de dinheiro em espécie”, ao lado das fotos de dinheiro em gavetas na sala dos sócios. O “Aldo” da conversa é associado pela PF a Aldo Araújo, chefe do controle interno de Serra do Mel, município cuja prefeitura é investigada no mesmo caso, e que a peça da PF identifica como sogro de Moabe. Na transcrição, o nome vem seguido de um ponto de interrogação, marca da própria PF para o que ela não teve como confirmar. Este blog o mantém.

O que a máquina não ouviu

As legendas cravadas na imagem reproduzem a transcrição oficial da Polícia Federal, inclusive os “(?)” e os trechos marcados como inaudíveis. Não é legenda automática. O reconhecimento de voz por máquina, rodado antes pela reportagem, escrevia “campanha de alça” no lugar de “campanha de Allyson” e “aquele apartamento de alça que eu guardei lá no parque” no lugar dos dois milhões no apartamento de Aldo. O nome sumia.

O primeiro arquivo começa antes do diálogo: a PF registra a entrada de Moabe na sala por volta de 1min13s e o início da conversa em 1min54s. O vídeo publicado começa nove segundos antes disso, para que se veja de onde vem o corte, e segue sem interrupção até o fim do segundo arquivo, onde a transcrição oficial termina com “Pra campanha, eu vou dar…”.

Por que o vídeo sai agora

O conteúdo desta conversa é público desde 27 de janeiro, dia da operação, quando este blog publicou, em texto, que a decisão descrevia a acumulação de propina para financiar campanhas. O que não era público era a imagem. O primeiro vídeo da escuta saiu neste blog no sábado (19), com a frase sobre o prefeito ladrão. O da “matemática de Mossoró” circulou nesta quarta-feira (23), publicado pelo Diário do RN. Este é o terceiro a vir a público e o segundo deste blog. Restam 34 arquivos.

O espaço está aberto para manifestação.

Blog do Dina


Homem é preso suspeito de violência sexual contra cadela que morreu em Apodi

 


Um homem de 60 anos foi preso preventivamente nesta quinta-feira (24), em Apodi, na região Oeste do Rio Grande do Norte, suspeito de maus-tratos contra um animal com resultado morte. A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN).

O crime ocorreu na madrugada da última segunda-feira (21), no bairro Bacurau I. Segundo as investigações, uma cadela comunitária foi levada para um local isolado e sofreu violência sexual. O animal teve graves lesões internas e evisceração e morreu horas depois, após receber atendimento em uma clínica veterinária.

Após o registro da ocorrência, a Polícia Civil iniciou as investigações para identificar o responsável. Testemunhas foram ouvidas e imagens feitas por moradores, além de gravações de câmeras de segurança instaladas na região, foram analisadas.

A partir do material reunido durante as diligências, os investigadores identificaram o suspeito e reuniram elementos que fundamentaram o pedido de prisão preventiva.

D e acordo com a polícia, o homem foi levado para os procedimentos cabíveis e encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

A Polícia Civil informou que segue investigando crimes contra animais e destacou a importância das denúncias da população para auxiliar na apuração das ocorrências.

 


Incêndio atinge segundo andar de residência e mobiliza Bombeiros em São José de Mipibu

 


Um incêndio atingiu uma residência na tarde desta quinta-feira (24), em São José de Mipibu, na Grande Natal. O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) foi acionado para controlar as chamas.

Quando a equipe chegou ao imóvel, os bombeiros constataram que o fogo estava concentrado no segundo andar da residência e já havia atingido dois quartos.

As equipes montaram as linhas de combate e iniciaram o trabalho para conter e apagar as chamas. Após a extinção do incêndio, os bombeiros realizaram o rescaldo, procedimento utilizado para eliminar possíveis focos que poderiam provocar uma nova queima.

Defesa Civil avalia imóvel

Por causa dos danos provocados pelo incêndio e da possibilidade de comprometimento da estrutura da residência, a Defesa Civil de São José de Mipibu foi acionada para realizar uma avaliação técnica do imóvel.

Ao final da ocorrência, os bombeiros repassaram à responsável pela residência as orientações de segurança necessárias.

As causas do incêndio não foram informadas.

 

Flávio planeja “PEC da Transição” com corte de R$ 300 bilhões nos gastos

 


A equipe econômica de Flávio Bolsonaro (PL) planeja, em caso de vitória na eleição presidencial, apresentar uma espécie de “PEC da Transição” com corte de gastos da ordem de R$ 300 bilhões. A informação é da CNN Brasil.

O valor é tratado por interlocutores do candidato como um “número mágico” para estabilizar a dívida pública, atualmente na casa de 82% do PIB. A proposta seria defendida ainda em 2026, embora seus efeitos possam ser distribuídos ao longo do tempo.

Os gastos que seriam atingidos pelo ajuste são mantidos sob sigilo. As medidas foram divididas pela equipe entre leves, médias e duras, e a implementação dependeria das condições políticas após a eleição.

O plano é fazer as despesas crescerem menos que as receitas, sem criar um novo marco fiscal. A equipe pretende acabar com exceções ao atual arcabouço fiscal criadas durante o governo Lula e defende um ajuste imediato como forma de sinalizar compromisso com as contas públicas e contribuir para a redução dos juros.

