sábado, 31 de outubro de 2026

Dupla é presa suspeita de aplicar golpe do achadinho em Macaíba; homem ofereceu R$ 5 mil para evitar prisão

 


Um homem de 56 anos e uma mulher de 51 anos foram presos em flagrante nesta quinta-feira (29), suspeitos de tentar aplicar o golpe conhecido como “conto do paco” ou “golpe do achadinho”, na região central de Macaíba, na Grande Natal. O homem também foi autuado por corrupção ativa após oferecer R$ 5 mil a policiais para tentar evitar a prisão.

De acordo com a Polícia Civil, a dupla tinha como principais alvos pessoas idosas e em situação de vulnerabilidade, especialmente aquelas que acabavam de realizar saques em agências bancárias.

Os suspeitos foram flagrados durante uma tentativa de golpe contra duas mulheres, de 59 e 20 anos, logo após elas deixarem uma agência bancária. As vítimas desconfiaram da abordagem e se recusaram a entregar os pertences.

Durante a abordagem, os policiais apreenderam dinheiro em espécie, máquinas de cartão e objetos que seriam utilizados na prática criminosa. Também foi encontrado um cartão bancário pertencente a uma terceira pessoa, identificada como vítima de uma ocorrência semelhante registrada na quarta-feira (28), em Natal.

Ainda segundo a Polícia Civil, durante os procedimentos na delegacia, o homem ofereceu R$ 5 mil aos agentes para evitar a autuação em flagrante. Por causa da tentativa de suborno, ele também foi autuado por corrupção ativa.

Após os procedimentos legais, os dois suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça.

A Polícia Civil pede que possíveis vítimas ou pessoas que tenham informações sobre a atuação da dupla entrem em contato com as autoridades. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.

 

Polícia Civil investiga Pastor por importunação sexual contra adolescente em Extremoz

 


A Polícia Civil está investigando e abriu um inquérito policial para apurar denúncias de assédio por parte de um pastor contra uma adolescente em Extremoz.

Prints de conversas entre o líder religioso e a vítima mostram o homem chamando a adolescente de “linda” e dizendo frases como: “Eu te amo, sei que a palavra é forte, mas não encontro outro adjetivo”.

Em outro momento das conversas, o líder religioso afirma que “essa molecada de hoje em dia não sabe namorar direito”. Na sequência, o homem diz: “Num sabem nem beijar direito e nem satisfazer a sua namorada”.

Em um dos trechos da conversa, o pastor chega a pedir que a adolescente envie fotos dela. O homem também dá instruções para que a vítima mantenha as conversas em sigilo. Em uma das mensagens, escreve: “Tenho medo de vazar as conversas”. Em outro momento, diz: “Só não pode áudio”.

Segundo familiares, a vítima é menor de idade e tem 13 anos. A família registrou um boletim de ocorrência na delegacia da região. A TV Tropical entrou em contato com a Polícia Civil, que informou que o caso corre sob sigilo, mas que um inquérito policial já foi instaurado.

Em entrevista à TV Tropical, familiares da adolescente afirmaram que descobriram que ela vinha sofrendo a importunação sexual depois que a vítima voltou de um “culto de cura e libertação”. A menina teria chegado em casa diferente e, após a insistência da mãe, a irmã mais velha da adolescente relatou o que estava acontecendo.

A mãe da vítima relatou, em entrevista, que a adolescente é autista e não está frequentando a escola desde que o caso aconteceu. Ainda segundo familiares, existem relatos de outros casos envolvendo suspeitas de importunação sexual atribuídas ao pastor contra adolescentes da igreja.

 

Simone Tebet ganha força para vaga no STF em lista de cotados do governo Lula

 


 Aliados da ex-ministra do Planejamento Simone Tebet levaram seu nome ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como opção para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Até o fim de seu mandato, o chefe do Executivo terá a prerrogativa de indicar três magistrados para a Corte: além do assento vago com a aposentadoria do ex-ministro Luís Roberto Barroso, novas duas vagas serão abertas com as aposentadorias compulsórias de Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Segundo interlocutores do Planalto, Lula já decidiu que reservará ao menos uma das indicações a uma mulher, restando definir a qual das vagas ela será destinada. Mestre em Direito pela PUC-SP, ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e ex-professora universitária, Tebet aproximou-se do presidente ao apoiá-lo no segundo turno das eleições de 2022. Recentemente, disputou uma vaga ao Senado por São Paulo, mas não se elegeu. Além de seu nome, a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Daniela Teixeira também é cotada para integrar a Corte.

O cenário de escolhas ocorre após o Senado rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga deixada por Barroso. Apesar da recusa parlamentar, o presidente sinalizou a intenção de reapresentar o nome de Messias à apreciação da Casa.

Outro cotado para compor a lista de indicados é o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Rodrigo Pacheco. A escolha de Pacheco conta com a articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e tem o respaldo de integrantes do próprio STF.

