O caso do homem preso por exercício ilegal da
medicina ganhou novos desdobramentos. Depois de a Proseg, empresa prestadora do
serviço, afirmar que seria inverídica a informação de que ele atuava como
responsável técnico do SAMU RN, o blog teve acesso a uma conversa de WhatsApp
que coloca essa versão em xeque.
Nas mensagens, o homem aparece conversando com
médicos sobre a elaboração de escalas do SAMU RN. O conteúdo levanta uma
questão ainda mais grave: qual era a habilitação e a autorização desse
profissional para participar da organização de escalas médicas, considerando
que ele não possuía registro no Conselho Regional de Medicina (CRM)?
A empresa negou a informação, mas deixou de
esclarecer pontos fundamentais. A conversa obtida pelo blog apresenta elementos
que contradizem a versão divulgada e exige explicações sobre o papel
efetivamente desempenhado pelo homem na estrutura de trabalho da empresa.
E a responsabilidade pela fiscalização também
precisa entrar nessa discussão. Onde estava a Secretaria de Estado da Saúde
Pública (Sesap) enquanto essas atividades eram desenvolvidas? A secretaria
fiscaliza regularmente as empresas contratadas para prestar serviços médicos?
Confere a habilitação dos profissionais que participam da organização das
equipes e das escalas? Como é feito o controle dos responsáveis técnicos e de
suas respectivas inscrições no CRM?
O episódio não pode ser tratado como um fato
isolado. Há outros questionamentos envolvendo a atuação da empresa, e a
população precisa saber se os mecanismos de fiscalização estão funcionando.
Se a empresa sustenta que a informação é falsa,
precisa explicar o conteúdo das mensagens. E a Sesap precisa responder se
fiscalizou, como fiscalizou e quais providências pretende adotar diante dos
fatos.

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