Apesar do corte previsto, Flávio tem dito a interlocutores que os programas sociais precisam ser mantidos. Nessa área, o foco seria combater desperdícios e irregularidades, incluindo pagamentos a beneficiários que não cumprem os requisitos.

Outra medida prevista é a desvinculação de recursos da saúde e da educação, com o argumento de tornar a aplicação do dinheiro mais focada. A equipe cita como exemplo escolas que recebem mais de uma pintura por ano apenas para que o percentual mínimo constitucional seja cumprido.

A aprovação da PEC dependeria de negociação com o Congresso. Seria necessário um acordo com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, ambos apoiadores de Lula na eleição. A composição do Congresso após as urnas também será determinante para a viabilidade da proposta.

 

Lobista revela ter tratado de Master com Zanin

 


O lobista Chiquinho Feitosa, irmão da advogada Guiomar Feitosa (ex-mulher de Gilmar Mendes), disse a Daniel Vorcaro que tratou de temas de interesse do fundador do Banco Master em um jantar com o decano do Supremo Tribunal Federal e o ministro Cristiano Zanin em 28 de maio de 2024. O ministro negou que tenha jantado ou recebido Feitosa. As informações são do Poder 360.

“Querido amigo, estou aqui jantando com Gilmar, Zanin e as esposas. Conversei alguns assuntos de nosso interesse e passei as informações que o Fernando me deu. Se for estar por aqui, me fala!”, disse Feitosa para Vorcaro em mensagem às 20h55.

Vorcaro, então, respondeu: “Ótimo, vou estar. Nos vemos amanhã”.

A informação consta do acervo de mensagens extraídas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro. Em nota, Zanin disse que “nunca teve qualquer relação com Daniel Vorcaro, tampouco com Chiquinho Feitosa”.

O ministro Cristiano Zanin declarou também, por meio de nota, que “nunca jantou, nunca os recebeu em audiência e nunca conversou com eles [Chiquinho e Vorcaro] sobre qualquer assunto”.

A troca de mensagens entre Chiquinho e Vorcaro, entretanto, fala de maneira peremptória que o lobista estava num jantar com os 2 ministros do STF (Gilmar e Zanin):

 

Chiquinho Feitosa, que foi suplente de senador em 2014, na chapa com Tasso Jereissati (PSDB-CE), deu declarações inconclusivas. Feitosa disse que “não se recorda com precisão” sobre o citado jantar e afirma que não tratou com os ministros do STF de assunto que fosse do interesse de Daniel Vorcaro. “Se estive na presença dos ministros, foi em ocasião social, com outros convidados”, declarou.

O gabinete do ministro Gilmar Mendes respondeu ao Poder360 que o ministro não participou do referido jantar com Feitosa ou Zanin: “O ministro não teve conhecimento de qualquer entendimento entre ele e terceiros, não foi por ele [Chiquinho Feitosa] procurado sobre os assuntos mencionados e não responde por relações privadas ou profissionais de ex-parente”

As mensagens colhidas pela PF indicam que Vorcaro buscava com Chiquinho Feitosa uma maior interlocução com os ministros do STF, que julgavam a validade do pagamento de precatórios não pagos sob a titularidade do Master. Os precatórios não pagos eram contabilizados pelo banco, que maquiava o seu caixa para os órgãos de fiscalização.

Com Feitosa, o fundador do Master recebeu indicação de como se aproximar do ministro Gilmar Mendes. Em 19 de abril de 2024, dias antes do Fórum Jurídico patrocinado pelo Master em Londres, Chiquinho Feitosa disse para Vorcaro “começar uma relação direta” com Gilmar: “É importante para o futuro”.

Em nota, o gabinete do ministro disse apenas que “não responde por relações privadas ou profissionais de ex-parente”. A manifestação do decano também afirma que o ministro votou contra o pagamento dos precatórios do Master, alinhando-se a teses defendidas pela União. 

 


Fátima dá calote no duodécimo do Tribunal de Justiça e juízes ficam sem salário

 


Quem pensa que Fátima Bezerra só dá calote em servidor público estadual, pensionista, aposentado e fornecedores, está enganado.

Essa fila aumentou. E dessa vez é com a turma do Tribunal de Justiça.

O calendário do Tribunal de Justiça previa pagar o valor referente a setembro no dia 20 deste mês. Hoje é sexta-feira (25) e nada até agora. 

Um repasse no valor R$ 113 milhões.

Adivinhem? Não teve repasse até o momento.

E o resultado: juízes e servidores sem pagamento.

Dentro do TJ, o pensamento é de que a coisa só tende a piorar até dezembro.

Não para por aí: dependendo de quem for eleito para o governo, os três primeiros meses de 2027 prometem ser de sufoco.

É aguardar qual vai ser a nota do governo com mais uma desculpa.

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

TANGARAENSE — NOTA DE FALECIMENTO E PESAR: É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de José Julvan, ocorrido nesta sexta-feira (25), em Tangará/RN

Neste momento de dor e tristeza, o Blog Tangará Acontece manifesta solidariedade aos familiares e amigos, desejando força e conforto para t...