Com informações da coluna de Mônica Bergamo/Estadão

 

Comerciante conhecido como “Rei do iPhone” é morto a tiros dentro de carro em Natal

 


Um homem identificado como João Vitor, conhecido nas redes sociais pelo apelido de “Rei do iPhone”, foi morto a tiros na madrugada deste sábado (31), no bairro das Quintas, na Zona Oeste de Natal, capital do Rio Grande do Norte.

Segundo informações, a vítima foi encontrada sem vida no interior de um veículo, após ser atingida por disparos de arma de fogo.

João Vitor trabalhava com a comercialização de aparelhos celulares e ganhou notoriedade nas redes sociais, onde divulgava seus produtos e conquistou seguidores.

A morte do comerciante causou repercussão, especialmente entre pessoas que acompanhavam seu trabalho pela internet.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a autoria ou a motivação do homicídio. As circunstâncias do crime deverão ser apuradas pela Polícia Civil.

O caso segue cercado de questionamentos, e novas informações poderão surgir com o avanço das investigações.

Focoelho

Tragédia no Alto Oeste do RN: Colisão entre motocicletas deixa três pessoas mortas na RN-177

 


Um grave acidente de trânsito deixou três pessoas mortas na madrugada deste sábado (31), na RN-177, nas proximidades da conhecida Curva do Soldado, entre os municípios de São Miguel e Coronel João Pessoa, no Alto Oeste potiguar.

As vítimas foram identificadas como Sérgio dos Santos Oliveira, de 37 anos, Elinete dos Santos, de 34 anos, e um homem conhecido como Leandro, que ainda não teve o nome completo e a idade oficialmente confirmados.

De acordo com informações preliminares, a tragédia aconteceu por volta da meia-noite, quando duas motocicletas teriam se chocado de frente. A violência do impacto resultou na morte dos três envolvidos.

Ainda segundo informações repassadas, as vítimas seriam residentes do Sítio Comum, comunidade rural da região.

Policiais militares de São Miguel e Coronel João Pessoa foram mobilizados para atender à ocorrência e preservar o local até a chegada das equipes responsáveis pela perícia.

A Polícia Científica de Pau dos Ferros também foi acionada para realizar os levantamentos necessários e providenciar a remoção dos corpos.

Até o momento, não há confirmação sobre o que teria provocado a colisão. As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.

A tragédia causou comoção na região do Alto Oeste, que amanheceu neste sábado com a notícia da morte das três vítimas.

 

Casal é executado a tiros em motocicleta em Grossos; polícia encontra cápsulas de pistola e fuzil

 


Um ataque a tiros deixou duas pessoas mortas na tarde desta sexta-feira (30), na comunidade de Areias Alvas, zona rural de Grossos, na região da Costa Branca do Rio Grande do Norte.

As vítimas foram identificadas como Victor Kauã Ferreira Lima, de 19 anos, e uma mulher conhecida como Raissa. Os dois estavam em uma motocicleta Honda Biz quando foram surpreendidos por criminosos armados.

Conforme informações preliminares, os suspeitos se aproximaram e efetuaram diversos disparos contra o casal. As vítimas não resistiram aos ferimentos e morreram no local.

A violência do ataque chamou a atenção pela quantidade de munições encontradas. Durante a perícia, foram recolhidas mais de 20 cápsulas de pistola calibre .380, além de duas cápsulas de fuzil calibre 5,56.

Equipes da Polícia Científica de Mossoró estiveram na comunidade para realizar os procedimentos periciais e providenciar a remoção dos corpos.

Segundo informações atribuídas à polícia, Victor Kauã havia saído recentemente do sistema prisional, após passar um período detido em uma unidade penitenciária de Itaitinga, no Ceará. Ainda não há confirmação de qualquer relação entre esse histórico e o assassinato.

A autoria e a motivação do duplo homicídio permanecem desconhecidas. A Polícia Civil deverá conduzir as investigações para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis.

FOCOELHO 

 

MP pede ao TCU suspensão do aumento do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691 anunciado por Lula

 


O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu a suspensão do reajuste de 15,04% do Bolsa Família anunciado pelo governo Lula. A representação foi apresentada pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, que questiona a previsão orçamentária para custear o aumento e aponta possíveis irregularidades na medida.

O Ministério Público argumenta que o decreto não apresenta estimativa do impacto financeiro nem indica claramente a fonte dos recursos. Também questiona se o reajuste poderia ser autorizado por decreto presidencial. O governo, por sua vez, afirma que a correção recompõe a inflação acumulada desde 2023 e que há recursos disponíveis para custear a medida.

Com o reajuste, o benefício mínimo por família passou de R$ 600 para R$ 691. O pedido de suspensão ainda depende de análise do TCU.

Portanto, não significa que o aumento tenha sido cancelado ou que os pagamentos estejam suspensos.

