O aumento dos juros, o endividamento das famílias e
a indefinição sobre o ajuste fiscal ampliam o risco de recessão no Brasil em
2027, segundo análise do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio
Vargas (Ibre-FGV). Projeções de bancos e consultorias apontam crescimento
próximo de 1%, mas a economia pode ficar estagnada caso as condições
financeiras continuem piorando.
Estudo preliminar do instituto indica que comércio,
indústria de transformação e serviços podem recuar 0,5% no próximo ano. O
cenário é agravado pela perda de força da agropecuária e da indústria
extrativa, que ajudaram a sustentar o crescimento nos últimos anos.
O endividamento também preocupa. Dados da Serasa
mostram que o país chegou a 84,2 milhões de inadimplentes em setembro, o
equivalente a 51,1% da população adulta. Com o orçamento comprometido, as
famílias tendem a reduzir o consumo, pressionando ainda mais a atividade
econômica.
O mercado de trabalho também pode sentir os efeitos
da desaceleração. A projeção é que a taxa de desemprego avance de 5,6% em 2026
para quase 7% em 2027.

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