A governadora Fátima Bezerra (PT) passou a ser
citada no Palácio do Planalto como possível ministra do quarto governo do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com uma pasta da área social. A
informação circulou na imprensa nacional nos últimos dias, uma semana depois da
reeleição de Lula, e reforça uma movimentação que ganhou força desde o fim de
outubro.
O nome da governadora entrou na lista por dois
motivos, segundo os bastidores do governo. O primeiro é político: Fátima elegeu
o sucessor, Cadu Xavier (PT), e abriu mão de disputar uma vaga no Senado, o que
a deixará sem mandato a partir de 6 de janeiro de 2027, quando o sucessor toma
posse. O segundo é a composição da equipe, já que Lula quer um número
expressivo de mulheres na Esplanada dos Ministérios.
Lula costuma se referir à governadora de forma
elogiosa. O presidente afirma que ela sofreu, durante anos, ataques violentos e
machistas no Rio Grande do Norte e que sempre resistiu de forma altiva. No
comício na Arena das Dunas, em agosto, Lula disse a Fátima que “nunca” soltaria
a mão dela. Em outro discurso no Estado, em setembro, afirmou que ela “não
precisa de mandato para ser importante”. “Se você não for nem vereadora, ainda
assim vai ser muito difícil esse estado criar uma liderança como você”,
declarou.
A pasta ainda não está definida. A versão que
circulou neste domingo fala em um ministério da área social. Na semana passada,
integrantes do PT citavam outra possibilidade: uma pasta voltada ao
desenvolvimento regional e à redução das desigualdades entre as regiões do
país.
Fátima não confirmou nem descartou o convite. Em
agosto, em entrevista à Rádio Universitária, ela disse que analisaria uma
proposta “com todo o senso de responsabilidade”, mas que o foco naquele momento
era a campanha. “Eu não estou preocupada com isso. Estou preocupada com o
Brasil, com o Rio Grande do Norte”, afirmou na ocasião. Depois da eleição, a
governadora ainda não voltou a falar publicamente sobre o assunto.
Fátima é a terceira mulher a governar o Rio Grande
do Norte, depois de Wilma de Faria e Rosalba Ciarlini, e o Estado é o único do
país a eleger três governadoras. Eleita em 2018 e reeleita em 2022, ela cumpre
o segundo mandato até 6 de janeiro de 2027, data da posse do sucessor.
Além de Fátima, outros gestores do Nordeste são
citados para o primeiro escalão. O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT),
aparece como nome para o Ministério da Fazenda. O ex-ministro Camilo Santana e
o senador eleito Rui Costa (PT-BA) também são apontados para voltar à
Esplanada.

Nenhum comentário:
Postar um comentário