 

Governo inicia em janeiro testes para mistura de 35% de etanol

 


O governo federal prevê iniciar em janeiro de 2027 os testes para elevar de 32% para 35% a mistura de etanol anidro na gasolina, conhecida como E35.

A expectativa do Ministério de Minas e Energia (MME) é consolidar os resultados até julho do próximo ano, após a realização dos ensaios técnicos.

Segundo Marlon Arraes, diretor de programas do MME, a publicação da portaria com o plano de testes está prevista para o início de novembro.

 

Polícia Civil prende homem condenado por tráfico de drogas, receptação e posse ilegal de arma de fogo em Assú

 


A Polícia Civil do Rio Grande do Norte cumpriu, nesta sexta-feira (30), um mandado de prisão contra um homem de 21 anos, condenado pelos crimes de tráfico de drogas, receptação e posse ilegal de arma de fogo. A prisão ocorreu no município de Assú.

A condenação é referente a crimes praticados em abril de 2024, no município de Governador Dix-Sept Rosado, na região Oeste potiguar. Na ocasião, foram apreendidas porções de crack e cocaína, armas de fogo, uma motocicleta com registro de roubo e materiais utilizados na comercialização de entorpecentes.

O mandado foi expedido pela 3ª Vara Regional de Execução Penal da Comarca de Mossoró, após decisão judicial que determinou a regressão provisória do regime prisional para o fechado.

Após os procedimentos legais, o homem foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

A ação integra a Operação Protetor, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP).

A Polícia Civil reforça a importância da colaboração da população. Informações que possam auxiliar nas investigações podem ser repassadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.

 

Dólar vai a R$ 5,44 e tem maior alta semanal desde 2008

 


A aversão ao risco no exterior, com o tombo de ações de tecnologia, e as incertezas em torno da política fiscal no Lula 4 castigaram o real, que amargou nesta sexta-feira (30) o segundo pior desempenho entre as divisas mais líquidas. Com máxima de R$ 5,4621, à tarde, em sintonia com as mínimas das bolsas em Nova York, o dólar à vista terminou o dia em alta de 1,05%, a R$ 5,4443 - maior valor de fechamento desde 30 de dezembro do ano passado (R$ 5,4890).

A moeda americana encerra a semana - a primeira desde a surpreendente reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - com ganhos de 9,04%, em razão sobretudo do avanço de 8,12% na última segunda-feira, 26. Trata-se da maior valorização semanal desde a semana encerrada em 24 de outubro de 2008, ano da crise financeira global desencadeada pela derrocada no setor imobiliário nos EUA. Com valorização de 5,20% em outubro, o dólar passou a exibir ganhos inferiores a 1% no ano (0,81%).

O head da Tesouraria do BS2, Ricardo Chiumento, atribui o tombo do real na semana, sobretudo, ao fato de os investidores terem se posicionado "unilateralmente" para a vitória eleitoral da oposição, na qual estavam depositadas as expectativas de um ajuste fiscal robusto a partir de 2027.

"Esse desmonte de posições se deu em uma conjuntura externa muito desfavorável, com aumento das preocupações com o setor de tecnologia nos EUA e com a inflação. Com o petróleo pressionado, os bancos centrais de países desenvolvidos já sinalizam mais aperto monetário", afirma Chiumento, ressaltando que há riscos de escalada do conflito no Oriente Médio após as eleições parlamentares de meio de mandato nos EUA, na próxima terça-feira (3).

O tesoureiro observa que sinais dúbios sobre medidas de ajuste das contas públicas vindos de pessoas próximas do presidente Lula e até de dentro do governo nos últimos dias, somados à falta de definição sobre o futuro ministro da Fazenda, mantêm os investidores na defensiva.

Operadores atribuíram a redução do ritmo de alta do dólar no fim do pregão de quinta à notícia de que Lula viajaria ao Piauí para convidar o governador reeleito do estado, Rafael Fonteles, que tem boas credenciais no campo fiscal, a assumir a Fazenda. Em postagem no X, Fonteles afirmou que não tratou com Lula sobre cargos e que não está agendada uma visita do presidente ao Piauí.

"A preocupação fiscal nunca foi tão grande. Vejo espaço para piora do Ibovespa e do real se o governo não conseguir recuperar a confiança do mercado", afirma Chiumento, acrescentando que, diante da incerteza, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve optar por manter a taxa Selic em 13,75% na próxima quarta-feira (4).

A estrategista sênior de câmbio do banco holandês ABN-Amro, Georgette Boele, pontua que o presidente Lula precisa mostrar que haverá uma melhora das contas públicas para "tranquilizar os investidores", que estavam posicionados para uma vitória de Flávio Bolsonaro. Derrotado, o candidato do PL fugiu para os Estados Unidos, após o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes ordenar que ele entregasse seus passaportes.

"O sell-off foi exagerado e o real pode se recuperar. O Banco Central brasileiro continua comprometido com o combate à inflação, e as taxas de juros reais estão em níveis muito atraentes. Esperamos também que a situação política se estabilize", afirma Boele, em relatório enviado nesta sexta a clientes.

