O que começou com uma fotografia de união e
compromisso político pode terminar em uma ruptura nos bastidores da Câmara
Municipal de São José do Campestre.
Dois anos depois de assumir a presidência da Casa, Márcia Nelo segue alinhada
ao grupo de oposição, assim como o vice-prefeito Anderson Andrade e os
vereadores Welton Borges e Luciano Alves. Entretanto, a unidade que marcou o
início da legislatura parece ter ficado para trás.
As vereadoras Monique Andrade e Valéria Nunes, que durante dois anos integraram
o grupo de oposição e fizeram críticas à administração do prefeito Eribaldo
Lima, agora estariam alinhadas à base governista.
A movimentação chama atenção principalmente pela disputa da próxima presidência
da Câmara. Um acordo político estabelecido dentro do grupo previa que Luciano
Alves e Welton Borges também ocupassem o comando do Legislativo. O
entendimento, porém, teria sido rompido após Monique Andrade mudar de
alinhamento político e articular sua chegada à presidência com apoio da
situação.
A mudança levanta uma pergunta inevitável: depois de dois anos de oposição, o
que mudou? O compromisso continua sendo com as pautas defendidas diante da
população ou a disputa pelo poder falou mais alto?
O episódio ganha ainda mais repercussão em um município onde a gestão Eribaldo
Lima enfrenta elevados índices de desaprovação popular.
Enquanto as movimentações alteram o cenário político, Anderson Andrade, Márcia
Nelo, Welton Borges e Luciano Alves mantêm o posicionamento de oposição.
Na política, mudar de posição é uma escolha. Mas romper acordos e abandonar
discursos construídos diante da população também exige explicações.
Em Campestre, a pergunta que fica é: quem permaneceu fiel ao projeto defendido
durante esses dois anos e quem decidiu mudar de lado quando chegou a hora de
dividir o poder?

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