Estadão Conteudo

 

TANGARAENSE - ENTENDA: O que é Inquérito das Fake News

 


O Inquérito das Fake News (Inquérito nº 4.781) é uma investigação aberta em 14 de março de 2019 pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O que ele investiga

O inquérito foi instaurado de ofício (sem uma provocação inicial da Procuradoria-Geral da República) pelo então presidente do STF, ministro Dias Toffoli. O objetivo inicial era apurar:

  • Notícias fraudulentas (fake news) e mentiras contra o STF, seus ministros e familiares.
  • Ameaças, denunciações caluniosas, falsas comunicações de crimes e ataques à segurança da Corte e ao Estado Democrático de Direito.
  • Esquemas de financiamento e propagação massiva de desinformação nas redes sociais.

Principais pontos e histórico

  • Relatoria original: Toffoli designou o ministro Alexandre de Moraes como relator do caso diretamente, sem passar por sorteio prévio. Em 2020, o plenário do STF validou a legalidade do inquérito por 10 votos a 1.
  • Sigilo e duração: O processo correu sob sigilo e por prazo indefinido ao longo dos anos, gerando desdobramentos como investigações sobre milícias digitais, bloqueio de contas em redes sociais e operações contra políticos, empresários e influenciadores.
  • Críticas e apoios: Críticos (especialmente do setor político de direita e juristas) apontam que a abertura de ofício viola o sistema acusatório, gera censura e fere a liberdade de expressão. Defensores argumentam que a medida foi necessária para proteger as instituições democráticas contra ataques coordenados e ameaças reais.
  • Mudança recente e encerramento (2026): Em setembro de 2026, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, retirou a relatoria do caso de Alexandre de Moraes e assumiu o comando do processo, com o objetivo de encaminhar o acervo à PGR e à Polícia Federal para promover arquivamentos ou denúncias e concluir o inquérito de vez. Várias frentes e apurações vinculadas ao inquérito vêm sendo arquivadas desde então.
  • Mais detalhes sobre o histórico do caso e os desdobramentos recentes podem ser consultados na cobertura do G1 ou na análise da DW Brasil.

Fachin acelera análise e planeja encerrar inquérito das fake news até dezembro

 


Após o encerramento do período eleitoral, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, intensificou o ritmo de análise das apurações derivadas do inquérito das fake news. A investigação, aberta de ofício em 2019 e mantida por sete anos e meio sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, reuniu 104 procedimentos paralelos e somou cerca de 12 mil páginas ao longo de sua tramitação.

Desde que assumiu a condução do processo no início deste mês, Fachin determinou o arquivamento dos oito primeiros processos examinados. A intenção do presidente do STF é concluir o pente-fino em todo o acervo e promover o encerramento definitivo do inquérito até o fim de dezembro.

A maioria dos arquivamentos efetuados até o momento teve como base pareceres emitidos pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR tem apontado a fragilidade dos conjuntos probatórios, a impossibilidade de avanço das diligências e a perda dos prazos legais para a conclusão das investigações. Entre os casos já encerrados está uma apuração sobre o ativista Guilherme Fiuza, arquivada por prescrição do suposto delito, e um procedimento contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro relativo a um fato pelo qual já havia sido julgado pela própria Corte.

Em nota recente, o ministro ressaltou que a gestão busca finalizar o caso com transparência. “Sob a atual Presidência, pretende-se concluir responsavelmente essa trajetória, com o exame dos procedimentos ainda pendentes e, uma vez cumpridas as etapas processuais necessárias, promover o arquivamento definitivo do inquérito, garantindo-se então a ampla publicidade de todos os atos”, escreveu Fachin.

Histórico da apuração

Identificado sob o número 4.781, o inquérito das fake news gerou, desde a sua instauração, a análise de 325 apurações sigilosas no STF. Inicialmente focado em apurar ataques e críticas dirigidas à Corte e a seus integrantes, o procedimento teve seu escopo ampliado ao longo dos anos.

Recentemente, a inclusão do ministro André Mendonça no rol de investigados por Moraes — com base em relatório policial classificado como “sem valor probatório” — levou Fachin a desmembrar o pedido e defender o encerramento formal do inquérito.

Com informações do Estadão

Vorcaro tinha pleno conhecimento e comandava operações de consignado no Master, diz ex-sócio à PF

 


Indiciado pela Polícia Federal sob suspeita de crimes financeiros no Banco Master, Augusto Ferreira Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro, afirmou que o ex-banqueiro conhecia em detalhes a operação dos empréstimos consignados da instituição.

A declaração faz parte do depoimento prestado à Polícia Federal no último dia 16, no âmbito da Operação Compliance Zero e difere da versão do ex-banqueiro. Lima disse que Vorcaro não apenas tinha conhecimento detalhado do produto, como centralizava todas as decisões operacionais, financeiras e estratégicas do banco.

"Me causa muita dificuldade quando o Daniel vem dar um depoimento e diz o seguinte: 'Eu não conheço nada de consignado, quem conhecia era Augusto'", afirmou Lima aos investigadores.

O depoimento de Lima contrasta com o de Vorcaro, prestado em dezembro do ano passado, no qual o ex-banqueiro disse que "não entrava nos detalhes" das operações de crédito consignado e conhecia apenas o funcionamento geral do negócio.

Procurada nesta sexta-feira (30), a defesa de Daniel Vorcaro não respondeu sobre a declaração de Lima. A defesa de Augusto Lima afirmou que não comentaria.

Segundo Lima, Vorcaro acompanhava de perto a área e interferia diretamente em decisões operacionais envolvendo o consignado. O indiciado disse que, em dezembro de 2024, quando uma equipe interna apontou que determinados contratos não deveriam ser processados, Vorcaro deu uma contraordem expressa para que a operação fosse efetuada.

O ex-sócio de Vorcaro afirmou que, diante de questionamentos de auditores do BRB (Banco de Brasília) e do Banco Central sobre o lastro das operações, foi o próprio Vorcaro quem orientou executivos e subordinados a dar respostas evasivas ou falsas.

Em seu depoimento, Lima disse ainda que o controlador determinava expressamente aos funcionários que declarassem que os correspondentes bancários eram as associações de servidores públicos da Bahia (Asteba e Ceba) ou, alternativamente, que os ativos haviam sido sacados de fundos de investimento.

Segundo o relato do ex-sócio, o nome das associações e a estrutura do Credcesta —cartão criado por Augusto Lima para oferecer crédito consignado a funcionários públicos— teriam sido usados para dar aparência de legitimidade a carteiras de crédito sem lastro real e inflar os valores negociados com o BRB.

No depoimento, Lima disse que a operação inicial com o BRB, de R$ 750 milhões, realizada em julho de 2024, tinha como base créditos regulares de funcionários públicos, com histórico de alta adimplência.

Lima afirmou às autoridades que a base do Credcesta jamais teria capacidade física ou geográfica de gerar o montante de R$ 5 bilhões a R$ 12 bilhões exigido por auditores e pelo Banco Central.

O ex-sócio disse aos investigadores que a carteira de consignado, estruturada a partir do CredCesta, foi o que fez o Master saltar no ranking nacional entre 2019 e 2025. Ele disse que seria contraditório o principal executivo do banco desconhecer o funcionamento de uma atividade tão relevante.

Lima disse que Vorcaro brigava diretamente para manter a operação dentro da instituição. Ele recorreu a conversas mencionadas no inquérito, que mostram Vorcaro dando orientações sobre a classificação e a movimentação de operações.

"Pelo que está no próprio inquérito de forma objetiva, ele em alguns momentos fala, 'diga que tirou do fundo', 'diga que comprou uma carteira', 'troque isso aqui', 'faça aquilo outro'. Isso no final do dia mostra que ele tinha pleno conhecimento do que era consignado", disse Lima.

Em seu depoimento à PF, Lima disse que decidiu se desligar do Banco Master entre o final de 2022 e o início de 2023, oficializando sua saída do quadro diretivo em 28 de maio de 2024 —antes da operação inicial com o BRB, porque afirmou que divergia das estratégias adotadas por Vorcaro.

Lima disse que defendia o foco exclusivo no Credcesta, enquanto Vorcaro teria passado a direcionar a instituição para operações de atacado e aquisição de empresas em dificuldades. Ele disse ainda que ficava sabendo de investimentos feitos pela instituição por meio do mercado e da imprensa, sem ser consultado ou informado pelo até então controlador do Banco Master.

Segundo o ex-sócio de Vorcaro, como o Credcesta dava liquidez ao Master, sua saída da gestão do produto foi mantida em sigilo a pedido do próprio banco e do regulador para evitar pânico no mercado. A decisão, afirmou, o levou a atuar temporariamente apenas como prestador de serviços de originação até estruturar a transferência definitiva da operação do cartão para uma instituição própria, o Banco Voiter.

A Polícia Federal concluiu o primeiro inquérito sobre suspeitas relacionadas ao Banco Master e indiciou, no último dia 28, Daniel Vorcaro e outras 14 pessoas por suspeitas de crimes financeiros na venda de carteiras de crédito ao BRB, entre elas estão Paulo Henrique Costa (ex-presidente do BRB) e Augusto Lima.

Lima é apontado pela polícia como integrante do núcleo executivo-financeiro e foi indiciado por suspeita de gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A defesa do empresário rechaça as conclusões do relatório sobre suspeitas de crimes financeiros na venda de carteiras de crédito do BRB e afirma que ele não participou, direta ou indiretamente, das fraudes investigadas.

Folha de São Paulo

 

Ibovespa perde quase R$ 1 trilhão na semana e tem pior desempenho desde a pandemia

 


A B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) viveu uma das maiores semanas de desvalorização de sua história recente após o resultado das eleições presidenciais. Em apenas cinco pregões, as empresas listadas na bolsa brasileira perderam quase R$ 1 trilhão em valor de mercado, impulsionadas pela reação negativa dos investidores quanto às incertezas da política econômica do novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O Ibovespa encerrou a sexta-feira (30) aos 167.921,80 pontos, acumulando um recuo de 18,12% no período. O resultado marca o pior desempenho semanal do índice desde março de 2020, momento de forte retração nos mercados globais devido à eclosão da pandemia de Covid-19.

Além do tombo no mercado acionário, o dólar comercial registrou valorização superior a 9% no acumulado da semana, acompanhado por uma alta expressiva nas taxas dos juros futuros, refletindo o aumento do risco fiscal e a desconfiança dos agentes financeiros.

Com informações da Revista Oeste

 

Esquerda na Polônia é acusada de tentar golpe de Estado por meio do Judiciário

 


O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, enfrenta acusações de tentar promover um golpe de Estado por meio do Judiciário. Juízes e políticos da oposição apontam uma ofensiva contra o Tribunal Constitucional do país, em meio a uma disputa política pelo controle da Corte.

A crise ganhou força nesta sexta-feira (30), quando a polícia foi enviada às dependências do Tribunal Constitucional após o afastamento do presidente da Corte, Bogdan Święczkowski, e do vice-presidente, Bartłomiej Sochański, ambos alinhados ao presidente polonês, Karol Nawrocki. A decisão foi tomada pela magistrada Anna Korwin-Piotrowska, ligada ao governo Tusk, que alegou estar sendo impedida de exercer suas funções.

O envio de policiais foi solicitado pela magistrada e pelo procurador-geral, Waldemar Zurek, sob a justificativa de possíveis ameaças à integridade física de juízes e funcionários. A movimentação, porém, provocou reação da oposição, que acusa o governo de tentar interferir na composição e no funcionamento da Corte.

Tusk defendeu a iniciativa e afirmou que pretende “restaurar o império da lei”, alegando que o Tribunal Constitucional acumulou ilegalidades durante os governos do partido Lei e Justiça (PiS). “Não há outro caminho”, declarou o primeiro-ministro.

O presidente Karol Nawrocki interrompeu uma viagem oficial ao Senegal e determinou o retorno à Polônia. “Em um momento como este, o presidente deve estar na Polônia”, afirmou.

Com informações do Metrópoles 

Ministro de Lula usava aviões da FAB para fazer “putaria” e Lulinha diz que “esse moço sabe viver”

 


A troca de mensagens entre Roberta Luchsinger, a lobista, e Fábio Luís, o Lulinha, mostram que o então Ministro das Comunicações do governo Lula, Juscelino Filho, usava voos da Força Aérea Brasileira (FAB) para viagens de entretenimento com direito a festas e “putaria”, segundo relato da empresária. Fatos relacionados aos dois são investigados em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). As informações foram divulgadas pelo Metrópoles.

“Gustavo disse que Juscelino faz isso direto. Voo FAB, vem jogar e fazer putaria”, escreveu ela. Lulinha reagiu: “Esse moço sabe ser feliz”. Roberta completou, em tom de ironia: “Eu quero só ver a justificativa do voo” — numa referência ao uso de aeronaves públicas para fins que nada teriam a ver com atividade oficial.

O assunto aparece em meio a uma conversa mais ampla, de agosto de 2023. Na ocasião, Roberta contou que havia encontrado Juscelino Filho, o então presidente da Telebras, Frederico de Siqueira Filho, conhecido como Fred, e o secretário-executivo do ministério. Segundo o relato, eles estavam acompanhados de outras cinco mulheres.

“Ontem fui jantar com o Léo (Slezynger, empresário da Unigel) no bendito Tangará. Quem eu dei de cara no elevador?”, escreveu Roberta. Após Lulinha perguntar quem era, ela respondeu: “Fred Telebrás. Jucelino e mais o secret executivo do Jucelino. Mais 5 putas. Uma mesa regada a putaria e bebida”.

Lulinha reagiu: “Nussa… os caras são lokos”.

Com informações do Metrópoles

Editorial Estadão: ‘Pizza’ no STF seria um acinte

 


Um dia após ser reeleito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, no Palácio da Alvorada, os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Na ocasião, Lula lhes prometeu os votos do PT para que sejam reconduzidos aos cargos, em fevereiro de 2027. Ato contínuo, a federação União-PP anunciou o mesmo apoio a Alcolumbre.

Até aí, é jogo jogado. O problema é que Alcolumbre provavelmente não ganhou esses apoios por ser bonito, e sim porque, entre outras razões, já deu provas mais que suficientes de sua disposição de impedir que prosperem pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ademais, enquanto não soubermos exatamente o que Alcolumbre, Lula e Alexandre de Moraes discutiram em jantar fora da agenda, na casa do enrolado ministro do STF, em agosto passado, somos autorizados a tirar as piores conclusões.

Se Alcolumbre for reconduzido com a missão de salvar ministros do STF, e temos poucas razões para não acreditar nisso, será um escândalo: vários desses ministros, a começar pelo anfitrião do tal jantar com Lula e Alcolumbre, deveriam pelo menos ser investigados porque figuram como envolvidos no escândalo do Banco Master, e no entanto foram blindados por um STF incapaz de cortar na própria carne para estancar a crise de credibilidade e legitimidade em que se enfiou.

É exatamente para casos como esses que o impeachment existe. E inúmeros senadores eleitos neste ano ganharam muitos votos porque prometeram a seus eleitores que vão se empenhar para afastar os ministros encalacrados. Ou seja, o impedimento de integrantes do STF tornou-se bandeira eleitoral, e por culpa exclusivamente da forte sensação de impunidade que emana daquela Corte.

Ora, a Constituição e a Lei 1.079/1950 confiaram ao Senado o julgamento de ministros do STF por crimes de responsabilidade, mas não confiaram a seu presidente o poder de decidir, sozinho, que tais crimes jamais serão processados sob seu comando. O juízo de admissibilidade existe para barrar pedidos de impeachment sem fundamento, não para transformar a toga em salvo-conduto. Tão ou mais grave do que isso é submeter esse juízo aos interesses particulares do ocupante de ocasião da cadeira.

Convém lembrar que os ministros do STF não se submetem a voto popular, permanecem no cargo até os 75 anos e são julgados, em caso de prática de crimes comuns, pelos próprios pares. O impeachment é o único freio externo que a Constituição prevê para retirar da Corte aqueles que já não reúnem as condições éticas para exercer a magistratura. São os casos de Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Nunes Marques, sobre os quais pairam suspeitas graves de associação com Vorcaro.

A ação do Senado para resguardar o melhor interesse do País ganha ainda mais força à luz do espírito de corpo que impera na Corte, como se depreende daquela ignominiosa sessão do tribunal em 15 de setembro, que travou o pedido de investigação de Alexandre de Moraes, suspeito de atuar como consultor do banqueiro por meio de um contrato milionário firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua mulher.

Alcolumbre, ademais, não parece ser um árbitro neutro no exercício do juízo de admissibilidade. Recorde-se que ele mesmo figura indiretamente no escândalo do Master, porque uma vultosa soma de recursos da Amapá Previdência, dirigida por aliado do presidente do Senado, foi aplicada temerariamente nos papéis podres do banco de Daniel Vorcaro. Logo, proteger Moraes e outros ministros do STF significa manter fechadas algumas portas investigativas que, em tese, poderiam levar até ele.

Que fique claro: não se trata aqui de entregar o STF à sanha dos bolsonaristas que enxergam o impeachment como instrumento de vingança. Trata-se de exigir que o Senado, como manda a Constituição, examine cada pedido à luz das leis e dos graves indícios que pesam contra determinados ministros.

É inaceitável que a mera hipótese de abertura de um processo de impeachment seja rejeitada peremptoriamente por um presidente do Senado que parece interessado no festim da impunidade. E, se o preço da governabilidade for a imunidade de ministros do STF sob suspeita, Lula será o avalista dessa pizza indecente.

Editorial Estadão

 

 

Ministro de Lula usava aviões da FAB para fazer "putaria", revelam mensagens de Roberta Luchsinger

 


Parece que Roberta Luchsinger falou a verdade quando disse que revelou, em entrevista a CNN Brasil, "apenas 1%" do que sabe sobre o empresário Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Afinal, na noite desta sexta-feira (30), mensagens vazadas para a jornalista Andreza Matais, do Metrópoles, apontam que ela sabia, por exemplo, da participação de Lulinha em eventuais "surubas". 

Segundo a colunista, a troca de mensagens entre Roberta Luchsinger e Lulinha conversavam diariamente e frequentemente se tratavam por “muso” e “musa”. Em uma das conversas, de agosto de 2023, Roberta conta ao filho do presidente que teria flagrado um ex-integrante do governo Lula em uma festa com mulheres no hotel Palácio Tangará, em São Paulo.

Naquele dia, Roberta envia uma mensagem a Lulinha relatando um encontro inesperado. “Ontem fui jantar com o Léo (Slezynger, empresário da Unigel) no bendito Tangará. Quem eu dei de cara no elevador?”, escreveu.

“Fred Telebrás. Jucelino (sic) e mais o secret executivo do Jucelino”, respondeu Roberta, referindo-se ao então ministro das Comunicações, Juscelino Filho. “Mais 5 putas. Uma mesa regada a putaria e bebida”, acrescentou.

“Nussa… os caras são lokos”, reagiu Lulinha.

Roberta continuou o relato: “Puta bebendo champanhe no Tangará. Detalhe: ia rolar suruba mesmo. Estavam subindo p uma suíte. Todos em uma suíte. Pq o 1 andar eh só de suite grande e tal”.

“Tadinha… elas tb merecem… puta só pode beber campari agora”, ironizou o filho do presidente.

MINISTRO DE LULA USAVA FAB PARA FAZER "PUTARIA"

Na conversa, Luchsinger se referia a Juscelino Filho, que comandava o Ministério das Comunicações no governo Lula, e a Frederico de Siqueira Filho, conhecido como Fred, então presidente da Telebras.

O episódio é narrado por Roberta nas mensagens, sem que o diálogo, por si só, comprove que os fatos tenham ocorrido da maneira descrita por ela.

Roberta Luchsinger e Lulinha são investigados pela Polícia Federal no âmbito das apurações sobre fraudes e desvios de recursos do INSS. O filho do presidente Lula está em Madri, na Espanha. Os investigadores apuram a atuação dos dois e suas possíveis conexões com o esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.

Mais adiante na conversa, Luchsinger compartilha um relato de Gustavo Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha, de que Juscelino costumava usar voos da Força Aérea Brasileira (FAB) em viagens de entretenimento.

“Gustavo disse que Juscelino faz isso direto. Voo FAB, vem jogar e fazer putaria” diz ela. “Esse moço sabe ser feliz”, observa Lulinha. “Eu quero só ver a justificativa do voo”, diz ela.

Atualmente, fatos relacionados a Lulinha e Roberta Luchsinger são investigados em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). O principal deles, com as apurações mais avançadas, diz respeito às suspeitas de que Lulinha, Roberta Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, teriam praticado tráfico de influência no Ministério da Saúde (MS) para vender fármacos derivados de maconha, como o CBD.

Além da relação com Roberta, Lulinha atuou em conjunto com o Careca do INSS na empresa de maconha medicinal Cannabis World. Como mostrou a coluna, os dois viajaram juntos para Portugal e Espanha, onde Lulinha vive desde meados do ano passado.

Outro inquérito diz respeito a pagamentos que teriam sido feitos por Roberta Luchsinger a pessoas do entorno do presidente Lula, como o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Uma terceira apuração gira em torno de possível tráfico de influência na Dataprev, empresa pública de processamento de dados.

Nos últimos dias, a defesa de Lulinha tem dito que a autenticidade das mensagens dele com Luchsinger não pode ser atestada. A defesa sustenta, ainda, que o filho do presidente da República não se envolveu em ilícitos ou irregularidades e que está à disposição da Justiça.

 



sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Ibovespa fecha semana com queda de 18%, registra pior resultado desde 2020 e dólar dispara para R$ 5,44


A Bolsa brasileira encerrou a semana com um dos piores desempenhos de sua história recente. O Ibovespa caiu 0,75% nesta sexta-feira (30), aos 167.921 pontos, acumulando perdas de 18% nos cinco pregões após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Foi a maior queda semanal desde março de 2020, no início da pandemia. No mês, o índice acumulou recuo de 9,75%, o pior resultado mensal desde junho de 2022.

O dólar também avançou e fechou em alta de 1,09%, cotado a R$ 5,446, atingindo o maior valor de 2026. Na semana, a moeda norte-americana acumulou valorização de 9,15% frente ao real.

Com informações da CNN

 


CRISE DIPLOMÁTICA: Itamaraty convoca representante argentina e cobra explicações sobre papel de Milei na fuga de Flávio


O Itamaraty convocou a encarregada de negócios da Argentina em Brasília, Emilia Cortés, para pedir explicações sobre o possível envolvimento do governo de Javier Milei na fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos, passando pelo território argentino.

A diplomata foi recebida pelo embaixador João Marcelo Galvão de Queiroz, chefe do Departamento de Mercosul. A conversa durou poucos minutos e teve como objetivo obter informações sobre a participação de integrantes da Casa Rosada no episódio.

Santiago Caputo, principal estrategista político de Milei, teria sido peça-chave na organização da saída de Flávio. Ele teria acompanhado a movimentação na região da Tríplice Fronteira, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, para garantir o embarque do senador rumo aos Estados Unidos.

Apesar da gravidade do caso, o governo Lula decidiu tratar o assunto sem alarde para evitar uma escalada na já desgastada relação com Milei. Emilia Cortés não foi recebida pela cúpula do Itamaraty, e o encontro foi tratado como um procedimento diplomático de rotina.

O Planalto e o Itamaraty, até o momento, não divulgaram comunicado oficial sobre o episódio. Não há, por enquanto, a perspectiva de nomeação de novos embaixadores para as representações diplomáticas dos dois países.

Com informações do UOL

 


Dupla é presa suspeita de aplicar golpe do achadinho em Macaíba; homem ofereceu R$ 5 mil para evitar prisão

  Um homem de 56 anos e uma mulher de 51 anos foram presos em flagrante nesta quinta-feira (29), suspeitos de tentar aplicar o golpe conheci...